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Dicas financeiras para morar com amigos

Escrito por: Rafael Massadar em 4 de junho de 2019

A cada dia, cresce o número que jovens que vão morar com amigos. Todos com o mesmo objetivo: reduzir os custos, poupar e, é claro, ter companhia.

Porém, essa é uma decisão que deve ser pensada e repensada várias vezes. Afinal, existem diversas vantagens e desvantagens que vão impactar diretamente na sua rotina.

Quando se mora sozinho, você é o único a arcar com gastos como água, luz, telefone, internet, taxa condominial, entre outros.

Portanto, se o dinheiro ainda é curto, seu orçamento pode acabar mais comprometido do que o imaginado, e isso pode se tornar um problema futuro.

Em contrapartida, ao morar com os amigos, esses custos gerais são somados e divididos por todos.

Logo, dá para administrar melhor a sua renda e os gastos mensais sem passar sufoco.

Além disso, a compra de móveis e eletrodomésticos para áreas de convívio, como sala, varanda e cozinha, também será compartilhada.

morar com amigos

O que definir antes de ir morar com amigos?

Avalie bem o perfil da pessoa que vai dividir apartamento/casa com você.

Às vezes, escolher um amigo muito próximo e que tenha características opostas às suas não é a melhor opção.

Uma boa convivência é importante nos momentos de aperto financeiro.

Ao escolher o bairro para morar, prefira um lugar que seja próximo de onde você trabalha ou estuda, e onde tenha bastante comércio.

Assim, por se deslocar menos, você gasta pouco com o transporte no dia a dia.

Caso essa região seja muito valorizada, faça as contas para ver qual a diferença de gasto com a escolha de um imóvel mais afastado.

Renda extra para outras despesas

Outra vantagem de morar com amigos em um apartamento é alugar os quartos que estão desocupados para conseguir uma renda extra.

Com ela, você complementa seu orçamento mensal e consegue uma maior independência financeira.

Assim, você consegue quitar suas despesas pessoais. Além de ainda utilizar o que sobrar para investir ou iniciar um consórcio para comprar um carro zero, por exemplo.

Algumas dicas financeiras para morar com amigos

É possível que você encontre locais que já estão mobiliados quando for morar com amigos.

Nesse caso, aproveite todos os móveis, já que eles estão inclusos no valor pago mensalmente.

Se o imóvel estiver vazio, compre os móveis, utensílios domésticos e objetos de decoração em lojas baratas ou em promoções.

As lojas varejistas e os brechós são boas opções para economizar.

Você pode, também, consultar seus amigos e familiares para ver se eles não têm itens sobrando em casa.

Ao comprar os móveis, é importante que cada integrante da casa pague por um artigo, para que, na hora da divisão, não seja necessário separar os valores. Cada um fica com o que pagou.

Quanto às contas, o ideal, em todos os casos, é que os valores sejam divididos igualmente.

Quando houver consumos diferentes, é importante que as pessoas os comprem separadamente, principalmente se forem caros.

No entanto, quando as contas estiverem ficando muito altas, faça uma reunião com o colega para encontrar a causa do problema e tentar solucioná-lo.

Coliving é uma alternativa

O coliving é uma forma de moradia na qual os moradores, geralmente inquilinos, têm um quarto exclusivo para si na casa.

No entanto, dividem as demais áreas, como cozinha, varanda, quintal e, em alguns casos, o banheiro.

Essa alternativa surgiu na década de 1960, na Dinamarca. Ela é inspirada no modelo de cohousing.

Rapidamente se espalhou pela Europa, Canadá e Estados Unidos.

Hoje, os tipos de moradia que caracterizam o coliving são:

1 – Roam – você paga pelo aluguel de um quarto que pode ser desfrutado em diferentes partes do mundo, todos ligados à empreiteira proprietária;

2 – República – talvez a forma mais conhecida no Brasil, se limita a estudantes e pode contar com a presença do proprietário no imóvel;

3 – Flatsharing – pessoas de origens e finalidades diferentes se juntam em uma casa sem a presença do proprietário, tendo maior autonomia.

Das três modalidades, o flatsharing, que é equivalente ao cohousing, é o que tem mais chamado atenção.

Justamente pelo nomadismo digital das gerações mais jovens, entre os 20 e 30 anos, e que têm uma relação menos fixa com trabalho e moradia.

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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