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Saiba qual é a relação entre a Web 3.0 e criptomoedas

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Vem aí a terceira onda da internet, a Web 3.0! Ela promete habilitar uma série de recursos, que mais popularmente podem descentralizar o controle do conteúdo da Internet. Por isso, web 3.0 e criptomoedas tem tudo a ver!

Afinal, a fórmula usada pelos idealizadores da Web 3.0 é o blockchain. Ou seja, um registro vinculado através de criptografia, técnica utilizada para que a comunicação aconteça de forma segura, sem que terceiros saibam o que está sendo dito.

A ideia é oferecer um caminho com privacidade de dados, onde cada um tem a “chave” para o próprio conteúdo. Como seu nome sugere, ele é formado por uma corrente de blocos, onde cada um dos blocos possui uma informação criptografada do anterior.

“Enquanto na Web 2.0 somos o produto das redes sociais e dos conteúdos que interagimos, na Web 3.0 a ideia é de que os usuários serão donos da rede e das informações e dados que circulam na mesma”, explica o colunista do FinanceOne, Renato Carvalho, em seu artigo sobre o tema.

Dessa forma, a tecnologia torna-se resistente às modificações de dados. Afinal, depois que é criado o registro para um dos blocos, seus dados só poderão ser alterados se todos os outros do conjunto forem mudados também.

Qual a ligação da Web 3.0 e criptomoedas?

A correlação da Web 3.0 e criptomoedas é bem forte. Afinal, conceito de Web 3.0 como conhecemos hoje foi introduzido em 2014 por Gavin Wood, um dos criadores da Ethereum, plataforma descentralizada focada na execução dos chamados “contratos inteligentes”.

Na ocasião, Wood afirmou que a transparência e o caráter irrevogável da tecnologia blockchain permite descartar a necessidade de confiar nas “boas intenções” de terceiros na internet.

O colunista do FinanceOne e especialista em criptomoedas, Renato Carvalho, cita como exemplo o site de compartilhamento de vídeos Odysee.

De acordo com ele, enquanto no Youtube temos o Google por trás da empresa, da coleta de dados e até como dono e moderador de conteúdo, no Odysee os dados são compartilhados entre usuários.

Ou seja, os criadores de conteúdo recebem moedas digitais por fazerem uploads e nenhum conteúdo pode ser moderado, pois não há centralização de poder.

Portanto, neste cenário, com o blockchain protegendo a rede, os vídeos postados não ficam no servidor de uma empresa, mas sim em um blockchain que protege o vídeo de qualquer possibilidade de ser deletado.

Leia o artigo de Renato Carvalho na íntegra: O que é a Web 3.0? Saiba como será o futuro da internet

O que as criptmoedas já usam do conceito de Web 3.0?

O grande destaque da Web 3.0 é a chance de achar uma alternativa para a concentração de informações e dados pessoais nas mãos de grandes empresas, que podem ser vendidas ou até mesmo hackeadas.

Nas redes da Web 3.0, as aplicações descentralizadas (dapps) são criadas sobre as redes e com um código aberto. Sendo assim, ninguém pode controlar os dados, nem limitar o acesso. Além disso, o dinheiro é nativo à rede.

Ou seja, a dependência às instituições financeiras tradicionais ligadas a governos e restritas a territórios, não existe mais, pois o dinheiro se torna global e instantâneo.

E é nisto que entram os tokens e as criptomoedas. Na Web 3.0, eles podem ser usados para criar novos modelos de negócios e economias.

pessoa manuseando celular e acompanhando investimentos
A colaboração contínua entre homem e máquina promete uma experiência digital mais livre, segura e sem centralização de poder

É o caso do navegador Brave, que ao invés de vender os seus dados dos usuários como fazem as outras plataformas, os recompensará com o seu token nativo – o Basic Attention Token (BAT) – quando assistem a anúncios.

Como usar a Web 3.0?

Para acessar a Web 3.0, é necessário usar uma dapp. Algumas das mais populares estão ligadas às ferramentas de finanças descentralizadas (DeFi). Com essas ferramentas, os usuários podem fazer empréstimos, investir, negociar criptoativos e muito mais.

Em suma, algumas das aplicações ligadas à DeFi são Uniswap, SushiSwap, MakerDAO, Curve, Aave, entre outras. E existem outras plataformas descentralizadas incluem a rede Ethereum, Bitcoin, Solana, entre outros.

Sendo assim, quanto aos projetos feitos para a Web 3.0, outros exemplos além do BAT são Filecoin (FIL) e Golem (GNT). O primeiro é um protocolo descentralizado que possibilita o aluguel de armazenamento excedente em computadores.

Já o segundo é uma plataforma de computação distribuída, que oferta o poder compartilhado de computação, que os usuários podem acessar através do pagamento de uma taxa.

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