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Indenização trabalhista: entenda o que é e como funciona

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Indenização trabalhista

Se você tem uma empresa sabe que deve ficar atento aos direitos dos trabalhadores da sua instituição, não é? 

No entanto, é para a indenização trabalhista que o empresário deve dar uma atenção especial, devido à importância que tem. Além de saber como proceder quando for necessário pagar o ressarcimento ao funcionário.

Indenização trabalhista é a compensação financeira paga pelo empregador e recebida pelo empregado, quando há o descumprimento da lei trabalhista.

Isso acontece quando é necessário garantir uma determinada quantia ao trabalhador com o objetivo de amenizar uma situação sofrida.

Esse é um direito que todo trabalhador tem e que toda empresa deve cumprir. A indenização trabalhista é uma ação que minimiza um efeito negativo de uma determinada medida. Sendo ela tomada pelo empregador que ocorreu na empresa ou no horário de trabalho.

De acordo com o Código Civil de 2002, a indenização trabalhista pode ser provocada tanto de forma dolosa quanto culposa pelo empregador.

Por isso, o empregador fica obrigado a reparar o dano também, pelo fato do empregado desenvolver atividade de risco.

Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.

Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.

Salário X Indenização: qual a diferença?

O salário é uma determinada quantia paga diretamente ao trabalhador pelo empregador. Uma pessoa pode ainda receber uma remuneração, que é formada por dois valores: a parte fixa e os adicionais.

Esse último pode ser composto de comissões, gratificações, vale-transporte, vale-refeição, gorjetas, entre outros adicionais.

+ Nova CLT e cálculos trabalhistas: o que mudou

Porém, de acordo com o Regulamento da Previdência Social, o valor da indenização não integra a remuneração do empregado, ou seja, não pode ser considerada para fazer parte do salário-de-contribuição.

Sendo assim, a quantia paga, não serve como base para ser calculado a contribuição social ou qualquer outro tributo.

Como calcular o valor da indenização trabalhista?

Com a reforma trabalhista sancionada, as indenizações passaram a ser calculadas com base no salário do trabalhador.

De acordo com a nova legislação, quanto maior a gravidade do caso em questão, maior o número de salários que o empregado irá receber.

carteira de trabalho
Indenização trabalhista é um direito reservado ao trabalhador, de acordo com a CLT

Foram criadas quatro categorias de indenização, sendo elas: de natureza leve (até três vezes o último salário do trabalhador), média (até cinco vezes o último salário), grave (até 20 vezes o último salário) e gravíssima (até 50 vezes o último salário).

Uma das mudanças, que passou a vigorar em novembro de 2017, foi que o limite a ser pago pelo patrão deverá ser de no máximo 50 vezes o valor do salário do trabalhador. Porém, essa limitação é somente para as indenizações por dano extrapatrimonial.

+ Técnicas para melhorar a produtividade no trabalho

Dano extrapatrimonial pode ser uma lesão estética, moral e até existencial. Por exemplo, uma cicatriz em determinada parte do corpo, boatos que prejudique o trabalho do empregado e jornadas de trabalho exaustivas, respectivamente.

Há ainda o dano patrimonial, que é causado aos bens materiais.

Quais são os tipos de indenizações trabalhistas?

Dispensa ou pedido antecipado no contrato de trabalho

Acontece quando o trabalhador ou o patrão não tem mais interesse no contrato com o tempo estipulado inicialmente. Esse fato faz com que possa ocorrer a rescisão do acordo de forma antecipada.

Porém, de acordo com a Consolidação das Leis Trabalhistas, no artigo 480, se o trabalhador pedir demissão antes do prazo estipulado no contrato, ele deverá indenizar o patrão.

Há também a possibilidade do empregador demitir o empregado sem justa causa. Para isso o primeiro deverá pagar a indenização, de acordo com o artigo 479 da CLT.

Quando esse tipo de dispensa acontece, é direito do cidadão prejudicado receber como indenização metade dos salários do prazo que faltava para o término do contrato de trabalho.

Dobra de férias

Todo trabalhador tem direito à férias dobradas. Quando o tempo de permissão ultrapassa o prazo do vencimento o descanso, conforme está na CLT no artigo 137. Por isso é importante que o patrão permita as férias nos 12 meses após à data de contratação do empregado.

Além disso, o empregador deverá redobrar a atenção na hora de calcular o valor das férias, já que incidirá sobre o salário do empregado. Sendo assim, o funcionário deverá receber 30 dias de folga e 60 de salário.

O abono pecuniário é a conversão em dinheiro de um terço dos dias de férias que o trabalhador tem direito. Além de ser pago em dobro quando as férias forem pagas após o prazo estipulado.

Indenização adicional

Esse tipo de indenização é para quando o trabalhador é dispensado sem justa causa. Nesse caso, o ressarcimento deverá ser equivalente a um salário mensal.

Para isso, o empregado deverá, obrigatoriamente, ter sido demitido sem justa causa 30 dias antes da data-base da correção salarial.

É importante lembrar que o aviso prévio, trabalhado ou indenizado, faz parte do tempo de serviço, de acordo com o artigo 487 da Consolidação das Leis Trabalhistas, contando para a indenização adicional.

Sendo assim, se a projeção ou término do aviso-prévio recair no referido período, o trabalhador terá a indenização adicional.

Gostou do nosso texto? Acha que ele pode ser útil para alguém? Então o compartilhe em suas redes sociais e ajude outras pessoas a entenderem sobre o assunto!

SRC do Banco Central: veja o que é e como funciona

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imagem da fachada do Banco Central

Você já escutou falar no Sistema de Informação de Crédito do Banco Central (SRC)? Sabe o que é e como funciona?

