InícioCriptomoedaComo minerar Ethereum? Vale a pena? Veja como funciona!

Como minerar Ethereum? Vale a pena? Veja como funciona!

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(162)

A mineração de criptomoedas ao redor do mundo tem chamado a atenção de muitas pessoas, sendo investidor ou não. E o Ethereum vem se destacando cada vez mais nesse cenário.

Por isso, decidimos explicar como funciona a mineração de Ethereum, como é possível minerar, como gerar lucros com a mineração e muito mais!

Neste artigo você também vai entender:

O que é Ethereum?

Ethereum (ETH) não é uma criptomoeda. Na verdade, trata-se de uma plataforma (ou rede) baseada na tecnologia blockchain, que permite a programação de aplicativos descentralizados, contratos inteligentes e transações da moeda digital e diversos tokens.

Acontece que essa rede funciona como um meio de troca e, para isso, conta com a sua própria criptomoeda: o Ether. Muitas vezes o nome Ethereum será usado como sinônimo da cripto, mas é interessante entender que são, essencialmente, coisas distintas.

A plataforma foi lançada em julho de 2015, criada pelo programador canadense Vitalik Buterin, com 11,9 milhões de Ethers pré-minerados. Ou seja, essa era a quantidade de moedas digitais ETH disponíveis no mercado, no total.

A cada ano, essa rede foi crescendo em presença e força no mercado, de modo que hoje é tida como a segunda criptomoeda mais valiosa do mundo (perde apenas para o Bitcoin). Inclusive, é a principal rede utilizada para criar e negociar NFTs, os tokens não-fungíveis.

O que é mineração de criptomoedas?

Embora a execução seja complexa e não uma atividade para quem não sabe o que está fazendo, entender o conceito de mineração é fácil. 

Imagine uma mina de ouro e outros metais, dessas comuns, subterrâneas. Os garimpeiros e outros profissionais trabalharão para escavar essa mina e extrair as riquezas ali presentes. 

Os metais e pedras poderão ser moldados e transformados em moedas – com valor – ou até mesmo comercializados na sua forma bruta – se já possuírem algum valor imediato por sua raridade. 

Mineração de criptomoedas é (mais ou menos) isso, só que no mundo digital. Ao invés de minerar metais que serão transformados em moedas, os mineradores resolverão equações matemáticas (afinal, tudo no digital é sobre números), para gerar novas criptomoedas. 

A maioria das criptos tem um limite a ser minerado, como é o caso do Ethereum (ETH). 

Falando agora em termos mais corretos, deixando a metáfora de lado, na mineração de uma cripto o que um minerador faz é assegurar que todas as transações sejam válidas, verificando a disponibilidade do saldo enviado pelo remetente e da validação do endereço do destinatário.

Não é exatamente sobre procurar criptomoedas já existentes. Na verdade, é como um sistema de recompensas: minerador investe sua tecnologia e energia elétrica para manter a rede ativa e o protocolo o remunera com a geração de novos ETHs.

Mineração de Ethereum: como funciona?

Existem diferentes formas de minerar uma criptomoeda. No caso do Etheruem, é utilizada a metodologia Proof of Work (Prova de Trabalho), na qual acontece essa busca pela solução de um problema matemático complexo.

Essa mineração acontece em blocos que são adicionados a cada período de alguns segundos, da seguinte forma: vários mineradores competem ao mesmo tempo por essa solução matemática. 

Depois que alguém a encontra, o desenvolvimento é transmitido aos outros mineradores da rede. Se mais da metade dos participantes concordarem com a resposta, significa que ela está correta e um novo bloco é adicionado à cadeia e começa um novo processo.

No caso da mineração do Ethereum, a rede permite a adição de novos blocos a cada 15 segundos, aproximadamente. A recompensa para quem consegue é 2 ETH, ou seja, duas criptomoedas da plataforma. 

Além disso, é possível receber bônus por atualizar o livro razão e proteger a rede.

Nesse processo, são necessários milhões de participantes para tomar decisões cruciais para a inclusão de novos blocos. Por isso, diz-se que é uma rede descentralizada.

Na mineração também existe o chamado hashrate, que é a quantidade de tentativas para criar um novo bloco dentro de um determinado tempo. Quanto mais alto é, mais segura a rede está e também mais difícil é a mineração.

