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Como conseguir desconto no pagamento do Fies? Entenda!

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estudantes de vestibular

Estudantes com dívidas atrasadas no Fundo de Financiamento Estudantil têm agora a oportunidade de conseguir desconto no Fies de até 99%. É o que diz a Resolução nº 51, de 21 de Julho de 2022.

A medida tem como objetivo reduzir o número de inadimplentes. Para se ter uma ideia, aproximadamente 800 mil estudantes, cujo contrato do Fies tem financiamento pela Caixa Econômica estão inadimplentes.

De acordo com a Resolução, há opções de desconto para estudantes que foram beneficiários do Auxílio Emergencial 2021 ou inscritos no Cadastro Único. Mas, a medida vale para quem está com as parcelas do FIES em atraso.

+ Renegociação de dívidas: saiba por onde começar!

Como conseguir desconto no Fies?

Esses estudantes poderão renegociar sua dívida entre 1º de setembro e 31 de dezembro deste ano. O pedido de renegociação deve ser feito no banco onde foi formalizado o contrato, podendo ser uma agência do Banco do Brasil ou Caixa Econômica.

Tanto os que têm dívidas com a Caixa, quanto os que estão inadimplentes com o Banco do Brasil podem fazer a renegociação dos contratos de forma digital, seja pelo site ou app dos respectivos bancos.

Vale destacar que para ter o nome retirado do cadastro dos órgãos de proteção ao crédito, como SPC e Serasa, os benefícios devem pagar no ato da renegociação um valor de entrada, que equivale à primeira parcela de pagamento.

Notas de dinheiros de diferentes valores
Descontos podem chegar a 99% (Foto: Divulgação)

Quem terá acesso aos descontos do Fies?

Segundo as regras, alunos com parcelas atrasadas há mais de 90 dias em 30 de dezembro de 2021 terão direito a um abatimento total de juros e taxas, além de desconto de 12% no valor total da dívida, para pagamento à vista.

Para quem optar pelo parcelamento, é possível quitar a dívida em 150 parcelas de no mínimo R$200, sem desconto no valor principal.

Existem ainda outras opções de desconto. Por exemplo, estudantes com débitos vencidos e não pagos há mais de 360 dias em 30 de dezembro de 2021 terão direito a um abatimento de 77%.

+ Lei do superendividamento: veja o que é e quais as mudanças

Os que se encontram na mesma situação, mas estão inscritos no CadÚnico ou foram beneficiários do auxílio emergencial no ano passado terão direito a um desconto de 92%.

Agora se o estudante for inscrito no CadÚnico ou beneficiário do auxílio emergencial em 2021 e a data da última prestação prevista em contrato esteja em atraso superior há cinco anos, o desconto é de 99% do valor consolidado da dívida.

Isso incluindo o valor principal e caso seja feita a liquidação integral do saldo devedor.

Há, ainda, uma opção para quem não está com os pagamentos atrasados, mas quer se livrar da dívida. Para esses estudantes o desconto é de 12% sobre o valor que ainda precisa ser pago, mas apenas à vista.

Como funciona o Fies?

O Fies é um programa do Governo Federal que concede financiamento a estudantes em cursos superiores em instituições particulares de ensino. A escala de financiamento varia de acordo com a renda familiar do candidato. Desde o segundo semestre de 2015, as condições de pagamento são as seguintes:

  • Fase de utilização: durante o período de duração do curso, o estudante paga, a cada três meses, o valor máximo de R$150, referente ao pagamento de juros incidentes sobre o financiamento;
  • Fase de carência: após a conclusão do curso, o estudante tem 18 meses de carência para recompor seu orçamento. Nesse período, o estudante paga, a cada três meses, o valor máximo de R$ 150, referente ao pagamento de juros incidentes sobre o financiamento.
  • Fase de amortização: encerrado o período de carência, o saldo devedor do estudante será parcelado em até 3 vezes o período financiado da duração regular do curso. suponha que a duração do curso foi de 4 anos. O período de carência seria 3 x 4 = 12 anos.

Gostou deste conteúdo? Compartilha com aquele amigo que tem parcelas atrasadas do Fies! Aproveite e saiba mais detalhes sobre qual é a renda permitida para participar do programa.

Veja também no FinanceOne:

RDB: entenda o que é, como funciona e se vale a pena investir

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pessoas conversando sobre investimento

Se você já é um entusiasta dos investimentos em renda fixa ou só quer conhecer algumas modalidades, precisa conhecer o RDB. Entenda o que é, como investir e o mais importante: se vale a pena.

Se você já conhece os Certificados de Depósitos Bancários (CDBs), vai entender rapidamente como funcionam os Recibos de Depósitos Bancários (RDBs), que são o tópico deste artigo.

Sendo assim, trata-se de um investimento em que as instituições financeiras captam recursos para o financiamento de suas atividades.

A diferença do RDB para outros títulos é que ele pode ser emitido por outras iniciativas além de bancos, como sociedades de crédito e cooperativas.

Ademais, vale dizer também que não se pode negociar ou transferir esse título antes da data de vencimento, diferente do CDB, que em alguns casos apresenta liquidez diária.

+ Nubank e PicPay mudaram as regas de rendimento! Onde é melhor deixar o dinheiro?

Como o RDB funciona?

Antes de dizer se vale a pena ou não investir em RDB, precisamos entender como funciona. Basicamente, o investimento consiste na aplicação de dinheiro no título em troca da rentabilidade na data de vencimento do contrato.

Sendo assim, trata-se de um investimento em renda fixa, ou seja, oferece menos riscos em relação aos de renda variável. Além disso, vale dizer que o RDB é protegido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Será que investir em RDB realmente vale a pena? Confira!

Como o nome sugere, esse é um de proteger o seu dinheiro. Isso porque a FGV realiza a restituição de até R$250 mil por CPF e por emissor caso a instituição financeira em que houve o investimento venha a falir.