Se você nunca escutou falar nisso, fique tranquilo porque não é o único brasileiro.

Para quem não sabe, o SRC é um banco de dados alimentado pelas próprias instituições financeiras. Nele contém informações sobre todas as operações de crédito realizadas pelo consumidor junto ao sistema bancário brasileiro.

Sendo assim, o SRC é uma fonte de consulta na análise de crédito de algumas instituições financeiras.

Isso porque o sistema mostra de maneira abrangente as operações de crédito do consumidor, seja ele pessoa física ou jurídica. 

Mas quando o Sistema de Informação de Crédito do Banco Central pode ser consultado? Quando o consumidor solicita um cartão de crédito, empréstimo, abertura de conta corrente ou qualquer outro produto financeiro.

Vale ressaltar que a consulta só pode ser realizada caso o consumidor tenha autorizado, no momento da contratação do produto.

Entenda a importância do SRC

Esse sistema tem importância tanto para a sociedade, quanto para as instituições financeiras e a supervisão bancária. Todos saem ganhando com o SRC. Confira abaixo!

Importância para a sociedade

A sociedade tem acesso a informações mais seguras e confiáveis que facilitam a tomada de decisões de crédito. Dessa forma, as instituições financeiras se veem obrigadas a oferecer produtos melhores e mais competitivos.

Por ser uma forma de acompanhamento regular e sistemática dos riscos de crédito, o sistema atende às demandas da sociedade. Isso porque ajuda a identificar os bons e maus pagadores. 

Supervisão bancária

O SRC garante a estabilidade do Sistema Financeiro Nacional, já que identifica e previne possíveis crises.

Isso acontece porque é possível monitorar e fiscalizar de forma mais precisa os riscos e perdas das carteiras de créditos das instituições financeiras.

Tesouro Selic negativo
O SRC é vantajoso e importante tanto para os consumidores quanto para as instituições financeiras

Reconhecer esses riscos é importante por conta do extenso histórico de falência bancária, que acontece por conta dos não pagamentos de créditos.

Instituições financeiras

O Sistema de Informação de Crédito beneficia também as instituições financeiras na medida em que permite que tenham um conhecimento mais aprofundado. E até mesmo mais preciso sobre o perfil dos clientes.

O que acaba permitindo uma melhor quantificação de riscos de endividamento. Além de também permitir à instituição observar a forma de utilização dos créditos.

Como funciona o SRC?

Primeiramente, é importante destacar e pontuar que diversas ou quase todas as instituições financeiras são responsáveis por repassar as informações contidas em seus processos.

Este repasse é do total das operações de seus clientes com responsabilidade total igual ou superior ao valor de R$1 mil. 

Mas, também ficam armazenadas nos bancos do Sistema de Informações de Crédito do Banco Central (SRC) as operações de clientes com responsabilidades igual ou superior a R$200, que estejam a vencer ou vencidas.

E toda essa transação e processo precisa, obrigatoriamente, respeitar a privacidade e sigilo do cliente, necessário e firmado em contrato com a instituição. Até porque as empresas só poderão realizar esse tipo de consulta se autorizada pelo cliente.

Ele funciona como um banco de dados onde ficam concentradas as informações sobre concessão de crédito ao consumidor – seja pessoa física ou jurídica.

Além disso, o sistema poderá ter benefícios concedidos ao consumidor ou não, dependendo do seu histórico com transações financeiras: empréstimos, financiamento e outros.

É válido ressaltar neste cenário, porém, que quanto mais crédito você tiver ativo, mais favorável as empresas se sentirão para aceitar as suas solicitações ou sugerir novas.

Quem tem acesso ao SRC?

Essa pergunta também é muito importante e de muita relevância para ser respondida.

Apenas têm acesso ao SRC as instituições financeiras e algumas áreas do próprio Banco Central, sendo sempre autorizadas pelos clientes.

Mas, também poderão ter esse acesso pessoas físicas e/ou jurídicas. Esse acesso ao sistema somente poderá ser feito via internet, correspondência ou presencialmente.

O órgão informa que sob nenhuma condição haverá consulta ao SRC por meio de telefone.

E aí, gostou dessas informações? Este conteúdo te ajudou? Então o compartilhe com mais pessoas para que possam conhecer e saber como funciona o SRC.

Especialista explica como estimular uma criança a poupar. Confira!

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criança feliz com as duas mãos abertas em cima de uma lousa com cálculo (5+5)

Quando se fala sobre educação financeira infantil, muitos adultos não sabem por onde começar a tratar esse assunto com as crianças. Mas, é essencial estimulalas a poupar dinheiro, visando um futuro mais tranquilo.

Isso porque, de acordo com um levantamento feito pela Blu By BS2, crianças de até 12 anos gastaram na quarentena, em média, cerca de 30% mais do que adolescentes. Delivery de comida, games e serviços online foram os principais gastos.

Pensando nisso, FinanceOne conversou com a especialista Odineia Silva, analista comportamental e educadora financeira.

Ela traz orientações de como educar as crianças financeiramente e ensiná-las a poupar. Vamos conferir?

Crianças ensinadas a poupar tornam-se adultos responsáveis

Quando uma criança é ensinada desde cedo a poupar, a chance dela se tornar um adulto responsável com o próprio dinheiro é muito grande.

Para especialista em Gestão Financeira, Odineia Silva, falar sobre dinheiro com as crianças e criar um planejamento financeiro familiar são excelentes estratégias para garantir um futuro melhor para a família e também para os filhos.