+ Dicionário cripto: entenda mais de 80 termos relacionados aos ativos digitais

Ilustração da moeda digital Ethereum na cor dourada
Minerar Ethereum requer GPU e softwares que podem custar caro

É possível minerar Ethereum em casa?

Sim, é possível minerar Ethereum em casa. Para isso, o mais recomendado é utilizar as placas de vídeo (GPUs) que sejam poderosas. 

Como o hashrate (dificuldade de mineração) é cada vez maior, o recomendável seria uma  uma máquina com, pelo menos, cerca de 15 500 MH/s. Por isso, leve em consideração o custo energético, que será alto.

Algumas pessoas que mineram em casa, optam pela chamada mineração em nuvem. Ou seja, pagam um especialista para cuidar das tarefas de mineração em seu nome. É uma alternativa para quem quer evitar equipamentos ruidosos.

Qual equipamento usar para minerar Ethereum?

Para minerar, resumidamente, você precisa de: um computador, um programa de computador que te permita acessar a rede Ethereum e muita energia elétrica.

Em relação à máquina, hoje em dia, devido à complexidade, não usa mais CPU. ASICs também não e mostram a melhor alternativa, já que muitos são rejeitados. 

Para minerar, é mais recomendado utilizar um GPU, como já mencionado acima, porque eles conseguem produzir, pelo menos, 68 MH/s.

Porém, como também já mencionado, o ideal é uma máquina que chegue a 15 500 MH/s de potência. Vale destacar que alguns especialistas recomendam mais de 50 GPUs para uma mineração lucrativa a médio e longo prazo.

Alguns exemplos de GPUs disponíveis no mercado (mas pesquise antes de escolher!):

  • Nvidia GTX 1070 Founders Edition
  • ASUS RX 580 8 GB Dual-Fan OC
  • AMD RX 480
  • AMD RX 580

Mineração de Ethereum: quais são os softwares?

Tendo a máquina, o minerador deve conectá-la a algum software de mineração que lhe dá acesso à rede Ethereum e cuida da resolução dos algoritmos complexos. Alguns exemplos desses softwares são 

  • Claymore
  • ETHminer
  • CCMiner
  • Geth
  • Minergate, entre outros. 

Existem várias opções no mercado e cada uma pode ser mais indicada dependendo do seu computador.

Quais são os pools mais utilizados para minerar Ethereum?

Um Pool de Mineração, resumidamente, significa minerar em grupo para reduzir custos de energia. Nesses grupos, os ganhos de mineração são divididos entre os mineradores proporcionalmente à cooperação exercida por cada um.

Ao minerar Ethereum, um pool pode ser vantajoso, já que a chance de encontrar um bloco valioso é muito maior em conjunto do que sozinho. Alguns pools são:

  • Ethpool 
  • Ethermine
  • SparkPool
  • NanoPool 
  • F2Pool
  • Dwarfpool, entre outros.

Vale a pena minerar Ethereum?

Nem vamos nos estender muito: o Ethereum está crescendo e o Ether é uma das criptos mais valiosas no momento. Então, sim, vale a pena minerar.

Porém, é fundamental ter em mente que esse processo tem custos elevados: desde as máquinas, passando pelo software e a quantidade de energia elétrica necessária. 

Em termos de rentabilidade, a cripto está em um ótimo momento. Mas, especificamente, o processo de mineração requer boa estratégia e um planejamento, além de colocar na ponta do lápis se o gasto vai valer a pena. 

Se você é um minerador que não tem muitos recursos para garantir bons retornos na mineração a longo prazo, pense bem. 

Em resumo, confira alguns prós e contras da mineração do Ether:

VANTAGENSDESVANTAGENS
Com bons recursos, é possível ter altíssimo lucro no longo prazoSem os recursos ideais, o lucro pode ficar limitado ao curto prazo
Valorização da EtherRecompensas têm diminuído ao longo dos anos e a mineração ficando mais complexa
É possível vender sua plataformaA metodologia vai mudar para Prova de Participação (saiba mais aqui

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16 COMENTÁRIOS

  1. INTERESSANTISSIMA A MATERIA , GOSTEI MUITO , A PRINCIPIO SOU UM TRADER ESTUDANDO E REALIZANDO ALGUNS DAYTRADERS , PRETENDO SIM POUPAR PARA REALIZAR MINERAÇAO, NAO SO DE BITC.,ETHS,MAS TAMBEM UM DIA DE SE NOSSO DEUS PERMITIR OUTROS VARIOS PROGRAMAS MATEMATICOS DE CRIPTOMOEDAS , TENHO ESTUDADO MUITO PARA ENTENDER PRINCIPALMENTE A INTERLIGAÇAO DO HARDWARE AO SOFTWARE ,QUE PRA MIM ,E A MAIR DIFICULDADE .VOU ME CADASTRAR COM VOCES ,UM ABRAÇO E OBRIGADO PELA SINTEXE.

