Qual o impacto do coronavírus em investimentos de baixo risco?

Escrito por: Tamires Silva em 11 de março de 2020

O número de casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19) subiu para 34 no Brasil, de acordo com levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde na terça-feira, 10. Mas você já parou para pensar no impacto da epidemia nos seus investimentos? E nos investimentos de baixo risco?

O vírus já soma mais de 4.500 pessoas contaminadas globalmente, sendo que cerca de 100 foram mortas pela doença na China. O avanço deve reduzir em até 15% o fluxo de Investimento Estrangeiro Direto (IED) no mundo.

O dado é de um relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad). Somente se a Covid-19 for controlada no primeiro semestre deste ano, a queda no fluxo de investimento estrangeiro deve ficar em 5%.

Como o coronavírus impacta na economia

Antes de saber qual pode ser o impacto do coronavírus em investimentos de baixo risco, é importante analisar todo o contexto econômico e entender como o avanço da doença impacta o mercado financeiro.

+ Como o coronavírus pode afetar a economia?

A epidemia mundial abala os mercados globais e eleva as preocupações de investidores e governos. A propagação do vírus afeta as cadeias globais de suprimentos, lucros das empresas e, portanto, a atividade econômica global como um todo.

Na prática, o coronavírus já resultou em fechamento de fábricas, comércio e de serviços; na interrupção de produção; suspensão de aulas; cancelamentos de eventos.

Investimentos de baixo risco podem ser opção com insegurança do mercado
Investimentos de baixo risco podem ser opção com insegurança do mercado

Os prejuízos já se espalham por todos os continentes. O impacto real na economia não é fácil de ser identificado, já que o vírus ainda está em expansão.

Mas na China, por exemplo, onde há maior incidência de casos e mais prejuízos, o PIB (Produto Interno Bruto) deverá crescer menos este ano e assim também acontecerá com a economia global.

Nos últimos dias a epidemia derrubou as principais bolsas do mundo. Na Europa e nos EUA elas, a última semana de fevereiro foi a pior desde a crise de 2008. As perdas foram estimadas em US$5 trilhões.

Segundo informações do portal de notícias G1, as ações mais afetadas estão as de companhias aéreas, empresas do setor de turismo, tecnologia, eletrônicos, automóveis e até alimentos.

Como ficam os investimentos de baixo risco

Apesar de não serem considerados um investimento de baixo risco, é válido mencionar as aplicações nas bolsas, que foram fortemente impactadas com a epidemia.

Nos últimos quatro anos, o Ibovespa, o principal índice do país, acumulou alta de quase 300%. Mas o Covid-19 está desestabilizando as bolsas mundiais.

As perdas com a crise financeira de 2008 já haviam deixado a bolsa com má fama para muitas pessoas. Mas a queda de juros nos últimos anos havia tornado a empurrar para o mercado de ações mais investidores que buscam bons rendimentos.

A taxa Selic foi reduzida pelo Banco Central de 14,25% ao ano para os atuais 4,25%. Com isso, também caiu o retorno de aplicações mais conservadoras, como a poupança e o Certificado de Depósito Bancário (CDB).

Com o coronavírus, não há grande alerta para quem vai apostar em investimentos de baixo risco. Na verdade, tendo em vista a situação da bolsa, esses podem ser a melhor opção, principalmente para iniciantes no assunto.

A epidemia trouxe mais volatilidade para a bolsa de valores. Por isso quem decidir apostar em aplicações mais arriscadas precisa saber muito bem o que está fazendo.

Se não é o seu caso, provavelmente o melhor é ficar com aplicações mais conservadoras. Alguns exemplos incluem o próprio CDB e o Tesouro Direto, fundos de renda fixa conservadora.

A poupança também é opção da maioria dos brasileiros, mas é menos recomendada pelos especialistas em finanças pessoais.

Como investir com o cenário de insegurança

Com a queda nas bolsas e o receito por conta do coronavírus, uma boa estratégia pode ser investir pensando no longo prazo. Neste momento as ações, por exemplo, estão mais baratas.

Mas podem tornar a se valorizar com o tempo. Isso, contudo, precisa ser feito com estratégia e conhecimento sobre o mercado de ações.

E, como já mencionado, a renda fixa é a melhor opção para os mais conservadores. Os melhores são os investimentos com rendimento acima da inflação e baixos custos de manutenção.

O IEV, Instituto de Especialização em Vendas, orienta investidores conservadores a evitarem os fundos de renda fixa com baixo risco que tenham taxas de administração acima de 1%.

Pode ser bom investir em títulos públicos, como Tesouro Direto, Letras de Crédito (LCA – Letra de Crédito Agropecuário e LCI – Letra de Crédito Imobiliário) ou títulos privados, como o CDB (Certificado de Depósito Bancário).

+ 5 investimentos para começar com 100 reais

Investir em novos negócios é outra atitude também mais arriscada, que requer prudência. Mas, se fizer isso, invista em um negócio seguro.

Como, por exemplo, uma franquia, que pode apresentar vantagens se comparada a negócios independentes.

A palavra de ordem para fazer investimentos de baixo risco, ou mesmo os mais arriscados, neste momento de insegurança é: prudência. Conhecer o mercado também é fundamental para aplicar seu dinheiro no melhor lugar.

Tamires Silva

Jornalista atuando como repórter e produtora de conteúdo. Produz conteúdo para internet desde 2015.

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