Vale dizer que nessa garantia existe um limite global de até R$1 milhão a cada 4 anos. Dessa forma, o risco de perder dinheiro em um investimento como esse é mínimo.

+ Entenda como declarar CDB no Imposto de Renda – passo a passo

Retorno

Outro ponto interessante relacionado ao funcionamento do RDB é o do rendimento. Apesar de isso depender muito de quanto você investe, já podemos dizer que esse título rende mais que a poupança.

Outrossim, também paga mais juros para aplicações, se fazendo de um prazo e volume financeiros bem maiores. Dessa forma, quanto maior o valor investido e o prazo, maior será o rendimento do seu investimento.

Logo, a rentabilidade pode ser:

  • Prefixada: quando o rendimento é informado no momento em que é feita a aplicação;
  • Pós-fixada: quando o rendimento é conhecido no resgate da dinheiro investido – nesse caso, a taxa costuma ser baseada no CDI (Certificado de Depósito Interbancário);
  • Híbrida: quando o rendimento possui um indexador (como o IPCA) atrelado a outra taxa fixa.

Vale dizer que, no caso da tributação, o RDB sofre influência do Imposto de Renda. Nesse caso, a tabela é fixa, com alíquotas que variam de apoio com o resgate do valor investido:

Período de resgateTributação
Até 180 dias22,5% de IR sobre a rentabilidade
Entre 180 e 360 dias20,0% de IR sobre a rentabilidade
Entre 360 e 720 dias17,5% de IR sobre a rentabilidade
Acima de 720 dias15,0% de IR sobre a rentabilidade

Vale a pena investir?

Como todo investimento, é preciso fazer uma análise do seu perfil de investidor para entender se ele realmente é uma boa ideia para você.

Mas existem alguns pontos a serem considerados e que podem te ajudar a chegar nessa resposta. Nesse sentido, você precisa pensar que esse dinheiro ficará “preso”, porque não é possível retirar o dinheiro antes do encerramento do contrato.

Portanto, esse acaba sendo um investimento muito bom para quem pensa em metas a longo prazo e pode deixar o dinheiro rendendo sem precisar dele.

Para pessoas que possuem metas a curto prazo, é indicado que invista em alternativas com liquidez diária, em que você não precise pagar nenhum tipo de multa caso precise do dinheiro antes da data.

E aí, gostou de saber um pouco mais sobre os RDBs? Quer investir? Continue navegando pelo FinanceOne e conheça outros tipos de investimento. Confira: Reinvestir os dividendos: saiba se vale a pena e quais as vantagens!

Limite do crediário do cartão: entenda como usar de forma fácil

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mulher usando cartão de credito

Você sabe no que consiste o limite do crediário do cartão? Essa já foi uma oferta bastante comum no fornecimento de crédito. Contudo, algumas operadoras ainda oferecem esse tipo de serviço é interessante você saber do que se trata.

Muitas vezes, podemos acreditar que o limite de cartão de crédito trata-se somente do que é disponibilizado para as compras. Mas ainda existe uma espécie de limite “escondido”.

O crediário é um método de financiamento de bens e serviços. Com uma maior acessibilidade para obter crédito no Brasil, o crediário acabou perdendo a força.

+ Crediário Magalu: veja como funciona o carnê digital

Isso aconteceu bastante por conta dos juros acrescidos nas parcelas fixas, além da correção monetária. Assim, um produto pode ser parcelado em até 48 vezes, favorecendo o endividamento – por conta da extensão do compromisso e das cobranças altas.

No entanto, esse limite pode acabar sendo útil em algum momento. Por isso é importante conhecê-lo, ainda mais aliado ao seu cartão de crédito.

O limite de crediário do cartão de crédito pode ser uma boa alternativa para financiar compras mais caras

Como funciona o limite de crediário do cartão?

O limite de crediário do cartão de crédito funciona da seguinte forma: é um limite pré-aprovado para possibilitar a ampliação do parcelamento de algumas compras.

Sendo assim, se o padrão máximo para parcelamento for 12 vezes, será possível fazer em 24 vezes no crediário. Em algumas ofertas, consegue-se parcelar em até 48 vezes nesse tipo de limite também.

É comum que a possibilidade de usar o limite de crediário do cartão de crédito seja relacionada a apenas algumas lojas parceiras da instituição bancária emissora do seu cartão.

Logo, garante-se condições de compras estendidas nesses estabelecimentos. O Banco do Brasil, por exemplo, é uma dos exemplos de emissor que ainda possui um produto com esse tipo de função, o Ourocard.

Algumas pessoas se perguntam se é possível sacar esse limite de crediário do cartão de crédito. Porém, a resposta para essa pergunta é não, esse recurso está disponível apenas para compras em empresas parceiras.

Alguns cartões também possuem um limite de saque, que é relativo a disponibilização de um valor para retiradas emergenciais. Ele também é pré-estabelecido e o seu uso também costuma gerar juros.

+ Crediário digital: o que é, como funciona e como utilizar? Entenda!

Vale a pena?

Uma pergunta bem comum para esse tipo de decisão de compra é se vale a pena. Apesar de, a primeira vista, parecer uma boa ideia por conta do grande número de parcelas – ainda mais se for uma compra cara – é preciso ficar de olho em algumas coisas.

A primeira parte a se analisar é o impacto de juros no valor final do pagamento. Isso porque o cartão de crédito, por si só, já costuma ter um valor alto nesse sentido.

Quando inclui-se o limite de crediário do cartão de crédito, esse valor fica um pouco maior. No momento da compra, o cliente já fecha negócio com todas as informações de valor das parcelas, então verifique o valor final com os juros para ver se você não vai desembolsar muito mais do que deveria.

