Início Site Página 536

Boleto ou Pix? Entenda as vantagens e desvantagens de cada um

0
Homem segurando celular com imagem de PIX na tela

O Pix, novo sistema de pagamentos anunciado pelo Banco Central (BC), começou a funcionar no dia 16 de novembro de 2020. Desde então, o meio de pagamento caiu no gosto dos brasileiros e na última semana registrou o recorde de 59,9 milhões de transações.

O Pix foi lançado com o objetivo de substituir as transações convencionais, como TED, DOC ou boleto bancário. E logo garantiu sua ascensão no mercado. De acordo com o Banco Central, em março deste ano o meio de pagamento se tornou o mais utilizado entre os brasileiros.

O sistema ainda chegou com a promessa de aumentar a competitividade entre os bancos, diminuir os custos e agilizar as transações financeiras do país. Sendo essa última uma das principais vantagens desse novo método de pagamentos.

A seguir, vamos conhecer as vantagens e desvantagens do Pix e do boleto bancário. Assim, você consegue escolher qual deles atende melhor às suas necessidades. Continue a leitura!

Boleto ou Pix: veja as vantagens e desvantagens

Boleto Bancário

O boleto bancário é um método de pagamento bastante conhecido entre os consumidores brasileiros e conquistou seu espaço no mercado pela sua facilidade de quitação.

Criado no ano de 1993, pelo Banco Central, ele é muito comum em empresas virtuais e físicas. No universo virtual, o boleto é a segunda forma de pagamento mais utilizada, só perde para o cartão de crédito.

Mas o boleto bancário assim como as outras opções de pagamento no mercado, apresenta vantagens e desvantagens. Conheça um pouco mais sobre elas:

Vantagens do boleto

  • Facilidade de pagamento: o boleto pode ser pago em diferentes estabelecimentos, desde lotéricas à farmácias e o pagador não necessita ter conta em um banco;
  • Descontos: por ser um pagamento à vista e de baixo custo, algumas empresas podem oferecer descontos para quem paga com antecedência ou no prazo;
  • Juros e multas: Podem ser definidos também juros e multas em caso de vencimento do boleto, tornando assim aquele pagamento uma prioridade sobre outros;
  • Diferencial para a empresa: muitos clientes se sentem inseguros em colocar dados de cartão de crédito em sites e, por isso, acabam dando preferência para empresas que trabalham com a disponibilidade de pagamento por boleto.

Desvantagens do boleto bancário

  • Tempo para o pagamento cair: a confirmação do pagamento pode demorar até três dias úteis, podendo retardar a entrega de produtos ou serviços;
  • Desistência da compra: como o pagamento não é feito no ato da compra, o consumidor tem tempo de pensar melhor sobre a aquisição. Entre a emissão e o pagamento podem ocorrer imprevistos que façam com que o cliente desista da compra.
Boleto ou Pix
Boleto ou Pix cada um tem suas vantagens e desvantagens (Foto: Divulgação)

Pix

O Pix é um novo sistema de pagamento instantâneo. Com ele é possível fazer transações pelo cadastro manual, pelas chaves de endereçamento ou QR Code.

O cadastro manual é realizado com os dados do recebedor, como o nome completo e um identificador nacional, como o CPF ou CNPJ. Realizado o cadastro, será apenas necessário selecionar o valor e confirmar a transação.

Mas o Pix assim como as outras opções de pagamento no mercado apresenta suas vantagens e desvantagens. Conheça um pouco mais sobre elas:

Vantagens do Pix

  • Rapidez: não existem restrições de horário e dia para as transferências acontecer. Serão necessários, de acordo com o Banco Central, apenas 10 segundos para a efetivação dos pagamentos;
  • Prazos menores: prazos de compra e venda serão reduzidos, ao contrário do boleto em que a compensação bancária pode demorar até três dias;
  • Menor custo: ainda não há um valor definido, mas as operações por meio do Pix devem custar apenas centavos;
  • Maior segurança: as transações são feitas com muita segurança, já que toda liquidação é administrada pelo Banco Central. Além disso, você poderá realizar a autenticação biométrica ou por reconhecimento facial.

+ Pix é seguro? Conheça as camadas de proteção do sistema

Desvantagens do Pix

  • Golpes: apesar de contar com recursos que visam ao aumento da segurança da plataforma, o Pix tem sido o alvo de criminosos para aplicação de diversos golpes. Além disso, casos de vazamento de dados e transferências erradas por conta da velocidade do serviço, são situações que preocupam alguns usuários.

Confira outros recursos disponíveis no Pix

O Pix Cobrança é uma funcionalidade liberada pelo Banco Central para que as empresas cobrem seus clientes. Assim, os pagamentos via Pix também podem apresentar os mesmos dados do boleto. Entre eles: valor, data de vencimento, descontos e multas.

No geral, o Pix não tem custo para pessoas físicas e MEI. Mas, na ocorrência de um destes dois dois casos, podem ser cobradas tarifas:

  1. Recebimento por QR Code Dinâmico (Pix Cobrança);
  2. Recebimento de mais de 30 transações com Pix no mês, seja por meio de QR Code estático, chave Pix ou inserção manual dos dados.

Neste último caso, a tarifa é cobrada a partir da 31ª transação. No do Pix Cobrança, as instituições financeiras devem pagar R$0,01 a cada dez transações, mas elas têm liberdade para definir o valor da taxa repassado aos clientes finais.

Algumas instituições financeiras também já oferecem a opção do Pix Parcelado. A dinâmica é a mesma do cartão de crédito, com a diferença que o valor é descontado diretamente da conta do cliente na data definida.

Entre as empresas que oferecem esse serviço estão: Mercado Pago e Santander. No entanto, vale lembrar que essa não é uma ferramenta oficialmente regulamentada pelo Banco Central.

