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Soft Skills x Hard Skills: 6 habilidades para se destacar no mercado do futuro

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Se por um lado a pandemia global do Coronavírus afetou grande parte das esferas da economia mundial, por outro, ela acelerou o inevitável. No Brasil, por exemplo, o cenário ainda não é positivo para quem busca emprego.

Segundo dados mais recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa de desemprego no Brasil ficou em 14,1% no 2º trimestre de 2021, e ainda atinge 14,4 milhões de brasileiros.

Em paralelo com a dificuldade de colocação no mercado diante de uma economia fragilizada, a aceleração digital antecipou a urgência de se desenvolver para se destacar em um mercado em constante mutação.

De acordo com uma pesquisa global da McKinsey com executivos, as empresas aceleraram a digitalização de suas interações com clientes e cadeias de suprimentos e de suas operações internas em três a quatro anos, e a participação de produtos digitais ou habilitados digitalmente em seus portfólios acelerou em sete anos.

Diante de um cenário corporativo que exige novos e constantes aprendizados de habilidades para se destacar, quero pontuar a importância de se estar em permanente atualização, mas não priorizando somente, as habilidades técnicas que conhecemos.

Tradicionalmente, o mercado de trabalho sempre priorizou as habilidades técnicas em profissionais e candidatos, pois elas eram as únicas que podiam ser medidas e correlacionadas aos resultados esperados de tal profissional: ou seja, eficiência e produtividade.

Mas em um mundo predominantemente digital, o paradoxo é que as habilidades comportamentais, também chamadas de Soft Skills, se tornam cada vez mais importantes.

Primeiramente porque nos diferenciam da tecnologia (que já desempenha muitas habilidades técnicas de forma mais eficiente e produtiva do que humanos), e também porque se entende que, mesmo não de forma evidente, impactam positivamente os negócios.

Soft Skills precisam ser aceleradas

Enquanto o desenvolvimento das “Hard Skills”, ou habilidades técnicas, não aparenta ser um problema nas organizações, dados deste ano destacam a dificuldade das empresas em tratar as “Soft Skills” como prioridade

Uma pesquisa realizada com 264 líderes da área de RH de empresas no Brasil,- por mim e meu  time de pesquisadores do Metanoia Lab,-, procurou obter um maior entendimento de como as competências humanas são enxergadas e abordadas dentro das empresas.

Os resultados da pesquisa apontaram que há uma grande discrepância entre o nível de preparo das organizações no tema e as suas necessidades:  82% dos respondentes afirmam que existe um gap maior no que se refere às “Soft Skills” do que em “Hard Skills” entre seus colaboradores, mas apenas 42% afirmam que há um programa formal de treinamento de “Soft Skills” dentro da empresa.  

homem sentado trabalhando no computador
Mercado de trabalho passa a valorizar as habilidades comportamentais, as soft skills

Ao mesmo tempo, ficou evidente pela pesquisa a importância cada vez maior das Soft Skills em candidatos e colaboradores: 93% dos entrevistados declararam preferir um candidato que tenha boas Soft Skills, mas sem  conhecimento técnico o suficiente, a um que possua considerável conhecimento técnico, mas não boas Soft Skills.

Quais habilidades devo desenvolver e como fazer isso?

O Fórum Econômico Mundial [FEM] publicou no fim de 2020 “O relatório do futuro do trabalho”, que destaca essa dificuldade de desenvolver Soft Skills, principalmente na área de tecnologia.

“A capacidade das empresas globais de aproveitar o potencial de crescimento da nova adoção tecnológica é dificultada pela escassez de habilidades”, cita o relatório.

Nele, foram listadas  as 15 habilidades  essenciais (tanto técnicas como comportamentais) que vão estar em alta até 2025, e é a partir delas que, com devidos ajustes e adaptações, listo aqui seis Soft Skills principais em sua “Teoria das Forças Humana na era Digital”.