Afinal, existem formas mais viáveis de fazer compras em valores mais altos. Portanto, analise bem a proposta para que você não assuma um compromisso que pode acabar prejudicando a sua saúde financeira.

Outro ponto que deve ser analisado é o grande número de parcelas. Apesar de promover mais flexibilidade, pode ser um vínculo difícil de manter a longo prazo, visto que existem momentos da vida em que por algum imprevisto você precisará desembolsar mais dinheiro e ainda sim terá que lidar com aquela dívida.

Mas se, por acaso, você notar que pode ser uma opção para o seu momento e para as necessidades que surgiram, verifique se o seu cartão possui essa opção entrando em contato com a operadora de crédito.

Agora você já sabe um pouco mais sobre o limite de crediário do cartão de crédito. Que tal conferir mais informações sobre esse tipo de conteúdo? Veja: limite do cartão de crédito x limite de saque: saiba qual é a diferença.

Saiba qual salário de um jovem aprendiz em 2022

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três pessoas estudando

O Programa Jovem Aprendiz é uma ótima oportunidade que os adolescentes possuem de ingressar no mercado de trabalho. Inclusive, muitas empresas apostam nesses jovens para inovarem no mercado. Mas quanto será o salário de um jovem aprendiz? Essa é uma das dúvidas mais recorrentes quando se quer iniciar no mercado de trabalho.

A Lei do Jovem Aprendiz está em vigor desde os anos 2000 e permite que jovens possam dar entrada no mercado de trabalho. Essa é uma grande oportunidade para quem deseja conseguir o primeiro emprego com carteira assinada, por exemplo.

Isso é possível porque a vaga de jovem aprendiz não pode cobrar experiência para nenhum tipo de cargo. O que facilita com que o jovem consiga o emprego mesmo sem ter conhecimento na área.

Quer saber quanto ganha um aprendiz? Então continue a leitura deste texto!

+ Saiba como fica o programa Jovem Aprendiz com a reforma trabalhista

Quanto recebe um jovem aprendiz 2022?

Ser um Aprendiz tem muitas vantagens, a começar pelo salário de um jovem aprendiz 2022! Além do valor a receber, existe a carga horária de trabalho reduzida.

Como o aprendiz é alguém que estuda ou concluiu os estudos, a carga horária de trabalho é menor para não atrapalhar na educação.

De acordo com o portal Vagas, a base do salário de um jovem aprendiz é, atualmente, de R$653 o mínimo do ano vigente e o teto é de R$1.581.

Vale destacar, porém, que esse valor pode mudar, já que o salário depende da atividade e horas trabalhadas. Além disso, o valor a ser pago também varia de uma região para a outra no Brasil.

+ Quem trabalha como jovem aprendiz tem direito ao FGTS? Confira!

Quais os benefícios do programa jovem aprendiz?

Muitas pessoas não sabem quais são os benefícios de direito ao serem contratadas através do Programa de Jovem Aprendiz. Como falamos, o valor do salário pode variar de acordo com a atividade e a carga horária de trabalho.

Além disso, os benefícios também se diferem de quem é contratado como CLT. Então, os benefícios que um jovem aprendiz pode ter, de acordo com a empresa, são:

  • Vale-alimentação;
  • Vale-transporte;
  • Plano médico;
  • Plano odontológico.

O Curso de capacitação é obrigatório e deve ser oferecido para todos os jovens aprendizes.

alunos andando no pátio da faculdade
Saiba quanto é o salário de um jovem aprendiz em 2022

Como ser um aprendiz no Bradesco? Conheça os requisitos

Quem sonha em seguir carreira em bancos pode começar a trabalhar nesta área através do Programa Jovem Aprendiz.

+ Jovem aprendiz bancário: o que faz, quanto ganha e como se inscrever?

Essa também é uma maneira que muitos jovens encontram para entrar no mercado de trabalho e, consequentemente, ganhar experiência que é tão requisitada na hora de encontrar um emprego.

Para quem se candidata e é aprovado a uma vaga de jovem aprendiz no Bradesco, há diversos benefícios oferecidos pela instituição financeira. Isso tudo além dos aprendizados na área de administração.

Mas como é o processo seletivo? Quais são os requisitos para se tornar jovem aprendiz Bradesco? Quais são as vantagens e o salário que o contratado recebe?

O perfil desejado pelo banco é:

  • Ter entre 16 e 23 anos;
  • Estar estudando ou ter o Ensino Médio completo;
  • Ser aluno da rede pública, preferencialmente.

Vale ressaltar que a quantidade de vagas oferecidas pela instituição financeira pode variar de unidade para unidade. Isso porque cada uma necessita de uma quantidade de funcionários em determinada agência.

+ Clique aqui para saber mais sobre o jovem aprendiz no Bradesco

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Como funciona a criptomoeda Hedera Hashgraph (HBAR)? Conheça!

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Dois homens carregando uma grande criptomoedas, cada

Enquanto outras criptos famosas enfrentam um momento de queda, alguns especialistas e investidores apostam em ativos alternativos. Um deles é a criptomoeda Hedera Hashgraph (HBAR). 

Essa pode ser um exemplo de altcoin com um amplo terreno para os traders. É nisso que acredita o analista Tony M., da FXStreet. 

Em declaração divulgada pelo Cointelegraph Brasil, ele explica que com o The Merge do Ethereum próximo, as criptos de camada 1 devem receber mais atenção. Para Tony, o Hedera tem potencial para subir para 2000%.

A Hedera Hashgraph é uma plataforma de contratos inteligentes e infraestrutura de blockchains cuja principal proposta é prover uma rede estável, segura e confiável. Nessa rede, diversos tokens e aplicações podem ser criados por pessoas e empresas.

Mas vamos contar mais detalhes ao longo deste artigo!

O que é criptomoeda Hedera?

