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Como sair do aluguel: mercado imobiliário deve reaquecer este ano

Escrito por: Rafael Massadar em 18 de março de 2019

Tudo indica que 2019 será um bom ano para sair do aluguel. Após um longo período de recessão, o mercado imobiliário brasileiro voltou a se aquecer.

Dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) apontam que o número de buscas por financiamento para aquisição ou construção de imóveis cresceu 15%. Isso acontece depois de três anos de quedas.

De acordo com a entidade, alguns fatores justificam a providencial retomada. Dentre os principais itens que resgatam o sonho da casa própria estão os juros menores.

No balanço parcial de 2018, os lançamentos e vendas de imóveis novos totalizaram, respectivamente, 89.642 e 104.590 unidades.

Em comparação com o mesmo período do ano passado, os resultados representam um aumento de 30,3% nos lançamentos e de 6,6% nas vendas de novos.

Esses números refletem no aumento dos lançamentos e das vendas no ano passado no país. Os lançamentos em 2018 somaram 98,562 mil unidades, alta de 3,1% ante 2017, de acordo com a Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

Por sua vez, as vendas somaram 120,142 mil unidades, crescimento de 19,2%.

A CBIC prevê que os lançamentos e as vendas no mercado imobiliário de médio e alto padrão – financiados com recursos da caderneta de poupança – cresçam na ordem de 20% a 30% em 2019 frente a 2018.

sair do aluguel

Sair do aluguel: esse é o momento?

O preço de venda de imóveis residenciais apresentou queda pelo segundo ano consecutivo no Brasil no final de 2018. As informações são do Índice FipeZap.

A boa notícia é que o preço médio dos imóveis também começou 2019 em queda, de acordo com levantamento divulgado pela pesquisa. Em janeiro, os valores anunciados tiveram queda real (considerando a inflação) de 0,25%.

Os valores já consideram os últimos 12 meses terminados em janeiro. Portanto, o levantamento aponta queda real de 3,7% nos preços anunciados.

O número leva em conta os dados de 50 cidades monitoradas pela pesquisa, que, até o mês anterior, acompanhava os preços em 20 cidades .

Mesmo com a inclusão de mais locais pesquisados, a cidade do Rio de Janeiro segue com o metro quadrado mais caro do país, com R$ 9.474, em média.

São Paulo é a segunda cidade com o maior valor médio, com R$ 8.831 por metro quadrado. A média nacional é de R$ 7.174.

Já a cidade com o metro quadrado mais barato entre as monitoradas pela pesquisa foi Betim (MG), com valor médio de R$ 3.072.

A segunda cidade com o menor valor do metro quadrado é São José dos Pinhais, com R$ 3.361.

Valor médio por metro quadrado dos imóveis anunciados

Cidade / Preço (R$)
1 – Rio de Janeiro (RJ) / 9.474
2 – São Paulo (SP) / 8.831
3 – Brasília (DF) / 7.243
4 – Balneário Camboriú (SC) / 7.120
5 – Niterói (RJ) / 6.830
6 – Florianópolis (SC) / 6.751
7 – Barueri (SP) / 6.605
8 – Belo Horizonte (MG) / 6.338
9 – Vitória (ES) / 6.272
10 – Curitiba (PR) / 6.183

Dicas para sair do aluguel

Sair do aluguel é o sonho de muitos brasileiros. No entanto, o principal obstáculo é a falta de recursos para adquirir o imóvel próprio.

Afinal, adquirir um imóvel próprio e não ter mais que gastar um valor considerável na locação traz um tremendo alivio para o orçamento doméstico.

No entanto, conseguir isso não é uma tarefa simples. É preciso se programar bem e abrir mão de alguns gastos, para finalmente juntar a quantia necessária para efetuar uma proposta sólida.

A seguir, confira duas dicas importantes para se preparar para sair do aluguel!

1 – Faça um planejamento

Opções não faltam para conseguir um financiamento. No entanto, a primeira coisa que você deve fazer é se planejar.

Portanto, é necessário entender bem como funciona a sua renda, quais gastos precisam ser mantidos e quais são dispensáveis.

Caso você tenha dívidas, sejam elas de pequeno ou alto valor, é importante que você quite antes. Assim, você poderá ter o nome limpo e a tranquilidade de poder focar no seu sonho de sair do aluguel.

Para ajudar, você pode montar uma planilha no Excel com todas as informações, como dívidas, pagamentos futuros, renda mensal, poupança, entre outros.

Ou então, você pode aproveitar a facilidade dos aplicativos de finanças.

Vale lembrar: é ideal ter dinheiro para uma boa entrada na compra do imóvel. Não é nada vantajoso pagar mais do que o valor total do imóvel em juros e ainda comprometer a renda por anos seguidos.

2 – Pesquise formas de financiamento

Existem vários agentes financeiros que realizam esse tipo de serviço e que trabalham com variadas taxas de juros.

Pesquise em diferentes instituições e identifique aquela que melhor atende às suas necessidades e ao perfil do imóvel que você deseja.

Compare as condições de financiamento, as taxas de juros, os prazos, tempo de aprovação, entre outros fatores. No entanto, não aja por impulso.

As linhas de crédito se diferenciam de acordo com o valor do imóvel, com a quantidade de parcelas, com o valor da entrada, entre outros fatores.

Sendo assim, tenha bem definido o tipo de empreendimento que você almeja e como está o seu orçamento.

Lembre-se de pesquisar por um imóvel que seja compatível com a sua renda. Às vezes, na hora da emoção não somos capazes de mensurar os reais benefícios e contrapartidas de um financiamento imobiliário.

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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