  2. Quero começar a minerar… estou estudando sozinho para isso, porém não tenho os passos corretos a seguir e o estudo é profundo e dispendioso. Alguém sabe de algum curso que possui uma tutoria mesmo que paga? Abraço em todos e até.

  3. Excelente matéria muito bem elaborada.
    Acho que faltou um pequeno orçamento sobre o gasto em energia elétrica e na montagem de um de um gpu para iniciantes.

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Por isso, decidimos explicar como funciona a mineração de Ethereum, como é possível minerar, como gerar lucros com a mineração e muito mais!

Neste artigo você também vai entender:

O que é Ethereum?

Ethereum (ETH) não é uma criptomoeda. Na verdade, trata-se de uma plataforma (ou rede) baseada na tecnologia blockchain, que permite a programação de aplicativos descentralizados, contratos inteligentes e transações da moeda digital e diversos tokens.

Acontece que essa rede funciona como um meio de troca e, para isso, conta com a sua própria criptomoeda: o Ether. Muitas vezes o nome Ethereum será usado como sinônimo da cripto, mas é interessante entender que são, essencialmente, coisas distintas.

A plataforma foi lançada em julho de 2015, criada pelo programador canadense Vitalik Buterin, com 11,9 milhões de Ethers pré-minerados. Ou seja, essa era a quantidade de moedas digitais ETH disponíveis no mercado, no total.

A cada ano, essa rede foi crescendo em presença e força no mercado, de modo que hoje é tida como a segunda criptomoeda mais valiosa do mundo (perde apenas para o Bitcoin). Inclusive, é a principal rede utilizada para criar e negociar NFTs, os tokens não-fungíveis.

O que é mineração de criptomoedas?

Embora a execução seja complexa e não uma atividade para quem não sabe o que está fazendo, entender o conceito de mineração é fácil. 

Imagine uma mina de ouro e outros metais, dessas comuns, subterrâneas. Os garimpeiros e outros profissionais trabalharão para escavar essa mina e extrair as riquezas ali presentes. 

Os metais e pedras poderão ser moldados e transformados em moedas – com valor – ou até mesmo comercializados na sua forma bruta – se já possuírem algum valor imediato por sua raridade. 

Mineração de criptomoedas é (mais ou menos) isso, só que no mundo digital. Ao invés de minerar metais que serão transformados em moedas, os mineradores resolverão equações matemáticas (afinal, tudo no digital é sobre números), para gerar novas criptomoedas. 

A maioria das criptos tem um limite a ser minerado, como é o caso do Ethereum (ETH). 

Falando agora em termos mais corretos, deixando a metáfora de lado, na mineração de uma cripto o que um minerador faz é assegurar que todas as transações sejam válidas, verificando a disponibilidade do saldo enviado pelo remetente e da validação do endereço do destinatário.

Não é exatamente sobre procurar criptomoedas já existentes. Na verdade, é como um sistema de recompensas: minerador investe sua tecnologia e energia elétrica para manter a rede ativa e o protocolo o remunera com a geração de novos ETHs.

Mineração de Ethereum: como funciona?

Existem diferentes formas de minerar uma criptomoeda. No caso do Etheruem, é utilizada a metodologia Proof of Work (Prova de Trabalho), na qual acontece essa busca pela solução de um problema matemático complexo.

Essa mineração acontece em blocos que são adicionados a cada período de alguns segundos, da seguinte forma: vários mineradores competem ao mesmo tempo por essa solução matemática. 

Depois que alguém a encontra, o desenvolvimento é transmitido aos outros mineradores da rede. Se mais da metade dos participantes concordarem com a resposta, significa que ela está correta e um novo bloco é adicionado à cadeia e começa um novo processo.

No caso da mineração do Ethereum, a rede permite a adição de novos blocos a cada 15 segundos, aproximadamente. A recompensa para quem consegue é 2 ETH, ou seja, duas criptomoedas da plataforma. 

Além disso, é possível receber bônus por atualizar o livro razão e proteger a rede.

