InícioColunistasPor que o projeto Terra (LUNA) falhou? É o fim do mercado...

Por que o projeto Terra (LUNA) falhou? É o fim do mercado cripto e do Bitcoin?

0
(0)

Estamos vivenciando uma das maiores crises no mundo das criptomoedas, daquelas que com certeza entrarão para a história. A criptomoeda LUNA do projeto Terralabs teve uma desvalorização de 99,99%, ou seja, virou pó como se diz no jargão do mercado.

As criptomoedas tem, ou deveriam ter, por essência a segurança como fator principal. Tanto é que o Bitcoin por exemplo jamais teve a segurança de sua blockchain fragmentada. Porém onde há oportunidade, a segurança pode ser quebrada.

Com a LUNA não foi um problema de invasão ou algo do tipo, foi um golpe sobre o algoritmo por trás da moeda. Basicamente um ataque matemático que fez a moeda perder seu valor de 119 dólares há duas semanas para 0,01 centravo de dólar.

Ainda não se sabe exatamente se foi um ataque coordenado por diversos indivíduos ou somente por um indivíduo que possuía uma grande quantidade de LUNA. Basicamente houve uma venda muito forte dos tokens LUNA e ao mesmo tempo uma compra enorme de “puts” que são apostas contra a moeda.

Neste tipo de ataque, infelizmente, muitas pessoas perdem muito dinheiro e algumas poucas pessoas fazem fortunas.

É o fim da LUNA?

Eu acredito que a LUNA jamais vai se recuperar, quem possui este ativo em mãos, infelizmente não deveria ter muita esperança de recuperar o investimento, principalmente no curto prazo.

O que acontece é que para a Terralabs seria muito mais fácil criar uma nova criptomoeda com menos problemas de segurança do que tentar ressuscitar uma criptomoeda já em estado de óbito.

É o fim do mercado cripto e do Bitcoin?

Claro que não! Os efeitos da morte da LUNA com certeza refletirão no preço do Bitcoin, do Ethereum e ainda mais forte nas altcoins mais recentes e de menor adoção.

O investidor precisa ter em mente que o mercado de criptomoedas é de altíssimo risco. Em mercados de alto risco, não se coloca todas as apostas em projetos como a LUNA.

O Bitcoin possui uma adoção gigantesca, comprovadamente o ativo de maior valor versus escassez no mundo.

Caso a cotação caia, grandes investidores entrarão comprando. Podemos viver um chamado “inverno cripto” que é uma fase em que o Bitcoin fica em terreno de queda por meses, anos, mas a tendência é se recuperar aos níveis de anteriores e superá-los.

Moeda de Bitcoin junto a um gráfico de crescimento
Bitcoin é o ativo de maior valor x escassez no mundo

O Ethereum por sua vez possui utilidades infinitas, mercado de NFTs, e deve trazer ainda muita inovação com a web 3.0. Portanto acredito que também não terá seu ciclo interrompido tão cedo, talvez também passará pelo inverno cripto.

O que fazer enquanto tudo isso acontece?

Eu jamais investi mais de 5% da minha carteira de criptomoedas em projetos alternativos. O Bitcoin compõe 60% do meu portfólio e o Ethereum mais 35% aproximadamente. Ainda assim, apesar de acreditar muito nas criptomoedas, elas são somente 10% do meu patrimônio total.

Cada investidor deve possuir sua própria estratégia, porém eu reservo 5% do meu portfólio de cripto para as altcoins, NFTs e outras novidades do mundo cripto, pois este é um capital que estou ciente e disposto a perder.

Se esse valor passa de 5% por conta de uma valorização, eu realizo o lucro e coloco em outros tipos de investimento. Só arrisque aquele dinheiro que você está disposto a perder!

Quando me questionam sobre novos projetos em cripto, eu normalmente digo para a pessoa: você estudou o projeto? Você gosta do projeto e acredita no potencial?

Se sim, compre, porém compre como se você estivesse comprando a obra de arte de um artista desconhecido, pode valer muito no futuro, mas também pode não valer nada.

Conheça Renato Carvalho, colunista do FinanceOne

Com vasto conhecimento sobre o mercado de moedas digitais, Renato Carvalho é colunista do FinanceOne. Semanalmente, ele traz informações importantes sobre criptomoedas. Fique de olho!

Renato é administrador com experiência como executivo do setor de educação internacional e empresas de consultoria empresarial e auditoria “BIG 4”.

Investidor de renda variável desde sua adolescência, produz conteúdo de educação financeira, mostrando o que faz com o seu próprio dinheiro “skin in the game”. Especialista em criptoativos e negócios disruptivos.

É Bacharel em Administração pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Université Libre de Bruxelles (Bélgica) e mestre em Administração pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC).

Confira outros textos de Renato Carvalho, colunista do FinanceOne:

O que achou disso?

Média da classificação 0 / 5. Número de votos: 0

Seja o primeiro a avaliar este post.

Lamentamos que este assunto não tenha sido útil para você!

Diga-nos, como podemos melhorar?

Renato Carvalho
Renato Carvalho
Renato é administrador com experiência como executivo do setor de educação internacional e empresas de consultoria empresarial e auditoria “BIG 4”. Investidor de renda variável desde sua adolescência, produz conteúdo de educação financeira, mostrando o que faz com o seu próprio dinheiro “skin in the game”. Especialista em criptoativos e negócios disruptivos.

