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Instituição Financeira e de Pagamento: veja qual a diferença

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imagem da fachada do Banco Central

Com o surgimento de fintechs e tantas outras tecnologias bancárias, é comum a existência de termos diferentes que fujam de nossa compreensão. Um desses, é a diferença entre instituição financeira e instituição de pagamento.

Por mais que de algum modo elas estejam inseridas dentro do mercado de serviços financeiros, saber a diferença entre as nomenclaturas é essencial. Afinal de contas, é a partir dessa classificação que se define sua hierarquia dentro do Sistema Financeiro Nacional.

Mas você sabe qual a diferença entre os tipos de serviços prestados por cada uma delas? Continue lendo para entender e saiba nos que elas se distinguem.

O mercado de fintechs no Brasil

Primeiramente, as fintechs são empresas da área de serviços financeiros com processos inteiramente baseados em tecnologia. O nome surge da união de dois termos em inglês: financial (financeiro) e technology (tecnologia).

De acordo com um estudo publicado em novembro de 2020, atualmente, o Brasil concentra cerca de 50,5% dos negócios de fintechs na América Latina.

A pesquisa também revela que o mercado brasileiro de fintechs movimentou, entre 2015 e 2018, um total de quase US$2,5 bilhões em acordos de investimento e outras negociações com startups financeiras.

Isso significa que 64% da população ativa digitalmente no Brasil aderiu rapidamente a este tipo de serviço prestado.

O modelo desburocratizado, aliado a taxas menores e facilidade de crédito, atraiu mais pessoas a adotar instituições financeiras digitais no lugar de bancos tradicionais.

O que muita gente não sabe é que fintech é um termo que pode se aplicar também a empresas que prestam serviços de crédito, empréstimos, investimentos e crowdfundings.

Mas nesse momento, vamos apenas nos dedicar apenas as fintechs de pagamento. Vamos as diferenças!

instituição-de-pagamento-tecnologia
As fintechs desburocratizaram muitos processos que antes só eram realizados presencialmente.

Instituição Financeira: o que é?

A Instituição Financeira (IF) é uma intermediadora entre o cliente e algum tipo de serviço do mercado financeiro, como: a aquisição de um financiamento, empréstimo ou a realização de investimentos.

Podemos apontar como exemplos de Instituições Financeiras as corretoras de valores, os bancos de investimentos e os bancos múltiplos.

A resolução 4.657/18, emitida pelo Banco Central do Brasil, permite incluir as fintechs no rol das instituições financeiras mediante aprovação da autarquia.

De acordo com essa legislação, as fintechs podem atuar em duas vertentes: como sociedade de crédito direto (SCD) ou sociedade de empréstimos entre pessoas (SEP).

A SCD são empresas que realizam operações de crédito com recursos próprios por meio de plataformas eletrônicas.

Já o SEP viabiliza as operações de crédito entre pessoas conhecidas como peer-to-peer lending, uma modalidade de economia compartilhada.

E a Instituição de Pagamento?

Já as instituições de pagamento (IP) oferecem serviços de compra, venda e movimentação de recursos voltados para pagamentos. Mas elas não oferecem empréstimos ou financiamentos aos seus clientes.

Isso quer dizer que as instituições de pagamento possibilitam a realização de pagamentos sem que o usuário tenha um relacionamento com instituições bancárias ou financeiras.

O Banco Central estabelece normas rígidas na atuação das IPs, que precisam ter um alto nível de segurança. Então, a certificação das Instituições de Pagamentos e o controle de sua atuação proporcionam segurança e agilidade para os clientes, em todos os produtos e serviços oferecidos.

Em 2018, o Banco Central emitiu a circular n° 3.885, que aplica novas regras para as instituições de pagamento.

Ou seja, através dessa circular, tornou-se possível que empresas tradicionais tivessem suas próprias fintechs.

Operações realizadas por Instituições de Pagamento

As instituições de pagamento dão a possibilidade de realizar pagamentos sem que o seu usuário tenho um relacionamento com instituições bancárias ou financeiras.

Geralmente, esse modelo de organização oferece os seguintes serviços:

  • saque ou aporte de recursos financeiros mantidos em conta de pagamento;
  • gerenciamento de contas;
  • pagamentos;
  • efetuar remessa de fundos;
  • conversão e credenciamento de moedas físicas e eletrônicas;
  • pagamento de benefícios de colaboradores etc.