Por meio desse recurso, os clientes podem parcelar valores para pessoas físicas ou jurídicas em até 24 vezes, com juros,  em parcelas a partir de R$5. O valor do juros varia de acordo com o perfil do contratante do crédito.

Qual é a melhor opção: boleto ou Pix?

Para pensar e acertar na melhor alternativa, é preciso identificar o que você vai querer no momento, caso seja apenas cliente. Mas se você for uma empresa, por exemplo, a dica é: conheça bem o seu negócio e os consumidores para focar na necessidade deles.

Ou seja, coloque na balança quais benefícios e recursos cada método pode oferecer e, assim, você poderá fazer sua escolha!

Gostou do nosso texto? Acha que ele pode ser útil para alguém? Então o compartilhe em suas redes sociais e ajude outras pessoas a entenderem as vantagens e desvantagens do boleto e Pix.

Cartão Next: confira como funciona e quais são as taxas cobradas

0
Cartão verde do banco Next

Você já escutou falar no cartão Next? Ele é oferecido pelo Next, banco digital criado pelo Bradesco para concorrer com outras instituições financeiras digitais.

Para competir com esses bancos, o Next oferece diversas vantagens para os clientes. Como por exemplo, o cartão internacional.

Se você está querendo abrir um conta e, consequentemente, ter um cartão, o Next pode ser uma opção.

Ele oferece descontos em instituições de educação, lojas online, restaurantes e ingressos para eventos culturais. Além de oferecer o gerenciamento de vaquinha online e aplicações automáticas em fundos de investimentos.

Entenda como funciona o cartão Next

Como os outros bancos, o Next tem como característica principal a praticidade de poder acessar a conta e resolver tudo pelo celular. Vale lembrar que a plataforma não está vinculada a um banco físico.

Por isso, para abrir uma conta ou solicitar cartão Next é preciso acessar o aplicativo da instituição financeira, que está disponível tanto para Android quanto iOS. Os novos clientes precisam realizar um cadastro no aplicativo e a conta fica pronta na hora.

Essa é uma das vantagens da instituição financeira. Ela não exige a burocracia que os bancos tradicionais costumam solicitar.

É importante ressaltar que diferentemente das instituições financeiras tradicionais, o Next não tem agência própria.

Mas os clientes podem receber o atendimento nas agências do Bradesco, assim como é possível usar os caixas do banco para realizar saques. Os correntistas do cartão Next também podem fazer os saques na rede Banco24Horas.

Caso tenha alguma dúvida ou problema com a conta, ela poderá ser solucionada pelo suporte especializado. O atendimento é realizado dentro do próprio aplicativo.

Next oferece diversos recursos para os clientes

Entre os diversos recursos e benefícios que o banco oferece, está o sistema “Flow”. Nele, é possível que o cliente gerencie os gastos, separando-os de acordo com as categorias.

Com isso, o sistema registrará as suas movimentações e desenvolver os gráficos para auxiliar os clientes a compreenderem os gastos mensais. O Flow também disponibiliza uma ferramenta para controles das despesas com o objetivo de economia.

Com a função “objetivos”, os correntistas poderão definir uma meta a ser investida pelo sistema bancário. Dessa forma, o usuário definirá um valor específico e o aplicativo realizará as aplicações mensalmente, de forma automática.

O Next ainda oferece aos clientes descontos em empresas conveniadas, recarga de celular e sistema de cashback.

Quais são as taxas do Cartão Next?

Além de saber como funciona, conhecer benefícios, vantagens e tudo mais, também é muito importante ficar por dentro de quais são as taxas cobradas. Afinal, mesmo que sejam diferenciados dos mais tradicionais, os bancos digitais também possuem valores adicionais.

E no Next não é diferente. Porém, os valores das taxas podem se destacar ou ser um diferencial em comparação com outros bancos.

Por exemplo, no Next o cliente tem como taxa uma possível multa de 2% sobre o saldo devedor além do rotativo de 9,9% ao mês + IOF.

Em assuntos de comparação, no Nubank, uma das fintechs com o mesmo objetivo do Next, temos: multa de 2% sobre o saldo devedor, rotativo de 2,75% a 14% ao mês + IOF.

Como usar a conta digital e fugir do banco tradicional
O cartão Next oferece diversas vantagens para os clientes

Mas, o importante é destacar que o banco digital sempre terá bem menos tarifas do que o banco tradicional, no qual você está acostumado a pagar por cada transação realizada. 

Isso pode ser explicado pelo fato de o banco conseguir lucrar por meio do oferecimento de empréstimos pessoais acrescido de taxas de juros compatíveis com o mercado.

Como abrir uma conta no banco Next?

O processo de abertura de conta no banco Next é tão fácil como os demais bancos digitais, seja Inter, Nubank, Neon ou outro. 

Fazendo jus ao nome digital e aos seus valores de acessível e prático, geralmente eles concentram todas as ações pelo aplicativo, a fim de facilitar a dinâmica com o cliente e o processo ser mais ágil.

Por isso, a abertura de conta no Next é muito fácil. Basta você fazer o download do app no seu celular e seguir o passo a passo que o próprio aplicativo dará. 

É importante ter em mãos os documentos principais, como: carteira de identidade ou qualquer documento de identificação, além do comprovante de residência. É preciso realizar fotos com a câmera de seu celular

Gostou do conteúdo? Ele te ajudou a entender mais sobre como funciona o banco Next? Então que tal compartilhá-lo com outras pessoas para que elas também conheçam as vantagens e os benefícios?

Saiba qual a melhor forma de vender carro usado

2
pessoa entregando a chave de um veículo para outra em um financiamento de carro

Após o período de fechamento motivado pelo novo coronavírus, vender carro usado tem sido um bom negócio. Depois de amargar queda nos primeiros meses da pandemia, agora, os números melhoram.