A rede Hedera é alimentada pela criptomoeda Hedera, o token HBAR. Ela é o principal ativo e combustível de todo o ecossistema. 

O HBAR supre todos os serviços que rodam na plataforma, como contratos inteligentes. Por isso é um criptoativo de contrato inteligente, sendo considerado um concorrente do Ethereum (a principal criptomoeda de contratos inteligentes).

Além disso, a criptomoeda alimenta as transações financeiras e o armazenamento de arquivos na rede Hedera, as taxas são todas pagas em HBAR. No futuro também será possível fazer stake com o ativo.

Existem 50 bilhões de unidades da Hedara, esse é o seu fornecimento total. 

No dia da edição deste artigo, o HBAR é negociado a US$ 0,81. Isso é 69,07% abaixo da máxima histórica, de US$0,264632. Para comprar a criptomoeda é necessário abrir conta em uma exchange que a negocie, como Coinext e outras.

Ilustração do logo da criptomoeda Hedera (uma letra "h" em rosa sobre um fundo azul)
Criptomoeda Hedera é o token nativo (HBAR) da rede Hedera Hashgraph

Como funciona o projeto?

A rede Hedera visa dar suporte a aplicativos descentralizados (DApps) e ativos digitais criados por pessoas e corporações. O grande diferencial é que ela não utiliza a mesma tecnologia de outras blockchains. 

Aqui, o sistema adotado para garantir o consenso e segurança da rede é o Hashgraph. Na prática, ela necessita de uma autorização central para funcionar, ao contrário das redes de outras criptos, como Bitcoin e Ethereum, que não precisam disso. 

Por isso muitos não consideram a criptomoeda Hedera descentralizada, embora a própria equipe diga que sim. Outros definem a descentralização do sistema Hashgraph como parcial, sem a total abertura de outras criptos.

Quem controla a rede é a Hedera Foundation, São 39 validadores compostos por empresas de diferentes segmentos. Essas empresas fazem um requerimento para participar e são escolhidas pela própria fundação. A participação pode ser rotativa.

Esse sistema permitiria ao projeto ter mais eficiência, além de eliminar outros gargalos enfrentados por outras blockchains (custos, lentidão, instabilidade etc).

A Hedera Hashgraph finaliza transações em até cinco segundos e mantém uma taxa média de US$0,0001. De acordo com o projeto, a rede suporta 10 mil transações por segundo.

Por meio da rede Hedera, podem ser criadas outras criptomoedas, serviços DeFi, streaming, aplicativos descentralizados, com compatibilidade com a Ethereum. Usuários também podem criar tokens fungíveis e não fungíveis (NFTs).

+ Criptomoeda é legal no Brasil? Entenda como é a regulamentação

A criptomoeda Hedera vale a pena?

A criptomoeda Hedera pode valer a pena ou não, dependendo de uma série de fatores. O primeiro ponto a levar em conta é o seu perfil investidor. 

Não vale a pena investir em ativos tão voláteis e nebulosos, se o seu perfil de investidor é mais conservador e se não quer correr riscos. 

Assim como qualquer cripto, o HBAR é altamente volátil. Para aplicar no ativo, é recomendável conhecer mais sobre o projeto e também sobre o mercado cripto, para apostar mais certeiramente. 

Alguns especialistas acreditam no avanço do projeto, como mencionado no início do artigo. Mas ainda que haja evidências para isso, entender o funcionamento das criptos é saber que vários fatores podem influenciar na sua cotação. 

Que tal aprender mais sobre investimentos e mercado financeiro, antes de mergulhar numa aplicação mais arriscada? O FinanceOne pode ajudar: conheça o curso Finanças e Investimentos Inteligentes!

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Em meio a piada de Elon Musk, quanto custa comprar o Manchester United?

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bandeira do Manchester United

O mundo do futebol tem se perguntado: quanto custa Manchester United? Esse questionamento acontece porque uma das equipes de futebol mais tradicionais do mundo vive uma crise sem fim.

O clube, que não conquista um troféu de primeiro nível desde 2017, tem decepcionado esportivamente e até mesmo no mercado de transferências, falhando em concretizar contratações pedidas pelos treinadores.

Diante deste cenário, a família Glazer, proprietária do clube desde 2005, cogita vender uma pequena parte por £ 6 bilhões, segundo a Bloomberg.

O alto montante, porém, não afasta os interessados. De acordo com o jornal inglês The Independent, já há três consórcios interessados na compra dos Red Devils, mas os bilionários por trás de cada grupo não foram revelados.

+ Saiba quais são os 20 times de futebol que mais faturam no Brasil

Quem são os interessados em comprar o Manchester United?

O bilionário Elon Musk, dono da “Tesla”, usou recentemente as redes sociais para fazer uma brincadeira ao dizer que estaria disposto a comprar o Manchester United.

Contudo, tudo indica que o CEO da Ineos e homem mais rico do Reino Unido, Jim Ratcliffe, é o que parece estar mais interessado em saber quanto custa Manchester United e efetuar a compra.

+ Quais times de futebol têm Criptomoedas? Confira!

Vale destacar que o bilionário possui uma fortuna avaliada em 12 bilhões de libras. Recentemente, o empresário fez uma proposta para a compra do Chelsea, equipe de futebol inglesa, de £ 2,5 bilhões iniciais e mais £ 1,75 bilhão diluídos nos próximos 10 anos.

Outro que aparece na lista de prováveis compradores é Michael Knighton. Ele é um empresário e ex-diretor da equipe de Old Trafford que tentou comprar o clube na década de 80.

jogadores do Manchester United abraçados
Jim Ratcliffe é o favorito para comprar o Manchester United

Quanto custa Manchester United: torcida pede alto investimento

Quem deseja saber quanto custa Manchester United deverá saber também que a sua torcida, através da Manchester United Supporters Trust (MUST), emitiu nota pedindo que o novo dono deve investir pesadamente para restaurar a antiga glória do clube.

