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Vacina para Covid-19 e mercado financeiro: qual a relação?

Tempo de leitura: 3 minutos
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O mercado financeiro volta a operar em alta com o avanço das vacinas contra a Covid-19. A notícia de que a Pfizer, em parceria com a BioNTech, conseguiu resultados positivos com a sua versão da vacina animou os investidores.

A farmacêutica publicou relatório com os resultados clínicos, mostrando que o produto oferece maior nível de anticorpos do que o constatado em indivíduos infectados pela Covid-19.

O principal índice acionário chinês, o Xangai Composto, subiu 2,13% a 3.090,57 pontos, no início de julho de 2020, por exemplo. De forma a atingir o maior nível em cinco meses e meio.

Além disso, o Instituto Butantan também publicou a eficácia da CoronaVac, vacina desenvolvida em parceria com o laboratório Sinovac. De acordo com a divulgação, o imunizante atingiu 78% de eficácia no Brasil para casos leves. Nos casos graves, proteção foi total.

Os resultados positivos das vacinas contra Covid-19 têm impacto direto no mercado financeiro. Uma vez que os investidores preveem um cenário mais estável nos próximos meses, na hipótese de redução dos casos de coronavírus no mundo.

Contudo, o que pode frear esse entusiasmo é o crescimento no número de novos casos de coronavírus.

O mercado financeiro teme que novas medidas de isolamento social sejam impostas em países asiáticos e nos Estados Unidos. Afinal, os locais registraram aumento significativo nos números de casos nos últimos dias, o que atrapalharia o ritmo de recuperação da economia.

Vacina para Covid-19: mais empresas anunciam avanços

A farmacêutica americana Moderna apresentou resultados positivos da vacina para Covid-19 na revista científica The New England.

A empresa diz que todos os 45 voluntários que participaram da primeira fase de testes da vacina apresentaram imunidade contra o vírus. A Moderna foi a primeira a fazer testes em seres humanos.

A Universidade de Oxford, no Reino Unido, anunciou também que a vacina para Covid-19 da universidade é segura e induziu resposta imune. Os resultados preliminares se referem às duas primeiras fases de testes da imunização.

No último dia 8 de janeiro, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) solicitou a aplicação emergencial do imunizante desenvolvido em parceria com a Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca. O prazo para a análise da Anvisa será de dez dias.

Na esteira, as doses da vacina chinesa que será testada no Brasil contra o coronavírus chegaram a São Paulo em meados de julho.

Saiba tudo sobre vacinação.
Apesar da esperança de uma vacina para Covid-19, temor de segunda onda assusta mercados

Já a vacina criada pelo laboratório chinês em parceria com o Butantan é vista pelo diretor do instituto, Dimas Covas, como “uma das mais promissoras” entre as testadas no mundo.

Segunda onda do coronavírus é o temor do mercado

O anúncio por parte de algumas empresas sobre a vacina para Covid-19 não aliviou o temor de uma segunda onda em todo o mundo. Notícias da China mostram que a capital Pequim voltou a se isolar e bloqueou 11 bairros residenciais devido aos novos casos.

Além disso, o Reino Unido, mesmo depois das vacinações, impôs novas restrições à população.

Da mesma forma, nos EUA, boas e más notícias. Enquanto Nova York, epicentro da pandemia no país, registrou o menor número de óbitos pela doença em quase três meses; na Flórida, os novos casos de coronavírus subiram mais rápido que a média de uma semana pelo quinto dia consecutivo.

A Flórida está entre os mais de 20 estados em que o ritmo de infecções vem aumentando. Arizona, Califórnia, Texas e Washington também relataram níveis diários mais altos de casos.

Os EUA registram, por exemplo, na primeira semana de janeiro, mais de 4 mil mortes em um único dia.

Já no Brasil, levantamento feito por veículos da imprensa mostra uma média de mil mortes por dia, maior índice desde meados de 2020.

Ou seja, o vírus continua circulando por aí e uma segunda onda de contágio parece inevitável em países onde fracassarem a capacidade de controlar a disseminação do vírus e a disposição do público em cooperar, ainda na primeira fase.

O coronavírus e as medidas de isolamento social impactaram diretamente diversos setores da economia. O rendimento da poupança também foi afetado no Brasil? FinanceOne preparou um especial sobre o assunto. Confira!

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Redação
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