Relatório da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto) mostra um aumento de 10,5% em setembro nas vendas de veículos usados no Brasil, com relação ao mês anterior.

Em relação a setembro de 2019, sem a pandemia, as vendas aumentaram 12,2%, mostrando que o setor já tem um desempenho melhor do que o do ano passado.

As maiores altas na comparação com agosto foram observadas nas seguintes regiões:

  • Nordeste – 15%;
  • Sul – 10,7%;
  • Sudeste – 9,9%;
  • Centro-Oeste – 9,5%;
  • Norte – 2,9%.

Contudo, apesar dos bons números, vender carro usado pode demorar. E mesmo para quem já passou por essa experiência, é sempre bom rever o passo a passo desse tipo de transação para você se organizar melhor evitando dores de cabeça.

Por isso, depois de ajudá-lo a comprar um carro usado, separamos algumas dicas mais importantes para você vender o seu carro usado sem medo e, de quebra, ganhar mais dinheiro no negócio.

Primeiros passos para vender carro usado

O primeiro passo para vender carro usado é dar aquela geral caprichada nele. Por exemplo, um bom polimento para casos em que a pintura tenha perdido bastante o brilho ou possua muitas manchas, marcas e arranhões superficiais.

Dependendo do valor do carro, vale a pena consertar esses itens mesmo que os gastos versus o acréscimo na venda fiquem no zero a zero ou com um pequeno prejuízo.

Se o assunto for mecânica, como rangidos e barulhos na suspensão, isso causará uma má impressão ao comprador.

Luzes acesas no painel indicando falha na injeção, lâmpadas queimadas ou qualquer outro problema simples pode ser considerado um grande problema ao interessado. Portanto, manter a manutenção do carro em dia é obrigação do vendedor.

Não esqueça de organizar os documentos do seu carro. Separe as notas fiscais e comprovantes que você guardou para substanciar sua reputação como um proprietário zeloso, o que definitivamente ajudará a conquistar o interessado em seu veículo.

5 dicas para vender o seu carro usado

Agora que você já sabe os cuidados que deve ter, confira cinco dicas para vender seu carro usado:

vender carro usado
Vender um carro usado pode ser uma boa estratégia para conseguir dinheiro

1 – Definir o preço

A Tabela Fipe é utilizada como referência na hora de determinar uma média de valores para vender carro usado.

Contudo, lembre-se que para vender um carro usado para pessoa física é importante que o preço seja competitivo. Como você não precisará arcar com as garantias do veículo, o futuro comprador busca algumas vantagens por não comprar esse carro na loja.

Normalmente os veículos comprados em transações particulares custam cerca de 20% a menos que o seu valor de tabela.

2 – Venda para uma loja

A venda para uma garagem especializada traz comodidade na questão de segurança para o dono do veículo. A grande vantagem dessa negociação é a facilidade para concretizar a venda, afinal, o proprietário está lidando com especialistas.

Porém, quem deseja vender deve estar ciente de que conseguirá um preço menor pelo veículo, pois a loja deve arcar com algumas despesas. Além de ter uma margem de lucro na hora da revenda.

3 – Venda para pessoa física

A venda para uma pessoa física é mais vantajosa financeiramente para quem está anunciando o veículo, pois poderá cobrar um preço maior se comparado ao que conseguiria em uma garagem.

Em contrapartida, a venda em particular pode demorar mais para ser concretizada e exige mais atenção aos detalhes da negociação.

4 – Anúncio na internet

Dada a sua alta e rápida veiculação de informação, a internet é um excelente meio de comunicação para anunciar o seu veículo. Sua publicação pode atingir um bom alcance e levar a sua oferta até as pessoas interessadas.

Depois de escolher um site confiável para o anúncio, o próximo passo é descrever todas as características, detalhes e dados do veículo, destacando informações sobre o seu tempo de uso e tratamentos que tenham sido feitos desde a sua compra, por exemplo.

Além disso, invista em fotos para mostrar o bom estado do veículo. Outro fator favorável à venda é citar algumas particularidades como, se o veículo nunca passou por um acidente ou se possui economia de combustível.

5 – Acompanhe a transferência do carro

Negocio fechado? Com o dinheiro da venda na conta, não deixe que o comprador resolva a transferência sozinho. Procure acompanhá-lo até o cartório imediatamente.

Se futuras multas ou processos chegarem até você, não terá certeza se foi você mesmo ou o novo dono, que não registrou o carro no nome dele.

É comum também que as pessoas vendam o carro ainda com o financiamento em curso. Saiba como transferir o financiamento do veículo para outra pessoa.

Trabalhadores podem movimentar FGTS emergencial até 30 de novembro

2
Pessoa segurando cartão cidadão com algumas notas de reais para usar o FGTS

Os trabalhadores precisam correr para garantir o dinheiro do FGTS emergencial. Isso porque eles têm até 30 de novembro para movimentar a conta poupança social. Caso contrário, o dinheiro retornará ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

O saque emergencial do FGTS foi autorizado por meio da Medida Provisória de nº946/2020, publicada em abril deste ano. Ele foi liberado por conta da crise econômica causada pela pandemia da Covid-19.

Vale ressaltar que o saque emergencial foi disponibilizado para cerca de 60 milhões de brasileiros em valores de até R$1.045.

O dinheiro foi depositado nas contas de poupança social, criadas pela Caixa Econômica, entre os dias 29 de junho e 21 de setembro, de acordo com o mês de nascimento do trabalhador. Para realizar o depósito, foram criadas cerca de 55 milhões de contas.

Saque do FGTS emergencial foi criado por conta da pandemia

O Governo Federal havia anunciado em abril que iria liberar o saque emergencial do FGTS e, que essa seria uma forma de apoiar os trabalhadores durante a crise causada pela pandemia.