Por isso, a educadora financeira listou algumas dicas para trabalhar os ensinamentos de organização financeira com as crianças. São eles:

  • utilizar a mesada como meio de ensino;
  • ensinar a criança a poupar com pequenos hábitos do dia a dia;
  • ensinar para os pequenos sobre os gastos supérfluos e os necessários.

+ 7 dicas para controlar gastos diários

Por que os pais não têm o hábito de ensinar os filhos a poupar?

De acordo com a especialista, na maioria dos casos isso acontece porque não receberam essa orientação dos seus pais e, por isso, não possuem essa crença como algo forte.

No entanto, segundo ela, crianças que são educadas financeiramente se tornam adultos com uma vida mais equilibrada.


“Crianças educadas financeiramente se tornam adultos mais fortes emocionalmente e têm uma vida adulta mais equilibrada na grande maioria das vezes”

disse a especialista.

É possível reeducar uma criança com hábito consumista?

educação financeira
Odineia Silva, educadora financeira e analista comportamental

Questionada se uma criança de nove anos que já tem um hábito consumista pode ser reeducada e ter uma conscientização financeira, a especialista explica que é possível reeducar sim.

Uma vez que nunca é tarde para implantar um novo hábito. No entanto, ela ressaltou que “quanto mais cedo, melhor”.

Além disso, ela pontuou que a melhor forma de estimular as crianças sobre como economizar é mostrando com os exemplos do dia a dia.

Desde a opção em desligar uma lâmpada, até como ficar menos tempo no banho, por exemplo.

A especialista Odineia também orientou sobre outras medidas que podem ser adotadas para falar sobre educação financeira com os pequenos.

Algumas são:

  • não comprar algo supérfluo;
  • menos tempo com aparelhos eletrônicos ligados.

“Recomendo demais que os pais deem mesada para seus filhos, implantando o bom uso da mesada educativa, criando momentos semanais para falar de sonhos e desejos. É algo que funciona demais. E presentear a criança com um cofrinho já é um dica barate de presente”, aponta.

Poupar, economizar e investir: entenda as diferenças

É aconselhável usar jogos para ensinar a criança sobre educação financeira?

De acordo com a especialista, é muito recomendável usar jogos lúdicos para as crianças melhorarem a relação com o dinheiro.

“Atualmente, temos diversas opções de jogos, com preços dos mais variados possíveis. Leia sobre o ensinamento que cada jogo oferece e adeque aquilo que você acredita que convém para a faixa etária da criança”, disse.

Além do benefício de ensinar a criança sobre educação financeira, Odineia explicou que através do jogo que a criança tem o contato e aprende sobre ganhar e perder. Além disso, lida com as emoções da situação.

“Isso já faz com que esses futuros jovens já saibam lidar melhor com situações diárias futuras”, acrescentou.

A especialista listou alguns jogos que podem ser utilizados de acordo com a faixa etária da criança. Veja quais são:

  • 3 a 6 anos: cara a cara, cilada, dominó com números coloridos, jogos de madeira, livros educativos, quebra-cabeça;
  • 7 a 10 anos: jogo da mesada, jogo da vida, banco imobiliário, Monopoly e administrando o seu dinheiro.

Viu, só? Ensinar uma criança sobre educação financeira e como poupar pode ser algo divertido, além de ser extremamente importante para a vida dela.

Se você quer ficar ainda mais por dentro do assunto, conheça jogos que ensinam a poupar e investir.

O que achou das dicas da especialista? Você fala sobre educação financeira para uma criança ou sobre poupar? Conte aqui nos comentários e divida, conosco e com os demais leitores, a sua opinião sobre o assunto.

Íon: o novo aplicativo de investimentos do Itaú. Conheça!

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Aplicativo de investimentos Íon Itaú

O Itaú Unibanco anunciou de lançamento o íon, seu aplicativo de investimentos. O objetivo é reforçar a atuação da instituição no mercado financeiro.

Ou seja, fazendo frente à concorrência, seja dos bancos convencionais, passando pelos bancos digitais e também fintechs, cuja atuação cresce exponencialmente.

De acordo com o Itaú, o objetivo do aplicativo é resolver as principais “dores” dos 3 milhões de clientes com investimentos no banco. Uma delas é a experiência ruim no atual aplicativo da conta corrente no celular.

A princípio, o íon estará disponível apenas para correntistas do banco em novembro, tendo como chaves de acesso as mesmas senhas do app do Itaú.

O plano é expandir a plataforma para qualquer cliente ao fim do primeiro semestre de 2021.

Detalhes do aplicativo de investimentos do Itaú

O aplicativo de investimentos terá a função de integrar todas as aplicações realizadas pelos clientes do banco ou da corretora. Portanto, substituindo de maneira integral o app Itaú Corretora.

Com o Íon, o investidor do Itaú terá acesso em tempo real à carteira de investimentos e ao fluxo investido.

Além disso, será possível realizar aplicações a qualquer hora do dia, independente do horário das negociações.

A plataforma disponibilizará produtos de renda fixa e fundos já conhecidos dos clientes da instituição. Nela, será possível realizar aplicações em renda variável e utilizar o home broker.

Alguns dos diferenciais do aplicativo de investimentos são:

1 – Interface do app

O Itaú aposta na interface do app. Ele tem um design parecido com o de empresas como Netflix e Instagram.

Em vez de um “tabelão” de produtos, a ideia é trazer em destaque aqueles mais procurados pelos usuários e também as novidades na plataforma.

2 – Conteúdo

Das redes sociais, o aplicativo de investimentos também reunirá notícias que serão apresentadas de forma personalizada, conforme a carteira de investimentos de cada cliente.

