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Brasil pode encerrar o ano com 6,2 milhões de novos investidores

Escrito por: Rafael Massadar em 7 de novembro de 2018

Pesquisa da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA) aponta que o país deve encerrar o ano com 6,2 milhões de novos investidores. O levantamento revela que cerca de 50 milhões de pessoas economicamente ativas das classes A, B e C que não investiram em 2017 declararam que pretendem adotar a prática.

Contudo, a maior parcela dos potenciais novos investidores (40%) declarou que pretende usar as economias feitas neste ano para comprar ou reformar imóveis e bens duráveis. Entretanto, 11% esperam destinar o dinheiro à abertura de um negócio e outros 11% aos estudos.

O estudo feito em parceria com o Datafolha mostra também que somente um quarto da população investiu em 2017. Os bens duráveis foram as principais escolhas.

– 11% das pessoas compraram carros ou imóveis;
– 4% abriram um negócio;
– 1% pagou os estudos.

Por fim, foi constatado que apenas 9% dos brasileiros fez alguma aplicação financeira. A caderneta de poupança apareceu como principal destino, apontada por 68,2% dos entrevistados.

Ela é seguida pelos fundos de investimentos (7,8%), previdência privada (7%), títulos públicos (5,3%) e privados (4,5%). Ações (3%), títulos de capitalização (2,3%) e moedas digitais (2%) também aparecem nas intenções, mas com menor incidência.

novos investidores

Poupança ainda é o investimento preferido dos brasileiros

Levantamento feito pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) reforça o estudo da ANBIMA. De acordo com ele, a caderneta de poupança é o investimento preferido de 59% dos entrevistados.

Já 18% afirmam guardar o dinheiro em casa; 18% na conta corrente; 10% aplicam em fundos de investimento e 10% em previdência privada.

Também foram citados outros investimentos:

Tesouro Direto – 7%;
Certificado de Depósito Bancário (CDB) – 5%;
Letra de Crédito Imobiliário (LCI) – 3%;
Bolsa de Valores 2%.

Questionados sobre o quanto conhecem as modalidades de investimento, a poupança é a mais citada (89%), seguida pelos títulos de capitalização (53%). Contudo, a previdência privada também surge como destaque, citada por metade dos entrevistados.

Mas, o estudo mostra um dado alarmante. Do total de entrevistados, 28% desconhecem formas de investimentos e permanecem mantendo o dinheiro em casa ou na conta do banco.

Bovespa ganhou mais de 110 mil novos investidores em 2018

novos investidoresA Bovespa voltou a superar em 2018 patamar que não era registrado desde 2010. No ano, o número de brasileiros que entraram ou retornaram ao mercado de ações já passa de 110 mil.

Contudo, em agosto, o número de investidores pessoas físicas ativos chegou a 730 mil. Esse número é um recorde e representa um crescimento de 18% na comparação com o final do ano passado.

O maior interesse por ações fez também o número de investidores da bolsa voltar a superar o de investidores ativos no Tesouro Direto. Em agosto deste ano, reunia 664.603 brasileiros.

Segundo os números da B3, os mais de 730 mil investidores ativos reuniam no final de agosto R$ 179 bilhões em ações. A maioria é homem, da região Sudeste, com idade entre 26 e 45 anos.

Do total de investidores ativos, 77,5% são do sexo masculino e 69% residem dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.

Na distribuição por faixa etária, mais da metade (52%) têm no máximo 45 anos. Por outro lado, os investidores com mais de 46 anos concentram mais de 80% do valor investido por pessoas físicas.

Bitcoin também é alvo de novos investidores

novos investidores

Enquanto o brasileiro busca cada vez mais a Bolsa de Valores para realizar investimentos, o país tem mais investidores em bitcoins do que pessoa física na bolsa.

Em 2018, o número de pessoas cadastradas nas exchanges de Bitcoin e outras criptomoedas superou, e muito, o número de pessoas físicas cadastradas na B3. São 1,4 milhões de CPFs contra os 619 mil da B3.

Só para se ter uma ideia, um dos investimentos que mais crescia a procura por interessados, o Tesouro Direto, tem em seu cadastro 1,8 milhões de pessoas. A expectativa é de que ainda este ano, esse número seja superado.

Pesquisa realizada em maio de 2018 pela escola de Administração de Empresas da Fundação Getulio Vargas (FGV-SP) revelou que o investidor brasileiro de criptomoedas, em geral, é do sexo masculino, jovem e possui baixa renda.

Mais de 90% dos investidores são homens e sua média de idade é de 28 anos. Cerca de 57,2% dos investidores têm entre 20 e 30 anos, e apenas 10% deles possuem mais de 41 anos.

Em contrapartida, na B3 a média de idade é bem maior: 80,7% dos investidores cadastrados têm acima de 36 anos.

Dos investidores, 69,7% possuem renda mensal individual até R$5.000 e apenas 13,3% possuem renda mensal individual superior a R$10.001.

Portfólio de criptomoedas

No Brasil, assim como se verifica no mercado mundial, o Bitcoin é a criptomoeda mais comum entre os novos investidores.

Veja o ranking nacional de investimentos em moedas digitais:

1 – Bitcoin – 85,9%;
2 – Ethereum – 47,7%;
3 – Litecoin – 29,9%;
4 – IOTA – 21,2%;
5 – Ripple – 21,2%.

Como ser um investidor de sucesso?

É comum que novos investidores sigam o caminho de outros investidores. No entanto, vale ressaltar que nem sempre a aplicação que a maioria das pessoas escolhe será a mais indicada para você.

Portanto, tenha uma estratégia própria e conheça as opções de títulos e ações que podem ser lucrativas para você. Veja aqui no FinanceOne como ser um investidor de sucesso!

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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