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Inflação baixa: por que seu bolso não sente?

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Inflação baixa. Você deve se perguntar: onde? Difícil entender essa matemática do governo no dia a dia. A gasolina, a eletricidade e a conta do mercado são alguns itens que aumentam constantemente.

Quase tudo aumenta o preço. Mesmo assim o governo sustenta que a inflação está caindo. É o caso do último relatório de Mercado Focus divulgado pelo Banco Central (BC). Ele mostra que o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) caiu pela quarta semana consecutiva, de 3,81% para 3,73%. Segundo o mesmo relatório, há um mês, estava em 3,95%.

O Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1) – inflação percebida pelas famílias de baixa renda – anunciado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) também recuou. A instituição afirma que a inflação para as famílias com renda entre 1 e 2,5 salários mínimos apresentou variação de -0,01%, taxa 0,51 ponto percentual abaixo da apurada em janeiro.

Já o Índice Geral de Preços–Disponibilidade Interna (IGP-DI), também apresentado pela FGV, desacelerou. Ele apresentou uma alta de 0,15% em março ante 0,58% no mês anterior. Isso após a queda dos preços de alimentos no varejo e da fraqueza dos produtos industriais no atacado.

inflação baixa

Inflação baixa não é sentida por causa do desemprego

André Braz FGV
André Braz, economista da FGV

O economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV, André Braz, explica que a taxa de desemprego no Brasil continua muito alta e que a queda na renda de quem continuou empregado é um dos principais motivos para a falta de percepção da queda da inflação.

Braz lembra que o último índice de desemprego no Brasil apresentado pelo IBGE  mostra que 12,7 milhões de pessoas estão desempregadas no país.

Em relação à queda do preço dos alimentos, André Braz observa que a Safra agrícola de 2017 foi melhor do que se esperava, o que contribuiu para a queda do preço dos alimentos. “O Índice de Preços ao Consumidor Amplo [IPCA] veio com uma taxa negativa na alimentação, que é o item de maior peso nas famílias de baixa renda”, afirma.

No entanto, o economista questiona os aumentos de outros produtos e serviços. Segundo ele, quando analisamos outros grupos, como saúde, transportes e educação, percebe-se que eles tiveram acumulado acima da meta (4,5%).

Economista diz que números não devem se repetir

André Braz alerta que a crise hídrica de 2015 e 2016 fez com que o preço dos alimentos subissem muito. Por esse motivo, de acordo com o especialista, o feijão subiu 50%. “Naquela época a alimentação subiu 10%, quase. O ano de 2017 foi um ano de devolução. O agricultor, de olho nos preços altos de 2015 e 2016, plantou mais e foi brindado com um tempo bom. Mas dificilmente isso vai se repetir em 2018”, alerta o economista da FGV.

Já o pesquisador e porta-voz do Indicador de Expectativa de Inflação da FGV, Pedro Costa Ferreira, explica que o descolamento entre a inflação e o IPCA é histórico. Principalmente porque a inflação oficial medida pelo IBGE é uma grande cesta de produtos — hoje são 373 — que nem sempre condizem com a realidade das famílias.

“Estamos falando de uma grande média geral, enquanto cada lar tem a sua própria inflação, pois consome produtos e serviços específicos. Isso vale para muitos outros países”, ressalta Ferreira.

Salário mínimo foi corrigido abaixo da inflação

O reajuste do salário mínimo em 2018 foi de apenas 1,81%. Ele passou para R$ 954, mas na verdade deveria ser reajustado para R$ 956,40 para seguir o que determina a legislação. Isso porque o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 2017 foi de 2,07%.

A Lei nº 13.152, de julho de 2015, determina a atualização do benefício com aplicação da variação acumulada do INPC. Isso faz com que o salário mínimo tenha uma valorização real.

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Redação
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