Uma das inspirações para o design do íon veio da Robinhood. Uma corretora norte-americana com taxa zero que atraiu um grande número de investidores por lá.

Planos do Itaú para 2021

No começo do ano que vem, devem entrar os produtos da corretora, como ações. A expectativa do Itaú é que o íon esteja em plena operação daqui a 12 meses e a partir de então substitua o atual aplicativo da corretora.

Com esse modelo de MVP (sigla em inglês para mínimo produto viável), o banco espera aprimorar ou fazer mudanças no sistema conforme o retorno dos usuários, segundo o diretor do Itaú.

aplicativo de investimentos
Itaú lança aplicativo de investimentos íon para bater de frente com outras corretoras

Conforme o diretor de produtos de investimentos e previdência do Itaú, Claudio Sanches, o objetivo é transformar o projeto em uma plataforma versátil e com boa usabilidade.

“Entendemos a necessidade de expandir os produtos disponibilizados. Inclusive, precisamos dar alguns passos antes da construção da plataforma digital para que as mudanças pudessem ter a chance de serem dominantes”, afirma Claudio Sanches.

Outros bancos seguem o mesmo caminho

O lançamento do aplicativo do Itaú ocorre em um momento que grandes bancos aplicaram pesado no mercado de investimentos brasileiro.

Recentemente, o Santander anunciou a compra de 60% da Toro Investimentos. Já o Bradesco “ressuscitou” a Ágora para entrar na briga com a XP e as demais plataformas abertas.

O Nubank divulgou a aquisição da Easynvest. Em agosto, a Neon comprou a Magliano. Em junho, o Credit Suisse fechou um acordo para comprar 35% do modalmais.

Ficou interessado em investir? Confira como escolher a melhor corretora!

Nubank lança cartão de débito para pessoas jurídicas. Confira!

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Pessoa segurando cartão do nubank em um fundo roxo
Clientes Nubank têm diversas vantagens e acúmulos de pontos

Chegou uma novidade voltada ao setor de pequenas e médias empresas brasileiras (PME). O Nubank lança cartão de débito para pessoas jurídicas (PJ).

Agora, por meio do novo cartão, profissionais autônomos, donos de pequenos negócios e empreendedores individuais poderão realizar compras com a função débito em estabelecimentos físicos e digitais.

Além disso, terão a possibilidade de sacar dinheiro em terminais 24h em nome de suas empresas. O cartão também vem com a opção contactless, que permite pagamentos por aproximação.

Sobre o cartão

O cartão da conta PJ é gratuito: o Nubank não cobra taxa de emissão para enviá-lo até sua casa. No entanto, os saques de dinheiro estão sujeitos a uma tarifa de R$ 6,50 por transação.

Isso acontece devido ao custo para acessar a rede externa de caixas eletrônicos do Banco24Horas e Saque e Pague.

Cada saque pode ser de no máximo R$ 1 mil. Além disso, há um limite diário de R$ 10 mil para compras usando a função débito na conta PJ, seja em transações presenciais ou online.

O cartão possui NFC, ou seja, permite realizar pagamentos por aproximação (contactless) nas maquininhas compatíveis.

Também é possível realizar transações online com o cartão da conta PJ. Isso inclui Uber, Uber Eats, 99, 99Food, iFood, Netflix e Spotify Premium.

Além dos 350 mil estabelecimentos que aceitam PayPal.

Como usar o contactless?

Quem solicitar o cartão terá a facilidade da função contactless. Ou seja, basta aproximar o cartão PJ da maquininha e o pagamento será realizado.

Para ativar essa função no cartão PJ com função débito é necessário, primeiro, fazer uma compra na maquininha inserindo o cartão e usando a senha de quatro dígitos.

Depois disso, o cliente poderá utilizar a tecnologia sempre que quiser e o estabelecimento disponibilizar essa função.

Para compras até R$ 100 não é necessário colocar senha. Acima desse valor, a senha é sim necessária – mesmo pagando por aproximação.

Cartão Nubank: como solicitar?

Nubank lança cartão
Nubank lança cartão de débito para PJs com roxo mais escuro (Divulgação)

Para solicitar o cartão PJ com a função débito, os clientes devem acessar a área de configurações no aplicativo do Nubank e selecionar a seção “Pedir função débito”.

Depois disso, basta seguir o passo a passo, podendo inclusive customizar o nome da sua empresa na frente do seu cartão.

Caso você já seja correntista da empresa e tenha o cartão de crédito empresarial, será necessário fazer a substituição do meio de pagamento.

Esse processo acontece de maneira similar ao do pedido como pessoa física, quando o usuário tem um cartão de crédito da fintech e solicita a função de débito ao utilizar os serviços da NuConta.

Sobre a NuConta empresarial

A Nubank lança cartão de débito para complementar os serviços da conta digital focada na pessoa jurídica.

O produto financeiro, que foi lançado em julho de 2019, passou a disponibilizar funcionalidades parecidas com a conta pessoa física ao longo do tempo, como o pagamento de boletos, depósito via boleto.

No caso dos correntistas empresariais é possível realizar a emissão de boletos de cobranças e contar com um extrato digital para ter maior controle financeiro e bancário do negócio.

O Nubank também tem cartão de crédito contactless. Entenda como funciona!

Como começar um negócio? Veja o passo a passo

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empreendoras sentadas trabalhando e conversando

Você já pensou em começar seu próprio negócio? O sonho de muitos brasileiros é empreender e deixar de ser um funcionário de carteira assinada.

