Coronavírus: 5 setores que se beneficiam com a pandemia

Escrito por: Rafael Massadar em 19 de março de 2020

A pandemia do novo coronavírus já causou diversos efeitos negativos na economia mundial. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) já prevê uma queda no Produto Interno Bruto (PIB).

Em nota, o órgão diz que o índice deve cair de 2,9% para 2,4%. Contudo, a previsão é que a recuperação venha já em 2021.

coronavírus
Apesar da queda nas bolsas de valores, algumas empresas se beneficiaram

De acordo com o Ministério da Economia, o cenário é mais otimista. A pasta diz que o impacto no crescimento do PIB seria de apenas -0.10 pontos percentuais.

Em contrapartida, o cenário mais extremo indica queda de 0.66 pontos percentuais. Isso porque diversos setores serão impactados pelo coronavírus. São eles:

  • redução das exportações;
  • queda no preço de commodities e piora nos termos de troca;
  • interrupção da cadeia produtiva de alguns setores;
  • queda nos preços de ativos e piora das condições financeiras;
  • redução no fluxo de pessoas e mercadorias.

Apesar do cenário, tem setores que se beneficiaram

Sim, independentemente do colapso, algum setores da economia se beneficiaram com a pandemia do coronavírus. Um deles é o de produtos de limpeza.

Por exemplo, dados da empresa de pesquisa Kantar revelam que as vendas de desinfetantes para as mãos no Reino Unido dispararam. Os artigos registraram um aumento de 255% em fevereiro em comparação com o mesmo mês do ano passado.

Já nos Estados Unidos, a venda de desinfetantes para as mãos aumentou em 70%. O Lysol, da Reckitt Benckiser, registrou um dos melhores desempenhos.

Seus desinfetantes em spray tiveram um incremento de vendas de 32% em relação ao ano anterior, segundo a Nielsen (empresa global de informação, dados e medição).

A Clorox também foi uma das beneficiadas pelo Coronavírus. Suas ações foram uma das poucas positivas em meio a uma ampla queda do mercado nas últimas semanas, quase 10% desde o dia 3 de fevereiro.

Os números favoráveis são resultado do aumento de vendas de toalhas desinfetantes. Elas aumentaram 9,8% nas quatro semanas que terminaram em 22 de fevereiro.

Máscaras médicas mais que quadruplicaram

A Nielsen informou que, durante as quatro semanas até 22 de fevereiro, as vendas de máscaras médicas mais que quadruplicaram.

Além disso, as de manutenção doméstica mais do que triplicaram em relação ao ano anterior.

A 3M, fabricante de máscaras respiratórias, parece liderar a produção. Suas máscaras de respirador estão no topo das vendas na Amazon, de acordo com uma análise da Profitero.

Serviços de entrega também tiveram aumento de demanda

O aumento da demanda por serviços de entrega desde o início da epidemia do novo coronavírus também aumentou. A Amazon, por exemplo, está enfrentando escassez de produtos.

Já o Instacart registrou um aumentado 10 vezes nos últimos dias. Enquanto sua taxa de crescimento aumentou 20 vezes na Califórnia, em Washington, no Oregon e em Nova York.

Nielsen revela que pessoas estão armazenando alimentos não perecíveis. Um estudo mostra que as pessoas estão armazenando itens em resposta ao surto de coronavírus.

Nele, houve um aumento nas pessoas que compram alimentos não perecíveis, como feijão enlatado, snacks de frutas e biscoitos.

Uma categoria surpreendente estava liderando o aumento: as vendas de leite de aveia aumentaram em mais de 300% na semana de 22 de fevereiro.

O leite de aveia chegou a superar picos de desinfetantes para as mãos (54%) e desinfetantes em spray (19%).

Ações de empresas de streaming e entretenimento cresceram

O coronavírus tem deixado muitas pessoas dentro de casa em diversos países. E, elas aproveitam para usar serviços de streaming.

A Netflix tem sido um destaque até agora. Seus 61 milhões de assinantes nos EUA parecem estar assistindo e investindo no serviço.

Resultado: as ações da Netflix continuaram subindo. Em meados de março, as ações subiram 5%, à medida que o mercado geral caiu 5%.

Mas não é só de Netflix que as pessoas se entretêm

Afinal, como ficam os frequentadores das academias? Eles estão longe delas, pois são locais de contágio de coronavírus.

Quem parece estar se beneficiando é a Peloton, que vende bicicletas estacionárias para exercícios em casa. Em meados de março, suas as ações subiram 2%.

E os aplicativos de saúde e fitness também estão em alta, de acordo com a empresa de análise App Annie.

Em fevereiro, nos EUA, os downloads aumentaram 5% em relação a 2018 e registraram um salto de 40% em relação ao ano anterior em janeiro.

Para acompanhar os desdobramentos da pandemia do coronavírus, FinanceOne preparou uma série de reportagens. Confira:

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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