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    InícioNotíciasCarreirasEntenda porque as startups têm demitido em massa em 2022

    Entenda porque as startups têm demitido em massa em 2022

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    Liv Up, Zak, QuintoAndar, Loft e Facily são algumas startups que apresentaram casos de demissão em massa este ano. Mas, por que isso está acontecendo?

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    No geral, a justificativa das startups para as demissões seriam reestruturações internas das empresas. Porém, fatores externos podem influenciar a decisão.

    Além disso, este não é um problema exclusivo das startups brasileiras. De acordo com dados da Crunchbase, a imprensa norte-americana divulgou cerca de 43 reportagens sobre demissões na primeira semana de maio de 2022.

    O número supera setembro de 2020, quando os EUA ainda não tinham começado a campanha de vacinação contra o novo Coronavírus. Por lá, empresas como Netflix e Meta também anunciaram o desligamento de um grande volume de funcionários.

    Por que as startups estão demitindo?

    O principal motivo é a taxa de juros que aumentou em diversos países, incluindo o Brasil. Segundo dados da plataforma Distrito, as startups brasileiras captaram US$9,6 bilhões (R$47 bilhões) em aportes em 2021.

    O número representa uma alta de quase 250%, se comparado ao montante de 2019 de US$2,7 bilhões (R$13,2 bilhões).

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    Entretanto, houve um aumento das taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos, provocando o encarecimento do financiamento para empresas.

    Com isso, a renda fixa ganhou destaque, sendo mais atrativa para os investidores, especialmente com as instabilidades provocadas pelo conflito entre Rússia e Ucrânia.

    + Como a guerra entre Rússia e Ucrânia afeta a economia do Brasil? Entenda!

    Ou seja, com as incertezas no cenário macroeconômico é mais difícil saber como será a captação de investimentos em rodadas futuras, pois a tendência é que os investidores busquem por negócios mais sólidos.

    Diante disso, as startups optam por enxugar a operação, de modo que não dependam dos investimentos para lidar com as contas.

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    Ainda de acordo com a Distrito, os investimentos em startups devem ficar em US$12,9 bilhões (R$63,2 bilhões) em 2022. Uma alta anual de, apenas, 34,6%, em comparação a 2021.

    Nesse cenário de incertezas, as reorganizações internas tendem a ser mais comuns. E, consequentemente, a redução das equipes e demissões de funcionários passam a acontecer com mais frequência.

    carteira de trabalho em mãos
    Em casos de demissões em massa, direitos trabalhistas dos profissionais devem ser preservados (Foto: Divulgação)

    Demitir é o melhor caminho?

    Muitas startups optam pela demissão porque um dos maiores custos da empresa costumam ser, justamente, a folha de pagamentos.

    Além disso, durante o período de grandes aportes, muitas startups investem na ampliação do quadro de pessoal, não suportando a manutenção de todos esses funcionários no momento de crise.

    Outro fator que leva a este cenário é a falta de clareza sobre os rumos do negócio. No entanto, quanto maior o estágio da startup, menor costuma ser a mudança de projetos e equipes.

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    Mas nem sempre demitir é a melhor decisão. Em primeiro lugar, as startups precisam lidar com o impacto das verbas trabalhistas, especialmente quando o volume de demissões é alto.

    Além disso, o desligamento de pessoal gera consequências na imagem da marca e na operação dos projetos.

    Vale lembrar que as empresas devem ter cuidado em como demitir, para não criar uma imagem ruim externamente, especialmente nas redes sociais, nem um sentimento de insegurança entre os colaboradores que seguem na empresa.

    Por isso, é importante oferecer apoio, feedbacks e tratar a questão com o máximo de respeito possível com o colaborador.

    + Saiba se demissão por WhatsApp é permitida

    Quais são os direitos do profissional demitido?

    As demissões em massa podem ocorrer por diversos motivos, mas as startups devem assegurar os direitos trabalhistas dos ex-colaboradores. Lembrando que as dispensas coletivas estão previstas na legislação trabalhista (CLT art. 477-A).

    Caso a demissão tenha sido sem justa causa, a rescisão do contrato prevê o direito aos seguintes benefícios:

    • Salário;
    • 13º proporcional;
    • Férias vencidas e proporcionais;
    • Aviso prévio;
    • Multa rescisória de 40% sobre o valor total depositado do FGTS;
    • Liberação do FGTS de forma integral.

