Guia completo para manter as contas sempre no azul

Escrito por: Tamires Silva em 9 de dezembro de 2019

Manter as contas no azul é um dos maiores desafios do brasileiro. Em outubro deste ano, o percentual de endividados no país já correspondia a mais da metade da população.

Mas manter o saldo positivo não é impossível! Por isso, FinanceOne faz um guia completo para ajudar seus leitores a pagar as dívidas o quanto antes e voltar a sobrar dinheiro.

Avaliar a liquidez do investimento é importante para saber o prazo que poderá resgatar os lucros
Planejar gastos e criar uma reserva de emergência é essencial para manter contas no azul

Neste artigo você encontra como:

. Negociar e quitar as dívidas
. Controlar os gastos
. Usar o cartão de crédito sem ficar no vermelho
. Fazer uma reserva de emergência

Esses tópicos englobam alguns passos essenciais para manter as contas no azul. Mas, se você está endividado, saiba que não está sozinho nessa (infelizmente).

Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), publicada em outubro pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), o percentual de endividados no Brasil chegou a 64,7%.

Esta foi a primeira queda do ano, após nove meses consecutivos de alta. Mas ainda assim é um número significativo.

Além disso, o percentual de famílias com contas ou dívidas em atraso aumentou para 24,9% entre os meses de setembro e outubro. O número também é o maior desde abril de 2018.

O percentual daqueles que não terão condições de pagar suas dívidas é mais um que cresceu, chegando a 10,1%. Ou seja, não está fácil pra ninguém!

Negocie e quite as suas dívidas primeiro

Se você já contraiu uma dívida, saiba que ainda é possível sair desta situação e depois se manter com as contas no azul. O primeiro passo, obviamente, é eliminar todos os débitos em atraso.

Para isso duas coisas são extremamente importantes:

-> Um bom planejamento financeiro; e
-> Saber negociar.

Planejar como pagar a sua dívida começa pelo cálculo dela. Muitas pessoas acham que sabem quanto estão devendo, mas acabam percebendo que a realidade é outra na hora de colocar tudo na ponta do lápis.

Anote todos os seus débitos, os atrasos, os juros e sempre com os valores exatos. Sabendo exatamente quanto deve, é hora de fazer um plano para quitar esse valor.

Ou seja, descobrir o quanto de dinheiro por mês você precisa para pagar a dívida em um prazo predeterminado (muitas vezes será preciso buscar uma forma de fazer renda extra).

Chegou a hora de negociar a sua dívida! Para isso, é essencial pesquisar muito a respeito e ter uma noção real da sua situação e de suas possibilidades.

Geralmente propor pagamentos adiantados ou à vista são uma saída para diminuir parcelas. Se precisar, procure um profissional para pedir ajuda.

O psicológico também é essencial nesse momento, por isso não se intimide. Aqui no FinanceOne você encontra vários artigos com dicas sobre negociação de dívidas:

. Como renegociar dívidas com bancos?
.
Como renegociar dívidas para terminar o ano no azul
.
Vale a pena pegar empréstimo para pagar dívidas?
.
O que fazer se o credor não quiser renegociar a dívida

Controle gastos para manter as contas no azul

Este é o verdadeiro problema de grande parte das pessoas que não conseguem manter as contas no azul: gastam além do que podem. Ou seja, compram e adquirem mais do que sua renda permite.

Não podemos fechar os olhos para o fato de que o salário do brasileiro ainda é muito baixo em relação à gastos essenciais e inevitáveis. Por isso, não é possível dizer simplesmente que quem está endividado é somente irresponsável.

Há uma série de fatores e acontecimentos que podem levar uma pessoa a ficar no vermelho, ganhe ela bem ou mal. Porém, é imprescindível que você tenha consciência: ninguém vai pagar seus boletos.