A medida provisória permitiu o saque a partir de junho e, no mesmo mês, a Caixa divulgou as datas e as regras para que os trabalhadores pudessem sacar o dinheiro.

FGTS emergencial poderá ser sacado até 30 de novembro

Esse foi o segundo ano seguido que o governo liberou uma parte do FGTS para todos os trabalhadores com dinheiro no fundo. No ano passado, o saque imediato permitiu retirar até um salário mínimo de cada conta.

É importante frisar que não existe uma previsão de uma nova leva de saques. Por isso, quem já retirou o valor de R$1.045 do Fundo de Garantia, só poderá sacar os valores nos casos previstos em lei.

Como por exemplo, na demissão sem justa causa ou para comprar a casa própria.

Calendário de pagamento do FGTS emergencial teve duas etapas

Para quem não acompanhou o processo de pagamento desse benefício, o governo optou pelo mesmo esquema do auxílio emergencial. Foi divulgado um calendário com datas para crédito e saque.

Essas datas foram dispostas de acordo com o mês de nascimento do beneficiário, pago em datas distintas, de acordo com o cronograma. Primeiro, o valor era liberado para crédito e, em seguida, para saque.

A Caixa Econômica Federal criou uma conta virtual para agilizar o procedimento, no Caixa Tem, e os trabalhadores conseguiam por lá verificar saldo e realizar diversas transações.

O último crédito em conta do FGTS emergencial aconteceu em 21 de setembro para nascidos em dezembro, que puderam sacar o valor a partir de 14 de novembro.

Passada a data limite de 30 de novembro, todos os valores voltam para o fundo e não poderão mais ser movimentados.

Você sabe o que é o FGTS Digital?

Recentemente, foi criado FGTS Digital, que nada mais é do que o novo sistema implementado pelo Governo Federal para realizar o recolhimento do Fundo de Garantia por meio do Pix.

Isso mesmo, já que o Pix é uma nova plataforma para pagamentos e transferências de forma ágil, o FGTS Digital se configura como um lugar para reunir a arrecadação, apuração, lançamento e a cobrança do fundo.

A Economia já informou que o sistema permitirá o acompanhamento digital das contribuições realizadas pelas empresas.

Chefe da Divisão de Fiscalização do FGTS da Subsecretaria da Inspeção do Trabalho, Audifax Franca Filho informou que essa possibilidade pode, ainda, reduzir os custos para as empresas.

“É certo, oportuno e um dos alvos do nosso projeto de impacto na redução de custo. Eles estariam diretamente associados, em princípio, às tarifas de arrecadação.”

A boa notícia é que o FGTS Digital já poderá começar a funcionar nos próximos meses, em janeiro de 2021, junto ao recolhimento do Fundo de Garantia por meio do Pix.

O diretor de Organização do Sistema Financeiro e Resolução, João Manoel Pinho de Mello afirmou que essa parceria contribuirá para a adoção do Pix pela população.

Gostou da notícia? Aqui no FinanceOne você encontra mais informações sobre o FGTS e todos os detalhes sobre o mercado financeiro. Fique ligado!

O que é trabalho intermitente? Veja como funciona!

0
Várias carteiras de trabalho empilhadas

Desde que a reforma trabalhista começou a ser pautada, muitas dúvidas rondam as empresas. Um exemplo é o contrato de trabalho intermitente.

Regularizada desde a reforma em 2017, é uma modalidade que causa controvérsias, já que pode significar mais oportunidades de trabalho para o contratado. No entanto, a falta de estabilidade ainda é um problema.

De acordo com o artigo 443 da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT), a modalidade é todo contrato de trabalho em que a prestação de serviços e a subordinação não são continuadas.

Porém, para ser rescindido, é necessário respeitar o tempo previsto que foi acordado em contrato. Isso pode acontecer pela alternância dos períodos de trabalho, falta de demanda e necessidade da colaboração do funcionário com dias ou horas de inatividade.

Essa modalidade é válida para qualquer tipo de atividade, com exceção dos aeronautas, já que eles têm regras e legislações específicas.

Em outras palavras, o trabalho intermitente acontece quando o contratado tem a opção de prestar seus serviços de maneira esporádica, sendo que durante o contrato podem ocorrer momentos sem atividade na empresa.

Como funciona o trabalho intermitente?

Apesar de ser um modelo de trabalho mais flexível, existem diversas especificações para a adoção do trabalho intermitente. A seguir, veja quatro regras que sua empresa deve ficar atenta.

1 – Contrato de trabalho

De acordo com o artigo 452-A, os contratos de trabalho intermitente devem ser celebrados por escrito e registrados na carteira de trabalho. No contrato de trabalho devem constar todas as informações que regem o trabalho que será prestado pelo funcionário, como:

  • salário-hora;
  • local onde o trabalho será realizado;
  • forma e prazo para o pagamento das remunerações.

Vale ressaltar que o valor da hora ou do dia de trabalho não pode ser inferior ao correspondente de um salário mínimo.

2 – Convocação de um trabalhador intermitente

Existem regras claras com relação à chamada dos trabalhadores intermitentes para a realização de alguma atividade.

Segundo a lei, a empresa tem a responsabilidade de convocar o empregado com antecedência. Sendo no mínimo três dias antes da data de trabalho.

A partir da Reforma Trabalhista, o trabalho intermitente foi regulamentado

Diferente de outros modelos de trabalho, nessa modalidade o empregado passa a ter opção de escolha para executar ou não determinado serviço pelo período para que foi convocado.

É possível recusar a prestação de serviço, sem qualquer justificativa ou punição.

3 – Descumprimento do acordo feito

Apesar de ser mais flexível e dar a opção da recusa do trabalho, uma vez que o colaborador aceitar o chamado feito pela empresa, ele acaba assumindo o compromisso de comparecimento.

Logo o descumprimento do acordo a empresa terá o direito de aplicar uma multa de até 50% da remuneração paga.