Um exemplo disso é a Bank10, uma Instituição de Pagamento que oferece soluções completas e flexíveis para a sua empresa, sendo revolucionária na indústria de serviços financeiros, como o Bank as a Service.

Ela oferece produtos que simplificam processos. Dessa forma, reduz custos e faz com que a empresa funcione de forma mais inteligente e transparente.

O diretor da Bank10, Rodolffo Adriano Roriz Araújo, afirma que a empresa está preparada para traçar estratégias específicas para cada tipo de negócio.

“Hoje atendemos as necessidades de empresas dos mais variados segmentos e tipos. De fintechs a empresas do varejo, contamos com soluções financeiras personalizadas”.

Gostou do nosso conteúdo? Confira agora quais são as 16 melhores fintechs brasileiras.

Com Selic a 2,75%, como ficam os investimentos em renda fixa?

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Montagem de gráfico com bandeira do Brasil ao fundo e uma ilustração de moeda

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central elevou a taxa básica de juros da economia: selic a 2,75%. O aumento já era esperado por parte dos analistas do mercado financeiro e deve movimentar os investimentos em renda fixa.

Este foi o primeiro aumento da taxa Selic desde 2015, e a decisão foi unânime. Entretanto, o Copom informou em comunicado que deve manter a trajetória de alta da Selic na próxima reunião com um novo aumento de 0,75 ponto percentual.

Analistas do mercado preveem que a taxa termine 2021 em 4,5% ao ano e 2022 em 5,5% ao ano. Ou seja, investimentos de renda fixa voltam a ser atrativos.

É o que afirma o diretor executivo da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira. Segundo ele, à medida que a Selic sobe, os investimentos atrelados a juros sobem também.

“Tanto a poupança vai ganhar um pouco mais, já que o rendimento da modalidade corresponde a 70% da Selic, quanto os fundos de renda fixa e CDBs que têm a taxa como referência”, explica Miguel José Ribeiro de Oliveira.

Contudo, por enquanto as aplicações mais conservadoras da renda fixa, em sua maioria, continuarão perdendo para a inflação. Os fundos DI não só terão rendimento abaixo da inflação, mas perdem para a poupança em quase todos os cenários, segundo simulação feita pela Anefac.

Ainda segundo cálculos da associação, a poupança, que rende 70% da Selic + TR (atualmente zerada), passa a ter rendimento de 1,93% ao ano, e de 0,16% ao mês.

Apenas fundos com taxa de administração inferior a 0,5% superam a poupança — e mesmo assim, em aplicações de prazo superior a dois anos.

Especialista explica que o mais importante é a curva de juros

O Banco Central elevou pela primeira vez desde agosto de 2015 a taxa básica de juros da economia, a Selic a 2,75% ao ano. Com isso, é claro que as operações pós-fixadas, aquelas que são atreladas ao CDI, passam a ter uma valorização maior.

Contudo, segundo o economista e sócio-diretor da Galapagos WM, Arnaldo Curvello, o mais importante quando a gente pensa em renda fixa não é olhar a taxa Selic propriamente dita e sim prestar atenção no comportamento da curva de juros.

Curvello afirma que quando se olha a curva de juros no Brasil ela tem não só essa alta, mas está embutindo diversas altas na taxa Selic. Só como comparação, é possível fazer uma aplicação de um título no mercado futuro, um título de dois anos pré-fixado, hoje, por volta de 6,5% ao ano.

“Então mesmo com a alta de 0,75 na Selic, você consegue aplicar dois anos acima de 6%, a 6,5% ao ano, que embute todos os possíveis movimentos, ou a expectativa de altas que o mercado coloca na taxa Selic mais um prêmio de risco. Portanto, quando a gente fala de renda fixa, mais importante do que olhar a Selic, a não ser quer você tenha títulos pós, é olhar o comportamento da taxa de juros futura”, explica Arnaldo Curvello.

Como fica a rentabilidade de investimentos com a Selic a 2,75%?

Ao considerar a Selic a 2,75%, como fica um investimento de R$1 mil na poupança e Tesouro Selic? A resposta é que a poupança tem melhor rendimento.

Durante seis meses e uma aplicação com esse valor, a poupança teve o valor de R$1.009,58. Já o Tesouro Selic apresentou o valor de R$1.008,30.