Nesse processo, são necessários milhões de participantes para tomar decisões cruciais para a inclusão de novos blocos. Por isso, diz-se que é uma rede descentralizada.

Na mineração também existe o chamado hashrate, que é a quantidade de tentativas para criar um novo bloco dentro de um determinado tempo. Quanto mais alto é, mais segura a rede está e também mais difícil é a mineração.

+ Dicionário cripto: entenda mais de 80 termos relacionados aos ativos digitais

Ilustração da moeda digital Ethereum na cor dourada
Minerar Ethereum requer GPU e softwares que podem custar caro

É possível minerar Ethereum em casa?

Sim, é possível minerar Ethereum em casa. Para isso, o mais recomendado é utilizar as placas de vídeo (GPUs) que sejam poderosas. 

Como o hashrate (dificuldade de mineração) é cada vez maior, o recomendável seria uma  uma máquina com, pelo menos, cerca de 15 500 MH/s. Por isso, leve em consideração o custo energético, que será alto.

Algumas pessoas que mineram em casa, optam pela chamada mineração em nuvem. Ou seja, pagam um especialista para cuidar das tarefas de mineração em seu nome. É uma alternativa para quem quer evitar equipamentos ruidosos.

Qual equipamento usar para minerar Ethereum?

Para minerar, resumidamente, você precisa de: um computador, um programa de computador que te permita acessar a rede Ethereum e muita energia elétrica.

Em relação à máquina, hoje em dia, devido à complexidade, não usa mais CPU. ASICs também não e mostram a melhor alternativa, já que muitos são rejeitados. 

Para minerar, é mais recomendado utilizar um GPU, como já mencionado acima, porque eles conseguem produzir, pelo menos, 68 MH/s.

Porém, como também já mencionado, o ideal é uma máquina que chegue a 15 500 MH/s de potência. Vale destacar que alguns especialistas recomendam mais de 50 GPUs para uma mineração lucrativa a médio e longo prazo.

Alguns exemplos de GPUs disponíveis no mercado (mas pesquise antes de escolher!):

  • Nvidia GTX 1070 Founders Edition
  • ASUS RX 580 8 GB Dual-Fan OC
  • AMD RX 480
  • AMD RX 580

Mineração de Ethereum: quais são os softwares?

Tendo a máquina, o minerador deve conectá-la a algum software de mineração que lhe dá acesso à rede Ethereum e cuida da resolução dos algoritmos complexos. Alguns exemplos desses softwares são 

  • Claymore
  • ETHminer
  • CCMiner
  • Geth
  • Minergate, entre outros. 

Existem várias opções no mercado e cada uma pode ser mais indicada dependendo do seu computador.

Quais são os pools mais utilizados para minerar Ethereum?

Um Pool de Mineração, resumidamente, significa minerar em grupo para reduzir custos de energia. Nesses grupos, os ganhos de mineração são divididos entre os mineradores proporcionalmente à cooperação exercida por cada um.

Ao minerar Ethereum, um pool pode ser vantajoso, já que a chance de encontrar um bloco valioso é muito maior em conjunto do que sozinho. Alguns pools são:

  • Ethpool 
  • Ethermine
  • SparkPool
  • NanoPool 
  • F2Pool
  • Dwarfpool, entre outros.

Vale a pena minerar Ethereum?

Nem vamos nos estender muito: o Ethereum está crescendo e o Ether é uma das criptos mais valiosas no momento. Então, sim, vale a pena minerar.

Porém, é fundamental ter em mente que esse processo tem custos elevados: desde as máquinas, passando pelo software e a quantidade de energia elétrica necessária. 

Em termos de rentabilidade, a cripto está em um ótimo momento. Mas, especificamente, o processo de mineração requer boa estratégia e um planejamento, além de colocar na ponta do lápis se o gasto vai valer a pena. 

Se você é um minerador que não tem muitos recursos para garantir bons retornos na mineração a longo prazo, pense bem. 

Em resumo, confira alguns prós e contras da mineração do Ether:

VANTAGENSDESVANTAGENS
Com bons recursos, é possível ter altíssimo lucro no longo prazoSem os recursos ideais, o lucro pode ficar limitado ao curto prazo
Valorização da EtherRecompensas têm diminuído ao longo dos anos e a mineração ficando mais complexa
É possível vender sua plataformaA metodologia vai mudar para Prova de Participação (saiba mais aqui

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