A nota diz ainda que “Em nome dos torcedores do Manchester United em todos os lugares, exigimos mudanças urgentes e radicais!”

Por fim, o grupo fez duras críticas a família Glazer, atuais donos, que segundo eles, são responsáveis pelo terrível estado que o clube vive.

“Cabe a eles explicar aos torcedores do United por que estamos neste estado e o que eles vão fazer a respeito. Tivemos alguns momentos difíceis na última década, mas isso realmente parece o fundo do poço”, aponta a torcida.

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Home equity: saiba o que é e como funciona o empréstimo com Garantia de Imóvel

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casas em sequência
Selic a 13,75% é desincentivo para a tomada de financiamentos a longo prazo. (Fonte: Divulgação)

Já ouviu falar em home equity ou empréstimo com garantia de imóvel? Se pensa que se trata de hipoteca, saiba que são modalidades de empréstimo diferentes!

No home equity é possível conseguir juros mais vantajosos, além de ter acesso a financiamentos mais altos. Fora que existem diferenças burocráticas também.

Segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), os empréstimos desse tipo cresceram 64,7% em seis meses (entre janeiro e junho de 2021).

Mas como funciona essa operação? Será que vale a pena recorrer a ela? Em que ela se diferencia da hipoteca brasileira? Continue lendo este artigo para descobrir!

O que é home equity?

O home equity, também chamado de empréstimo com garantia de imóvel, é exatamente o que o nome em português sugere: uma modalidade de crédito na qual um imóvel é colocado como garantia de pagamento.

Ou seja, o imóvel fica vinculado ao banco até esse empréstimo ser totalmente quitado.

Como se trata de uma grande garantia (afinal, é a sua casa que está em jogo!) os clientes têm acesso a vantagens mais amplas em relação a outras modalidades, como:

  • condições mais flexíveis
  • taxas de juros menores
  • limites de valores mais altos (podem chegar a R$1 milhão)

Tudo isso porque o risco de inadimplência neste caso é considerado mais baixo.

Afinal, quem coloca a casa como garantia, certamente não vai querer arriscar perdê-la e vai manter os pagamentos.

Como funciona esse tipo de empréstimo?

Essa modalidade é procurada por quem busca valores altos, que talvez não fossem possíveis com outras linhas de crédito.

Mas existe um limite, que varia de acordo com a casa colocada como garantia: o empréstimo liberado não pode ultrapassar 60% do valor do imóvel.

Então, por exemplo: se a casa (ou outro imóvel) colocada como garantia no home equity tem o valor de R$1 milhão, o empréstimo poderá ser de até R$600 mil.

Além disso, cada imóvel só pode ser garantia de um empréstimo por vez.

Um ponto interessante é que, apesar de estar comprometido, ele não sofre nenhuma alteração. O proprietário pode continuar morando, alugando e até mesmo vender o imóvel.

No entanto, neste último caso, uma parte do lucro da venda deve ser destinada ao pagamento do restante do empréstimo.

Outro ponto de atenção é que o pagamento das parcelas deve ser realizado sempre em dia, religiosamente. Caso contrário, o banco pode leiloar o imóvel para receber o dinheiro.

O imóvel também precisa estar no nome do solicitante. Não é possível realizar empréstimo com garantia de imóvel, se o mesmo pertencer a outras pessoas.

casal conversa com outro homem, enquanto este mostra um contrato de home equity em suas mãos
Home equity cresceu mais de 60% no Brasil no início de 2021

Como conseguir empréstimo com garantia de imóvel?

Assim como acontece em outras modalidades, no home equity é feita uma análise do perfil do cliente. E também do imóvel.

A instituição financeira contratada vai realizar uma avaliação tanto física quanto jurídica do imóvel, além das condições financeiras e renda do contratante.

Por isso, o processo de contratação pode ser mais demorado e complexo que outros. Para começar, é exigida uma série de documentos (listados abaixo).

Alguns desses documentos atualizados precisarão ser solicitados em cartório, o que já demanda um certo tempo.

E depois ainda haverá o período de espera enquanto o banco faz a análise do pedido de empréstimo.

Documentos necessário para o home equity:

  • Certidão de nascimento (se for solteiro)
  • RG
  • CPF ou CNH sua e do seu cônjuge (se tiver)
  • Comprovante de residência atualizado
  • Matrícula do imóvel
  • Capa de IPTU com a metragem do imóvel
  • Declaração negativa de débitos de condomínio

Se você for casado, deve apresentar os documentos da lista acima (exceto a certidão de nascimento), mais as certidões listadas a seguir:

  • Certidão de casamento
  • Registro do Pacto Antenupcial (se o casamento for no regime de comunhão universal ou total de bens)
  • Certidão de casamento com averbação da atual situação (caso seja separado, divorciado ou viúvo)

Passo a passo para solicitar empréstimo com garantia de imóvel

Depois de conseguir toda a documentação atualizada, você já pode buscar uma instituição financeira para solicitar o home equity.

Lembre-se de comparar as opções disponíveis (as melhores taxas e condições). Você também poderá simular o empréstimo no site do banco escolhido.

Depois de entender qual vale mais a pena, siga o passo a passo:

  1. Solicite o empréstimo no banco ou instituição financeira (talvez seja necessário comparecer presencialmente na agência, entre em contato e informe-se)
  2. Apresenta toda a documentação exigida
  3. Aguarde a análise de crédito da instituição financeira (o prazo pode variar)
  4. Depois aguarde também a análise física e jurídica do seu imóvel
  5. Sendo aprovado, assine o contrato
  6. Registre todos os documentos em cartório e receba seu empréstimo

Por conta das análises necessárias (tanto da documentação, quanto do estado físico do imóvel) todo esse processo pode demorar um pouco. Já tenha isso em mente antes de optar pela modalidade de empréstimo.

