Investir em Portugal vale a pena? Descubra! | FinanceOne

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Investir em Portugal vale a pena? Descubra!

Vale investir em Portugal. Não é só a facilidade da língua que pode atrair investidores brasileiros. Os números da economia também são muitos bons. O primeiro-ministro português, o socialista António Costa, diz ter a fórmula do sucesso de uma política econômica.

Segundo ele, o país é uma alternativa à política de austeridade centrada em mais crescimento, mais e melhor emprego e mais igualdade. Resultado: pela primeira vez desde a adesão ao euro, Portugal cresce acima da média da União Europeia.

investir em Portugal

Por que investir em Portugal?

Os números comprovam a sua afirmativa. Isso porque o país é um dos poucos que teve uma alta significativa do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017. De acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), o índice teve um crescimento de 2,7% no ano passado, na comparação com o ano anterior.

Os dados são melhores no quesito investimentos. Portugal deu um salto considerável. Em 2016 eles cresceram 0,8%. Já no ano passado a subida foi de 8,4%. Olhando apenas para a FBCF (a Formação Bruta de Capital Fixo), o aumento foi ainda mais expressivo: 9,1%.

O INE anunciou que o setor que apresentou os melhores números foi o da construção. O motivo é simples: entraram mais 2,9 bilhões de euros em investimento no país, dos quais 1,5 mil bilhão foram em construção.

O órgão aponta ainda que os investimentos em equipamentos de transporte avançaram 14%. Injetando mais 360 milhões de euros em Portugal.

Já o investimento em maquinaria (sem contar automóveis) disparou 13%. O que refletiu em mais 883 milhões de euros na economia portuguesa.

Turismo também alavanca economia de Portugal

investir em PortugalAs receitas do turismo cresceram 16,6% em 2017 no país. Segundo o INE, Portugal registrou 41,6 milhões de pernoites de estrangeiros e 15,9 milhões de portugueses no ano passado.

Isso representa mais 8,6% e mais 4,1% do que em 2016, respectivamente.

O notável crescimento nas pernoites reflete-se, naturalmente, nas receitas. Em 2017, o país registou um substancial desenvolvimento das receitas no setor, em comparação com 2016. Elas dispararam 19,4% e ultrapassaram os 272 milhões de euros.

Esses números também têm uma explicação. O país ganhou o prêmio de Melhor Destino da Europa em 2017 no World Travel Awards, considerado o “Oscar” do Turismo.

Portugal venceu outros 16 concorrentes, incluindo Brasil, Grécia, Maldivas, Estados Unidos, Marrocos, Vietnã e Espanha, entre outros. Esta é a primeira vez que um país europeu ganha esta premiação, criada em 1993.

Facilidade de Comércio Internacional

O relatório “Ease of Doing Business”, elaborado pelo Banco Mundial, revela que Portugal ocupa o 29º lugar em facilidade de Comércio Internacional. O ranking usa 11 indicadores para medir aspectos da regulamentação empresarial em 190 países em todo o mundo.

A Nova Zelândia ficou em primeiro no ranking, seguida de Cingapura e Dinamarca. Já o o Brasil caiu duas posições no ranking deste ano, ficando em 125º lugar, o pior entre os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) e os países do Mercosul.

De acordo com o Banco Mundial são fatores que tornam Portugal um bom destino para o seu investimento:

– Estabilidade política e social;

– Baixos índices de criminalidade;

– Relações privilegiadas com a Europa, Macau, África e Brasil (Portugal pode ser uma porta de entrada para mercados de língua portuguesa);

– Os custos laborais são relativamente baixos quando comparados com outros países da UE;

– É o 2º país da União Europeia onde é mais fácil criar uma nova empresa (começar um novo negócio demora 2,5 dias e implica apenas três procedimentos;

– Portugal é um celeiro de startups que estão entre as mais competitivas do mundo.

Exportações e importações

As exportações e importações de Portugal também registraram crescimento nos últimos cinco anos. As exportações cresceram 4,2%, enquanto as importações subiram 2,8%, em média.

Desde 2012, o saldo da balança comercial de bens e serviços em Portugal é positivo.

O país também se destaca por ter a 22º melhor infraestrutura do mundo, ter uma localização estratégica, ser uma porta aberta para 500 milhões de pessoas na Europa e mais de 250 milhões de consumidores da língua portuguesa.

Abrir uma empresa em Portugal é simples

Em Portugal existem dois tipos de empresas que podem ser abertas: singular (individual) ou coletiva. Descubra as diferenças entre elas a seguir.

1 – Empresa Singular

– Nome Individual do Empresário;

– Sociedade Unipessoal por Quotas;

– Estabelecimento Individual de Responsabilidade Limitada.

Para o empresário em nome individual não há capital mínimo necessário para abertura da empresa. Já para Sociedade Unipessoal por Quotas e Estabelecimento Individual de Responsabilidade Limitada são necessários pelo menos 5 mil euros de capital.

2 – Empresa Coletiva

– Sociedade por quotas;

– Sociedade Anônima (S.A.);

– Sociedade em nome coletivo;

– Sociedade em Comandita;

– Cooperativa.

As empresas coletivas podem variar o valor do capital inicial para abertura da empresa. Na Sociedade por quotas são necessários pelo menos 5 mil euros (em quotas de valor mínimo de 100 euros).

Na Sociedade Anônima (S.A.) é preciso investimento de pelo menos 50 mil euros dividido em ações. Para a Sociedade de nome Coletivo não há um valor especifico de capital necessário para abertura.

Já em uma Sociedade em Comandita, o valor necessário de capital é de 50 mil euros, e em uma cooperativa o capital mínimo é de 2.500 euros.

Visto para empreendedor

Portugal

Para o brasileiro que já reside em Portugal legalmente não é preciso alterar o tipo de autorização de residência. Isso, claro, se já possui visto que dê permissão para trabalhar.

Caso a empresa portuguesa vá ser aberta por brasileiro que ainda não reside em Portugal, o interessado deve solicitar o visto D2. Ele também é conhecido como Visto Gold.

É possível dar entrada pessoalmente ou pelos Correios no Consulado Geral de Portugal, em São Paulo, ou nos vice-consulados no Paraná e no Rio Grande do Sul.

Para solicitar, o requerente também deve apresentar documentos pessoais de identificação e que comprovem capacidade financeira de se manter em solo português.

No entanto, o visto D2 tem validade de quatro meses. Neste período é preciso solicitar uma autorização de residência ao serviço de fronteiras português.

“Startup visa” é outra opção

Uma outra modalidade de visto para empreendedores, disponível em Portugal desde 1º de janeiro, é o “Startup Visa”. Com ele o governo português quer atrair mais startups. Para isso está oferecendo vistos de residência para quem empreender no país.

O programa busca fortalecer o ecossistema de inovação português, e as inscrições podem ser feitas pela internet. Ele é um visto de residência especial para empreendedores da área de tecnologia e inovação.

Os candidatos ao visto especial terão de cumprir uma série de pré-requisitos quanto à qualidade das empresas. Segundo o governo português, as atividades de bens e serviços devem ser inovadoras e ter potencial de geração de emprego qualificado.

Além disso, devem ter “potencial para atingir, três anos após o período de incubação, um valor de 325 mil euros (cerca de R$ 1,2 milhão), ou um volume de negócios superior a 500 mil euros (cerca de 1,9 milhão) ao ano”.







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