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Tipos de investimentos financeiros que você deve conhecer

Escrito por: Redação em 21 de março de 2018

A decisão de poupar começa quando você tem um objetivo em mente para ser alcançado. Essa meta pode ser uma viagem de férias. Ou um fundo de reserva para emergências. Um planejamento para a aposentadoria. A compra de um imóvel ou de um carro. São infinitos desejos que só quem guarda para isso têm mais chances de alcançar. Por isso você deve conhecer os tipos de investimentos financeiros.

Se você ainda tem dúvidas, a Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) divulgou uma matéria sobre 5 lições de educação financeira para esse ano. A primeira lição é ter uma reserva para imprevistos, que inclui até o desemprego. Afinal, haverá necessidades básicas suas e de sua família que precisarão ser supridas.

Tipos de investimentos financeiros para você conhecer
Segundo a Anbima, há sete tipos de investimentos financeiros, cada um com suas próprias características

A segunda lição apontada pela Abefin é a poupança pensando na aposentadoria. Além de uma redução na renda ao se aposentar, esse é um momento da vida que muitos gastos podem aumentar. E como você estará preparado para isso? Outra lição é saber usar as rendas extras, como para quitar as dívidas, quando houver a possibilidade de acabar com esse débito.

É preciso também administrar bem seu salário. Para isso, ter o controle com uma planilha de orçamento doméstico pode ajudar nisso. Outro apoio é ter um planejamento financeiro que destine parte dessa renda e reserve a outra parte. Por fim, traçar sua meta e correr atrás, nesse caso poupar, para atingi-la.

Agora que você tem motivos de sobra para decidir por um investimento, conhecer suas opções é o próximo passo. A seguir, falaremos sobre os tipos de investimentos; rentabilidade, que é a taxa de retorno; rendimentos, os ganhos obtidos em uma operação após o desconto do Imposto de Renda. Mas, calma, há investimentos livres de imposto de renda também.

Quais são os tipos de investimentos financeiros

Você já começou seu plano de finanças. Agora que sabe quanto mais ou menos poderá investir, pode conhecer os tipos de investimentos.

Cada investimento possui características próprias quanto aos riscos, rentabilidade e dedução no imposto de renda ou não, por exemplo. E todos precisam ser regulados pela CVM ou outro órgão que regula os mercados (como o Banco Central ou a Susep).

Segundo a Anbima, as opções são:

1 – Poupança;
2 – Ações (Bolsa de Valores);
3 – COE (títulos e ações);
4 – Previdência privada;
5 – Fundos de investimento;
6 – Títulos privados (Debêntures, CDB, LCI e LCA, LC);
7 – Títulos públicos.

Quanto à remuneração, os investimentos podem ser de renda fixa ou renda variável. A primeira fala daqueles produtos em que a remuneração do investidor é definida no momento da aplicação. A renda variável não tem como saber, na hora de aplicar, quando irá render.

Quando falamos em risco, existem alguns inerentes a todos os investimentos. Lembrando que quanto maior o risco, maior a chance de rentabilidade. O risco de mercado depende da economia, que poderá fazer juros, câmbio, entre outros fatores, variar. O risco de crédito é quando há chance de que o tomador dos recursos não honre a obrigação, ou não pague os juros combinados, por exemplo.

Outros riscos são o de liquidez, diretamente relacionado com a facilidade de você resgatar ou transferir seu investimento; legal, eventuais questões legais que poderão causar problemas no cumprimento das condições pactuadas; operacional – possíveis falhas no decorrer do investimento.

Conheça essas opções em detalhes, a seguir, de acordo com definições da Anbima.

1 – Poupança

Começando pelo mais comum e o preferido dos brasileiros: a poupança. Esse é um dos investimentos com menos risco no mercado, ideal para perfil de investidor conservador. A liquidez é diária, porém se você resgatar antes do aniversário da conta, não haverá rendimento.

A poupança também não tem prazo e nem período de carência. Também não possui investimento mínimo, é isenta do imposto de renda e não há cobrança de taxas. O cálculo do rendimento da poupança é influenciado pela taxa Selic. As vantagens desse investimento são a liquidez diária, garantia do FGC, enquanto as desvantagens incluem o rendimento ser mensal e o rendimento ser menor que a maioria dos investimentos.

2 – Ações (Bolsa de Valores)

As ações são investimentos em “papéis”, que você participa tanto nos lucros quando prejuízos da empresa que você optou por investir. Os papéis são parte do capital da empresa e, uma vez adquiridos, você se torna sócio. Quando quiser que suas ações virem novamente dinheiro, precisará oferecê-las na Bolsa a um comprador.