Qual a diferença entre hipoteca e home equity?

Por serem ambos tipos de empréstimo com imóvel como garantia, algumas pessoas podem confundir ou achar que hipoteca e home equity são a mesma coisa. Mas não é.

Na hipoteca, o imóvel continua no nome do dono (quem contratou o empréstimo) e não com a instituição.

Isso faz com que o risco assumido pelo banco seja maior. É por isso que os juros são mais altos do que no empréstimo com garantia de imóvel.

No home equity, o imóvel fica em posse do banco até que a dívida seja completamente quitada. Ou seja, é o que se chama de alienação fiduciária.

+ Empréstimo com garantia de veículo: como funciona?

Quais bancos fazem empréstimo com garantia de imóvel?

Praticamente qualquer banco ou instituição financeira oferece essa modalidade de empréstimo.

Você deve pesquisar quais oferecem as condições de home equity mais vantajosas para o seu caso.

Lembre-se que, na maioria dos casos, você pode fazer simulações nos sites dessas instituições. Então não precisa ir presencialmente a todas elas para avaliar as condições.

Como o home equity influencia no bolso do contribuinte?

Bom, você já descobriu o que é este empréstimo e como faz para solicitá-lo. Mas, como será que auxiliar, de fato, o bolso do contribuinte?

Segundo Armando Botelho, que é diretor comercial da Creditú, esta é uma modalidade que permite que instituições financeiras cobrem juros menores e possibilita o pagamento em um prazo ainda maior e de um jeito mais flexível.

Este é um dos fatores determinantes para ser completamente vantajoso para o bolso do contribuinte. Afinal, ele pagará bem menos taxas e terá mais tempo para se organizar financeiramente.

Ele também conta que é uma modalidade bem popular em países da Europa e, também, nos Estados Unidos. 

O especialista explica que enquanto a pessoa estiver pagando as parcelas do empréstimo, o imóvel é colocado como garantia para a mesma instituição que emprestou o dinheiro – o que dá maior segurança para a transação.

“O interessante é que a pessoa pode usar esse crédito para qualquer finalidade, seja consolidar dívidas, começar um negócio, reformar um imóvel ou investir na educação”, disse Botelho.

Vantagens do home equity

O especialista também comenta que são várias as vantagens para quem solicita este empréstimo, sendo a principal a taxa de juros baixa.

Isso porque o imóvel estará como garantia e, por isso, não é necessário juros maiores. O prazo maior para pagamento também é um ponto favorável.

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Como simular a aposentadoria pelo Meu INSS? Veja o passo a passo!

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fachada de uma agência do inss

Cada vez mais é possível utilizar a internet para fazer consultas e resolver questões que antes eram bem mais burocráticas. Hoje você aprenderá como simular aposentadoria no aplicativo ou site do Meu INSS e ter acesso às informações em qualquer lugar que esteja.

O Meu INSS é o canal online em que é possível resolver questões relacionadas à Previdência Social. Uma delas é a simulação de aposentadoria, que solicita algumas informações para conseguir calcular se o usuário já está pronto para solicitar esse benefício.

Dessa forma, no aplicativo ou no site, é possível conhecer as modalidades de aposentadorias, entender se o segurado já tem direito, saber quanto tempo possui de contribuição e se ele já cumpriu a carência necessária.

Vejamos, então, como simular a aposentadoria pelo Meu INSS, tanto no site, quanto no aplicativo.

+ Revisão INSS: saiba quanto tempo demora o processo

Como posso simular a aposentadoria?

Antes de tudo, é preciso dizer que ainda não é possível simular todos os tipos de aposentadoria pelos canais digitais. Ou seja, atualmente o simulador conta com 7 tipos de cálculos relativos à aposentadoria por idade e à aposentadoria por tempo de contribuição.

Com isso esclarecido, vamos entender como funciona o processo utilizando a internet:

fachada do inss
Você pode simular a aposentadoria do conforto da sua casa, utilizando seu celular ou computador

Simular a aposentadoria no site: como fazer?

Para simular a aposentadoria, é preciso fazer uma conta no Gov.br. Com isso, o próximo passo é acessar o site do Meu INSS e logar com as informações da conta que você criou.

Em seguida, você terá acesso a uma tela com diversos serviços prestados pelo INSS. Entre eles, estará o simulador de aposentadoria, que é o que vamos fazer hoje. Ele fica dentre as opções do “Para Você”, que fica abaixo dos seus dados pessoais no site.

Assim que a tela mudar, você terá acesso a diversos campos com informações diferentes. No início, já estará com dados fixos como idade, sexo e tempo de contribuição, pois o sistema já os detecta automaticamente – de acordo com o que você forneceu no cadastro.

Após isso, você verá se realmente tem direito a alguma das aposentadorias das quais o site permite fazer a simulação. Você também poderá consultar outras questões, como o cumprimento de carência, tempo restante de contribuição, idade máxima (dependendo do caso e temas afins.

Vale lembrar, que o INSS pode requerer algumas informações adicionais para incluir novos períodos de contribuição, caso ainda não estejam documentados.

Assim, você poderá alterar essas informações para fazer seus cálculos, de modo que consiga fazer boas previsões sobre a chegada do seu benefício. É possível mudar o período de trabalho, excluir contribuições e consultar recebimentos de benefícios.

Mas vale dizer que tudo isso faz parte de simular a aposentadoria e não garantir, efetivamente, o benefício. Dessa maneira, as informações contidas ali remontam apenas uma previsão.

+ INSS tem novas regras para o atendimento presencial. Saiba quais são!

Simular a aposentadoria no app: como fazer?

Antes de tudo, é preciso dizer que o aplicativo do Meu INSS está disponível tanto para Android quanto para iOS.

Após fazer o download, você entrará na sua conta com as credenciais do Gov.br, como faria se estivesse entrando pelo site.

