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Comprador compulsivo ou impulsivo: qual a diferença?

Escrito por: Rafael Massadar em 4 de outubro de 2018

Já parou para pensar que você pode ser um comprador compulsivo ou impulsivo? Faz compras por impulso, possui gastos acima das possibilidades e faz aquisição de produtos repetidos sem necessidade?

Fique atento! Alguma dessas sensações lhe parece familiar? Esses são sintomas característicos de um comprador compulsivo ou impulsivo.

Não acredita? O Brasil possui milhares. Prova disso é que mesmo com a crise econômica, a intenção de consumo das famílias brasileiras tem alta em setembro e você deve estar em uma delas.

Os dados são do indicador da Federação do Comércio de São Paulo (Fecomercio-SP). Segundo ele, o índice mensal subiu 1,1% em relação a agosto, passando de 86,5 para 87,5 pontos. Em comparação com setembro de 2017, quando o indicador marcava 79 pontos, a alta ficou em 10,8%.

Em contrapartida, o percentual de famílias com dívidas aumentou de 59,6% em julho para 60,7% em agosto, a segunda alta mensal consecutiva. Os dados são da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O cartão de crédito permaneceu como principal tipo de dívida, apontado por 76,8% das famílias entrevistadas. O carnê foi o segundo mais citado (14,2%), seguido pelo financiamento de carro (10,4%).

Esses números podem ser explicados pelos dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Seu último relatório sobre saúde mental, de fevereiro de 2017, mostrou que 9,3% da população brasileira sofre de ansiedade.

A OMS diz que são mais de 18,6 milhões de pessoas ansiosas. Outros 11,5 milhões convivem com a depressão, hoje a principal causa de incapacidade em todo o mundo. Constatações que aliadas a um cenário consumista, com estímulos de compra vindos de todos os lados, tornam fácil perder o controle das finanças e gastar mais do que se deveria.

Comprador compulsivo ou impulsivo

40% das pessoas compram sem necessidade

Pesquisa do SPC Brasil e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) aponta que 37% dos brasileiros admitem comprar por impulso. Ou seja, comprar algo que não precisam.

A pesquisa também revelou que os setores que mais representam essa compra sem necessidade são:

– roupas;
– calçados;
– acessórios.

Os três itens juntos totalizam 14%. Já os setores de perfumes e de cosméticos ficam logo em seguida, com 8% das respostas.

Além disso, conforme as respostas dos entrevistados, as lojas virtuais são as que mais facilitam o crédito e estimulam diretamente as compras. Elas representam 29% das respostas dos entrevistados.

Os supermercados e as lojas de departamentos ficaram nas posições seguintes, com 19% e 17%, respectivamente.

Afinal, você é um comprador compulsivo ou impulsivo?

Comprador compulsivo ou impulsivo

Há uma pequena diferença entre ser um comprador compulsivo ou impulsivo. A compra impulsiva é aquela que você faz esporadicamente, ainda que sem necessidade. Ela pode ocorrer em uma visita ao shopping ou ao ver alguma liquidação de preços.

Já as compras compulsivas não afetam o desejo do consumidor. Pode ser que ele nunca nem pense em comprar tal produto, mas simplesmente compra. É uma questão de satisfação pessoal momentânea, o que leva à oneomania.

Se você não acredita nisso, saiba que uma pesquisa feita pela Faculdade de Psicologia da USP afirmou que 3% da população brasileira sofre com a compulsão por compras. Já nos Estados Unidos, essa porcentagem é de 8%.

Sabia que você pode ter Oneomania?

Oneomania ou oniomania significa “impulso exacerbado, doentio, de comprar coisas sem delas necessitar”. É o nome que se dá ao comprador compulsivo. Ou seja, que tem dificuldade de lidar com o próprio dinheiro. Fato que resulta em gastos desenfreados e em um endividamento sem fim.

Ao contrário do que se pensa, a Oneomania não é um vício feminino e não se aplica apenas a mulheres viciadas em compras. É uma doença que pode atingir os dois gêneros, embora afete mais o sexo feminino.

São sintomas da Oniomania:

– Euforia e ansiedade com a compra;
– Mentiras acerca dos valores gastos;
– Comprar descontroladamente como forma de compensar estados de ansiedade, depressão, irritação ou solidão;
– Prateleiras cheias de roupa ainda com etiquetas, sem nunca terem sido utilizadas.

Contudo, existe tratamento. O primeiro passo é ter consciência sobre a doença.

Depois, é preciso buscar auxilio na Psiquiatria, já que normalmente ela está associada a transtornos de ansiedade e depressão.

5 dicas para evitar as compras por impulso

1 – Não compre quando estiver triste ou irritado

Um dos principais problemas do comprador compulsivo ou impulsivo. É muito fácil procurar por um produto para lhe satisfazer quando você está triste. Consequentemente, a chance de você gastar mais do que deve aumenta.

2 – Faça listas

Liste os itens necessários antes de ir ao supermercado. Como resultado, só compre o que estiver anotado.

3 – Pesquise

Nunca compre na primeira loja. Além disso, cuidado com descontos milagrosos. Pesquise e compare valores em outros estabelecimentos para saber se está fazendo um bom negócio ao comprar um produto em uma liquidação.

4 – Adie a compra

Quando você gostar muito de algum produto, espere para comprá-lo no dia seguinte. Isso porque nesse espaço de tempo é possível avaliar se você realmente precisa do item ou se é apenas um desejo passageiro.

5 – Priorize sonhos

Por fim, coloque no papel suas metas pessoais, profissionais e financeiras. É muito mais fácil economizar quando temos metas bem claras. Elas servem de bússola para nossas atitudes e decisões financeiras.

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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