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O que é a Web 3.0? Saiba como será o futuro da internet

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(10)

A Web 3.0 virou tema central no Twitter, em dezembro, quando Elon Musk, fundador da Tesla e entusiasta de criptomoedas, postou a seguinte pergunta em sua conta:

 Alguém viu a web 3.0? Eu não estou encontrando.

Irônico como sempre em seus tweets, Elon Musk quis provocar as pessoas sobre o hype do mercado sobre a Web 3.0 e as criptomoedas. Mas se quisermos responder Musk, primeiro precisamos saber, o que é a Web 3.0?

Web 1.0

Vamos fazer uma breve viagem no tempo e entender um pouco sobre a Web 1.0, que seria a realidade da internet entre 1991 e 2004.

Nesta época, a web era formada por basicamente conteúdos já prontos e em páginas estáticas, sem interação do usuário, sem login e pasmem, sem muita publicidade!

A definição do usuário de internet nestes tempos era de consumidor. Vale lembrar também que nesta época a maioria das pessoas possuía internet discada, de baixa velocidade e alto custo.

Web 2.0

Entre 2004 e hoje, temos o que é conhecido por Web 2.0, onde a palavra-chave é a interação entre usuários e páginas.

As redes sociais e de compartilhamento surgiram como grandes vencedoras desta geração e da nossa atenção, com isto os dados e informações dos usuários passaram a serem enviados e controlados por organizações como Google e Facebook.

Na posse dessas valiosas informações sobre seus usuários, essas empresas conseguem entregar publicidade de forma direcionada e específica para cada usuário.

Vivemos a época da falta de privacidade aos usuários e da disputa de nossa atenção perante as empresas de mídia, mas para sermos justos, adoramos receber likes em nossas fotos, em troca estamos entregando basicamente todos os nossos hábitos de consumo.

mão feminina segura celular
Atualmente, vivemos na Web 2.0, com interação entre usuários e páginas

Um exemplo prático de como estes dados são utilizados pelas empresas seria uma usuária que namora outro usuário e ambos estão no Facebook.

Supondo que a usuária realize buscas sobre testes de gravidez ou perguntas como: “como saber se estou grávida?”, a ferramenta de publicidade do Facebook pode entender que este casal poderá ter filhos em breve e começará a utilizar esta informação para enviar publicidade de produtos para bebês e pais ao namorado desta usuária.

Parece até teoria da conspiração, mas não é!

Web 3.0

Agora sim, o motivo pelo qual você clicou nesta matéria, a Web 3.0. A próxima geração da web é conhecida por utilizar a tecnologia do blockchain e tirar o poder das mãos de organizações centralizadas, descentralizando o poder e dando o poder aos usuários.

Enquanto na Web 2.0 somos o produto das redes sociais e dos conteúdos que interagimos, na Web 3.0 a ideia é de que os usuários serão donos da rede e das informações e dados que circulam na mesma.

Um exemplo prático e já existente é o site de compartilhamento de vídeos Odysee. Enquanto no Youtube temos o Google por trás da empresa, da coleta de dados e até como dono e moderador de conteúdo, no Odysee os dados são compartilhados entre usuários, os criadores de conteúdo recebem moedas digitais por fazerem uploads e nenhum conteúdo pode ser moderado, pois não há centralização de poder.

Com o blockchain protegendo a rede, os vídeos postados não ficam no servidor de uma empresa, mas sim em um blockchain que protege o vídeo de qualquer possibilidade de ser deletado.

O que vem por aí?

Obviamente a Web 3.0 não se limita à descentralização, a transformação acontecerá aos poucos e muitos projetos serão desenvolvidos nesta nova forma de rede.

O que vale destacar é que na Web 3.0 a tecnologia blockchain e as criptomoedas serão fundamentais, o que leva a crer que de fato não há como fugir: as criptomoedas e o blockchain farão parte de nossas vidas assim como a internet faz hoje em dia.

Logo, logo o fundador da Tesla, que já aceita criptomoedas para compra de produtos em sua empresa, encontrará a Web 3.0.

Conheça Renato Carvalho, colunista do FinanceOne

Com vasto conhecimento sobre o mercado de moedas digitais, Renato Carvalho é o novo colunista do FinanceOne. Semanalmente, ele traz informações importantes sobre criptomoedas. Fique de olho!

Renato é administrador com experiência como executivo do setor de educação internacional e empresas de consultoria empresarial e auditoria “BIG 4”.

Investidor de renda variável desde sua adolescência, produz conteúdo de educação financeira, mostrando o que faz com o seu próprio dinheiro “skin in the game”. Especialista em criptoativos e negócios disruptivos.

É Bacharel em Administração pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Université Libre de Bruxelles (Bélgica) e mestre em Administração pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC).

Confira outros artigos de Renato Carvalho, colunista do FinanceOne:

O que achou disso?