Depois disso, vá até a opção “Do que você precisa?” e escreva “simular aposentadoria”. Dessa forma, também aparecerá uma série de informações que você pode alterar de acordo com as previsões que deseja consultar. Para fazer isso, clique no ícone de lápis para editar esses dados.

Quando já estiver preenchido todas as informações da forma que deseja, clique em “Recalcular” e, a partir do resultado, você será guiado às opções de “Pedir Aposentadoria” ou “Baixar PDF”.

Vale lembrar que você pode repetir esse processo quantas vezes achar necessário e consultar diferentes previsões para o seu benefício.

+ Meu INSS: aprenda como utilizar as principais funções do app

A previsão é certeira?

Ao simular a aposentadoria pelo Meu INSS, muitas pessoas ficam em dúvida se as previsões são realmente confiáveis. Por isso, vale a pena informar algumas questões para que você não tire uma conclusão equivocada do resultado da simulação.

A primeira é que o simulador do INSS não contabiliza os períodos especiais (insalubres). Ou seja, se você faz parte de algum grupo que dispõe dessa característica, o seu cálculo será diferente, pois eles adiantam a aposentadoria.

Outra coisa é a confirmação dos dados. Se eles estiverem errados ou incompletos, o seu resultado pode apresentar bastante discrepância da realidade. Tanto dados como idade e data de nascimento quanto os de salário e tempo de contribuição precisam estar corretos para apresentar uma previsão mais próxima do real.

Gostou de saber um pouco mais sobre como simular a aposentadoria no site e no app do Meu INSS? Continue navegando no FinanceOne para saber um pouco mais sobre as diversas funções da Previdência Social no ambiente digital!

Contrato social: entenda para quê serve e saiba como obter o seu

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investidor comprando investimentos

Eis que você decidiu empreender e, finalmente, integrar o grupo de pessoas que possuem uma empresa no Brasil. Mas na hora de formalizar o negócio, você esbarra no conceito de contrato social. Você sabe o que ele significa?

Em uma analogia muito utilizada, podemos dizer que o contrato social é para uma empresa a mesma coisa que uma certidão de nascimento é para um bebê.

Ou seja, é o registro da sua empresa!

Dessa maneira, constitui uma parte tão importante nesse processo de formalização do seu negócio. Pensando nisso é que vamos te mostrar hoje tudo sobre o contrato social: como obter e o que se deve considerar nesse documento.

O que é contrato social?

O contrato social é um documento que expressa todas as questões mais importantes de uma empresa, como regras, direitos e deveres de sócios, atuação e outros assuntos de vital relevância para o negócio.

É por isso que muitas vezes associam a uma certidão de nascimento. São documentos voltados para a produção de um registro de algo que acabou de nascer.

Sendo assim, no caso do contrato social, as regras para a sua execução estão escritas na Lei 10.406/2002. Além disso, também é possível encontrar alguns direcionamentos sobre o documento no Departamento de Registro Empresarial e Integração.

uma mulher assinando um contrato e outra indicando local de assinatura
A construção de um contrato social é uma parte importante no nascimento de qualquer empresa

Todas as empresas brasileiras precisam apresentar o contrato social, pois é ele que permitirá o registro dessa nova entidade em diversos órgãos públicos.

Como dito anteriormente, o documento também carrega o nome dos sócios da empresa, o que é super importante pois são eles que vão responder judicialmente pela organização. Ou seja, caso haja algum processo, são essas pessoas que constam no contrato social que responderão por ele.

Tipos de contrato social

Da mesma forma em que existem diversas empresas com características diferentes, existem alguns tipos de contratos sociais para contemplar essa diversidade. Vamos conhecer quais são!

Contrato Social da Sociedade Limitada – LTDA

Como o nome sugere, é o contrato social para as sociedades limitadas – que são aquelas empresas em que há separação de bens físicos e jurídicos de seus sócios. Nesse sentido, o documento leva em consideração as regras desse tipo de iniciativa. Ou seja, antes de optar por ele, é necessário se assegurar que a sua empresa realmente pertence a essa categoria.

Empresário Individual (EI)

No caso de Empresário Individual (EI), o contrato social acaba sendo um pouco diferente porque, nesse caso, apenas uma pessoa será responsável pela empresa.

Ainda assim, é preciso ficar de olho para saber se o seu negócio realmente possui os requisitos para se inscrever nesse regime de EI.

Microempreendedor Individual (MEI)

Atualmente, boa parte dos CNPJs emitidos são relacionados ao Microempreendedor Individual (MEI), que é um programa que ajuda a regularizar muitos trabalhadores que antes eram informais.

Nesse caso, o MEI não possui contrato social e sim o Certificado da Condição do Microempreendedor Individual (MEI), que é um documento em que se encontram todas as informações principais sobre aquele profissional.

+ CCMEI: aprenda como emitir e imprimir o certificado do MEI

Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI)

No caso da Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI), também não utilizamos o contrato social para fins de serviço, mas sim o Ato Constitutivo.

Nessa modalidade, mesmo havendo apenas um sócio, ele possuirá responsabilidades limitadas – como já sugere o nome.

Nesse momento, você pode se perguntar qual é a diferença entre EI e EIRELI, já que os dois tratam-se de apenas um sócio. A distinção reside no fato de que o EI não constitui uma pessoa jurídica de fato, ou seja, ele pode ser intimado por seu CPF.

Por outro lado, no EIRELI há realmente a criação de uma PJ. Sendo assim, os bens do empresário e da firma estão separados.

Para abrir uma Eireli, o requisito principal é ter um capital social de, no mínimo, 100 salários-mínimos. Nessa etapa de construção do contrato é que se define também quem será o responsável por administrar toda essa empreitada.

+ É necessário migrar de Eireli para SLU? Entenda as regras da transição!