As ações podem ser negociadas a qualquer momento, porém sua liquidez depende do interesse do mercado naquele “papel”. O investimento mínimo é o valor da ação, que varia. A remuneração vem da venda da ação por um valor mais alto e pode vir de dividendos que algumas possuem.

Esse investimento tem cobrança de imposto e taxas. Enquanto tem potencial para investimento a longo prazo, porém tem mais risco, é mais complexo e possui uma liquidez que depende de alguém comprar seu papel.

3 – COE (títulos e ações)

O Certificado de Operações Estruturadas compreende um investimento bastante flexível, em que é possível combinar a renda fixa com renda variável. O COE é um título privado e um papel emitido por bancos cuja rentabilidade varia de acordo com a variação de algum ativo, que pode ser a moeda, índice, ação… Nesse investimento o vencimento possui prazo, geralmente, mínimo de seis meses. Com isso, é comum só poder resgatar no vencimento.

Há COEs com investimento mínimo de R$5.000,00, mas isso varia de instituição para instituição. Podem estar atrelados a ações, moedas e índices. Possui imposto de renda e taxas de acordo com a instituição financeira. As vantagens são possuir uma diversificação e seguro de capital. A desvantagem é não haver garantia de crédito.

4 – Previdência privada

Muito pensado para a aposentadoria, é um investimento a longo prazo. Oferece retorno do que você investiu, pelo período investido. Os planos de previdência podem ser abertos, quando o investidor compra direto com uma seguradora, ou privado, quando são vendidos diretamente às empresas para que emita aos seus funcionários. As seguradoras podem cobrar taxas e há incidência de imposto de renda.

Tem prazo de carência, de resgate parcial e rentabilidade. A previdência privada pode ter um investimento mínimo além das contribuições mensais. O resgate pode ser total, programado ou o recebimento ser transformado em renda. Entre as vantagens estão gestão profissional, diversidade de opções, portabilidade, enquanto os pontos negativos são taxas, penalidade e imposto.

5 – Fundos de investimento

É um tipo de investimento coletivo, em que você participa adquirindo cotas, ou seja, uma parcela de participação no fundo. A instituição que cria o fundo que define em quais ativos o fundo vai investir. Os cotistas recebem a valorização da cota, a valorização que os ativos tiveram.

Segundo a Anbima, os fundos podem ser de ações, com aplicação em papéis de renda variável; fundo de renda fixa, como títulos públicos e privados; fundo cambial, papéis atrelados à variação cambial; fundo multimercado, é uma mistura dos outros. Os fundos podem ou não ter prazo de vencimento, e o investimento mínimo pode ser a partir de R$50,00. Entre as vantagens estão a gestão profissional e garantia de CNPJ próprio. Entre as desvantagens, taxas e tributação.

6 – Títulos privados (Debêntures, CDB, LCI e LCA, LC)

São papéis emitidos por bancos, que funcionam como um empréstimo que você faz à instituição. Em troca, você recebe o valor investido com juros. Os títulos privados podem ser de quatro tipos: debêntures, CDB, LCI e LCA, LC. O primeiro são títulos emitidos por empresas para investir em seus projetos de expansão. A maioria das debêntures remunera o investidor com os juros.

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) são títulos emitidos por bancos, para usar nos empréstimos a clientes. A remuneração é de juros atrelados à Taxa-DI. As Letras de Crédito Agrícola (LCA) e Imobiliário (LCI) são destinadas ao financiamento pelos bancos ao agronegócio e imóveis, respectivamente. A remuneração é também dos juros atrelados à Taxa-DI. Por fim, a Letra de Câmbio (LC) também remunera o investidor com pagamento de juros.

7 – Títulos públicos

É um investimento organizado pelo governo federal para financiar projetos públicos. Funciona com o “empréstimo” de dinheiro ao governo e sendo devolvido com os juros pelo período que você investiu. Os títulos públicos podem ser pré-fixados, pós-fixados ou de inflação.

Possui prazo de vencimento e liquidez diária. Porém, só receberá a remuneração acordada se esperar o período para vencimento. O investimento mínimo é a partir de R$30,00 ou 1% do valor do título. Possuem tributação e taxas. Entre as vantagens, garantia de crédito do governo, sem carência e investimento inicial por um valor acessível. A desvantagem é a regra de saque antes do período do vencimento.

Redação

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