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Economia da América Latina apresenta sinais de melhora

Escrito por: Rafael Massadar em 14 de novembro de 2018

A economia da América Latina melhorou entre julho e outubro. É o que diz o Indicador de Clima Econômico da América Latina (ICE). O estudo foi produzido pelo instituto alemão Ifo e a Fundação Getulio Vargas (FGV).

A melhora, de acordo com o levantamento, foi puxada pelo Indicador das Expectativas (IE), que passou de um saldo zero para um positivo de 21,6 pontos. O Indicador da Situação Atual (ISA) também registrou uma melhora. No entanto, de apenas 1,7 pontos e permanece negativo, com saldo de 38,3 pontos.

Outro dado positivo apresentado no levantamento é que o clima da economia da América Latina não coincidiu com o do mundo, que piorou. Contudo, a piora do ICE do mundo não foi uniforme entre as maiores economias do mundo.

Na União Europeia o ICE recuou 10,2 pontos na comparação dos saldos entre julho e outubro. Nos Estados Unidos, o índice aumentou 8,2 pontos e no Japão, 11,5 pontos.

No caso dos países que compõem o BRICS, todos apresentam clima econômico desfavorável. Exceto a Índia, sendo o maior saldo negativo o do Brasil (-33,8), seguido da África do Sul (-27,0). Porém, em outubro apenas Brasil e África do Sul melhoraram o clima econômico.

Economia da América latina

Por que o ICE do Brasil melhorou?

No Brasil, o ICE continua negativo desde julho de 2013. Contudo, a aprovação da Reforma da Previdência é considerada fundamental para a melhora do índice.

Além disso, outros fatores foram determinantes para a elevação do dado. Um deles é resultado da projeção do crescimento do PIB ao redor de 3%.

O estudo da FGV afirma ainda que a partir de setembro, entretanto, foi ficando clara a vitória do candidato Jair Bolsonaro. Que segundo o mercado, possuía um programa mais afinado com as reformas econômicas, como a tributária, privatizações e abertura comercial.

Quais os resultados da economia da América Latina?

O comportamento do clima econômico da América Latina não coincidiu com o do mundo, que piorou, caindo para 2,2 pontos negativos. Os resultados do ICE para os países selecionados da América Latina levam à identificação de dois grupos.

O primeiro é composto pelas maiores economias da região. Países como Brasil, México, Argentina, Colômbia, Chile e Peru estão neste grupo. Segundo o estudo, todos registraram melhora no clima econômico, exceto a Colômbia.

Já no grupo das economias menores, o ICE melhorou para o Equador, Paraguai e Uruguai. Porém, apenas o Paraguai apresenta saldo positivo.

A melhora do Paraguai e Uruguai é influenciada pelos resultados do Brasil e da Argentina, que são importantes mercados para esses países. Na Bolívia, o clima econômico piorou, mas continuou favorável.

Em relação à economia da América Latina, o estudo diz que a melhora do ICE está fortemente relacionado aos resultados das três maiores economias da região, que juntas explicam 72% do PIB da região.

Economia da América latina

FMI não está otimista com América Latina

O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu para 3,7% sua previsão de crescimento mundial em 2018 e 2019. Isso representa uma queda de 0,2 ponto em relação à estimativa de julho passado. O motivo é atribuído à reavaliação da guerra comercial entre Estados Unidos e China.

Em seu relatório “Perspectivas da economia mundial”, o FMI mantém inalteradas as previsões de crescimento para 2018 nos Estados Unidos e na China, principais economias do planeta. No entanto, antecipa uma queda em 2019.

O FMI adverte que a guerra comercial entre ambos deve afetar as economias emergentes, como Brasil e Argentina. Portanto, o Fundo também revisou significativamente a previsão de crescimento para a América Latina, para 1,2% (-0,4 ponto) em 2018 e 2,2% (-0,2 ponto) em 2019.

Contudo, o relatório destaca a situação da Venezuela, mergulhada em uma severa recessão e que deve recuar 18% em 2018 e 5,5% em 2019. Já a Argentina, envolvida em uma crise monetária, deve sofrer uma contração de 2,6% em 2018 e de 1,6% em 2019.

No outro extremo, o melhor desempenho econômico será observado no Chile. O país deve crescer 3,8% neste ano com a melhora da confiança de empresários e consumidores.

Em relação ao Brasil, o FMI também estimou crescimento menor que o da última análise. O fundo prevê 1,4% em 2018 e 2,4% em 2019. Esses números representam quatro décimos e um décimo, respectivamente, abaixo dos cálculos de julho.

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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