Essa regra também é válida para a empresa. Caso cancele o serviço de última hora, ela fica responsável por pagar a multa ao funcionário.

4 – Remuneração pelo serviço prestado

As condições de pagamento do trabalho intermitente devem ser registradas em contrato. Entretanto não é só isso. A lei estabelece algumas regras específicas para esse tipo de pagamento.

De acordo com a lei, o pagamento não pode ser superior a 30 dias da prestação de serviço. Devem constar também os valores de DSR, 13° salários, férias e adicionais.

A lei determina ainda que o contratante fica responsável por recolher as contribuições previdenciárias, juntamente com o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e entregar a documentação ao trabalhador.

Você já ficou em dúvida sobre ser contratado pela modalidade PJ (pessoa jurídica) ou pela CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas)? Então confira as diferenças entre elas e como escolher!

Como fica o 13º salário de quem teve jornada de trabalho reduzida?

0
Carteira de trabalho em cima de notas de reais e moedas

O fim do ano chegou e com ele a época do pagamento do 13º salário também. Porém, durante 2020 ocorreram algumas mudanças nas regras trabalhistas por conta da pandemia do coronavírus.

Essas regras refletem diretamente no valor do 13º salário dos trabalhadores. Uma das alterações foi a possibilidade de reduzir a jornada e o salário dos empregados. Além da suspensão dos contratos de trabalho.

É comum ter dúvidas sobre o valor que você receberá do 13º, já que a Lei de nº14.020/2020 não abordou expressamente se haveria diferença no cálculo do subsídio de Natal. Isso tudo a partir das modificações legais ocorridas.

De acordo com uma nota técnica da Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia, ficou decidido que trabalhadores que tiveram a jornada reduzida devem receber o 13º salário e as férias com base na remuneração integral.

Enquanto os que tiveram os contratos suspensos, o pagamento deverá ser proporcional. Deverá ser considerado os meses em que houve 15 dias ou mais de trabalho.

Especialista explica como funcionará o pagamento do 13º salário

A coordenadora da área de Relações de Trabalho e Consumo no escritório Andrade e Silva Advogados, Bianca Dias de Andrade, explicou o motivo de os brasileiros estarem com tantas dúvidas.

“Em razão dessas alterações nos contratos trabalhistas, muitos empregados podem ter ficado por meses sem prestar qualquer tipo de serviço e alguns tiveram ainda redução significativa em sua carga horária. Nesse sentido, várias dúvidas em relação ao pagamento do 13º e uma insegurança jurídica têm surgido.”

A especialista acrescentou que no caso da redução de salário e jornada, não existe tanta controvérsia em relação à necessidade de pagamento da bonificação durante o período. Isso porque da mesma forma que foi reduzida, o empregado continuou prestando serviços.

Porém, sobre os empregados que tiveram a suspensão contratual, existe uma maior divergência de entendimento entre os especialistas.

“Para alguns seria incorreto excluir os meses de suspensão do cálculo do 13º salário, já que a norma não trouxe previsão expressa a esse respeito. Para outros, os meses em que o empregado ficou em suspensão contratual devem ser excluídos do cálculo, já que não houve nenhum tipo de trabalho no período”, comenta Bianca. 

Suspensão contratual não afeta para fins de aposentadoria

Além disso tudo, a advogada explicou que não há como garantir que essa será a melhor medida a ser adotada, tampouco a mais efetiva. Isso porque a legislação é recente e ainda não há um posicionamento pacificado pelos tribunais.

Entretanto, a expectativa neste cenário é que grande parte dos empregadores adotem esse posicionamento, havendo a exclusão dos meses de suspensão de contrato para fins de pagamento do 13° salário.

Tal decisão mediante a um impacto positivo no caixa das empresas. 

O valor do pagamento do 13º salário é uma dúvida de muitos brasileiros

Mas, a advogada destacou que esse período de suspensão contratual não se aplicará para fins de aposentadoria, tampouco haverá recolhimentos previdenciários. Logo, não há discussão sobre pagamento de 13º salário durante este período. 

“Neste caso, se o empregado em determinado mês teve o contrato suspenso por mais de 15 dias, o referido mês não seria incluído para fins de pagamento da gratificação natalina”.    

É possível adiantar o pagamento do 13º salário?

Uma dúvida comum é se tem como antecipar o pagamento do 13º salário. Em meio a muitas distorções, é importante destacar que, sim, é possível solicitar a antecipação do benefício.

É importante destacar que não existe uma lei específica que trate da obrigatoriedade do adiantamento do benefício. Dessa forma, ele se torna uma medida opcional. 

Cabe às empresas estabelecerem de forma detalhada o adiantamento do 13º salário e informar aos funcionários. A CLT diz que “ é vedado efetuar qualquer desconto nos salários do empregado, salvo quando este resultar de adiantamentos (…)”

Além disso, também que não existe um valor máximo de adiantamento. Até porque cada empresa pode elaborar a própria política. De acordo com as convenções de trabalho, há um percentual médio de 40% do salário total.

Vantagens de pedir o adiantamento do 13º salário

-> Aumentar a produtividade no ambiente de trabalho;

-> Favorecer o relacionamento entre trabalhador e empresa;

-> Colaborar com a retenção de talentos;

-> Valorizar os funcionários.

Gostou deste conteúdo? O texto te ajudou a saber mais detalhes sobre o 13º e as mudanças sobre o atual momento mediante a pandemia? Então o compartilhe para que mais pessoas possam ter acesso e conheçam as mudanças.

Veja o que esperar do mercado financeiro em 2021

0
Telão com ações em efeito tremido

Tudo indica que 2021 seja menos turbulento para o mercado financeiro que este ano. Afinal, notícias indicam de que algumas vacinas para a Covid-19 possuem mais de 90% de efetividade.

