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Open Banking e banco digital: quais as diferenças?

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Se você acompanha o mercado financeiro, com certeza já ouviu falar em Open Banking. Esse sistema promete fazer uma revolução no mundo das finanças, tornando produtos e serviços mais transparentes para o consumidor.

A ideia principal é apresentar ferramentas para dar autonomia ao consumidor, o qual poderá ter mais opções na hora de obter um serviço bancário, por exemplo.

No entanto, uma dúvida que surge é: Open Banking é a mesma coisa que um banco digital?

Neste texto, nós explicaremos as diferenças desses dois modelos. Além disso, falaremos sobre segurança e regulamentação do Open Banking. Boa leitura!

mobile banking
Confira as diferenças entre Open Banking e Banco Digital

Existe diferença entre banco digital e Open Banking?

Embora os conceitos estejam conectados ao mundo digital, há uma diferença entre eles.

O Open Banking é um modelo de negócio no qual os dados do cliente são compartilhados para outras empresas.

De fato, sua conexão com o digital está no modo como esses dados são disponibilizados. Por isso, é necessário a liberação de interfaces de programação dos seus aplicativos, chamados de APIs.

Já o banco digital é uma instituição financeira. Classificamos o banco digital como nativa digital. Ou seja, nasce e só existe no universo digital.

+ Bancos digitais: conheça 3 vantagens e desvantagens

Sem o digital, não é possível haver bancos digitais, uma vez que essas instituições têm sede, produtos e serviços hospedados e estão disponíveis em canais online.

E apesar de oferecer produtos e serviços online, nem todo banco digital adota à modalidade do Open Banking.

Em contrapartida, os bancos tradicionais, que surgiram muito antes da internet, podem adotar ao modelo.

Para isso, é necessário que destravem suas interfaces, permitindo que outros desenvolvedores aprimorem a experiência dos clientes.

Essa é a principal diferença do modelo para o banco digital. Mas além de empoderar o cliente, uma outra vantagem do modelo Open Banking é incentivar à modernização no setor bancário.

Como é feita a segurança do Open Banking?

Você deve estar se perguntando: mas o Open Banking é seguro?

De fato, a necessidade de proteção dos dados bancários é necessária. Por isso, países que já adotam o modelo formularam legislações para regulamentar as organizações que querem participar.

De uma forma geral, as informações só podem circular quando estiverem criptografadas — tecnologia que impede a leitura de dados por pessoas não autorizadas.

Uma boa notícia é que o setor bancário já está acostumado em desenvolver tecnologias para preservar a privacidade dos clientes, visto que muitos já utilizam canais online para atendimento.

Apesar disso, é importante estabelecer normas para garantir a privacidade dos usuários, mostrando que os dados ficam à disposição apenas dos bancos, fintechs e seguradoras autorizadas.

No Brasil, por exemplo, os clientes já contam com a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

E como é realizada a regulamentação?

O Brasil vem se preparando para inovar no setor financeiro há algum tempo, através de projetos para modernizar os pagamentos no setor de varejo e também legislação.

Mas adotar o modelo Open Bangkin ficou mais evidente depois da oferta de contas digitais. Em 2019, o Banco Central (BC), órgão responsável por regulamentar transações financeiras em território nacional, publicou o comunicado nº 33.455/2019 sobre regulamentação do modelo.

O documento listou os requisitos fundamentais para a implementação no Brasil.

Além do Brasil, outros países já estão adotando o sistema. Como o Reino Unido, Austrália, Canadá, entre outros.

O Reino Unido, inclusive, foi um dos pioneiros na implementação do Open Banking e serve como referência para os demais países.

Você gostou do nosso conteúdo sobre as diferenças de Open Banking e banco digital? Acha que pode dar certo aqui no Brasil?

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Camila Miranda
Nascida na Zona Oeste do Rio, me divido entre jornalismo e marketing digital. Com três anos de experiência em Comunicação, já trabalhei em redação de jornal impresso, webjornalismo e assessoria de imprensa. Hoje, faço gestão de mídias sociais e produção de conteúdo. Amo assuntos sobre as áreas cultural e política. Reclamo do transporte público.

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