Assine nossa newsletter!

Páginas Populares

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

InícioColunistasPor que o projeto Terra (LUNA) falhou? É o fim do mercado...

Por que o projeto Terra (LUNA) falhou? É o fim do mercado cripto e do Bitcoin?

0
(0)

Estamos vivenciando uma das maiores crises no mundo das criptomoedas, daquelas que com certeza entrarão para a história. A criptomoeda LUNA do projeto Terralabs teve uma desvalorização de 99,99%, ou seja, virou pó como se diz no jargão do mercado.

As criptomoedas tem, ou deveriam ter, por essência a segurança como fator principal. Tanto é que o Bitcoin por exemplo jamais teve a segurança de sua blockchain fragmentada. Porém onde há oportunidade, a segurança pode ser quebrada.

Com a LUNA não foi um problema de invasão ou algo do tipo, foi um golpe sobre o algoritmo por trás da moeda. Basicamente um ataque matemático que fez a moeda perder seu valor de 119 dólares há duas semanas para 0,01 centravo de dólar.

Ainda não se sabe exatamente se foi um ataque coordenado por diversos indivíduos ou somente por um indivíduo que possuía uma grande quantidade de LUNA. Basicamente houve uma venda muito forte dos tokens LUNA e ao mesmo tempo uma compra enorme de “puts” que são apostas contra a moeda.

Neste tipo de ataque, infelizmente, muitas pessoas perdem muito dinheiro e algumas poucas pessoas fazem fortunas.

É o fim da LUNA?

Eu acredito que a LUNA jamais vai se recuperar, quem possui este ativo em mãos, infelizmente não deveria ter muita esperança de recuperar o investimento, principalmente no curto prazo.

O que acontece é que para a Terralabs seria muito mais fácil criar uma nova criptomoeda com menos problemas de segurança do que tentar ressuscitar uma criptomoeda já em estado de óbito.

É o fim do mercado cripto e do Bitcoin?

Claro que não! Os efeitos da morte da LUNA com certeza refletirão no preço do Bitcoin, do Ethereum e ainda mais forte nas altcoins mais recentes e de menor adoção.

O investidor precisa ter em mente que o mercado de criptomoedas é de altíssimo risco. Em mercados de alto risco, não se coloca todas as apostas em projetos como a LUNA.

O Bitcoin possui uma adoção gigantesca, comprovadamente o ativo de maior valor versus escassez no mundo.

Caso a cotação caia, grandes investidores entrarão comprando. Podemos viver um chamado “inverno cripto” que é uma fase em que o Bitcoin fica em terreno de queda por meses, anos, mas a tendência é se recuperar aos níveis de anteriores e superá-los.

Moeda de Bitcoin junto a um gráfico de crescimento
Bitcoin é o ativo de maior valor x escassez no mundo

O Ethereum por sua vez possui utilidades infinitas, mercado de NFTs, e deve trazer ainda muita inovação com a web 3.0. Portanto acredito que também não terá seu ciclo interrompido tão cedo, talvez também passará pelo inverno cripto.

O que fazer enquanto tudo isso acontece?

Eu jamais investi mais de 5% da minha carteira de criptomoedas em projetos alternativos. O Bitcoin compõe 60% do meu portfólio e o Ethereum mais 35% aproximadamente. Ainda assim, apesar de acreditar muito nas criptomoedas, elas são somente 10% do meu patrimônio total.

Cada investidor deve possuir sua própria estratégia, porém eu reservo 5% do meu portfólio de cripto para as altcoins, NFTs e outras novidades do mundo cripto, pois este é um capital que estou ciente e disposto a perder.

Se esse valor passa de 5% por conta de uma valorização, eu realizo o lucro e coloco em outros tipos de investimento. Só arrisque aquele dinheiro que você está disposto a perder!

Quando me questionam sobre novos projetos em cripto, eu normalmente digo para a pessoa: você estudou o projeto? Você gosta do projeto e acredita no potencial?

Se sim, compre, porém compre como se você estivesse comprando a obra de arte de um artista desconhecido, pode valer muito no futuro, mas também pode não valer nada.

Conheça Renato Carvalho, colunista do FinanceOne

Com vasto conhecimento sobre o mercado de moedas digitais, Renato Carvalho é colunista do FinanceOne. Semanalmente, ele traz informações importantes sobre criptomoedas. Fique de olho!

Renato é administrador com experiência como executivo do setor de educação internacional e empresas de consultoria empresarial e auditoria “BIG 4”.

Investidor de renda variável desde sua adolescência, produz conteúdo de educação financeira, mostrando o que faz com o seu próprio dinheiro “skin in the game”. Especialista em criptoativos e negócios disruptivos.

É Bacharel em Administração pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e Université Libre de Bruxelles (Bélgica) e mestre em Administração pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC).

Confira outros textos de Renato Carvalho, colunista do FinanceOne:

O que achou disso?

Média da classificação 0 / 5. Número de votos: 0

Seja o primeiro a avaliar este post.

Lamentamos que este assunto não tenha sido útil para você!

Diga-nos, como podemos melhorar?