Aliado a isso, com a eleição americana ainda em destaque, Joe Biden tomou os primeiros passos após a confirmação de sua vitória. O democrata anunciou os 13 especialistas que devem fazer parte de seu conselho consultivo contra a pandemia do coronavírus.

Ele também enfatizou a importância de tomar precauções e alertou que um duro inverno vem pela frente nos Estados Unidos.

Mercado financeiro de olho na política e na economia brasileira

O mercado financeiro segue na expectativa das reformas fiscais. Na política, as atenções seguem voltadas para as disputa presidencial, de 2022.

Em relação a taxa de juros, em 2021, o mercado financeiro espera uma alta. A última pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central aponta mudanças na taxa Selic sendo calculada em 2,75%.

O levantamento mostrou também expectativas para a alta do IPCA. Elas subiram a 3,20% em 2020 e a 3,17% em 2021, respectivamente de 3,02% e 3,11%.

Já as contas para o Produto Interno Bruto (PIB) sofreram leves ajustes, com perspectiva de contração de 4,80% em 2020, de queda de 4,81% vista antes. Em 2021, a economia deve crescer 3,31%, contra 3,34% projetado antes.

Outras estimativas para o mercado financeiro em 2021

  • Dólar: a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 permanece em R$ 5,25. Contudo, espera-se para o final de 2021, uma taxa estável em R$ 5 por dólar;
  • Balança comercial: a projeção do saldo da balança comercial (total de exportações menos as importações) em 2020 caiu de US$ 55,30 bilhões para US$ 55,15 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado subiu de US$ 52,75 bilhões para US$ 53,31 bilhões de superávit;
  • Investimento estrangeiro: a previsão para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2020, subiu de US$ 53,76 bilhões para US$ 55 bilhões. Para o próximo ano, a estimativa foi de US$ 67 bilhões para US$ 68,50 bilhões.
mercado financeiro
As ações da Magazine Luiza são uma grande aposta do mercado financeiro para 2021

As ações da Magazine Luiza são uma grande aposta do mercado financeiro em 2021. A empresa publicou um forte resultado de terceiro trimestre, acima das estimativas e do consenso.

Destaque para a performance do varejo físico, com vendas nas lojas subindo mesmo com a crise do novo conoronavírus e com o crescimento do e-commerce.

Já a mineradora Vale permanece no radar dos especialistas, principalmente, pela geração de caixa robusta que a companhia estabeleceu, em meio a um cenário não tão favorável para o minério de ferro.

Além disso, as intenções da companhia de recomprar parte de suas ações e a possibilidade crescente de um acordo definitivo para reparar a tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais, deixam o mercado mais confiante.

A empresa de telefonia Oi (OIBR3) também é um aposta. Ela tem demonstrado que está disposta a fazer uma reviravolta na companhia.

Dessa forma, tem buscado estratégias e planejamentos para sua reestruturação no mercado.

Deseja investir em ações? Veja um guia completo para começar!

Como é calculado o reajuste de aluguel? Confira!

0
Casa em miniatura e calculadora, em uma mesa de madeira

Todo ano, os locatários são informados sobre o reajuste de aluguel. E, para não ficar no prejuízo, é essencial que você saiba fazer o cálculo exato dessa correção de valores.

Em primeiro lugar, é importante saber que o cálculo do reajuste de aluguel tem como base três principais índices:

  • IPCA – Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA),
  • INPC – Índice Nacional de Preços ao Consumidor,
  • IGP-M – Índice Geral de Preços – Mercado (publicado pela Fundação Getulio Vargas – FGV).

Para fazer o cálculo exato, portanto, é necessário que você esteja atento às informações dos índices citados.

Quando o cálculo do reajuste de aluguel é baseado no IGP-M, é preciso que você analise os dados desse índice.

Além de levar em consideração o valor inicial do aluguel de acordo com o contrato, a data do início e periodicidade do reajuste.

Para saber o reajuste de aluguel, você também pode contar com a calculadora do FinanceOne. Confira:

Índices utilizados para o reajuste de aluguel

Primeiramente é preciso explicar que cada índice mede a inflação sobre uma composição de produtos diferentes. No caso do reajuste de aluguel, os dois índices mais utilizados são o IGP-M e o IPCA.

1 – IGP-M

O IGP-M trata-se do Índice Geral de Preços do Mercado. Nome bastante comum no mercado de imóveis, além de fazer parte do vocabulário de diversos investidores.

Esse índice é calculado todos os meses pela FGV, no qual considera principalmente a variação acumulada dos últimos 12 meses. Para o entendimento do IGP-M, utiliza-se outros três índices:

  • IPA-M – Índice de Preços ao Produtor Amplo Mercado,
  • IPC-M – Índice de Preços ao Consumidor Mercado, que leva em consideração a inflação no varejo;
  • INCC-M – Índice Nacional de Custo da Construção Mercado, cujos dados analisados se referem aos custos do setor de construção.

2 – IPCA

O IPCA trata-se de um índice mais específico, uma vez que o IGP-M é relacionado a um conjunto de diversos outros índices.

Também conhecido como Índice de Preços para o Consumidor Amplo, trata-se do valor que mede o custo de vida das famílias que recebem entre um e 40 salários.

3 – INPC

A alteração na locação também pode ser efetuada a partir do INPC.

Nesse caso, leva-se em consideração famílias que apresentam um rendimento entre um e cinco salários, compreendendo do primeiro ao último dia do mês, assim como os outros índices.

Como calcular a taxa do reajuste de aluguel?

O reajuste de aluguel é feito de acordo com uma taxa de inflação, que é livremente pactuada pelas partes no contrato de locação.

