Onde aplicar as finanças pessoais?

Escrito por: Rafael Massadar em 12 de junho de 2020

Você ainda tem medo de aplicar suas finanças pessoais? Se respondeu sim a pergunta, saiba que não é o único.

Uma pesquisa da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) mostra que 58% dos brasileiros não têm nenhum investimento financeiro.

finanças pessoais
Saber como investir suas finanças pessoais pode ser o primeiro passo para multiplicar seu dinheiro

A pesquisa revela ainda que mais da metade dos brasileiros não conhece produtos de investimento.

Em respostas espontâneas, ou seja, sem opções de escolha, apenas 45% da população disseram conhecer um ou mais tipos de produtos, com destaque para a poupança, citada por 32%.

A poupança ainda é o investimento preferido entre quem guarda dinheiro e/ou aplica. Oito em cada dez brasileiros investem na poupança, mesmo com outras opções mais vantajosas no mercado.

Poupança é segura para suas finanças pessoais, mas não rende!

Poucos sabem que poupança não é o investimento mais vantajoso que existe no mercado para suas finanças pessoais. Ela rende, ao ano, só 70% da Selic.

Apesar de ter liquidez diária, os resgates devem ser feitos a cada 30 dias, no aniversário do depósito, para que os rendimentos não sejam perdidos.

Dados da Anbima sobre a alocação de investidores no varejo mostram que a cada R$ 100 investidos, cerca de R$ 65 eram destinados à caderneta, em 2018.

Ainda de acordo com a associação, 27% das pessoas que investem na poupança dizem que o fazem por facilidade e comodidade. Contudo, ela não é a única a oferecer isso.

“Em 2019, a poupança rendeu próximo a 4% e ficou levemente abaixo do IPCA, o que significa que ela não teve ganhos reais”, diz a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Ela ainda complementa: “a escolha por opções mais conservadoras evidencia a insegurança do brasileiro em explorar novas modalidades de investimento.”

Onde mais os brasileiros guardam seu dinheiro?

Um levantamento realizado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), revela as outras preferências dos brasileiros.

Além da poupança, 27,1% das pessoas guardam suas finanças pessoais em:

  • 27,1% – casa;
  • 23,1% – parado na conta corrente.

Entre os investimentos citados, os fundos são escolhidos por 6,5% dos investidores, seguido por Tesouro Direto, ações e CDB, com 4,7% das respostas.

Pesquisas confirmam, quantitativamente, o conservadorismo do brasileiro com relação aos seus investimentos relacionados as suas finanças pessoais.

Segundo estudo feito pelo Instituto de Pesquisas Rosenfield, a pedido da BM&FBovespa, 52,6% dos brasileiros preferem investimentos com baixo risco e alta rentabilidade.

Outra pesquisa, dessa vez da Anbima, também confirma essa tendência. No total, 48% preferem constituir uma reserva financeira sem riscos a ter um bom retorno.

4 aplicações rentáveis para o investidor conservador

#1 CDB

Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) são títulos emitidos por bancos. Eles permitem ao investidor emprestar dinheiro para a instituição financeira em troca de uma rentabilidade.

Há cobrança de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e Imposto de Renda (IR) sobre os rendimentos, mas não há taxa de administração.

#2 Tesouro Direto

O Tesouro Direto é a plataforma de compra e venda de títulos do governo federal pela internet que tem caído cada vez mais no gosto do brasileiro que deseja aplicar suas finanças pessoais.

Comprar um título público é o mesmo que emprestar dinheiro para o governo. Há três tipos de títulos para comprar:

– Pós-fixados – com remuneração atrelada à Selic;
– Pré-fixados – com remuneração pré-definida no ato da compra;
– Atrelados à inflação – pagam uma taxa prefixada mais a variação do IPCA no período.

A rentabilidade está sujeita à cobrança de IOF e ao Imposto de Renda. Há também uma taxa de custódia obrigatória, paga à bolsa de valores, de 0,3% ao ano.

Além disso, pode haver uma taxa de administração cobrada pela corretora de valores por meio da qual o investidor negociar.

#3 Fundos de renda fixa conservadora

Os fundos de renda fixa conservadora, entre os quais se enquadram os fundos DI, são fundos de investimento que só investem em papéis de baixo risco, como:

  • Títulos públicos;
  • Os emitidos por grandes bancos que contêm com garantias;
  • Operações no mercado financeiro que busquem replicar o desempenho do CDI (Certificado de Depósito Interbancário).

Os rendimentos estão sujeitos à cobrança de IR e IOF. Há também uma taxa de administração, que remunera a gestão profissional do fundo. Não há, entretanto, taxa de performance.

#4 LCI e LCA

Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) são títulos semelhantes aos CDBs.

São emitidas por bancos, protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), isentos de taxa de administração e costumam pagar um percentual do CDI.

Elas são isentas de Imposto de Renda e não podem ser resgatadas antes de um prazo mínimo de 90 dias.

É importante diversificar a carteira de investimentos

Ter uma carteira diversificada de investimentos é muito importante para a maior parte dos investidores. O objetivo é diminuir os riscos de perder suas finanças pessoais.

Com a diversificação, você consegue montar uma carteira blindada, que lhe permitirá ultrapassar períodos de crise sem muitas perdas.

Leia o guia definitivo de como montar uma carteira de investimentos!

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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