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    InícioColunistasComo eu convenci a minha mãe a investir em Bitcoin?

    Como eu convenci a minha mãe a investir em Bitcoin?

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    O Natal está chegando e acredito que em 2021 um tema que estará presente em muitas mesas de jantar será o Bitcoin e as criptomoedas.

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    Junto com a sua tia perguntando como estão os namoradinhos, o seu tio fazendo a piada do pavê, a sua prima de direita brigando com a seu primo de esquerda, entre outros papos obrigatórios no Natal, o tema Bitcoin deve aparecer.

    Listarei aqui alguns argumentos que você pode utilizar com a geração dos pais e tios que podem ainda acreditar que o Bitcoin é uma furada.

    Ouro ou Bitcoin como herança?

    Em um almoço de domingo conversando com a minha mãe, entramos no tema filhos e ela me informou que está guardando um anel de ouro que foi de sua bisavó para ser herdado por sua possível neta, neste caso eu sendo o virtual pai desta neta.

    No momento de excesso de entusiasmo com Bitcoin, o que não é raro da minha parte, eu vi a oportunidade de comparar Ouro com Bitcoin e disse a ela:

    – Mãe, por que você não vende este anel e coloca todo o valor da venda em Bitcoin e entrega para a sua neta quando ela fizer 18 anos?

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    No primeiro momento recebi um olhar de desconfiança dela, porém aos poucos listei alguns argumentos que a fizeram pensar que de fato, não era uma má ideia. Já vou dar spoiler, ela não vendeu o anel, mas decidiu investir uma pequena parte do seu dinheiro em Bitcoin.

    Bitcoin e Ouro são vistos como ativos de reserva de valor

    Existem diversas semelhanças entre o ouro e o Bitcoin, enquanto ambos os ativos podem ser considerados “commodities” escassas que se valorizaram ao longo do tempo, o Ouro é utilizado e comercializado desde 4.000 a.C., enquanto o Bitcoin está somente na sua segunda década de vida.

    Barra de ouro em cima de um gráfico com moedas enfileiradas ao lado
    Ouro x Bitcoin: qual é o melhor para investir a longo prazo?

    Olhando deste ponto de vista, é possível identificar um potencial de valorização muito maior a um ativo que tem aproximadamente uma década de vida, quando comparado a um ativo que é utilizado e comercializado pela raça humana há milênios.

    Argumentos a favor do Bitcoin contra o Ouro

    Colocando de lado o potencial de valorização e o histórico, coloquei os demais argumentos racionais e fatídicos sobre a diferença entre ouro e Bitcoin.

    Ativo à prova de roubos: Vencedor – Bitcoin

    • Bitcoin: O blockchain do Bitcoin tem o histórico impecável de jamais ter sido hackeado (invadido) e a cada bloco minerado esta tarefa fica ainda mais complicada, pois esta é uma das principais funções do blockchain, registrar todo e qualquer movimento na rede.
    • Ouro: Um anel, corrente, ou até mesmo uma barra de ouro são ativos físicos, que brilham e chamam a atenção de bandidos, podem ser roubados a qualquer momento, derretidos e o dono do bem roubado jamais verá aquele ativo na vida.

    Disponibilidade limitada: Vencedor – Bitcoin

    • Bitcoin: possui um limite de 23 milhões de moedas a serem mineradas, sendo que 90% destas moedas já estão em circulação e muitas delas já foram perdidas, pois seus donos faleceram sem deixar as senhas das carteiras ou até mesmo estão vivos e esqueceram as senhas das carteiras, o que na verdade faz a quantidade de Bitcoins disponíveis ser ainda menor, o importante é colocar que nunca haverá mais que 23 milhões de moedas.
    • Ouro: Não existe uma certeza de quanto ouro existe no mundo, ou até no sistema solar caso a humanidade comece a explorar outros planetas, sabemos sim que é um ativo escasso e por isso tem valor, porém nada impede que novas reservas sejam descobertas a qualquer momento. O que demonstra que não há como medir a disponibilidade total do ativo.

    Capacidade transacional: Vencedor – Bitcoin

    • Bitcoin: Alguns países já vêm adotando o Bitcoin como moeda oficial do país. Em El Salvador, por exemplo, já é possível comprar um Big Mac utilizando Satoshis (frações de Bitcoin). Em muitos lugares do mundo já é possível adquirir bens e até imóveis através do Bitcoin, em países onde o câmbio perdeu o controle recentemente como a Argentina e a Turquia, não é raro ver venda de imóveis com anúncio de venda em Bitcoin.
    • Ouro: Nos meus 32 anos de vida eu nunca vi ninguém comprando nada em Ouro ou levando uma pepita de ouro no bolso para comprar um sanduíche na rua, ou seja, o mineral tem capacidade limitadíssima de transação, além de poder ser facilmente falsificado.

    O ouro não perdeu seu valor

    Estes são só alguns dos argumentos os quais eu prefiro possuir Bitcoin a Ouro, isto não quer dizer que o Ouro não tem valor ou deve ser ignorado e muito menos que devemos convencer as nossas mães a colocarem toda a sua previdência em Bitcoin.

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    Muito pelo contrário, apesar da consolidação do ativo digital e da entrada de mais investidores institucionais recentemente, o Bitcoin ainda é um ativo muito volátil que tem muito a provar, porém a minha perspectiva é de que o Bitcoin superará o valor do Ouro num futuro próximo.

    E você? Daqui a 10 anos, gostaria de ter mais investimentos em Bitcoin ou Ouro?