    Qual é a perspectiva para o futuro?

    Apesar da crise no mercado de startups, o Brasil já se consolidou como um país com grande potencial de inovação tecnológica. E, novas empresas devem continuar surgindo com soluções para diferentes áreas.

    Assim, a expectativa é de que as startups voltem a aumentar seus valores de mercado, readaptando suas operações.

    Além disso, a tendência é que o mercado de tecnologia se fortaleça e cresça ao longo dos próximos anos, o que pode refletir em uma retomada das contratações, principalmente de profissionais desse setor.

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    Letícia de Jesus
    Letícia de Jesus
    Jornalista e redatora, com experiência em SEO e webwriting. Apaixonada pela escrita e extremamente curiosa, gosto de explorar diferentes assuntos.

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    No geral, a justificativa das startups para as demissões seriam reestruturações internas das empresas. Porém, fatores externos podem influenciar a decisão.

    Além disso, este não é um problema exclusivo das startups brasileiras. De acordo com dados da Crunchbase, a imprensa norte-americana divulgou cerca de 43 reportagens sobre demissões na primeira semana de maio de 2022.

    O número supera setembro de 2020, quando os EUA ainda não tinham começado a campanha de vacinação contra o novo Coronavírus. Por lá, empresas como Netflix e Meta também anunciaram o desligamento de um grande volume de funcionários.

    Por que as startups estão demitindo?

    O principal motivo é a taxa de juros que aumentou em diversos países, incluindo o Brasil. Segundo dados da plataforma Distrito, as startups brasileiras captaram US$9,6 bilhões (R$47 bilhões) em aportes em 2021.

    O número representa uma alta de quase 250%, se comparado ao montante de 2019 de US$2,7 bilhões (R$13,2 bilhões).

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    Com isso, a renda fixa ganhou destaque, sendo mais atrativa para os investidores, especialmente com as instabilidades provocadas pelo conflito entre Rússia e Ucrânia.

    + Como a guerra entre Rússia e Ucrânia afeta a economia do Brasil? Entenda!

    Ou seja, com as incertezas no cenário macroeconômico é mais difícil saber como será a captação de investimentos em rodadas futuras, pois a tendência é que os investidores busquem por negócios mais sólidos.

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    Nesse cenário de incertezas, as reorganizações internas tendem a ser mais comuns. E, consequentemente, a redução das equipes e demissões de funcionários passam a acontecer com mais frequência.

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    Em casos de demissões em massa, direitos trabalhistas dos profissionais devem ser preservados (Foto: Divulgação)

    Demitir é o melhor caminho?

    Muitas startups optam pela demissão porque um dos maiores custos da empresa costumam ser, justamente, a folha de pagamentos.

    Além disso, durante o período de grandes aportes, muitas startups investem na ampliação do quadro de pessoal, não suportando a manutenção de todos esses funcionários no momento de crise.

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    Vale lembrar que as empresas devem ter cuidado em como demitir, para não criar uma imagem ruim externamente, especialmente nas redes sociais, nem um sentimento de insegurança entre os colaboradores que seguem na empresa.

    Por isso, é importante oferecer apoio, feedbacks e tratar a questão com o máximo de respeito possível com o colaborador.

    + Saiba se demissão por WhatsApp é permitida

    Quais são os direitos do profissional demitido?

    As demissões em massa podem ocorrer por diversos motivos, mas as startups devem assegurar os direitos trabalhistas dos ex-colaboradores. Lembrando que as dispensas coletivas estão previstas na legislação trabalhista (CLT art. 477-A).

    Caso a demissão tenha sido sem justa causa, a rescisão do contrato prevê o direito aos seguintes benefícios:

    • Salário;
    • 13º proporcional;
    • Férias vencidas e proporcionais;
    • Aviso prévio;
    • Multa rescisória de 40% sobre o valor total depositado do FGTS;
    • Liberação do FGTS de forma integral.

    Qual é a perspectiva para o futuro?

    Apesar da crise no mercado de startups, o Brasil já se consolidou como um país com grande potencial de inovação tecnológica. E, novas empresas devem continuar surgindo com soluções para diferentes áreas.

    Assim, a expectativa é de que as startups voltem a aumentar seus valores de mercado, readaptando suas operações.

    Além disso, a tendência é que o mercado de tecnologia se fortaleça e cresça ao longo dos próximos anos, o que pode refletir em uma retomada das contratações, principalmente de profissionais desse setor.

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