Outra regra: o reajuste não pode ser feito com base no salário mínimo, deve acompanhar um indexador oficial.

reajuste de aluguel
Os inquilinos com contrato por fazer aniversário em breve podem ter um reajuste de aluguel cerca de 18% no valor

Para calcular a taxa do reajuste de aluguel, é necessário saber o mês de aniversário de contrato e qual a taxa de inflação foi escolhida no contrato.

Considerando que a taxa seja o IGP-M, o cálculo ficaria da seguinte forma:

Valor novo do aluguel = Valor atual multiplicado pela taxa IGP-M do mês de aniversário do contrato, acumulada nos últimos 12 meses.

Vale ressaltar que o IGP-M sofre forte influência do dólar e de produtos de exportação como minério de ferro e soja. Ou seja, só em setembro, de acordo com a FGV, subiu 4,34%.

Com o resultado, o índice acumula alta de 14,4% no ano e de 17,94% nos últimos 12 meses. Isso significa que os inquilinos com contrato por fazer aniversário em breve podem ter um reajuste de cerca de 18% no valor do aluguel.

Ficou preocupado? Confira dicas para negociar o aluguel e garantir o melhor contrato!

Quais as barreiras para inclusão de negros no mercado financeiro?

2
duas pessoas negras em um ambiente de trabalho

“Não se aceitam pessoas de cor”. Essa frase era bastante comum em anúncios de emprego até 1950, como descreve Abdias do Nascimento em seu livro “O genocídio do negro brasileiro: processo de um racismo mascarado”. A frase, no entanto, deixou de ser usada no ano seguinte, quando a Lei Afonso Arinos foi aprovada para combater o racismo no país.

Mas, como observou Abdias em seu livro, mesmo com a Lei aprovada, “tudo continuou na mesma”, já que os patrões passaram a buscar pessoas de “boa aparência”.

Passaram-se anos desde que o livro de Abdias, uma das vozes mais importantes pelos direitos dos afrodescendentes no Brasil, foi publicado. De lá para cá, muitas empresas adotaram processos seletivos voltados para negros, outras começaram a aderir aos programas de diversidade.

O próprio país, inclusive, estabeleceu uma política pública e consolidou as cotas raciais em 2012 com a Lei nº 12.711. Mesmo assim, as barreiras da discriminação continuam e a inclusão de negros no mercado financeiro é desigual.

Cofundadora da Nubank diz ser “difícil” contratar líderes negros

Recentemente, a fala da cofundadora da Nubank, Cristina Junqueira, teve uma repercussão negativa. Em entrevista ao Roda Viva, programa da TV Cultura, ela disse ser “difícil contratar líderes negros, devido a alta exigência para esses cargos do banco”.

Questionada sobre a contratação de minorias, ela ainda completou dizendo que “não poderia nivelar por baixo e que esses profissionais não conseguiriam trabalhar com os outros times da empresa”. Após receber críticas sobre a fala, a empresária publicou um vídeo pedindo desculpas.

“Queria pedir desculpas, [porque] acho que não me expressei da melhor maneira. É super importante a gente ter uma comunicação clara. Queria agradecer todo o feedback que está vindo, a repercussão que isso está tendo porque todo mundo tem o que aprender”, disse.

Após a polêmica envolvendo a fintech e a cofundadora, a Nubank lançou um programa de inclusão racial e diversidade.

No entanto, esse episódio acende uma questão: por que há tanta dificuldade em inserir negros no mercado financeiro?

Como 54% da população no Brasil é negra, a falta de pessoas não é uma justificativa. E projetos geridos por pessoas negras para pessoas negras vêm ganhando espaço no mercado financeiro. Conheça alguns deles.

+ O que é Black Money e como funciona

Negros no mercado financeiro: conheça o Movimento Black Money

O racismo estrutural foi o que levou à criação do Movimento Black Money, mais conhecido como MBN. O projeto foi criado em 2017 e traz para a população negra soluções como maquininha de pagamento (a pretinha), marketplace e o banco digital, chamado de D’ Black Bank.

O objetivo principal do MBN é incluir os negros que não são atendidos pelos bancos tradicionais de forma adequada.

Durante a pandemia, o Movimento Black Money criou o programa “Impactando Vidas Negras”, o qual cedeu uma espécie de auxílio emergencial para a população.

homem negro de roupa social acessando gráficos em um tablet
Movimento para inclusão de negros no mercado financeiro está em crescimento

O programa conseguiu financiamento de R$500 mil da B3 e de R$200 mil através de crowdfunding.

Conheça sobre o projeto acessando o site do MBM.

Educação Financeira é o pilar de projetos financeiros voltados para negros

Banco Afro é outra iniciativa de instituição financeira para negros. Para o fundador, Diego Reis, o ponto mais importante é o impacto gerado.

A instituição financeira surgiu de um coletivo chamado Grupo Afro Empreendedor e evoluiu após chegar a 20 mil empreendedores em todo o Brasil. Em 2019, o banco entrou em operação, visando oferecer contas digitais, meio de pagamento e microcrédito.

A operação da empresa se baseia em quatro pilares:

  • educação financeira;
  • bancarização das classes C, D e E;
  • distribuição de renda;
  • fortalecimento do black money.

Conheça mais sobre o Banco Afro no site.

Além disso, outra instituição de pagamentos é o Afrobank, que quer ensinar ao seu público como gastar de maneira consciente.

Uma pesquisa realizada pela Central Única das Favelas (CUFA) mostrou que, durante a pandemia, 49% dos negros deixaram de pagar alguma conta.

A iniciativa do Afrobank busca ainda a autorização para atuar como instituição financeira, mas já tem uma base de clientes: são 7 mil nomes listados para abertura de contas.

Conheça mais sobre a iniciativa no site do Afrobank.

Como conseguir diminuir a desigualdade de negros no mercado financeiro?

O fim da desigualdade racial no Brasil ainda está longe de se tornar uma realidade. Mas o caminho para mudar esse quadro e democratizar o acesso da população negra ao mercado financeiro é, além de oferecer oportunidades, entender que o racismo impacta na organização econômica.