Em um cenário de investimento, durante 12 meses a poupança teve o valor de R$1.019,25. O Tesouro Selic, por sua vez, apresentou rendimento de R$1.017,20.

No longo prazo, a poupança também apresentou melhor rendimento, conforme o levantamento. Em uma aplicação de duração de 30 meses, a poupança teve rendimento de R$1.048,82. Já o Tesouro Selic, apresentou o valor de R$1.046,32.

Contudo, quando o assunto é investimento de curto prazo, ou seja, por até seis meses, a poupança segue mais rentável do que um CDB de grande banco (que paga 90% do CDI) ou fundo DI (com taxa de administração de 0,5%).

A advogada Daniele Akamine, da Akamines, especialista em Economia da Construção Civil, acredita que, a longo prazo, caso as previsões de a Selic fechar o ano em 4,5% se confirmem, o mercado imobiliário pode começar a sentir os efeitos.

Selic em alta: quais ações se beneficiam?

Neste cenário de Selic a 2,75%, há alguns setores ganhadores na Bolsa. A XP Investimentos diz que os Bancos são diretamente beneficiados devido à diferença entre o custo de captação e os juros cobrados dos clientes, atrelado ao spread bancário.

Segundo agência, com uma alta na taxa básica de juros, bancos tendem a aplicar uma taxa maior em empréstimos, porém o reajuste nos custos de captação é mais lento. Em outras palavras, a diferença entre o que os bancos recebem e pagam fica maior.

A XP ressalta que com a alta na Selic, o dólar tende a cair – o que beneficia empresas importadoras. Esse movimento acontece pela diferença dos juros entre o Brasil e outros países.

selic a 2,75%
A Selic deve encerrar 2021 a 2,88% na mediana das projeções e 2022 a 4,0%

Por outro lado, empresas que podem ser impactadas negativamente por juros mais baixos são principalmente as que têm maior endividamento.

Setores que operam com capital intensivo e que precisam financiar seus projetos, tendem a ver a sua dívida aumentar ainda mais com a alta da Selic. Além disso, a subida na taxa de juros tende a desestimular o consumo.

Portanto, empresas de setores como varejo, elétrica e locação de veículos tendem a ser as mais afetadas pela subida de juros.

Mercado passa a ver Selic mais alta

O mercado passou a ver a taxa básica de juros mais alta tanto neste ano quanto em 2022, de acordo com a pesquisa Focus do Banco Central.

O levantamento semanal mostrou que a Selic passou a ser estimada agora em 3,25% em 2021 e em 4,75% em 2022, respectivamente de 3% e 4,50% na semana anterior.

Entretanto, para o Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, a Selic deve encerrar 2021 a 2,88% na mediana das projeções e 2022 a 4%, contra 3% e 4% respectivamente antes.

Este conteúdo te ajudou? então, confira também quais investimentos se tornam mais rentáveis com a alta da SELIC, compartilhe com seus amigos e familiares e continue acompanhando nossos conteúdos!

Como procurar emprego na quarentena?

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imagem de uma pessoa segurando o currículo

O número de brasileiros desempregados bateu recordes e chegou a 13,4 milhões de pessoas em 2020, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IGBE). Por isso, muitas pessoas começaram e continuam a procurar emprego na quarentena.

Mas será que é possível conseguir uma vaga durante a pandemia?

A resposta é sim, mas você precisará ter paciência e determinação. É importante frisar que conseguir uma recolocação profissional nesse momento pode ser difícil, mas não é uma tarefa impossível.

Se você quer procurar emprego na quarentena, a dica é conseguir indicação para vagas de emprego. Por isso, entre em contato com amigos e colegas que estejam atuando na área.

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Para procurar emprego na quarentena é preciso ter muita paciência e dedicação.

7 dicas para procurar emprego na quarentena

Se você está a procura de emprego na quarentena, saiba que com algumas dicas as suas chances de recolocação profissional podem ser maiores.

Confira algumas que o FinanceOne separou para lhe ajudar.

1) Cadastro digital

As áreas de cadastros de currículos das empresas não fecham nunca. Por isso, aproveite o tempo livre em casa para realizá-las no maior número de instituições.

Muitas empresas atualmente recrutam empregados de acordo com seu banco de talentos, então a dica é sempre procurar pelo link “Trabalhe Conosco” e preencher os dados, mesmo que não haja vaga para a sua área.