  • Metacognição: força humana que contempla a nossa habilidade de entender o propósito que nos move através do autoconhecimento, e que nos faz criar objetivos claros que perseguimos;
  • Colaboração: força humana que proporciona nossa habilidade de resolver os problemas complexos do mundo e dos negócios e impossíveis de serem resolvidos de forma individual, de forma colaborativa;
  • Adaptabilidade: força humana que permite reagir a mudanças externas com mudanças internas (pensamento e ação) proporcionais e correspondentes, para podermos evoluir diante de um contexto externo em mudança;
  • Pensamento crítico: força humana que desafia o status quo imposto por nossos sucessos do passado, e que nos faz atualizar nossas crenças diante de novas evidências que o mundo e o mercado nos propõem. 
  • Criatividade: força humana que nos permite encontrar soluções a problemas fora do repertório de nosso conhecimento, mas gerando ideias originais que não são moldadas por nossas experiências ou conhecimentos passados.
  • Agilidade: força humana que nos permite transformar nossas ideias em ações de forma rápida, na proporção que o nosso cliente ou usuário final espera, tolerando o erro que faz parte do processo de execução ágil.

Conheça Andrea Iorio, novo colunista do FinanceOne

Escritor best-seller sobre transformação digital, inovação e liderança, Andrea Iorio é novo colunista do FinanceOne. Os textos serão publicados mensalmente. Fique atento!

Iorio é economista formado na Universitá Bocconi na Itália, com Mestrado em Relações Internacionais pela Johns Hopkins University, palestrante profissional. Italiano radicado no Brasil, ele foi Diretor do Tinder na América Latina por cinco anos e Chief Digital Officer na L’Oréal.

O que achou disso?

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Andrea Iorio
Andrea Iorio
Andrea Iorio é economista formado na Universitá Bocconi na Itália, com Mestrado em Relações Internacionais pela Johns Hopkins University, palestrante profissional e escritor best-seller sobre transformação digital, inovação e liderança. Italiano radicado no Brasil e economista de formação, ele foi Diretor do Tinder na América Latina por 5 anos e Chief Digital Officer na L’Oréal. Hoje também é professor de MBA na Fundação Dom Cabral, e compartilha reflexões e provocações sobre negócios na interseção de tecnologia, filosofia e neurociência de forma única com seus mais de 60 mil seguidores no LinkedIn, no seu podcast Metanoia Lab e em suas mais de 100 palestras por ano. Sua primeira obra “6 competências para surfar na transformação digital” se tornou um best-seller e conquistou o topo na lista dos mais vendidos na Amazon na área de gestão de pessoas.

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Se por um lado a pandemia global do Coronavírus afetou grande parte das esferas da economia mundial, por outro, ela acelerou o inevitável. No Brasil, por exemplo, o cenário ainda não é positivo para quem busca emprego.

Segundo dados mais recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa de desemprego no Brasil ficou em 14,1% no 2º trimestre de 2021, e ainda atinge 14,4 milhões de brasileiros.

Em paralelo com a dificuldade de colocação no mercado diante de uma economia fragilizada, a aceleração digital antecipou a urgência de se desenvolver para se destacar em um mercado em constante mutação.

De acordo com uma pesquisa global da McKinsey com executivos, as empresas aceleraram a digitalização de suas interações com clientes e cadeias de suprimentos e de suas operações internas em três a quatro anos, e a participação de produtos digitais ou habilitados digitalmente em seus portfólios acelerou em sete anos.

Diante de um cenário corporativo que exige novos e constantes aprendizados de habilidades para se destacar, quero pontuar a importância de se estar em permanente atualização, mas não priorizando somente, as habilidades técnicas que conhecemos.

Tradicionalmente, o mercado de trabalho sempre priorizou as habilidades técnicas em profissionais e candidatos, pois elas eram as únicas que podiam ser medidas e correlacionadas aos resultados esperados de tal profissional: ou seja, eficiência e produtividade.

Mas em um mundo predominantemente digital, o paradoxo é que as habilidades comportamentais, também chamadas de Soft Skills, se tornam cada vez mais importantes.