Silvio de Almeida, professor da Mackenzie e da FGV de São Paulo, exemplificou isso dizendo que “sem levar em conta como raça e gênero estruturam a sociedade, combinadas a questão de classe, é impossível fazer um diagnóstico econômico e político da desigualdade”.

Além disso, ele também pontuou que “(…) o racismo é normalizado pelo próprio funcionamento das instituições”.

A atriz, produtora e ativista americana, Viola Davis, também falou sobre a importância da criação de oportunidades no evento Cidadão Global deste ano:

“Se não há oportunidades, você é invisível. Não importa o quanto você trabalha, o quanto você é talentoso. Todas as pessoas com grandes potenciais vão para o túmulo. Se não criamos espaço para todos trazerem seu potencial interior, ideias, talentos e inteligência, não vamos saber que as pessoas existem. Uma pessoa que ganhou cinco Oscars teve os papéis que tornaram isso possível. Sem eles, estaria apenas nadando no oceano”, disse.

7 erros bem comuns de quem deseja guardar dinheiro e como evitá-los

0
Calculadora, moedas espalhadas e cofre de porquinho em um ambiente de madeira

Os brasileiros não sabem guardar dinheiro. É o que mostra o levantamento da Confederação Nacional dos Lojistas e do SPC.

De acordo com o estudo, mais da metade dos brasileiros (52,1%) não tem o hábito de poupar. Contudo, durante a pandemia do novo coronavírus, isso ficou ainda mais difícil.

A proporção de famílias endividadas, medida pela Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), chegou a 66,5% em setembro. Dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

No entanto, melhorar essa situação pode ser mais fácil que parece. Isso envolve mudanças de hábitos, luta contra estímulos a gastos e consumo e, em alguns casos, até determinadas privações.

Pensando nisso, FinanceOne lista os erros comuns de quem deseja guardar dinheiro. A ideia é que você evite cometê-los e se transforme em um poupador com excelentes resultados. Confira!

Erros comuns de quem deseja guardar dinheiro

1 – Não adotar um fundo de emergência

Não adotar um fundo de emergência é um erro grave para quem deseja guardar dinheiro. Essa reversa servirá para os contratempos que possam surgir, além de funcionar como um hábito para salvar dinheiro mensalmente.

Especialistas na área aconselham que seja poupado mensalmente cerca de 10% do salário.

2 – Não saber quais são os seus gastos

Um segundo equívoco é não saber quais são as suas despesas mensais. Afinal, se você não tem controle sobre com o que gasta e como está empregando o próprio orçamento, dificilmente terá a capacidade de traçar metas de economia e levá-las adiante.

Logo, é importante rever essa postura e adotar uma maior organização na sua rotina.

Para tanto, crie uma planilha de gastos e passe a anotar religiosamente todas as suas movimentações financeiras, os respectivos valores delas e a qual segmento elas estão ligadas.

3 – Gastar com supérfluos

Sabe aquele café da manhã que você toma na padaria próxima ao trabalho? Ou então aquelas idas extras ao supermercado para comprar lanche?

Essas pequenas ações de compra fora do necessário são chamadas de supérfluos e geralmente são as grandes inimigas na hora de guardar dinheiro.

4 – Deixar todo o dinheiro na conta corrente

O quarto erro bastante comum é manter o seu dinheiro na conta corrente, incluindo aquele que está sendo poupado com tanto esforço.

A razão disso é bem simples: com esse valor sempre disponível e facilmente acessível, aumenta a tentação de gastá-lo e a falsa certeza de que depois você repõe ele.

O problema é que isso se torna um hábito e quando você se dá conta tudo o que economizou já foi embora. Por isso, o melhor é separá-lo, seja guardando-o na poupança, seja investindo-o para que renda e aumente as suas reservas.

5 – Esquecer de despesas periódicas

Existem aqueles gastos que a gente sabe que vai ter todos os anos: IPVA, IPTU, e outras. Enfim, são gastos que a gente sabe que vão acontecer e por isso podemos nos preparar para eles.

guardar dinheiro
Monitorar o orçamento é fundamental para guardar dinheiro

Uma boa dica de planejamento é ajustar o orçamento para esses gastos que não são “imprevistos”. Outra orientação é dividir o valor por 12 meses e poupar o valor necessário para quitar à vista.

6 – Utilizar os créditos mais caros e fáceis

As pessoas endividadas geralmente possuem dívidas nas modalidades mais caras: o cheque especial ou o rotativo do cartão de crédito. Tendo esse tipo de dívidas, a chance de agravar sua situação é muito alta.

Não tendo a necessidade de ficar cara a cara com o gerente, por se sentir constrangido em relação as dívidas, as pessoas priorizam a utilização dos créditos mais caros por conta dessa comodidade.

Porém, essa facilidade prejudica as pessoas que não conseguem manter suas contas em dia. Devido aos altos juros dessas modalidades, o que era uma simples postergação do pagamento pode se tornar uma “bola de neve” e dificulta guardar dinheiro.

7 – Falta de planejamento financeiro

Muitas pessoas não utilizam um planejamento financeiro. A ausência dessa ferramenta é uma causa muito comum de dívidas e mais dívidas.

Para sanar o problema, você deve utilizar uma planilha de orçamento mensal. Por meio dela você saberá exatamente onde está gastando o seu dinheiro e nunca mais ficará a mercê dos acontecimentos.

O planejamento financeiro fará com que você gaste conforme seus objetivos. Através do planejamento você irá identificar o que priorizar dentro de seu orçamento (objetivos e sonhos de curto, médio e longo prazo).

Você já praticou ou pratica alguns desses erros cometidos pelas pessoas endividadas? Veja como fazer um planejamento financeiro!