Mas abrir um negócio também pode ser considerado um grande desafio.

Isso porque é comum algumas pessoas não saberem por onde começar e, muito menos, de que forma desenvolver um negócio da maneira correta. O que acaba dificultando todo o processo.

As principais dúvidas de quem quer empreender são: “como começar um negócio?”, “o que é necessário?” e “quanto é preciso investir?”

Todas essas perguntas são comuns. Mas vale ressaltar que não existe uma receita de bolo para começar a empreender.

O que existe é um passo a passo do que você pode fazer para começar o seu negócio. Mas isso não quer dizer que você precisará segui-lo fielmente.

Na verdade, são mais dicas para saber qual é a melhor forma de abrir a sua empresa.

E-book do FinanceOne mostra como empreender na crise

Que o Brasil está passando por uma crise de saúde e econômica por conta do Covid-19, todo mundo já sabe e por isso, muitas pessoas podem ter medo de abrir uma empresa e começar algo novo.

A crise pode ser uma ótima oportunidade para você criar coragem, ter criatividade e realizar o sonho do negócio próprio.

Para te ajudar o FinanceOne elaborou o E-book “Ideias de negócio para empreender na crise”, com informações importantes de tudo o que você precisa saber para começar a sua empresa. Nele você encontrará:

-> Passo a passo para começar um negócio;
-> Como empreender com pouco dinheiro;
-> 14 ideias para empreender na crise e muito mais.

Se você está perdido em como começar um negócio, esse e-book pode lhe ajudar como um norte do que é preciso. Além de algumas opções de setores que crescem mesmo na crise para você investir.

Passo a passo de como começar um negócio

Se você quer mesmo saber como começar um negócio do zero em meio a uma crise, o FinanceOne te ajuda.

Separamos uma lista com o passo a passo do que você precisa saber para tirar a sua empresa do papel. Confira abaixo!

1º passo: escolha o seu nicho

Antes de qualquer coisa você precisa decidir em qual setor quer atuar e, principalmente, qual produto e/ou serviço será fornecido na sua empresa. Sem essa decisão não é possível dar início ao seu negócio.

Existem diversas formas de escolher o nicho de um negócio. Algumas pessoas preferem escolher áreas que possuem uma demanda sólida e segura, como por exemplo, a alimentação e beleza. 

Enquanto outros preferem áreas que estão em crescimento, mas não muito consolidadas no mercado. Há também quem invista em um setor que já conhece e trabalha. Essa escolha deve ser feita por você, levando em consideração o seu objetivo.

negócios promissores com pouco investimento
O nicho de alimentação é ótimo para quem quer começar um negócio, já que ele cresce até mesmo na crise

Por isso, pesquise todas as possíveis áreas e formas de investimentos disponíveis no mercado. Também esteja atento a demanda do setor. Lembre-se: caso não haja um público para o seu produto ou serviço, seu investimento não terá retorno.

2º passo: encontre a persona do seu negócio

Iniciar um negócio sem ter uma persona definida é um passo dado no escuro e precipitado. Afinal, você precisa saber para quem vai direcionar as suas estratégias.

Além disso, como vai ser a sua fala nos canais de comunicação e a como vai encontrar as dificuldades do seu público.

Uma persona nada mais é do que a representação fictícia do seu cliente ideal. Ela é baseada em alguns dados reais, como: nível de escolaridade, nome, idade, hobbies, emprego, remuneração mensal e outros.

3º passo: defina o seu perfil de empreendedor

Agora, para continuar não dando tiros no escuro, além de definir a sua persona também é necessário encontrar o seu perfil de empreendedor. E esse pode ser até um pouco mais fácil, né? Pois basta você encontrar as suas habilidades e características pessoais.

Esse passo é muito importante para que você conheça as suas limitações e saiba como poderá correr riscos e até que ponto eles são viáveis.

Além disso, é uma forma de te dar um norte de para onde seguir e como se estabelecer em determinada área.

4º passo: junte as informações do seu negócio

Com tantas informações definidas, além das suas habilidades e perfil montado, chega a hora de você separar as informações do seu negócio em si. Reúna tudo o que você já tem e monte o seu plano de negócios.

Ele é um planejamento estratégico detalhado, do início ao fim, com dados financeiros, estruturais, de logística, de pessoal e outras informações para que você entenda o seu negócio como um todo.

+ Confira ideias para começar um negócio com mil reais

5º passo: qual é o seu investimento?

Muitos se enganam quando acham que a parte do dinheiro é o primeiro passo e o mais importante. Ele chega a ser até mesmo a última coisa a ser analisada, pois você tem muita coisa prévia para compreender primeiro. Mas, ele não deixa de ser um passo essencial.

Nessa etapa, defina qual será o seu investimento inicial. Faça um planejamento financeiro e, a partir do plano de negócios, chegue a um valor médio inicial e mensal para o seu negócio começar a sair do papel.

Bom, esses foram apenas alguns dos primeiros e importantes passos a serem dados para que você tire o seu negócio do papel e comece a empreender. Agora, mãos à obra!

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FGTS: como sacar durante a pandemia?

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Pessoa segurando cartão cidadão com algumas notas de reais para usar o FGTS

O Governo Federal autorizou o saque emergencial do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), durante a pandemia do coronavírus. Muitas pessoas já estão podendo retirar o dinheiro, porém nessas horas surge a dúvida: como sacar o FGTS?

Por conta da pandemia, os saques estão sendo liberados aos poucos para evitar aglomerações nas agências da Caixa Econômica.