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Renato Carvalho
Renato Carvalho
Renato é administrador com experiência como executivo do setor de educação internacional e empresas de consultoria empresarial e auditoria “BIG 4”. Investidor de renda variável desde sua adolescência, produz conteúdo de educação financeira, mostrando o que faz com o seu próprio dinheiro “skin in the game”. Especialista em criptoativos e negócios disruptivos.

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 Alguém viu a web 3.0? Eu não estou encontrando.

Irônico como sempre em seus tweets, Elon Musk quis provocar as pessoas sobre o hype do mercado sobre a Web 3.0 e as criptomoedas. Mas se quisermos responder Musk, primeiro precisamos saber, o que é a Web 3.0?

Web 1.0

Vamos fazer uma breve viagem no tempo e entender um pouco sobre a Web 1.0, que seria a realidade da internet entre 1991 e 2004.

Nesta época, a web era formada por basicamente conteúdos já prontos e em páginas estáticas, sem interação do usuário, sem login e pasmem, sem muita publicidade!

A definição do usuário de internet nestes tempos era de consumidor. Vale lembrar também que nesta época a maioria das pessoas possuía internet discada, de baixa velocidade e alto custo.

Web 2.0

Entre 2004 e hoje, temos o que é conhecido por Web 2.0, onde a palavra-chave é a interação entre usuários e páginas.

As redes sociais e de compartilhamento surgiram como grandes vencedoras desta geração e da nossa atenção, com isto os dados e informações dos usuários passaram a serem enviados e controlados por organizações como Google e Facebook.

Na posse dessas valiosas informações sobre seus usuários, essas empresas conseguem entregar publicidade de forma direcionada e específica para cada usuário.

Vivemos a época da falta de privacidade aos usuários e da disputa de nossa atenção perante as empresas de mídia, mas para sermos justos, adoramos receber likes em nossas fotos, em troca estamos entregando basicamente todos os nossos hábitos de consumo.

mão feminina segura celular
Atualmente, vivemos na Web 2.0, com interação entre usuários e páginas

Um exemplo prático de como estes dados são utilizados pelas empresas seria uma usuária que namora outro usuário e ambos estão no Facebook.

Supondo que a usuária realize buscas sobre testes de gravidez ou perguntas como: “como saber se estou grávida?”, a ferramenta de publicidade do Facebook pode entender que este casal poderá ter filhos em breve e começará a utilizar esta informação para enviar publicidade de produtos para bebês e pais ao namorado desta usuária.

Parece até teoria da conspiração, mas não é!

Web 3.0

Agora sim, o motivo pelo qual você clicou nesta matéria, a Web 3.0. A próxima geração da web é conhecida por utilizar a tecnologia do blockchain e tirar o poder das mãos de organizações centralizadas, descentralizando o poder e dando o poder aos usuários.

Enquanto na Web 2.0 somos o produto das redes sociais e dos conteúdos que interagimos, na Web 3.0 a ideia é de que os usuários serão donos da rede e das informações e dados que circulam na mesma.

Um exemplo prático e já existente é o site de compartilhamento de vídeos Odysee. Enquanto no Youtube temos o Google por trás da empresa, da coleta de dados e até como dono e moderador de conteúdo, no Odysee os dados são compartilhados entre usuários, os criadores de conteúdo recebem moedas digitais por fazerem uploads e nenhum conteúdo pode ser moderado, pois não há centralização de poder.

Com o blockchain protegendo a rede, os vídeos postados não ficam no servidor de uma empresa, mas sim em um blockchain que protege o vídeo de qualquer possibilidade de ser deletado.

O que vem por aí?

Obviamente a Web 3.0 não se limita à descentralização, a transformação acontecerá aos poucos e muitos projetos serão desenvolvidos nesta nova forma de rede.

O que vale destacar é que na Web 3.0 a tecnologia blockchain e as criptomoedas serão fundamentais, o que leva a crer que de fato não há como fugir: as criptomoedas e o blockchain farão parte de nossas vidas assim como a internet faz hoje em dia.

Logo, logo o fundador da Tesla, que já aceita criptomoedas para compra de produtos em sua empresa, encontrará a Web 3.0.

Conheça Renato Carvalho, colunista do FinanceOne

Com vasto conhecimento sobre o mercado de moedas digitais, Renato Carvalho é o novo colunista do FinanceOne. Semanalmente, ele traz informações importantes sobre criptomoedas. Fique de olho!

Renato é administrador com experiência como executivo do setor de educação internacional e empresas de consultoria empresarial e auditoria “BIG 4”.

Investidor de renda variável desde sua adolescência, produz conteúdo de educação financeira, mostrando o que faz com o seu próprio dinheiro “skin in the game”. Especialista em criptoativos e negócios disruptivos.

É Bacharel em Administração pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Université Libre de Bruxelles (Bélgica) e mestre em Administração pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC).

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