+ Formas criativas de gerar renda na quarentena

2) Atualize o seu currículo

Você deve ter a preocupação de manter seu currículo atualizado na hora de procurar emprego. Lembre-se que nele você mostra às empresas todas as suas competências, objetivos, experiências e formação.

É importante ressaltar que suas informações devem se apresentar de forma concisa, de maneira que facilite a vida do recrutador.

Além disso, revise o seu currículo, esteja atento aos erros de português e a formatação. E caso tenha dificuldade em elaborar um bom currículo, siga esse passo a passo.

3) Procure se qualificar

Você pode e deve aproveitar a quarentena para se qualificar!

Na internet existe uma infinidade de cursos para qualificação profissional, muitos deles gratuitos. Eles são oferecidos por várias instituições de ensino para ajudar quem está em casa.

Grande parte dos cursos conta com certificado. Pesquise na internet, se inscreva e comece a turbinar o seu currículo para procurar emprego na quarentena.

4) Empresas de recrutamento

Outra dica é procurar os principais sites de empresas que trabalham com recrutamento e seleção de candidatos.

Além de divulgar vagas, elas também possibilitam que você realize o seu cadastro e mantenha sempre um currículo atualizado.

A maioria delas conta com um sistema automatizado, logo, permitem que você participe da referida vaga apenas confirmando participação com os seus dados que estão ali, atualizados. Sem a necessidade de anexar currículo ou de enviar um e-mail, por exemplo.

5) Faça Networking

Networking nada mais é do que uma rede de contatos profissional. Ou seja, são aquelas pessoas que podem te auxiliar e te indicar na hora que surgir uma vaga.

Por isso, se você está em busca de um primeiro emprego ou de recolocação no mercado de trabalho, a hora é de ir atrás de pessoas, amigos e conhecidos que possam lhe ajudar.

emprego-na-quarentena
Criar ou reforçar contatos profissionais é uma ótima ferramenta para procurar emprego na quarentena.

Você não precisa ser chato e nem apelativo, mas só é lembrado quem é visto, não é?

Então procure, pergunte, busque o interesse, fale que está em busca, ou até mesmo se ofereça, caso veja que se encaixa em determinado perfil de vaga.

6) Procure nas redes sociais 

As redes sociais também podem ser muito bem exploradas por quem procura emprego na pandemia.

Antes de tudo, esqueça qualquer balela de que é um lugar somente de informações fúteis e memes. Pelo contrário, muita gente consegue emprego por lá.

Inclusive, o LinkedIn é uma ótima ferramenta para isso. Diversas empresas fazem recrutamento de novos profissionais nesta rede e divulgam ótimas vagas por lá.

Além disso, há vários perfis no Instagram sobre o assunto e grupos no Facebook que podem ajudar nesse momento. Mas atenção, tenha muito cuidado e fique atento aos golpes.

7) Abrace o home office

Se você ainda não o conhece, está perdendo uma ótima chance. Principalmente porque muitas empresas durante a pandemia abraçaram o modelo de trabalho remoto, ou como todos conhecem, o home office, que ganhou muita força nesse período de pandemia.

Essa pode ser uma excelente chance de você conseguir uma oportunidade no mercado.

Contudo, para isso, é preciso que você tenha, pelo menos, um computador com acesso à internet, pois a maior parte das oportunidades é administrativa e precisa dessas duas ferramentas.

A boa notícia é que não faltam oportunidades, sobretudo, para pessoas com disponibilidade no home office.

A flexibilidade é grande e você consegue adaptar as suas atividades com outras funções durante o dia. Ah, e nada impede de você ter dois empregos no futuro.

Gostou dessas dicas? Este conteúdo lhe ajudou de alguma forma? Então que tal compartilhá-lo nas redes sociais e com os amigos para que mais pessoas tenham acesso?

Ah, e não deixe de conferir 7 sites para conseguir emprego sem sair de casa.

Criptomoedas para iniciantes: quais são e como funcionam as moedas digitais

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Símbolos das criptomoedas em uma montagem

Neste artigo vamos explicar o que são as criptomoedas para iniciantes. É simples: elas são moedas digitais. Isso significa que elas não existem fisicamente, estão presentes apenas no ambiente virtual.

Com ela é possível comprar e vender pela internet: diferente de outras moedas, como o dólar, euro ou o próprio real, o bitcoin só existe e pode ser utilizado virtualmente ou em lojas físicas que aceitarem a criptomoeda como pagamento.