É importante ressaltar que o FGTS emergencial, com valor de até R$1.045, é liberado de acordo com o mês de nascimento do trabalhador. Os brasileiros podem sacar o valor disponível na conta até 31 de dezembro de 2020.

Aqueles que tiverem optado pelo saque-aniversário poderão sacar parte do saldo de todos os anos. O percentual liberado depende do valor total do FGTS do trabalhador. Mas quanto mais dinheiro tiver na conta, menor será o saque.

Outra informação importante é que os trabalhadores que estão há três anos sem emprego formal poderão sacar o valor total, caso tenham dinheiro na conta.

Confira o calendário do FGTS emergencial

Antes de você tirar suas dúvidas sobre “FGTS: como sacar”, é importante saber o calendário do crédito na poupança digital e o do saque. Confira abaixo!

Mês de nascimentoCrédito na poupança digitalDisponível para saque
Janeiro29 de junho25 de junho
Fevereiro6 de julho8 de agosto
Março13 de julho22 de agosto 
Abril20 de julho5 de setembro
Maio27 de julho19 de setembro
Junho3 de agosto3 de outubro
Julho 10 de agosto17 de outubro
Agosto24 de agosto17 de outubro
Setembro31 de agosto31 de outubro
Outubro8 de setembro31 de outubro
Novembro14 de setembro14 de novembro
Dezembro21 de setembro14 de novembro

Quem tem direito ao saque do FGTS 2020?

Essa é uma pergunta extremamente importante, principalmente para quem ainda tem dúvida se tem direito ou se poderá sacar o FGTS em 2020.

Para isso, destaca-se sempre que o valor estará disponível para todos os brasileiros com saldo na conta ativa ou inativa do Fundo.

Além disso, ainda é sempre bom ressaltar que não necessariamente o trabalhador precisa estar desempregado. Ele pode estar trabalhando e ainda assim retirar o dinheiro do FGTS.

Como sacar o FGTS
Como sacar o FGTS durante a pandemia se tornou dúvida para milhares de brasileiros

Dessa forma, ele apenas precisa ter um valor liberado na conta. Mas, tal valor para saque deve estar liberado para janeiro deste ano, o que também vale para os aposentados.

A própria Caixa Econômica, por meio do site e aplicativo do FGTS, possibilita que você verifique se poderá sacar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.

Além de verificar o saldo de cada conta e o valor total a ser recebido.

Tipos de saque FGTS durante a pandemia

Mas, e quais são os saques de FGTS que estão disponíveis para serem feitos durante a pandemia? Essa pergunta é fácil de ser respondida. Inclusive já foi respondida em partes, pois a primeira opção é o saque emergencial de até R$1.045 como foi descrito acima.

1) Saque emergencial: 

Esse foi o saque autorizado pelo governo para todas as contas ativas e inativas, com um valor de até R$1.045, de acordo com o calendário divulgado em junho.

O calendário respeita o mês de nascimento. Todos já tiveram crédito em conta e agora estão em fase de saque nas agências da Caixa Econômica.

2) Saque-aniversário

Nesse tipo, é possível também fazer saques de contas ativas ou inativas. É necessário ter conta bancária aberta em qualquer instituição para solicitar o crédito – que pode ser feito até o último dia útil do mês de aniversário do trabalhado.

Além disso, é válido destacar que quem optou por antecipar o saque-aniversário também terá essa opção. Mas, nesses casos haverá juros de 0,99% ao mês. Será possível antecipar três parcelas.

3) Saque-rescisão

Esse tipo de saque do FGTS foi criado com o objetivo de proteger o trabalhador que é demitido sem justa causa, pago para quem trabalha com carteira assinada.

Neste modelo, a cada mês os empregadores têm a obrigação de depositar o correspondente a 8% do valor do salário em conta no nome dos funcionários. As situações que dão direito ao saque-rescisão são:

  • Aposentadoria;
  • Compra de casa própria;
  • Demissão sem justa causa;
  • Rescisão por acordo;
  • Morte do patrão ou fechamento da empresa;
  • Término de contrato do trabalhador temporário com idade igual ou superior a 70 anos;
  • Doenças graves.

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Tesouro Selic negativo: qual impacto para os investimentos?

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tela do gráfico tesouro direto

A vida de quem investe em renda fixa não está nada fácil neste ano. A poupança perde para a inflação e o Tesouro Selic está negativo.

Ou seja, as aplicações mais seguras do mercado estão com baixa rentabilidade. O motivo é a taxa Selic em 2% ao ano, menor patamar de todos os tempos.

No caso do Tesouro Selic, ele registrou queda de 0,32% em setembro. Já as cotas dos fundos de renda fixa indexados também estão rodando abaixo do Certificado de Depósito Interbancário (CDI) no acumulado do mês.

Portanto, quem possui uma dessas reservas deve tomar uma atitude e cuidar de suas finanças pessoais.

Tesouro Selic negativo

É raro que o Tesouro Selic fique negativo. Contudo, o aumento do risco fiscal com o Renda Cidadã, possível substituto do Bolsa Família, levou a uma alta nos juros futuros.

Essas taxas são as principais referências para os juros liberados atualmente, mas cuja quitação ocorrerá no futuro.

Com a perspectiva de elevação do déficit fiscal e quebra do teto de gastos, o investidor cobra mais caro para emprestar para o governo, elevando a remuneração dos títulos do Tesouro.

Portanto, quanto maiores os juros do título, menor o valor deste papel, em uma relação inversamente proporcional.

Momento atípico

Especialistas falam que Tesouro Selic negativo é um caso atípico. Ou seja, os preços dos títulos devem se normalizar, recuperando o valor perdido.

