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FGV cria ferramenta que calcula sua inflação individual

Escrito por: Rafael Massadar em 28 de dezembro de 2018

O Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE) calcula a inflação do país (IPC-Br). O índice é uma média da variação de preços dos principais produtos e serviços consumidos pelas famílias brasileiras, totalizando mais de 300 itens.

No entanto, o FGV IBRE criou o Portal da Inflação. O site possui uma plataforma que reúne informações sobre os índices que mensuram a variação de preços do país e outros indicadores que impactam no comportamento dos preços.

Inflação

Contudo, uma de suas principais e inovadoras funcionalidades é permitir ao usuário que calcule a sua inflação individual. A ferramenta leva em consideração o perfil do gasto pessoal.

O usuário insere quanto gastou no mês com cada tipo de despesa como supermercado, aluguel, material escolar, transporte e plano de saúde, por exemplo, e gera um relatório. Além de poder comparar a sua inflação com a média nacional, é possível saber qual o percentual que é gasto com cada item.

O objetivo é incentivar o brasileiro a ter melhor educação financeira. É o que diz Pedro Guilherme Costa, pesquisador do FGV IBRE e um dos responsáveis pelo novo Portal.

“É um momento de ambiente mais maduro com relação ao controle dos preços, em que as pessoas de uma maneira em geral podem acompanhar os resultados da inflação. Certamente pode ajudar na educação financeira. É interessante olharem mesmo o núcleo, que é algo mais técnico, porém apresentado de forma simplificada, para entenderem melhor as variações de preço de curto prazo, mas de maneira consistente”, explicou.

O que é inflação?

A inflação é o termo utilizado em economia para falar da alta dos preços de um conjunto de produtos e serviços em um determinado período. Ela costuma decorrer de um descasamento entre oferta e demanda.

Um dos seus efeitos é a perda de poder de compra. Portanto, se a sua remuneração não acompanhar a inflação, você ficará cada vez mais pobre.

Para o investidor, o índice pode ter efeitos positivos ou negativos de acordo com o tipo de investimento escolhido. Afinal, para um investidor, mais importante do que ganhos nominais são os ganhos reais.

O ganho nominal representa a taxa de crescimento do seu dinheiro, o que é positivo, mas tende a ser corroído caso a inflação também esteja crescendo. Já o ganho real representa a taxa de crescimento do seu poder de compra, ou seja, no segundo caso, mesmo com o crescimento da inflação você poderia consumir mais produtos no futuro do que no presente.

O impacto negativo da inflação é sentido principalmente para quem tem ativos de renda fixa na modalidade pré-fixado, sejam eles títulos do governo ou de crédito privado. Títulos pré-fixados pagam uma taxa fixa.

Os principais índices 

Para medir a inflação e checar se o país está dentro da meta de inflação, existem alguns índices de preços. Eles são medidos por instituições como a Fundação Getulio Vargas e como a Universidade de São Paulo.

Os principais índices utilizados hoje são:

IPA – Índice de preços no atacado;

INPC – Índice nacional de preços ao consumidor;

IPCA – Índice de preços ao consumidor amplo;

INCC – Índice nacional do custo da construção;

CUB – Custo unitário básico;

IPC – Índice de preços ao consumidor.

Quem são os vilões?

A gasolina, energia e gás subiram acima da inflação. O aumentos dos chamados preços administrados também prejudicam a vida dos brasileiros. A energia elétrica, água e esgoto, botijão de gás, gasolina e diesel demostram que nem tudo foi positivo no resultado da inflação.

Ele soma a isso a queda da capacidade de compra das famílias nos últimos anos. O grupo “alimentação e bebidas” também é um vilão. No entanto, os gastos com “habitação” subiram um pouco mais.

O aumento de outros produtos e serviços também prejudicou as contas de muitos brasileiros. São eles: saúde, transportes e educação.

Meta brasileira

A estimativa de instituições financeiras para a inflação este ano caiu pela sexta vez seguida. De acordo com pesquisa do Banco Central (BC), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar em 3,89%.

O Conselho Monetário Nacional (CMN) também já anunciou a meta central de inflação para outros anos. Para 2019, a projeção da inflação passou de 4,12% para 4,11%. Não houve alteração na estimativa para 2020: 4%. Para 2021, passou de 3,86% para 3,78%.

Em relação à taxa Selic, o BC aponta que a expectativa é de aumento da taxa básica em 2019. A previsão é de terminar o período em 7,75% ao ano. Para o término de 2020 e 2021, a expectativa segue em 8% ao ano.

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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