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Em dois anos, tarifas bancárias subiram o dobro da inflação, diz Idec

Escrito por: Rafael Massadar em 18 de julho de 2019

Os bancos sobem as tarifas bancárias acima da inflação. É o que revela um estudo do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

O Instituto analisou 20 serviços disponibilizados pelos bancos e seus valores cobrados. Além disso, foram analisados outros 70 pacotes de serviços com taxa mensal.

tarifas bancárias

O estudo foi feito com base nos serviços oferecidos pelos principais bancos do Brasil, sendo eles:

– Banco do Brasil;
– Bradesco;
– Caixa Econômica Federal;
– Itaú Unibanco;
– Santander.

 

O Idec identificou que entre abril de 2017 e março de 2019 os grandes bancos elevaram em média em 14% o preço das tarifas bancárias de conta corrente. Já as tarifas por serviços específicos tiveram aumento médio de 12%.

No entanto, nesse período, a inflação foi de 7,5%. Além disso, esse cenário acontece apesar da maior competição com as startups do setor financeiro.

A economista responsável pela pesquisa, Ione Amorim, revela o motivo dessa alta. Ela acredita que, em resposta à entrada dos bancos digitais, os tradicionais estão fazendo fusões com fintechs.

Ione Amorim diz o objetivo é criar um braço digital em vez de reduzir tarifas bancárias para concorrer diretamente com os novos nomes. Como exemplo, ela cita o Next, lançado pelo Bradesco para o público jovem.

Outro exemplo foi o Santander. Ele havia adquirido 50% do ContaSuper em 2015, integrou o banco virtual e mudou o nome para Superdigital.

Já o Itaú lançou o iti, plataforma aberta de pagamentos digitais. Ele estará disponível no terceiro trimestre.

Quais bancos realizaram os maiores reajustes nas tarifas bancárias?

Dos 20 principais serviços mais utilizados pelos consumidores, a maioria dos bancos reajustou mais da metade dos serviços acima da inflação.

No total, foram encontrados 50 serviços com reajustes entre 10% e 89%. A tarifa de retirada no cartão de crédito sofreu reajuste de 69% na Caixa Econômica e 60% no Bradesco.

Nas tarifas avulsas, o maior ajuste foi o de pagamento de conta no cartão de crédito do Banco do Brasil. A instituição que subiu 89%.

A compra e venda de câmbio do Santander saltou 50%.

Nos pacotes, o maior reajuste foi registrado pelo Bradesco. No chamado Classic 2, o banco praticou uma variação de 50% em dois anos.

O pacote que apresentou menor reajuste foi o Personalizado I do BB. Ele subiu 14%, ainda assim quase o dobro da inflação.

Contudo, Caixa, Itaú Unibanco e Santander também tiveram cestas de serviços com aumento acima da inflação.

tarifas bancárias
Fonte: Tabelas de tarifas disponíveis nos sites dos bancos | Elaboração: Idec

Tarifas de bancos digitais

O estudo do Idec ainda fez apontamentos sobre as tarifas de bancos digitais. O objetivo era mostrar as cobranças que são mal divulgadas e podem ser caras, daquelas instituições que prometem uma série de gratuidades.

Segundo a economista do instituto, houve dificuldade “em localizar informações sobre quais serviços são gratuitos e quais pagos.

“Além de alguns dizerem que não cobram tarifas, mas, na prática, só oferecem a gratuidade se o consumidor tiver um consumo mínimo por mês”, disse Ione Amorim.

Direito a gratuidade

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) afirma que os bancos seguem as regulamentações do Banco Central no que se refere às cobranças das tarifas bancárias.

Além disso, a Febraban lembra que existe uma ferramenta que é disponibilizada ao consumidor para que seja consultada todas as tarifas cobradas pela instituição.

A ferramenta é o Sistema de Divulgação e Tarifas e Serviços Financeiros (STAR). Ela é mantida também pelos bancos.

A Febraban reforça ainda que todos os clientes bancários têm direito ao pacote de Serviços Essenciais. Plano onde o correntista é isento da cobrança de tarifas.

Já, de acordo com o Banco Central, os bancos devem disponibilizar um pacote sem custos com ao menos os seguintes serviços:

– Fornecimento de cartão de débito;
– Quatro saques;
– Duas transferências para contas do mesmo banco no mês.

7 dicas antes de escolher um banco tradicional ou virtual

1 – Avalie com regularidade sua movimentação financeira e veja quais serviços você mais usa;
2 – Se pergunte qual sua familiaridade com plataformas virtuais;
3 – Verifique a disponibilidade do acesso à internet na região onde mora;
4 – Procure saber as reclamações sobre o banco que você pretende contratar;
5 – Compare os preços dos serviços e avalie os benefícios oferecidos em cada um;
6 – Confira a cobertura de serviços e contratos disponíveis com informações claras e objetivas sobre a sua contratação.
7 – Considere transformar sua conta corrente em uma conta gratuita (pacote de serviços essenciais).

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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