Contudo, deverá ter um longo caminho até que o risco diminua. Isso porque a questão fiscal e a dinâmica da dívida não são assuntos que devem ser resolvidos em curto espaço de tempo.

E, com os juros reais negativos e nas mínimas históricas, a pressão no mercado de Letra Financeira do Tesouro (LFT) e mesmo na curva de juros pode continuar e até se intensificar.

Porém, apesar da recente oscilação, o Tesouro Selic segue como a melhor opção para guardar a reserva de emergência. Apesar da rentabilidade negativa dos títulos públicos nos últimos meses, o investidor só perde dinheiro se resgatá-los.

Caso deixe carregar até o vencimento, a rentabilidade será exatamente a mesma daquela anunciada na compra do papel. Da mesma forma, o investidor pode acompanhar o mercado de títulos e se desfazer do papel em um momento de alta.

Projeções da Selic

O Relatório do Banco Central aponta que as previsões para a Selic neste ano seguem em 2% ao ano. Portanto, o cenário de Tesouro Selic negativo deve continuar até dezembro no mínimo.

Contudo, a projeção para a Selic no fim de 2021 segue em 2,50% ao ano, ante 3,00% de quatro semanas atrás.

Tesouro Selic negativo
Selic em baixa faz Tesouro Selic negativo desde meados de setembro de 2020

No caso de 2022, a projeção está em 4,50% ao ano, igual a um mês antes. Para 2023, é de 5,50% para 5,63%, ante 6,00% de quatro semanas atrás.

Vale ressaltar que o BC não vê elevações dos juros neste momento. Em sua linguagem técnica, o colegiado afirmou que apesar de uma assimetria em seu balanço de riscos, o Copom não pretende reduzir o grau de estímulo monetário.

Segundo a autoridade financeira, isso só deve acontecer “a menos que as expectativas de inflação, assim como as projeções de inflação de seu cenário básico, estejam suficientemente próximas da meta de inflação para o horizonte relevante de política monetária, que atualmente inclui o ano-calendário de 2021 e, em grau menor, o de 2022. Essa intenção é condicional à manutenção do atual regime fiscal e à ancoragem das expectativas de inflação de longo prazo”, diz o BC em nota.

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Veja dicas de como evitar golpes com o cadastro do Pix

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pessoa mexendo no celular na rua
Dependendo do caso, cancelamento do consignado pode ser feito pela internet. (Fonte: Divulgação)

O Pix, novo modelo de pagamento instantâneo, mal começou o cadastramento e já tem golpistas se aproveitando para roubar dados de clientes que se registram no serviço.

A empresa de segurança digital Kaspersky encontrou mais de 60 sites falsos, que usam as técnicas de “phishing” para aplicar golpes com Pix.

Na prática, os criminosos costumam se passar por instituições bancárias e de pagamento, pedindo que os usuários registrem suas chaves do Pix por meio de um site falso que simula o site real.

Essas mensagens possuem um texto chamativo e um link falso por onde o cadastro do Pix seria feito. Dessa forma, na tentativa de realizar o cadastro, o usuário informa os dados pessoais que seriam usados como chaves do Pix.

Ou seja: o número de telefone, e-mail e CPF vão para os golpistas, sem os clientes percebam. Para piorar a situação, alguns golpistas ainda pedem dados bancários e senha.

Como se proteger de golpes com Pix?

Os brasileiros estão entre os principais alvos de phishing no mundo – segundo um relatório publicado pela Kaspersky. Por isso, o cuidado deve ser redobrado ao informar seus dados em algum site e não cair nos golpes com Pix.

Mensagens com intuito de roubar dados dos usuários podem chegar de várias maneiras:

  • e-mail,
  • mensagens em redes sociais, incluindo anúncios,
  • SMS.

Por isso, a regra é desconfiar sempre. Não saia clicando nos links antes de verificar se o e-mail e/ou site realmente são do seu banco ou instituição de pagamento.

Analise, com cuidado, as URLs das páginas que solicitam dados confidenciais. Caso o endereço pareça suspeito ou possua letras e caracteres sem sentido, não finalize o cadastro.

Via de regra, as instituições nunca solicitam que os usuários forneçam suas senhas via e-mail, chat ou redes sociais. O Banco Central proíbe o registro de chaves por chamada telefônica, portanto, caso passe por essa situação, não forneça seus dados.

Desconfie também de e-mails recebidos sobre mudança de senha ou alteração de cadastro, caso você não os tenha solicitado na sua conta/plataforma.

Como cadastrar as chaves do Pix?

O registro das chaves do Pix já está liberado em algumas instituições e, provavelmente, você receberá diversas mensagens para que o faça.

Por isso, para não cair nos golpes com Pix, certifique-se de que ele seja feito pelos canais oficiais da sua instituição financeira.

golpes com Pix
A empresa de segurança digital Kaspersky encontrou mais de 60 sites falsos, que usam as técnicas de “phishing” para aplicar golpes com Pix

O recomendado é fazer o cadastro do Pix pelo aplicativo da instituição de que já é cliente, em ambiente logado. Nele, estarão as informações, todo o processo, em um ambiente totalmente seguro.

Canais disponíveis nos principais bancos:

  • Santander: internet banking e aplicativo;
  • Itaú: aplicativo Itaú (pessoa física) e Internet Banking Itaú Empresas (pessoa jurídica),
  • Banco do Brasil: aplicativo BB e internet banking,
  • Bradesco: aplicativo bancário.

O Pix garante uma transação segura?

O Banco Central garante que as transações via Pix vão seguir as mesmas medidas de segurança adotadas para proteger as transações via TED e DOC.

