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O que é Título de Capitalização: vale a pena?

Escrito por: Rafael Massadar em 24 de janeiro de 2019

O banco onde você possui conta corrente já deve ter oferecido um título de capitalização para você. Mas você sabe o que é?

Nada mais é que uma “economia programada”. Todos os meses ou de acordo com o período definido, o banco vai retirar uma quantia de sua conta para comprar esse título.

Durante sua vigência, você vai concorrer a prêmios e, quando o prazo terminar, você retira de volta todo o dinheiro que investiu. Basicamente, é uma forma de ser obrigado a economizar dinheiro e poder participar de sorteios.

O título de capitalização é regularizado pela Susep (Superintendência de Seguros Privados), ligada ao Ministério da Fazenda. Existem diversos tipos, mas a maioria segue o mesmo padrão.

A segurança desse produto está na segurança do próprio banco. Ao contrário da poupança e de outros investimentos de renda fixa, ele não é garantido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e, se a instituição financeira tiver algum problema, você pode perder todo o dinheiro aplicado.

Título de Capitalização

Tipos de Título de Capitalização

Há planos mensais, com pagamento em parcelas por um período pré-determinado, planos periódicos, com pagamentos eventuais, e planos de parcela única.

Veja os tipos de planos permitidos pela Susep:

1) Tradicional – restitui ao titular, ao final do prazo, no mínimo o valor total dos pagamentos efetuados. Isso ocorre desde que todos os pagamentos tenham sido realizados nas datas programadas.

2) Popular – propicia a participação em sorteios, porém, não há a devolução integral do valor pago.

3) Compra Programada – ao preencher a ficha de cadastro você já escolhe como quer receber o valor pago de volta. As opções podem ser dinheiro ou na forma de um produto ou serviço.

4) Incentivo – vinculado a um sorteio ou evento promocional. Para concorrer, você precisa estar com os pagamentos em dia.

Prazos dos Títulos de Capitalização

Há três tipos de prazos envolvidos no pagamento do Título de Capitalização. Veja quais são:

– Prazo de pagamento – é o prazo em que o comprador do produto financeiro se compromete a realizar os pagamentos do título.

– Prazo de vigência – trata-se do período que o comprador tem de respeitar para resgatar seu dinheiro investido no título.

– Prazo de carência – prazo que determina o período mínimo que o investidor necessita deixar o valor aplicado no título. Se a pessoa quiser retirar o dinheiro antes pode estar sujeita a pagar multa de até 10% sobre o valor total que aplicou no título.

Quando você pode resgatar?

Alguns Títulos de Capitalização têm um prazo de carência. Portanto, um período mínimo para resgate.

Caso o investidor decida resgatar ou cancelar o título antes, só receberá o dinheiro após o fim do prazo de carência. E ainda poderá perder até 10% do valor que já pagou, já que as instituições têm autorização para aplicar esse desconto.

Por isso, é importante conhecer as condições do plano antes de assinar o contrato.

A instituição que vende o título é obrigada a informar claramente, na forma de tabela, os percentuais a que você terá direito em função do número de pagamentos realizados.

Quando é vantajoso contratar um Título de Capitalização?

Pode ser uma alternativa válida para substituir apostas em loterias. Isso porque você consegue ter parte do dinheiro de volta, depois de um determinado período.

No entanto, o produto não é válido como investimento, pois não conta com rentabilidade. Além disso, nem fica disponível para saques, ao contrário, você terá penalidades se resgatar antes do prazo.

Portanto, se quiser criar o hábito de poupança, opte pela poupança programada, um produto que permite que você defina uma data e um valor a ser retirado automaticamente da sua conta corrente e direcionado a uma conta poupança.

Desvantagens da Capitalização

O Título de Capitalização costuma ser um produto desvantajoso para o cliente. Em contrapartida, é altamente lucrativo para a instituição financeira.

Isso porque os bancos visam principalmente pessoas que são atraídas pelos sorteios e geralmente não têm muito conhecimento sobre o valor do dinheiro e aplicações financeiras.

No entanto, dependendo da capitalização, o número de participantes é enorme. Isso dificulta o sorteio, e torna sua contemplação realmente um ato de sorte.

O rendimento é inferior ao da poupança. E além de tudo, o dinheiro do cliente não pode ser restado a qualquer hora.

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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