    Conheça Renato Carvalho, colunista do FinanceOne

    Com vasto conhecimento sobre o mercado de moedas digitais, Renato Carvalho é o novo colunista do FinanceOne. Semanalmente, ele traz informações importantes sobre criptomoedas. Fique de olho!

    Renato é administrador com experiência como executivo do setor de educação internacional e empresas de consultoria empresarial e auditoria “BIG 4”.

    Investidor de renda variável desde sua adolescência, produz conteúdo de educação financeira, mostrando o que faz com o seu próprio dinheiro “skin in the game”. Especialista em criptoativos e negócios disruptivos.

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    É Bacharel em Administração pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Université Libre de Bruxelles (Bélgica) e mestre em Administração pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC).

    Confira outros artigos de Renato Carvalho, colunista do FinanceOne:

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    Renato Carvalho
    Renato Carvalho
    Renato é administrador com experiência como executivo do setor de educação internacional e empresas de consultoria empresarial e auditoria “BIG 4”. Investidor de renda variável desde sua adolescência, produz conteúdo de educação financeira, mostrando o que faz com o seu próprio dinheiro “skin in the game”. Especialista em criptoativos e negócios disruptivos.

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    Ouro ou Bitcoin como herança?

    Em um almoço de domingo conversando com a minha mãe, entramos no tema filhos e ela me informou que está guardando um anel de ouro que foi de sua bisavó para ser herdado por sua possível neta, neste caso eu sendo o virtual pai desta neta.

    No momento de excesso de entusiasmo com Bitcoin, o que não é raro da minha parte, eu vi a oportunidade de comparar Ouro com Bitcoin e disse a ela:

    – Mãe, por que você não vende este anel e coloca todo o valor da venda em Bitcoin e entrega para a sua neta quando ela fizer 18 anos?

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    Bitcoin e Ouro são vistos como ativos de reserva de valor

    Existem diversas semelhanças entre o ouro e o Bitcoin, enquanto ambos os ativos podem ser considerados “commodities” escassas que se valorizaram ao longo do tempo, o Ouro é utilizado e comercializado desde 4.000 a.C., enquanto o Bitcoin está somente na sua segunda década de vida.

    Barra de ouro em cima de um gráfico com moedas enfileiradas ao lado
    Ouro x Bitcoin: qual é o melhor para investir a longo prazo?

    Olhando deste ponto de vista, é possível identificar um potencial de valorização muito maior a um ativo que tem aproximadamente uma década de vida, quando comparado a um ativo que é utilizado e comercializado pela raça humana há milênios.

    Argumentos a favor do Bitcoin contra o Ouro

    Colocando de lado o potencial de valorização e o histórico, coloquei os demais argumentos racionais e fatídicos sobre a diferença entre ouro e Bitcoin.

    Ativo à prova de roubos: Vencedor – Bitcoin

    • Bitcoin: O blockchain do Bitcoin tem o histórico impecável de jamais ter sido hackeado (invadido) e a cada bloco minerado esta tarefa fica ainda mais complicada, pois esta é uma das principais funções do blockchain, registrar todo e qualquer movimento na rede.
    • Ouro: Um anel, corrente, ou até mesmo uma barra de ouro são ativos físicos, que brilham e chamam a atenção de bandidos, podem ser roubados a qualquer momento, derretidos e o dono do bem roubado jamais verá aquele ativo na vida.

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    • Bitcoin: possui um limite de 23 milhões de moedas a serem mineradas, sendo que 90% destas moedas já estão em circulação e muitas delas já foram perdidas, pois seus donos faleceram sem deixar as senhas das carteiras ou até mesmo estão vivos e esqueceram as senhas das carteiras, o que na verdade faz a quantidade de Bitcoins disponíveis ser ainda menor, o importante é colocar que nunca haverá mais que 23 milhões de moedas.
    • Ouro: Não existe uma certeza de quanto ouro existe no mundo, ou até no sistema solar caso a humanidade comece a explorar outros planetas, sabemos sim que é um ativo escasso e por isso tem valor, porém nada impede que novas reservas sejam descobertas a qualquer momento. O que demonstra que não há como medir a disponibilidade total do ativo.

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    • Bitcoin: Alguns países já vêm adotando o Bitcoin como moeda oficial do país. Em El Salvador, por exemplo, já é possível comprar um Big Mac utilizando Satoshis (frações de Bitcoin). Em muitos lugares do mundo já é possível adquirir bens e até imóveis através do Bitcoin, em países onde o câmbio perdeu o controle recentemente como a Argentina e a Turquia, não é raro ver venda de imóveis com anúncio de venda em Bitcoin.
    • Ouro: Nos meus 32 anos de vida eu nunca vi ninguém comprando nada em Ouro ou levando uma pepita de ouro no bolso para comprar um sanduíche na rua, ou seja, o mineral tem capacidade limitadíssima de transação, além de poder ser facilmente falsificado.

    O ouro não perdeu seu valor

    Estes são só alguns dos argumentos os quais eu prefiro possuir Bitcoin a Ouro, isto não quer dizer que o Ouro não tem valor ou deve ser ignorado e muito menos que devemos convencer as nossas mães a colocarem toda a sua previdência em Bitcoin.

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    E você? Daqui a 10 anos, gostaria de ter mais investimentos em Bitcoin ou Ouro?

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    Com vasto conhecimento sobre o mercado de moedas digitais, Renato Carvalho é o novo colunista do FinanceOne. Semanalmente, ele traz informações importantes sobre criptomoedas. Fique de olho!

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    Investidor de renda variável desde sua adolescência, produz conteúdo de educação financeira, mostrando o que faz com o seu próprio dinheiro “skin in the game”. Especialista em criptoativos e negócios disruptivos.

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