Além disso, a ocorrência de eventuais fraudes será de responsabilidade das instituições bancárias que oferecem o serviço.

Quanto aos dados pessoais dos usuários, todos serão protegidos pelo sigilo bancário, estabelecido na Lei Complementar número 105, e pela Lei Geral de Proteção de Dados, que está em vigor desde 18 de setembro deste ano.

Quer mais detalhes sobre o que é o Pix? Confira aqui e comece desde já a usar a nova tecnologia!

Cobrança de tarifas bancárias indevidas: como agir? Tire suas dúvidas!

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Papel com informações numéricas, cartão e caneta

O Banco Central e o Conselho Monetário Nacional estabeleceram, em 2010, que bancos não poderiam cobrar tarifas bancárias por alguns serviços essenciais. Mas você já teve alguma cobrança de tarifas bancárias indevidas?

As tarifas bancárias são cobradas sobre determinados serviços. Ou seja, o banco cobra uma taxa mediante a utilização de algum serviço prestado por ele.

Normalmente, as tarifas tem um valor fixo. Por isso, quando o banco altera o valor delas, ele é obrigado a avisar aos clientes.

Mas já aconteceu de você receber uma cobrança indevida? Ou conhece alguém que tenha recebido?

Se a resposta foi sim, continue a leitura deste texto para saber quais são as cobranças de tarifas bancárias indevidas e como prosseguir se houver a cobrança.

+ Conheça as 7 funções do Banco Central

Por que o banco cobra algumas taxas?

Alguns bancos não cobram tarifas bancárias para alguns tipos de serviços além dos determinados pelo BC. Então, antes de ser um cliente, verifique esses serviços não cobrados e também as taxas do banco.

Quando se faz um empréstimo e TED, por exemplo, o banco pode cobrar pelo serviço prestado. Portanto, é preciso estar ciente de quais serviços são gratuitos e quais são cobrados.

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+ Entenda novas regras de empréstimo a pensionistas e aposentados

A seguir, veja qual a cobrança de tarifas bancárias indevidas:

Imagem com uma pessoa negra mexendo no telefone e na mão esquerda segurando o cartão para ilustrar sobre o texto cobrança de tarifas bancárias
Saiba quais são as cobranças de tarifas bancárias que os bancos não podem fazer

Quais são as cobranças de tarifas bancárias indevidas?

Os serviços que o banco não pode cobrar fazem parte do pacote essencial, o qual foi aprovado pelo Bacen e o Conselho Monetário Nacional (CMN).

A determinação garante, por exemplo, que qualquer pessoa pode ter uma conta bancária de forma gratuita. Por isso, o banco não pode cobrar as seguintes tarifas, de acordo com o Banco Central:

1. Emitir o cartão de débito

O banco não pode cobrar nenhuma taxa para emissão do cartão de débito.

No entanto, no caso da emissão de uma segunda via do cartão, só pode ser cobrada a tarifa se o consumidor perder ou danificar o cartão. Além disso, a cobrança é feita se o cartão também tiver sido roubado.

2. Pacote básico gratuito

Todo banco é obrigado a oferecer um pacote básico gratuito ao cliente pessoa física. O pacote contém:

–> quatro saques;
–> duas transferências para contas do mesmo banco;
–> dois extratos com informações dos últimos 30 dias;
–> dez folhas de cheque, para os clientes que cumprirem com os requisitos para adquirir esse serviço;
–> consultas ilimitadas através da internet;
–> extrato anual com todas as informações, mês a mês, referente aos valores, tarifas e juros cobrados no ano anterior.

3. Taxa sobre conta inativa

Uma conta que não está sendo movimentada por, no mínimo seis meses, é considerada inativa. Por isso, o banco não pode cobrar nenhuma taxa de manutenção, uma vez que nenhum serviço está sendo prestado.

Além desses serviços essenciais que citamos, aqui estão outras tarifas que o banco não pode cobrar. São elas:

  • Emissão de carnês e boletos bancários;
  • Abertura de crédito (TAC): é uma tarifa sob pedido de empréstimo. No entanto, se a pessoa já é cliente do banco ao qual está pedindo por essa linha de crédito, fica proibida a cobrança. O único caso que se permite é quando o cliente não tem conta corrente na instituição financeira em questão;
  • Tarifas de liquidação antecipada: quando uma pessoa realiza um empréstimo, ela tem o direito de antecipar as parcelas ou quitação da dívida. Ou seja, o banco não pode realizar cobranças das tarifas bancárias por isso;
  • Pacote de serviços com valor maior que o saldo substancial da conta;
  • Tarifa de manutenção de conta salário: se a pessoa tem uma conta nessa modalidade é proibida a cobrança de taxas sobre transferências automáticas para outros bancos.

O que fazer se o banco cobrar tarifas indevidas?

Pagar por algo que você não utilizou é frustrante, não é? Contudo, para contornar essa situação, é possível realizar um estorno de tarifa bancária.

Ou seja, se for cobrado por algo que não usou ou até mesmo se estiver em dúvida sobre alguma tarifa, entre em contato primeiro com o seu banco.

É aconselhável, por exemplo, enviar um e-mail comunicando o banco sobre o ocorrido. Se for por telefone, porém, anote o número de protocolo do atendimento.

No caso de não receber uma resposta do banco solucionada ou não receber uma resposta satisfatória, busque um órgão de defesa do consumidor no seu estado ou siga para uma ação judicial, se for necessário.

Vale lembrar, no entanto, que o prazo máximo para receber uma resposta do banco é de até cinco dias úteis.

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