Contrato social: como obter e como funciona?

Em geral, o contrato social de uma empresa é feito por um advogado. Isso é bastante importante, porque esse profissional conhecerá os tipos de informações necessárias para incluir nesse documento.

Porém, mesmo assim é primordial que todos os envolvidos conheçam o processo para que todos consigam tecer um registro coerente e eficiente para seu negócio.

Nesse sentido, vale dizer que vocês precisarão definir algumas questões, como:

  • Sócios;
  • Nome da empresa;
  • Tipo da sociedade;
  • Localização da sede;
  • Escolha do escopo da empresa;
  • Capital social e participação dos sócios;
  • Instituição de regras para deliberações
  • Definição de pró-labore e participação nos lucros (PL).

Vale lembrar que ao definir o tipo de negócio, é possível encontrar o código na Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) em que a organização se enquadra.

Com esses assuntos definidos, o advogado ou a pessoa que for direcionada para essa missão fará o documento com base nas informações da empresa.

Entendeu porque a sua empresa precisa ter um contrato social? Continue navegando por nossos conteúdos sobre empreendedorismo, acesse: quem pode ser Sociedade Empresária Limitada? Entenda como funciona!

El Salvador é o 1º país a adotar Bitcoin como moeda legal. Saiba mais!

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Símbolo do Bitcoin em metal sobre um fundo azul

Desde setembro de 2021, El Salvador, um pequeno país da América Central, se tornou o primeiro país do mundo a adotar o Bitcoin como uma moeda legal.

A criptomoeda foi estabelecida como forma oficial de realizar pagamentos e transações. Ou seja, ela poderá ser usada normalmente em transações diárias juntamente com o dólar americano, que é a moeda do país desde 2001.

Na ocasião, o presidente, Nayib Bukele, defendeu que o Bitcoin iria ajudar os salvadorenhos a economizarem cerca de 400 milhões de dólares por ano em comissões para remessas de dinheiro.

Isso porque desde que o dólar foi adotado como moeda, são feitos gastos milionários com essas remessas. Isso tornou a economia do país dependente de instituições americanas intermediárias.

Além disso, a expectativa do governo local era de que a adoção da criptomoeda aumentasse o acesso a serviços financeiros para quem não tem conta bancária. Ou seja, contribua para uma maior inclusão financeira.

Mas a mudança não aconteceu como esperado. Afinal, pouquíssimas pessoas têm usado o ativo como opção.

De acordo com um levantamento jornal “El Diário de Hoy”, entre setembro de 2021 e junho de 2022, apenas US$ 120,46 milhões em criptomoedas entraram no país.

Esse valor representa menos de 2% do total de US$ 6,4 bilhões em remessas internacionais enviadas para salvadorenhos no período.

Pessoa segurando uma moeda de bitcoin
Bitcoin passa a ser moeda oficial em El Salvador

Como funciona a circulação da criptomoeda no país?

Em termos práticos, o que acontece é que agora as empresas devem aceitar pagamentos em Bitcoin, assim como aceitam dólar americano. A antiga moeda oficial não deixará de ser usada, ela permanecerá com curso legal.

Qualquer tipo de transação poderá ser feita com a cripto, entre pessoas físicas e jurídicas.

Ou seja, pagamentos de bens e serviços e quaisquer transações financeiras em seu dia a dia, como se fosse uma moeda comum.

Os Bitcoins, no entanto, são moedas virtuais. Portanto, não vão circular como dinheiro tradicional.

Cada usuário poderá armazenar suas criptos nas chamadas carteiras digitais, por onde é possível acessar as criptomoedas e realizar transações.

Essas carteiras são programas e softwares instalados em computadores e celulares. Em El Salvador, será utilizada a carteira digital Chivo, que o próprio governo promoveu, prometendo 30 dólares em Bitcoin para cada usuário.

No entanto, algumas falhas aconteceram de início, já que o app não estava disponível em lojas de aplicativos populares.

O presidente, Bukele, tuitou que o governo havia desconectado temporariamente a carteira para lidar com a demanda.

Segundo informações da Agência Brasil, ainda não está claro se as empresas serão penalizadas se não aceitarem o Bitcoin.

El Salvador perde metade do investimento na criptomoeda

Quando El Salvador anunciou a adoção do bitcoin, Bukele ordenou a compra de quase 105 milhões de dólares em bitcoins para manter “no caixa” do país.

Na época, comprou os ativos durante uma repentina queda de preço, adquirindo 420 BTC por cerca de US$ 60,3 mil cada.

Contudo, atualmente, o país centro-americano detém 2.301 bitcoins. De acordo com a cotação média de US$ 23 mil, o patrimônio salvadorenho no criptoativo vale aproximadamente US$ 53 milhões.

Isso é praticamente metade do total de US$ 105 milhões que o governo de El Salvador usou para comprar as criptomoedas.

E como o BTC é descentralizado, o governo não pode “frear” sua desvalorização através de políticas macroeconômicas.

Vale destacar que grandes instituições, como o JPMorgan e o Fundo Monetário Internacional (FMI), criticaram Bukele por seu “Projeto Bitcoin”. O FMI até chegou a dizer que o país deveria desconsiderar completamente a ideia.

Governo confia no projeto: “ação de longo prazo”

Em entrevista recente à Bloomberg News, o ministro das Finanças do país, Alejandro Zelaya, disse seguir otimista com a moeda digital. Segundo ele, a “aposta” na criptomoeda está funcionando.

Zelaya afirmou ainda que o país não teria resultados da noite para o dia e confirmou os planos de El Salvador de construir a chamada “Bitcoin City”.

Ele disse que a cidade, planejada na região leste do município de La Union, obteria energia geotérmica de um vulcão e não cobraria nenhum imposto, exceto o imposto sobre valor agregado (VAT, na sigla em inglês).

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