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Fintechs de crédito são regulamentadas: o que muda?

Escrito por: Redação em 27 de abril de 2018

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou duas resoluções com regras para a atuação das novas empresas tecnológicas que oferecem produtos e serviços financeiros de crédito. São as chamadas fintechs de crédito.

As Resoluções nº 4.656 e nº 4.657 têm por objetivo fomentar a incorporação de inovações no âmbito do Sistema Financeiro Nacional. Assim como estimular a participação de novas instituições provedoras de crédito.

Ambas resoluções darão “maior segurança jurídica a essas operações e criam condições para a redução do custo do crédito”. O que isso significa? O CMN quer incorporar inovações e estimular novas instituições na oferta de crédito.

A nova regra tem aplicação imediata e permite às empresas interessadas darem início imediato ao processo de autorização. De acordo com a norma aprovada, as fintechs de crédito poderão ser oficialmente uma “Sociedade de Crédito Direto (SCD)” ou uma “Sociedade de Empréstimo entre Pessoas (SEP)”.

A SCD poderá realizar empréstimos através de uma plataforma eletrônica com recursos próprios. Já a SPE faz a intermediação entre tomador e investidor em uma operação conhecida como “peer-to-peer lending”.

“A instituição se interpõe na relação entre credor e devedor, realizando uma clássica operação de intermediação financeira”, cita o comunicado do CMN.

Até então, as fintechs atuavam como correspondentes bancários na oferta de crédito. Com as novas regras, elas podem eliminar o intermediário e com isso reduzir custos de operação.

Em contrapartida, as fintechs de crédito terão de atender a requisitos operacionais e proporcionais compatíveis com o seu porte e perfil.

Fintechs de crédito

O que são fintechs?

O termo fintech surgiu da combinação das palavras em inglês financial (finanças) e technology (tecnologia). Esse nome, por si só, resume bem a ideia. Fintech é toda empresa que oferece serviços financeiros.

Elas se diferenciam pelas facilidades proporcionadas pela tecnologia e, com efeito, pela internet. Sob esse ponto de vista, talvez você não veja muita diferença em relação aos serviços oferecidos pelos bancos.

Instituições bancárias trabalham com tecnologias bastante sofisticadas para atribuir acesso e segurança às transações financeiras. Isso vale para gerenciamento de contas correntes, empréstimos, serviços de cartão de crédito, investimentos, entre outros.

Mas, em uma fintech, a tecnologia é utilizada essencialmente para trazer conveniência. Principalmente por meio da inovação.

As empresas do ramo utilizam recursos tecnológicos amplamente disseminados para criar metodologias, processos e ferramentas que facilitam o acesso a serviços financeiros.

O resultado desses esforços aparece para o usuário na forma de praticidade, burocracia reduzida, custos baixos, maior controle sobre operações financeiras e por aí vai.

Potencial das fintechs de crédito

fintechs de créditoOs dados internacionais mostram que as fintechs de crédito têm potencial no mercado. O Banco Central acredita que elas podem ajudar a aumentar a concorrência num setor altamente concentrado no Brasil.

Os quatro maiores bancos detém 78% do estoque de empréstimos.

Com o aumento da concorrência, o BC espera acelerar a queda dos juros praticados pelos bancos no Brasil. Juros muito elevados em comparação com outros países.

Em fevereiro, os juros médios cobrados pelos bancos nas operações para as pessoas físicas somaram 57,7% ao ano. Das empresas, o juro bancário médio (recursos livres) cobrado pelos bancos foi de 22,2%. Mas há modalidades com custo superior a 300% ao ano, como cheque especial e cartão de crédito rotativo.

Inadimplência do crédito

A taxa de inadimplência no crédito livre passou de 5,1% em janeiro para 5,0% em fevereiro. Em fevereiro de 2017, a taxa estava em 5,6%.

Para pessoa física, a taxa de inadimplência foi de 5,2% em janeiro para 5,1% em fevereiro. Para as empresas, a taxa ficou estável em 4,8%.

A inadimplência do crédito direcionado passou de 1,7% em janeiro para 1,8% em fevereiro. Já o dado que considera o crédito livre mais o direcionado mostra que a taxa de inadimplência se manteve em 3,4%.

