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Despesa mensal das famílias é menor na área rural

Escrito por: Mateus Carvalho em 11 de novembro de 2019

Você já parou para pensar onde é mais caro viver: na área rural ou na urbana? Qual a despesa mensal de cada área?

Caso a resposta seja não, fique calmo e não se preocupe. Isso porque foi realizada a Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2017/2018.

O estudo, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), confirmou que a vida é mais cara na área urbana do que na rural.

“Por isso, há um nível de despesas mais alto em áreas urbanas do que nas rurais. A despesa média da família na área urbana chega a ser quase o dobro da rural”, disse o gerente do estudo, André Martins. 

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Despesas familiares são maiores na zona urbana

Sendo assim, a despesa mensal média das famílias brasileiras atingiu R$4,6 mil, no período de dois anos seguintes. Na área urbana, o gasto total médio foi de R$4,9 mil, com aumento de 7,2% em comparação ao valor nacional.

Enquanto na área rural, o valor da despesa atingiu o valor de R$2,5 mil, ou seja, 45,3% inferior ao gasto médio nacional.

Despesa mensal foi classificada em três grupos

Na pesquisa, o IBGE classificou as despesas mensais em três grupos, sendo eles: correntes, aumento do ativo e diminuição do passivo.

Os gastos correntes são os que concentram o maior percentual de despesas, com 92,7%.

Esse tipo de gasto forma dois grupos: as despesas comuns, que são os gastos realizados no dia a dia e que correspondem a 81% dos gastos totais.

E as outras obrigações correntes, como os impostos, os serviços bancários, as contribuições trabalhistas, pensões, doações e mesadas.

Dentro do grupo da despesa mensal de consumo os mais representativos são os seguintes segmentos:

-> Habitação com 36,6%;
-> Transporte com 18,1%;
-> Alimentação com 17,5%.

A pesquisa ainda mostrou que a assistência à saúde tem participação de 8%, enquanto a educação 4,7%.

É importante frisar que a assistência à saúde tem crescido desde o Estudo Nacional da Despesa Familiar (Endef) de 1974/1975, quando somava 4,1%.

Já na área rural, embora a habitação se mantém em primeiro lugar com 30,9%, o transporte perde a segunda posição. Quem fica em seu lugar é a alimentação com 23,8%, enquanto o transporte fica com 20%.

Alimentação fora de casa é outra despesa mensal

O estudo mostra uma participação relevante da alimentação fora do domicílio na despesa mensal das famílias brasileiras.

Analisando as despesas com alimentação, a Pesquisa de Orçamentos Familiares 2017/2018, aponta que um terço desses gastos é dedicado a pagamento de alimentação fora do domicílio.

Na área urbana, a despesa mensal com alimentação fora de casa evoluiu de 25,7%, em 2002, para 33,9% no estudo divulgado este ano. Enquanto na área rural, esse mesmo quesito subiu de 3,1% para 24%.

Embora comer fora tenha ficado estável no país nos últimos anos, o IBGE informou que em termos regionais o Nordeste, o Centro-Oeste e o Sul tiveram expansão significativa neste gasto.

Eles passaram de 23,5%, 30,1% e 27,7% na pesquisa anterior para 32,3%, 38% e 31,1% na atual, respectivamente.

Neste quesito, o atual levantamento evidencia que o grupo de produtos compostos de carne, pescados e vísceras segue liderando a média na despesa mensal das famílias.

Sendo 20,2% do total, com maior peso na Região Norte com 27,1% e menor no Sudeste com 18,1%.

É importante ressaltar que esse grupo de produtos indica queda em comparação ao estudo anterior, que atingiu 21,9% dos gastos. 

3 dicas para controlar a despesa mensal

Para te ajudar a controlar a despesa mensal, confira as três dicas abaixo:

1) Anote os gastos diários

Para controlar a despesa mensal é necessário anotar os gastos diários e identificar como você está gastando o seu dinheiro. É bem simples: anote a despesa e ao lado o valor dela.

Para que isso funcione, é importante não esquecer de registrar todos os gastos, até mesmo aqueles pequenos, como lanches, água, passagem de ônibus, entre outros.

Por mais que o valor pareça muito baixo para impactar suas finanças, quando somadas elas podem fazer diferença no final do mês.

Além disso, ao adotar essa prática, você ainda consegue identificar onde está gastando o seu dinheiro. Verifique as categorias do orçamento em que estão as maiores despesas e no que é possível economizar.

2) Tenha uma planilha financeira

A planilha financeira pode ser uma ferramenta muito útil para manter o controle das finanças pessoais em dia. E ela pode ser criada do zero, como por exemplo no Excel, ou baixada na internet. 

Independentemente do modelo de planilha que você escolher, é importante criar uma rotina de anotar nela todos os gastos e receitas.

Com isso, também é possível realizar um acompanhamento semanal da situação das finanças. E você consegue saber quando pode gastar no mês de acordo com as receitas que ainda tem.

3) Utilize um gerenciador financeiro

Caso você esqueça de anotar gasto por gasto na planilha, uma opção é apostar em um gerenciador financeiro para fazer o controle das finanças.

A vantagem desse sistema é que ele pode ser acessado de qualquer lugar, mantendo os seus dados seguros e pode ser atualizado automaticamente.

Mateus Carvalho

Jornalista formado pela Unicarioca. Atualmente, repórter da Folha Dirigida e produtor de conteúdo no FinanceOne. Já fui colaborador do Torcedores.com.

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