Por isso, responsabilidade na hora de gastar é essencial. Confira algumas dicas de como não gastar além da conta:

-> certifique-se de que você tem um estilo de vida compatível com o seu salário. Só compre aquilo que pode pagar sem comprometer as necessidades básicas, como saúde e alimentação;

-> ao invés de parcelar, junte o dinheiro e faça a compra apenas quando tiver o suficiente para pagar à vista, evitando os juros;

-> não tenha medo de pedir descontos, principalmente se estiver pagando à vista;

-> antes de comprar um produto ou contratar um serviço, avalie o custo-benefício. Muitas vezes o barato pode sair mais caro;

-> evite situações que despertam gatilhos em você para gastos não essenciais. Por exemplo, passear no shopping com o cartão de crédito, uma verdadeira armadilha para o autocontrole;

-> faça um planejamento financeiro que englobe não apenas as contas básicas, mas também o lazer e coisas não essenciais. Afinal, você merece divertimento, mas esses gastos precisam ser contabilizados;

-> por fim, evite pessoas que te incentivam a gastar com coisas que você não pode arcar, mas que não pagam seus boletos depois. Conhece alguém assim?

Saiba usar o cartão de crédito sem ficar no vermelho

Para manter as contas no azul outra tarefa importante é saber usar o cartão de crédito. Muitas pessoas até preferem não ter um e usam apenas o débito, para evitar cair em tentação.

Mas a verdade é que o cartão de crédito pode ser um aliado para quem tem estratégia e inteligência financeira. Importante: evite parcelas (elas sempre têm juros) e opte por cartões sem anuidade (e observe outras taxas).

Outra dica é lembrar que o seu cartão não é um segundo salário. A fatura vai chegar.

Por isso, ainda que a cobrança seja apenas para o mês seguinte, prefira se comprometer com gastos para os quais já tem o dinheiro reservado.

Mas, então, por que usar cartão? Um bom motivo é que com ele você pode acumular pontos e milhas, por exemplo, e trocar por outros benefícios.

Antes de usar, planeje seus gastos e esteja atento às datas de fechamento e vencimento. Busque pagar o valor total da fatura para que não sejam cobrados juros pelo uso do crédito rotativo.

Como fazer uma reserva para manter as contas no azul

Este sim é um item essencial no guia para manter as contas no azul: fazer uma reserva de emergência. Essa quantia é o que vai garantir um certo conforto caso seja preciso gastar um dinheiro inesperado.

Especialistas em finanças recomendam que ela seja correspondente a seis vezes o valor mensal do custo de vida. Porém, atenção: custo de vida é diferente de salário. É o montante médio que você usa para viver todo mês.

O custo de vida pode ser menor que o salário, por exemplo. Ele deve incluir gastos essenciais, como saúde, alimentação e educação. Mas também pode contar com os gastos em lazer (sendo condizente com a sua realidade).

Vale destacar que, como o nome já diz, é uma reserva de EMERGÊNCIA. O lançamento de uma nova coleção que você quer muito comprar não é emergência. Entende?

Confira alguns pontos importantes para considerar na hora de criar sua reserva:

-> multiplique o valor de seu custo de vida atual por seis;

-> estipule o prazo dentro do qual você quer que a sua reserva já tenha atingido o valor mínimo (item anterior);

-> faça uma divisão para descobrir quanto é preciso guardar por mês para, dentro do prazo predeterminado, alcançar o valor da reserva;

-> esse montante não deve ficar guardado no colchão: aplique em um tipo de investimento que te permita ter acesso ao dinheiro de forma rápida em casos de EMERGÊNCIAS.

Está pronto para sair do vermelho conseguir se manter com as contas no azul? Autocontrole e planejamento são os principais passos para essa conquista!

Se você faz parte do grupo de mais de 60% de brasileiros que estão endividados, comece agora um plano para mudar a sua situação!

Tamires Silva

Jornalista atuando como repórter e produtora de conteúdo. Produz conteúdo para internet desde 2015.

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