Potencial de mercado das fintechs de crédito

Claramente, existe uma grande oportunidade para as fintechs de crédito. Um recente relatório do banco americano Goldman Sachs apontou que as fintechs brasileiras podem faturar US$ 24 bilhões nos próximos dez anos.

Isso porque o Brasil é o terceiro país com mais cartões de crédito ativos. E com o maior uso de cartões de débito, atrás dos EUA e Europa.

Com a regulamentação, independentemente da natureza jurídica, as fintechs deverão “atender a requisitos operacionais, além de prudenciais proporcionais compatíveis com o seu porte e perfil”, cita o CMN.

Caso tenham o chamado perfil de risco simples, essas empresas poderão adotar as normas prudenciais do segmento “S5”. Isso permite a exposição a títulos de securitização e exercer atividades relacionadas à custódia e à escrituração de títulos de créditos originados pela própria instituição.

Os investimentos em fintechs brasileiras em 2018

O mercado de fintechs no Brasil está cada vez mais aquecido e atraindo capital de investidores atentos ao potencial de disrupção dessas startups no mercado brasileiro. Em 2017, as fintechs Fintechs de créditobrasileiras movimentaram mais de R$ 457,44 milhões em investimentos.

A NuBank é o melhor exemplo disso. Algumas outras com sucesso são a GuiaBolso, ContaAzul e Banco Neon.

Em 2018, houve investimento de US$ 150 milhões recebidos pelo Nubank, a primeira fintech a se tornar um unicórnio brasileiro. Os valores arrecadados ultrapassaram o total de 2017, em apenas dois meses.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento e a Finnovista, em maio de 2017 as fintechs brasileiras representavam 33% desse mercado na América Latina – 230 das 703 das fintechs são brasileiras.

Esse número é seguido por países como:

– México (180);

– Colômbia (84);

– Argentina (72);

– Chile (65).

Juntos, esses cinco países representavam 90% da concentração de fintechs originárias da América Latina na época.

Por que investir em uma fintech?

Fintechs de créditoUm  movimento que está andando junto aos investimentos é o de fusões e aquisições em fintechs. O mercado brasileiro tem mostrado um forte movimento interno de aquisição e fusão entre startups fintechs. Fique atento!

Robôs investidores

Para quem quer garantir bons investimentos, com crescimento contínuo de seu patrimônio e risco calculado, os robôs investidores são uma excelente opção.

Com a ajuda de algoritmos conseguem consultar a oferta de produtos mais rentáveis no mercado. Assim, eles possibilitam a automação dos investimentos e garantem uma recomendação adequada ao perfil do investidor.

Este serviço é a melhor substituição aos grande bancos e tradicionais corretoras. Isso porque traz ofertas mais amplas de produtos financeiros, recomendando carteiras de investimento diversificadas, como:

– Ações;

– Certificado de Depósito Bancário (CDB);

– Fundos de Investimento;

– Letras de Crédito do Agronegócio (LCA);

– Letras de Crédito Imobiliário (LCI);

Além disso, as consultorias de investimentos defendem os interesses do cliente. Diferentemente das instituições financeiras tradicionais, que aproveitam a vasta carteira de clientes para focar nos seus próprios interesses.

Mesmo que isso não signifique a melhor rentabilidade para quem está investindo. O motivo é simples: a recomendação em bancos e corretoras é baseada em recebimento de comissões e alcances.

Peer-to-peer Lending

Opção muito indicada para driblar várias questões que dificultam a vida do empreendedor. Como, por exemplo, o crédito. Em primeiro lugar, é possível pagar taxas de juros consideravelmente menores do que outras opções, além de ter mais chances de o crédito ser aprovado.

Opções de investimentos são variadas

Crowdfunding imobiliário

Assim como os investimentos em Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), é possível aplicar em títulos de projetos imobiliários com valores bastante acessíveis — a partir de R$1 mil, por exemplo. Tudo isso com taxas bastante atrativas e a transparência de qualquer outro investimento online.

O diferencial das fintechs de crédito é o número de intermediários, fazendo com que a rentabilidade seja repassada diretamente para o investidor. Superando os investimentos tradicionais dessa modalidade.

Bitcoins

Para aqueles que querem investir em uma das opções mais voláteis (e com possibilidade de alta rentabilidade) do mercado — os bitcoins ou dinheiro digital —, existem fintechs encurtando caminhos e facilitando essa jornada.

Redação

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