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Food truck: como atuar neste modelo de negócio

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Nos últimos anos, a expansão do food truck é evidente, não apenas no Brasil, mas também em outros países. A ideia surgiu nos Estados Unidos, quando o mercado aceitou bem e chamou a atenção de empreendedores ao redor do mundo.

Mas para ter sucesso nesse tipo de empreendimento é preciso planejamento e conhecimento. Neste artigo, você descobrir como atuar neste modelo de negócio, como montar um food truck e mais.

negócios promissores com pouco investimento
Os modelos de negócio com food truck estão em crescimento

Antes é importante entender o que é efetivamente um food truck. Muito mais que um trailer, pode-se definir esse modelo como uma cozinha móvel, de dimensões pequenas, sobre rodas que transporta e vende alimentos, de forma itinerante.

O mercado de alimentação fora do lar é disputado por diversos tipos de atividades: ponto fixo, ambulantes, caminhões itinerantes, feiras, bancas, dentre outros.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a alimentação fora de casa consome, em média, 31,1% do total de gastos das famílias brasileiras.

Infraestrutura para montar um food truck

Conforme orienta o Sebrae, a infraestrutura necessária para montar um food truck deve ser bem planejada. Sempre tendo em mente atender às necessidades de preparação e comercialização dos alimentos.

Para isso, o empreendedor deve observar:

  • as exigências da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa);
  • as legislações municipal e estadual;
  • regras do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), do Departamento Estadual de Trânsito (Detran);
  • e do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

“A legalização de um food truck gera um gasto significativo e variável de acordo a legislação local. É necessário estar inscrito na junta comercial do município como empresa, bem como solicitar o alvará de funcionamento, que é pago” explica o Sebrae.

Além disso, é item básico do empreendedor adquirir um CNPJ realizando a inscrição junto à Receita Federal para efetuar o recolhimento de impostos.

No caso do food truck, pode ser compatível a opção por um regime tributário como o MEI (microempreendedor individual) ou o Simples Nacional, que comporta micro e pequenas empresas.

Quanto custa abrir um empreendimento como este

A maioria dos veículos utilizados nesse modelo de negócio é formada por trailers, furgões, caminhonetes ou caminhões adaptados. Mas os modelos e o custo para se adequar à legislação podem variar muito.

O capital inicial investido pode, inclusive, superar o de lanchonetes e restaurantes em pontos fixos. Por isso é tão importante ter um bom planejamento.

De acordo com o Sebrae, o investimento pode variar de R$50 mil a R$70 mil. Ou ainda chegar a níveis mais altos, em torno de R$200 mil, dependendo da tecnologia utilizada.

No planejamento de qual veículo comprar, o empresário deve levar em conta:

  • que comida deseja comercializar,
  • que equipamentos serão necessários dentro do veículo para garantir a segurança dos alimentos vendidos;
  • quanto poderá investir;
  • as questões relativas à parte elétrica e hidráulica;
  • o material de divulgação da marca, como adesivagem e pintura.

“O empreendedor pode comprar um modelo e adaptar conforme suas necessidades, ou adquirir um já pronto. Há, ainda, a opção de investir em uma franquia.”

Concorrentes e fornecedores do empreendimento

É importante lembrar que o food truck compete não somente com a concorrência direta. Mas também com outros tipos de estabelecimentos, como restaurantes, bares, lanchonetes, padarias, bancas de hotdog e pastel.

Por serem variados, esses estabelecimentos se caracterizam como uma concorrência pulverizada e sem o domínio de uma única empresa. Existe espaço para uma grande variedade de ofertas.

A estratégia de diferenciação vai desde o cardápio até a estilização dos veículos. Esse posicionamento é facilmente observado pela variedade de food trucks presentes nas feirinhas gastronômicas.

Outro ponto essencial é a relação com o mercado fornecedor, que deve se basear na sustentabilidade. Uma opção é priorizar fornecedores locais como organizações regionais e cooperativas.

Desta forma a economia da região é beneficiada com as atividades da empresa. A preocupação com o meio ambiente também deve ser levada em consideração.

Isso já começa com a escolha por empresas, cujas políticas e diretrizes sociais e ambientais devem estar alinhadas com as do seu negócio.

A sustentabilidade econômica é outro ponto importante nas negociações com os fornecedores. Afinal, sem isso o seu empreendimento não se mantém de pé.

Fatores que devem ser analisados para a escolha de um fornecedor:

  • Distância física;
  • Referências;
  • Custo do frete;
  • Qualidade;
  • Capacidade de fornecimento;
  • Preço;
  • Prazo;
  • Forma de pagamento e de entrega.

Os desafios do modelo de negócios Food Truck

Sim, trabalhar com Food truck pode ser vantajoso em diversos aspectos. Mas todo bom planejamento precisa levar em consideração as partes negativas.

Ainda que seja um diferencial, trabalhar na rua tem seus desafios. O clima, por exemplo, é um fator que influencia no faturamento.

Outro ponto importante: o consumidor já não vê novidade em comer sem conforto um alimento que ele encontra em um restaurante com o mesmo preço e qualidade.

Por isso é preciso ter um produto autêntico, com preço justo e estrutura adequada para consumo. Além disso, a agilidade no atendimento é uma característica observada pelos clientes.

Para lidar com essa demanda de rapidez e eficiência do cliente, algumas medidas podem ser: deixar os alimentos previamente preparados; contratar funcionários; pensar na capacidade produtiva, que pode ser limitada com equipamentos muito compactos, por exemplo.

Resumidamente podemos destacar as seguintes oportunidades e ameaças no modelo de negócios Food Truck:

Oportunidades

  • Retorno do crescimento do mercado;
  • Diferenciação pelos serviços;
  • Estilização dos veículos;
  • Negócio sem custo de aluguel e taxas municipais como IPTU.

Ameaças

  • Instabilidade econômica e política no país;
  • Baixas barreiras de entrada no mercado;
  • Fator climático;
  • Concorrência acirrada e agressiva;
  • Licenças das prefeituras são limitadas;
  • Questões legais de uso de espaço público.

Controle de vendas e processo produtivo

Outra orientação do Sebrae é ter um controle do processo produtivo bem apurado, com o intuito de identificar possíveis gargalos e pontos que oneram o produto final.

Uma sugestão é investir em um sistema de controle que gere relatórios de vendas relativos para cada item do cardápio e a margem de contribuição para resultado final.

Algumas informações importantes são:

  • qual o alimento está saindo mais, dado que demonstra a aceitação do público;
  • qual a bebida mais solicitada;
  • o produto com menor saída – importante dado que pode resultar em alteração da composição do produto ou a descontinuidade de produção;
  • entender se determinado produto faz sucesso igualmente em todos os eventos e praças em que o empresário vende; e
  • existência de variações nas vendas.

Essas informações são vitais para o controle de estoques, redução de custos, adoção de promoções pontuais, e até mesmo a remodelagem do negócio, garantindo sua sobrevivência.

+ 6 ideias de negócios para empreender na crise

Lembre-se: o sucesso do negócio está diretamente vinculado às decisões estratégicas que o empresário deve adotar para não ser surpreendido pelas variações do mercado. Por isso é importante ter um planejamento e revê-lo de tempos em tempos.

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Tamires Silva
Jornalista e Redatora do FinanceOne, onde suas finanças começam.

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