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Imposto de Renda 2020 será prorrogado pelo coronavírus? Descubra!

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Uma das dúvidas de quem declara o Imposto de Renda é se o prazo para realizar a declaração será ou não adiado por conta da Covid-19. Essa dúvida acabou. A prorrogação da entrega foi anunciada na quarta-feira, 1º de abril.

O anúncio foi feito pelo secretário da Receita Federal, José Tostes Neto, que informou que o novo prazo terá mais 60 dias, sendo a data final em 30 de junho. Anteriormente o prazo ia até 30 de abril.

Imposto de Renda
O Imposto de Renda teve o prazo prorrogado para 30 de junho por conta da Covid-19

O motivo da prorrogação é a pandemia do novo coronavírus, que está dificultando o acesso a documentos das pessoas, por exemplo. Com isso, os contribuintes agora terão mais dois meses para declarar o Imposto de Renda.

Prazo do primeiro lote da restituição está em análise

O prazo do primeiro lote da restituição estava previsto, inicialmente, para 30 de maio. Quanto a isso, a Receita Federal ainda está avaliando se ele será mantido ou não.

A informação foi dada em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, pelo secretário da Receita. De acordo com o último balanço divulgado pela Receita Federal, em 30 de março, o órgão já recebeu 8,1 milhões de declarações. O que representa 25% do total.

A expectativa é que 32 milhões de contribuintes façam a declaração este ano, de acordo com o Governo Federal. É importante lembrar que há cerca de duas semanas, Tostes Neto já havia afirmado que a Receita iria avaliar o adiamento do prazo em razão do avanço da pandemia.

Na ocasião, ele havia explicado que o órgão iria analisar o impacto da crise nas condições do contribuinte de declarar o imposto.

Quem precisa declarar o Imposto de Renda 2020?

Existem diversas exigências do Governo Federal para saber se você deve ou não declarar o Imposto de Renda. Para isso, o primeiro passo é saber se a sua renda se encaixa nos requisitos da Receita. Além de verificar se é obrigado a fazer a do tipo completo ou se pode optar pelo tipo simplificado.

Caso você tenha recebido rendimentos tributáveis, podendo ser salário, aposentadoria, aluguéis de imóveis, acima de R$25.661,70, será obrigado a declarar a sua renda. 

As demais exigências que obrigam o cidadão a declarar o Imposto de Renda são:

-> Se recebeu rendimentos isentos, como juros de poupança e FGTS não tributáveis. Como por exemplo seguro de veículo roubado ou tributados na fonte, como o 13º salário, ganhos com aplicações financeiras ou prêmios de loterias. Este em valores acima de R$40 mil;

-> Caso tenha propriedade ou posse no último dia do ano anterior, de bens ou direito acima de R$300 mil;

-> Caso teve ganho de capital na venda de bens e direitos sujeitos ao Imposto de Renda;

-> Aquele que realizou algum tipo de operação na Bolsa de Valores, de mercadorias ou semelhantes;

-> Quem obteve receita bruta em atividade rural acima de R$128.308,50 ou deseja compensar nesta declaração prejuízos em atividades do mesmo tipo.

-> Se ao comprar um imóvel residencial utilizou o dinheiro da venda de outro imóvel, no qual a transação teve isenção do IR sobre os ganhos de capital;

-> Se começou a morar no país em qualquer mês do ano anterior e ainda mantinha residência no Brasil no dia 31 de dezembro.

Quem não deve declarar o Imposto de Renda 2020?

Além das obrigatoriedades, há também as regras que estipulam os perfis dos que não são obrigados a declarar o Imposto de Renda. São eles:

  • Cidadãos que não se enquadrem nos requisitos que citamos no tópico anterior;
  • Aqueles que atendam alguns desses requisitos. No entanto, já tenham sido declarados como dependente de outra pessoa que também efetua contribuições;
  • Quem passou a ter posse de bens e direitos sem ultrapassar o valor de R$ 300.000,00, no último mês do ano anterior.

De acordo com a Receita Federal, ficam isentas do Imposto de Renda 2020 as pessoas com rendimentos abaixo de R$ 28.559,70 em 2019 (ano-calendário).

Em alguns casos específicos, é possível solicitar a isenção do imposto, por exemplo:

  • Portadoras de doenças graves, incluindo AIDS, alienação mental, cardiopatia grave, cegueira, esclerose múltipla e outras 11 patologias;
  • Pessoas com rendimentos relativos a aposentadoria, pensão ou reforma.

Para solicitar a isenção do IR, é preciso apresentar um laudo pericial que comprove a moléstia.

Como declarar o Imposto de Renda?

É possível realizar a declaração por conta própria ou com o auxílio de um profissional de contabilidade. O passo a passo é o seguinte:

1º passo – Verificar os critérios de obrigatoriedade e fazer um cálculo rápido para saber se você é obrigado a declarar o IR. Se positivo, juntar os documentos e dados necessários (seus, dos dependentes, de empregadores e outras fontes pagadoras, etc.);

2º passo – Acessar o site da Receita Federal e fazer o download do programa IRPF.

3º passo – Preencher os formulários com os dados básicos pessoais;

4º passo – Em caso de dependentes, incluir os dados na declaração, de forma a clicar na aba “Dependentes”;

5º passo – Informar os rendimentos, sejam tributáveis ou não. Declarar quais pagamentos foram feitos, o que pode gerar algumas deduções, nos campos:

– “Imposto de Renda retido na fonte”,

– “Pagamentos com Carnê-Leão”,

– “Pagamentos efetuados”,

– “Doações efetuadas”;

6º passo – Declarar bens, direitos, dívidas e ônus, sendo inclusos imóveis, veículos, saldos de poupança, dívidas e bens com valor maior que R$ 5 mil;

7º passo – Terminado todo o procedimento, entregue a declaração. É possível clicar em “pendências” para checar se faltou preencher alguma informação.

8º passo – Escolher entre a declaração simplificada ou completa. 

9º passo – Clicar novamente em “entregar a declaração” e emitir o Darf para avançar com o pagamento do imposto.

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Mateus Carvalho
Jornalista de profissão e apaixonado por Marketing Digital. Já foi redator de jornal impresso, atualmente escrevo para o digital e tenho sede por empreender. Escrever é a minha maior paixão e quando não estou digitando estou pensando em digitar. Carioca, vascaíno e apaixonado por memes.

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