Primeiramente porque nos diferenciam da tecnologia (que já desempenha muitas habilidades técnicas de forma mais eficiente e produtiva do que humanos), e também porque se entende que, mesmo não de forma evidente, impactam positivamente os negócios.

Soft Skills precisam ser aceleradas

Enquanto o desenvolvimento das “Hard Skills”, ou habilidades técnicas, não aparenta ser um problema nas organizações, dados deste ano destacam a dificuldade das empresas em tratar as “Soft Skills” como prioridade

Uma pesquisa realizada com 264 líderes da área de RH de empresas no Brasil,- por mim e meu  time de pesquisadores do Metanoia Lab,-, procurou obter um maior entendimento de como as competências humanas são enxergadas e abordadas dentro das empresas.

Os resultados da pesquisa apontaram que há uma grande discrepância entre o nível de preparo das organizações no tema e as suas necessidades:  82% dos respondentes afirmam que existe um gap maior no que se refere às “Soft Skills” do que em “Hard Skills” entre seus colaboradores, mas apenas 42% afirmam que há um programa formal de treinamento de “Soft Skills” dentro da empresa.  

homem sentado trabalhando no computador
Mercado de trabalho passa a valorizar as habilidades comportamentais, as soft skills

Ao mesmo tempo, ficou evidente pela pesquisa a importância cada vez maior das Soft Skills em candidatos e colaboradores: 93% dos entrevistados declararam preferir um candidato que tenha boas Soft Skills, mas sem  conhecimento técnico o suficiente, a um que possua considerável conhecimento técnico, mas não boas Soft Skills.

Quais habilidades devo desenvolver e como fazer isso?

O Fórum Econômico Mundial [FEM] publicou no fim de 2020 “O relatório do futuro do trabalho”, que destaca essa dificuldade de desenvolver Soft Skills, principalmente na área de tecnologia.

“A capacidade das empresas globais de aproveitar o potencial de crescimento da nova adoção tecnológica é dificultada pela escassez de habilidades”, cita o relatório.

Nele, foram listadas  as 15 habilidades  essenciais (tanto técnicas como comportamentais) que vão estar em alta até 2025, e é a partir delas que, com devidos ajustes e adaptações, listo aqui seis Soft Skills principais em sua “Teoria das Forças Humana na era Digital”.

  • Metacognição: força humana que contempla a nossa habilidade de entender o propósito que nos move através do autoconhecimento, e que nos faz criar objetivos claros que perseguimos;
  • Colaboração: força humana que proporciona nossa habilidade de resolver os problemas complexos do mundo e dos negócios e impossíveis de serem resolvidos de forma individual, de forma colaborativa;
  • Adaptabilidade: força humana que permite reagir a mudanças externas com mudanças internas (pensamento e ação) proporcionais e correspondentes, para podermos evoluir diante de um contexto externo em mudança;
  • Pensamento crítico: força humana que desafia o status quo imposto por nossos sucessos do passado, e que nos faz atualizar nossas crenças diante de novas evidências que o mundo e o mercado nos propõem. 
  • Criatividade: força humana que nos permite encontrar soluções a problemas fora do repertório de nosso conhecimento, mas gerando ideias originais que não são moldadas por nossas experiências ou conhecimentos passados.
  • Agilidade: força humana que nos permite transformar nossas ideias em ações de forma rápida, na proporção que o nosso cliente ou usuário final espera, tolerando o erro que faz parte do processo de execução ágil.

Conheça Andrea Iorio, novo colunista do FinanceOne

Escritor best-seller sobre transformação digital, inovação e liderança, Andrea Iorio é novo colunista do FinanceOne. Os textos serão publicados mensalmente. Fique atento!

Iorio é economista formado na Universitá Bocconi na Itália, com Mestrado em Relações Internacionais pela Johns Hopkins University, palestrante profissional. Italiano radicado no Brasil, ele foi Diretor do Tinder na América Latina por cinco anos e Chief Digital Officer na L’Oréal.

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