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5 investimentos para começar com 100 reais

Escrito por: Rafael Massadar em 25 de fevereiro de 2019

Investimentos para começar com 100 reais existem e não são poucos. Na prática, há alternativas de investimento para todos os bolsos e gostos.

Isso vale para mais da metade dos brasileiros. De acordo com a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), 58% não têm nenhum tipo de investimento.

Ainda segundo o levantamento, dos 42% que têm alguma aplicação, apenas 9% fizeram algum aporte.

Dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) comprovam que poupar não é um hábito do brasileiro.

Apenas 35% dos brasileiros costumam poupar habitualmente, sendo que 28% afirmam guardar o que sobra do orçamento e 7% estipulam um valor a ser poupado.

Outro levantamento feito pelo Instituto Axxus, em parceria com a Unicamp e a Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin), aponta que 80% dos trabalhadores brasileiros não conseguem poupar.

Portanto, não conseguem realizar nenhuma forma de investimento. Enquanto os outros 20% aplicam em algum fundo mensalmente, ou apenas quando sobra algum dinheiro no fim do mês.

investimentos para começar com 100 reais

Investimentos para começar com 100 reais

1 – Poupança

A tradicional caderneta de poupança é dos investimentos para começar com 100 reais. Nela, não existe um investimento mínimo. Com qualquer quantia, é possível começar a aplicar.

Para iniciar a aplicação, basta transferir o dinheiro da conta corrente para a conta poupança no seu banco. E o melhor, o produto não tem prazo de vencimento, nem carência e nem cobrança de IR (Imposto de Renda).

Dados da CNDL e do SPC Brasil mostram que 60% dos brasileiros costumam guardar dinheiro na poupança. Questionados sobre a razão, 30% dos entrevistados alegaram desconhecimento sobre o que fazer para investir em outras modalidades.

Vale ressaltar que com a inflação oficial em 3,75%, a caderneta de poupança teve ganho real em 2018. No entanto, o desempenho foi inferior aos dois anos anteriores.

A rentabilidade nominal da aplicação foi de 4,62% durante o ano. Considerada a inflação medida pelo IPCA (índice oficial que mede a inflação no país), o ganho real para o poupador chegou a 0,84%, de acordo com a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).

2 – Títulos públicos do Tesouro Direto

Os títulos públicos do Tesouro Direto estão entre os investimentos para começar com 100 reais mais acessíveis do mercado.

Com apenas 30 reais já é possível investir em algum dos papéis disponíveis no Tesouro Direto.

Também é simples de aplicar. Qualquer pessoa com CPF e uma conta em uma corretora de investimentos pode começar.

No Tesouro Direto são disponibilizados três tipos de papéis:

Tesouro Selic o rendimento segue a variação da taxa básica de juros da economia (Selic);
– Tesouro Prefixado – a rentabilidade é definida no momento da aplicação, portanto, prefixada;
– Tesouro IPCA – a remuneração é formada pela variação do IPCA no período mais a taxa de juros do momento da compra do título.

O Tesouro Direto fechou o ano de 2018 com um estoque de R$ 54,2 bilhões. O valor representou um aumento de 11,84% em relação ao ano anterior.

Segundo balanço do Tesouro Nacional, as vendas superaram os resgates em R$ 790,4 milhões em dezembro de 2018, o maior saldo positivo mensal desde setembro.

3 – Fundos de investimento

Assim como poupança e títulos públicos, os fundos são uma aplicação acessível, com opções para todos os bolsos.

Claro que há fundos que permitem somente aportes mais altos. No entanto, cada vez mais é um dos investimentos para começar com 100 reais.

Os fundos de investimentos são aplicações de um conjunto de investidores, chamados de cotistas. Eles passam para o gestor a responsabilidade de escolher o conjunto de ativos para se obter retornos positivos nos investimentos.

Tipos de fundos de investimento:

– Curto prazo – títulos com vencimento menor do que 1 ano, o que garante baixo risco e alta liquidez;
– Renda fixa – aplicação de capitais em títulos de renda fixa, sejam públicos ou privados;
– Ações – ao menos, são necessários 67% dos recursos aplicados na bolsa de valores;
– Multimercados – misto de investimentos, como ações, renda fixa e imobiliário.

4 – CDB

Sigla para Certificado de Depósito Bancário, o CDB é um dos investimentos mais populares entre os brasileiros, ao lado da poupança e dos fundos.

O investimento nada mais é que um título emitido pelos bancos para captar recursos. Mais uma opção  de investimento para começar com 100 reais.

Na prática, você “empresta” dinheiro aos bancos que, em contrapartida, devolvem a quantia aplicada com uma remuneração, conforme o prazo do vencimento do título.

É possível encontrar esse tipo de aplicação nos grandes bancos, mas também em instituições financeiras de pequeno e médio porte.

O valor mínimo para investir muda conforme a instituição financeira. Mais uma vez vale a regra de pesquisar bastante antes de aplicar!

Normalmente, em bancos de médio ou pequeno porte, dá para encontrar CDB com aplicação inicial de 100 reais.

5 – Ações

Investir em ações também não é algo apenas para quem tem muita grana. Não há um valor mínimo para fazer a aplicação.

É possível investir em papéis de empresas na bolsa por dois caminhos. Um deles é comprar as ações diretamente, escolhendo uma a uma, tarefa que exige bastante pesquisa. O outro é investir por meio de um fundo de ações.

No primeiro caso, é importante conhecer a empresa na qual vai investir, o histórico dela, o desempenho do setor no qual ela atua, entre outras variáveis.

No caso dos fundos de ações, você compra um produto com uma cesta com diferentes papéis e não precisa se preocupar em escolher as ações, por exemplo.

Em meio a sucessivos recordes de pontuação do Ibovespa, o número de brasileiros que investem no mercado de ações também vem atingindo marcas inéditas.

Registrou neste começo de 2019 um total de 858 mil investidores pessoas físicas, segundo balanço de janeiro da B3, a bolsa de valores de São Paulo.

Somente em janeiro, a Bolsa ganhou 45 mil novos investidores. Esse número representa um crescimento de 5,5% frente ao total de 813 mil investidores ativos no final de 2018.

Em um ano, o número de investidores pessoas físicas aumentou 38%, com um acréscimo de 237 mil novos participantes.

Rafael Massadar

Jornalista com experiência em redação com pós-graduação em Comunicação Empresarial e Transmídia. Atualmente trabalho como assessor de imprensa.

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