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PIB será maior, diz FMI. E o seu investimento?

Escrito por: Redação em 19 de abril de 2018

O PIB (Produto Interno Bruto do Brasil) em 2018 será maior do que o esperado, diz o FMI (Fundo Monetário Internacional). De acordo com o relatório do Fundo, a economia brasileira deverá avançar 2,3% neste ano.

O número representa um aumento de 0,4 ponto percentual em relação à última estimativa apresentada em janeiro, de 1,9%. Mas não se anime, a performance do país ainda estará muito aquém da média global e das economias emergentes.

O FMI também revisou a projeção para 2019. O Fundo prevê agora um crescimento de 2,5% ante estimativa anterior de alta de 2,1%.  Para o pesquisador da área de Economia Aplicada do FGV IBRE, Marcel Balassiano, apesar de um pouco conservadora, a estimativa do FMI indicou melhora na economia do país.

“Em outubro passado, o FMI previa um crescimento de 1,5% para o Brasil. A projeção de janeiro passou para 1,9%, e agora está em 2,3%. Ou seja, a tendência é de alta, mostra sinais de recuperação da economia. Para 2019, o FMI prevê um crescimento de 2,5%, acima da projeção de janeiro (2,1%). A mediana do boletim Focus para o ano que vem está em 3,0%”, detalhou Balassiano.

PIB

Como o PIB interfere nos investimentos?

Ao comparar os números atuais do PIB com os anos anteriores, podemos saber se a atividade econômica está crescendo ou diminuindo. Isso porque o Banco Central e o governo federal utilizam o PIB para tomar diversas decisões que influenciam diretamente a sua vida.

O PIB também permite comparar o desempenho da nossa economia em relação ao desempenho da economia de outros países. Além disso, quando ele cresce, a população compra mais e as empresas/fábricas investem mais.

Por isso é importante que você entenda o comportamento do PIB. Ele impacta positivamente ou negativamente nos resultados dos seus investimentos, tantos os de renda fixa, quanto os de renda variável.

Se você investe em títulos públicos, LCI, LCA, CDB, fundos de investimento, mercado de ações, previdência privada e até na poupança precisa aprender mais sobre esse índice.

O que acontece quando ele cresce?

Quando o PIB aumenta, o primeiro fator que ele influencia é no gasto familiar. A tendência de consumo aumenta. Cresce também a oferta de crédito imobiliário. Resultando no aumento da demanda por imóveis. Isto estimula a construção de novos imóveis.

As empresas e os investidores estudam o PIB antes de tomar decisões de investimento, antes de contratar ou demitir, antes de ampliar ou retrair suas atividades.

Os motivos são simples: primeiro, quando o PIB cresce, a população compra mais. E o outro é que as empresas ampliam seus investimentos. Elas  compram máquinas e contratam mais mão de obra para aumentar a sua produção e assim atender toda a demanda.

São oportunidades para o investidor:

Empreendedorismo: abrir uma nova empresa assumindo riscos para ganhar mais;

– Investimento no mercado em ações: você se torna sócio de uma empresa grande;

Investimento em imóveis: juros menores, renda maior e mais crédito aumenta a demanda por imóveis valorizando imóveis usados e imóveis na planta.

E quando o PIB cai?

Uma queda do PIB geralmente é traduzida na redução dos juros, a fim de retomar o aquecimento. Por isso, esse tipo de situação tende a ser mais propícia para aceitar os riscos e apostar em investimentos mais ousados.

O problema é quando o endividamento das famílias é grande, como é o caso do momento atual. A proporção de famílias com dívidas ou contas em atraso no país cresceu para 25,2% em março, vindo de 24,9% em fevereiro.

Os números são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

É a primeira alta mensal do indicador neste ano e desde setembro do ano passado, quando havia passado de 25,9%, em agosto, para 26,5%. Em março de 2017, o índice estava nos mesmos 24,9% do mês passado.

No entanto, por conta dos estímulos à retomada nos períodos de descenso, também é válido apostar em títulos pré-fixados, como Tesouro Direto e CDB (Certificado de Depósito Bancário). Nesse contexto, é interessante ter a rentabilidade determinada previamente.

Cautela é importante

Este ano teremos eleições. O superintendente de Estatísticas Públicas do FGV IBRE, Aloisio Campelo Jr. afirma que as eleições não são um fator impeditivo para o crescimento da economia brasileira. Mas ele pondera que é um fator limitativo pelo fato da incerteza política.

“Este ainda é um ano de retomada do nível de atividade. Depois de uma recessão atipicamente longa e profunda, diversos setores já apresentam recuperação. Mas a saída da crise, de fato, deve acontecer apenas entre o fim de 2019 e o início de 2020”, ressalta.

Como se prevenir?

Muita gente acredita que ter sucesso na vida financeira e profissional depende da sorte. Engana-se. O FinanceOne destaca as projeções do PIB porque antes de investir é muito importante observar o comportamento do índice nos últimos anos e trimestres.

Para isso, é importante observar uma pesquisa feita pelo Banco Central que resulta em um relatório semanal chamado Boletim Focus. O Monitor do PIB/FGV é outro que vale observar. Ele estima mensalmente o PIB brasileiro em volume, em valor corrente e em valor constante a preços desde 1995.

Lembre-se que quanto mais você estudar sobre ganhar, poupar e investir dinheiro, mais sorte terá na sua vida financeira.

Redação

Criado em 2003, o FinanceOne é um site especializado em finanças. Desde a influência do mercado financeiro no seu dia a dia até a simples economia dentro de casa.

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