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‘Prévia do PIB’ fecha 2020 com queda de 4,05%

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Dados do Banco Central (BC) apontam que atividade econômica brasileira fechou com retração de 4,05% em relação a 2019. O porcentual foi medido pelo Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br), considerado sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB).

O resultado acontece após o IBC-Br avançar em dezembro 0,64% em relação a novembro, na série com ajustes sazonais. Esse cenário, porém, não foi suficiente para recuperar as perdas registradas em março e abril, quando o índice teve quedas de 5,71% e 9,51%, respectivamente.

Os números oficiais serão divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no dia 3 de março. O Ministério da Economia estima uma queda de 4,5% e para o BC será de 4,4%.

Vale ressaltar que até agora a maior queda em um ano do PIB brasileiro foi registrada em 1990, de 4,35%. Isso aconteceu na esteira do Plano Collor I e do confisco do dinheiro das cadernetas de poupança.

Por que o IBC-Br, prévia do PIB, é tão importante?

O IBC-Br demonstra como está a evolução da economia e o seu ritmo de crescimento. Portanto, serve de base para que o BC adote medidas de controle da inflação.

Criado em 2003, esse índice coleta dados de diversos setores da economia. Tais quais como agropecuária, indústria e serviços, medindo a evolução no país e ajudando nas estratégias monetárias.

Ele é divulgado mensalmente, sempre 45 dias após o mês da coleta dos dados de referência sobre a economia.

Dessa forma, o índice demonstra as tendências do PIB, mas os dois indicadores não devem ser confundidos, já que podem apresentar divergências em seus resultados.

Com as fortes tendências de queda do PIB, o mercado elevou a perspectiva para a taxa de juros. Para a taxa Selic, os analistas estimam 3,50% para 2021, e alta em 5,0% para 2022. Para o ano seguinte, a projeção é de 6% e também para 2024.

A taxa de câmbio ficou em R$5,01 esse ano. Para 2022, o valor ficou em R$5 e para 2023 ficou em R$4,86. No ano seguinte, o valor permaneceu em R$4,90.

PIB
Resultado do PIB pode fazer o Brasil sair do ranking das 10 maiores economias mundiais

Brasil deve deixar de ser uma das dez maiores economias do mundo

Com a desvalorização do real e a redução do PIB, o Brasil deve sair do seleto grupo das dez maiores economias do planeta. É o que aponta os dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) compilados pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Pelas projeções do Fundo, o PIB brasileiro deve recuar 28,3% neste ano em relação a 2019, quando convertido para a moeda americana: de US$ 1,8 trilhão para US$ 1,4 trilhão.

O país deve perder, assim, três posições no ranking das maiores economias do mundo, de nona para a 12ª posição, ultrapassado por Canadá, Coreia do Sul e Rússia.

O que esperar da economia brasileira em 2021? Confira a análise completa feita pelo FinanceOne!

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Rafael Massadar
Carioca, amante de esportes e de viagens. Escolhi o jornalismo porque ele vive pelo mundo e conta histórias de pessoas e realidades distintas. Tenho experiência em redação e assessoria de imprensa. Atualmente, trabalho numa agência de marketing digital.

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