Financiamento: vale a pena juntar dinheiro para dar entrada maior?

Escrito por: Rafael Massadar em 18 de março de 2020

Boa parte dos brasileiros recorreu a um financiamento em 2019. É o que aponta uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).

O levantamento foi realizado com 805 participantes com 18 anos ou mais em 27 capitais. Ele mostra que cinco em cada dez consumidores que entraram com pedido de financiamento no ano passado utilizaram o serviço para comprar carros.

financiamento
O banco vai oferecer juros menores para quem oferecer uma entrada de 50% de um bem

Do total de entrevistados, as razões mencionadas para explicar a contratação do financiamento foram:

15% – financiamento para adquirir a casa própria,
15% – aquisição de eletrônicos,
14% – compra de eletrodomésticos.

A pesquisa ainda revelou que 45% dos consumidores pedem financiamento com o propósito de realizar um sonho de consumo, seguido por imprevistos e necessidades (28%) e auxílio a amigos ou familiares (16%).

Quanto maior a entrada, melhor

Todo financiamento envolve uma análise de crédito por parte do banco. Esse processo tem como objetivo avaliar a inadimplência.

E uma boa entrada irá facilitar a sua vida nesse momento. Afinal, é muito mais seguro para o banco financiar para alguém que oferece uma entrada de 50% de um bem do que para alguém que oferece somente 20%.

Além disso, a instituição financeira vai oferecer o crédito com juros menores. Isso porque quanto maior o tempo de financiamento, maior o volume de dinheiro pago nos juros.

No entanto, como juntar dinheiro em um momento de crise financeira mundial? O primeiro passo é um planejamento financeiro correto.

Ele deve conter uma análise da capacidade de seu orçamento, descontando os gastos fixos, para verificar o que você pode cortar. Se esse for realmente seu foco, abrirá mão de itens supérfluos.

Cuidado com o orçamento

Um dado alarmante da pesquisa é que 10% afirmaram que não consultaram suas finanças antes de assinar o contrato do financiamento.

Resultado: quase 40% dos entrevistados atrasaram o pagamento das parcelas e ficaram negativados pela inadimplência.

Por outro lado, 76% dos entrevistados afirmaram estar com todas as prestações em dia. Enquanto 14% apresentam pelo menos uma parcela em atraso.

Por esse motivo, o coordenador do MBA de Gestão Financeira da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Ricardo Teixeira, afirma que é preciso estar atento se o crédito pode ficar mais caro com o tempo.

“Analisar se existe algum tipo de reciprocidade exigida que possa fazer com que esse crédito fique mais caro que está aparecendo e se existe algum tipo de limitador que precise pensar a respeito para não se arrepender futuramente. Ficar atento ao custo efetivo total de cada operação. Só se usa crédito quando precisa”, avalia Teixeira.

Boa parte (89%) pôde escolher onde fazer o financiamento. Três em cada dez brasileiros optaram por contratar o serviço de financiamento de bancos de que já são clientes.

Entretanto, 24% optaram por procurar menores taxas e juros. Já 6% não tiveram a oportunidade de escolher onde realizar o financiamento, a maioria (61%) buscou meios de obter o crédito por iniciativa própria.

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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