Na última semana, o Governo de São Paulo anunciou o programa Bolsa do Povo Educação, que vai dar auxílio financeiro a mais de 20 mil pais e responsáveis de alunos da rede estadual de ensino.
Vão ganhar a ajuda de custo pessoas que prestarem serviço nas escolas. Será um benefício mensal de R$500, que a princípio será pago pelo período de seis meses. O início das atividades será em agosto.
Os pais e responsáveis que participarem vão atuar principalmente no acompanhamento de protocolos sanitários utilizados por causa da pandemia, garantindo o retorno presencial seguro para estudantes e funcionários.
A medida faz parte de uma série de anúncios do governo estadual para o enfrentamento à pandemia do coronavírus.
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Como fazer inscrição no programa Bolsa do Povo Educação?
O prazo para realizar inscrição foi aberto no último dia 19 e vai até 31 de julho. Os interessados devem fazer o cadastro no site do Bolsa do Povo, que foi criado especificamente para o programa.
Na página, basta clicar em “Como Participo?”, na parte superior direita da tela. E depois escolher o programa clicando no botão “Educação” e em seguida “Se Inscrever”.
Para concluir o cadastro, além de alguns dados pessoais, é preciso fornecer o número de registro do aluno (R.A). Esse número pode ser fornecido pela própria escola onde o estudante está matriculado.
Ao todo, os candidatos inscritos passarão por cinco etapas de seleção. Isso mesmo, não é todo que se inscreve que vai ser convocado (são 20 mil vagas). E as etapas são:
- Inscrições.
- Convocação e realização das entrevistas.
- Divulgação dos aprovados nas entrevistas.
- Publicação da lista de selecionados.
- Contratação.
Após as inscrições, os candidatos serão entrevistados pelas próprias unidades de ensino. Depois da aprovação das escolas, as Diretorias de Ensino vão fazer a validação para efetivar contratações a partir de 16 de agosto.
Mas atenção: quem não for aprovado de primeira, ainda poderá ser selecionado para as vagas remanescentes, desde que cumpridas as exigências mínimas do Programa. As inscrição para essas vagas serão abertas futuramente.

Quem pode participar? Quais são os requisitos?
O Bolsa do Povo Educação vai contratar responsáveis legais de estudantes matriculados na rede pública estadual de ensino.
No entanto, o foco principal dessa e de outras medidas de auxílio do Estado, são as pessoas em situação de vulnerabilidade social. Por isso, é preciso estar desempregado há, pelo menos, três meses para poder participar.
Requisitos obrigatórios para fazer inscrição:
- Ser o responsável legal por um aluno matriculado na rede estadual (só poderá participar um responsável por família);
- Estar desempregado há pelo menos três meses;
- Ter entre 18 e 59 anos;
- Morar próximo à unidade escolar (raio de até 2 km).
Além desses requisitos que são fundamentais, o governo estadual estabeleceu alguns critérios que são considerados “preferenciais”.
Ou seja, provavelmente as pessoas que se encaixam neles terão prioridade. Mas mesmo quem não se enquadra nesses critérios pode participar, desde que preencha os requisitos listados acima.
Os critérios preferenciais são:
- Estar cadastrado no CadÚnico;
- Ser mãe de aluno da rede estadual;
- Ter filho estudando na escola de interesse;
- Proximidade entre endereço residencial e escola;
- Maior idade.
Ou seja, qualquer pessoa desempregada com aluno matriculado nas escolas públicas estaduais pode participar do Bolsa do Povo. Mas mães, pessoas de baixa renda etc terão preferência.
Como mencionado na lista, um critério preferencial é que o responsável tenha filho estudando na escola de interesse. Por isso, na hora de informar no cadastro em qual escola gostaria de atuar, pode ser mais vantajoso optar por aquela onde seu filho estuda.
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Como vai funcionar o trabalho e o pagamento do auxílio?
Os pais e responsáveis selecionados para o programa devem começar a trabalhar em agosto, após terem passado por uma entrevista na unidade escolar.
O Bolsa do Povo Educação prevê jornada de trabalho de 4 horas por dia, totalizando 20 horas por semana. A bolsa mensal de R$500 será paga pelo tempo de vigência do contrato, que será de seis meses.
A principal atividade que essas pessoas deverão realizar nas escolas será o acompanhamento de protocolos sanitários de combate à Covid-19.
Ou seja, limpeza e desinfecção dos locais, manutenção do álcool em gel, acompanhamento do uso de máscaras pelos alunos etc. Mas outras atividades de limpeza e auxílio em geral poderão ser realizadas também.
O estado não informou quais escolas receberão as novas pessoas para trabalhar. Mas disse que, em média, serão dois pais e responsáveis contratados por unidade, a depender da necessidade de cada uma.
Você tem um filho ou conhece quem tenha filho matriculado nas escolas públicas do Estado de São Paulo? Então não deixe a oportunidade passar, compartilhe este conteúdo!
