A primeira criptomoeda a circular no ambiente digital foi o bitcoin. Ele surgiu em 2009 através de um programador que nunca revelou sua real identidade, mas seu pseudônimo é Satoshi Nakamoto.

Uma característica muito importante que ajudou para seu sucesso: ela é descentralizada. Ou seja: não tem regulamentação de nenhum governo, empresa ou banco. Com isso, é possível comprar e vender bitcoins sem intermediários.

Cada país tem uma legislação diferente em relação às criptomoedas. No Japão, a criptomoeda já é aceita como forma legal de pagamento. Já na Colômbia, o uso de criptomoedas é considerado ilegal.

No Brasil, as criptomoedas são classificadas como bens – como um carro ou uma casa, por exemplo -, mas não como moeda. Por isso, há cobrança de imposto em cima do valor informado na declaração anual do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF).

Como funcionam as criptomoedas?

As moedas digitais possuem um complexo mecanismo por trás. E vamos explicá-los em etapas. Ou seja, informações importante sobre criptomoedas para iniciantes.

Afinal, o bitcoin é baseado em um sistema de criptografia. É esse sistema que garante o funcionamento das transações, que acontecem de maneira anônima.

1 – Produção

O software instalado na máquina de uma pessoa funciona como um registro não apenas de suas próprias atividades, mas também de transações realizadas em todo o mundo. É assim que moedas como o Bitcoin conseguem se manter imunes de tentativas de derrubada.

Eles não possuem um servidor central, já que cada usuário funciona simultaneamente como cliente e servidor. Trata-se da famosa tecnologia P2P ou peer to peer, também muito empregada para o compartilhamento online de arquivos do tipo torrent.

Em outras palavras, para derrubar um sistema como o Bitcoin, seria necessário eliminar todos os seus usuários e não apenas um servidor central.

2 – Como comprar?

Há três formas de adquirir bitcoins e demais criptomoedas:

1 – Aceitar como pagamento no seu negócio;
2 – Comprar de alguém que tenha bitcoins ou em uma corretora de criptomoedas;
3 – Ou minerando bitcoins.

Dessas três, a mais simples e rápida é por meio de uma corretora.

3 – Comprovantes de transações

Em vez dos bancos, existe um sistema chamado blockchain, onde ficam registradas publicamente todas as transações realizadas em criptomoedas. Porém, todas as informações sobre as “contas” de cada usuário ficam sigilosas e guardadas com segurança.

+ O que é Shiba Inu? Saiba como funciona a criptomoeda

Cuidados antes de investir

Neste guia de criptomoedas para iniciantes não podia falar quais cuidados tomar antes de investir nesse mercado. A primeira dica é fugir de promessas de ganhos fáceis.

Nos últimos anos, diversos golpistas surgiram no mercado oferecendo promessas de ganhos fáceis e garantidos para seus clientes. Muitas dessas organizações eram organizações criminosas que afirmavam investir em criptomoedas, mas roubavam o dinheiro dos clientes.

Portanto, fique longe desses golpistas e entenda que, no mercado de renda variável, como também é o das criptomoedas, é impossível prever ou garantir qualquer tipo de rentabilidade.

Outro ponto de atenção é: estude o mercado e saiba o que você está fazendo. Assim como qualquer outro tipo de investimento, você precisa entender o que está fazendo antes de aplicar.

Nas criptomoedas, porém, essa é uma obrigação fundamental, porque as chances de você perder dinheiro no curto prazo são enormes.

Por fim, reflita se você realmente precisa de mais risco. Afinal, as criptomoedas são consideradas um dos ativos mais voláteis do mercado financeiro.

Por isso, antes de investir, vale a pena refletir se você está disposto a correr tanto risco e se de fato precisa correr esse risco.

O mercado de ações, por exemplo, oferece grandes possibilidades de ganhos e também conta com uma alta volatilidade, principalmente quando falamos em small caps. Por isso, é recomendável refletir se você realmente precisa correr mais risco para atingir seus objetivos.

criptomoedas para iniciantes

Quais são as principais criptomoedas?

Atualmente, existem mais de 5 mil criptomoedas, que competem entre si para oferecer as melhores funcionalidades e uma tecnologia mais avançada de pagamentos. O preço de cada criptomoeda é basicamente definido pela lei de oferta e demanda.

Por ser um mercado completamente livre e descentralizado, os ativos oscilam de forma mais forte, o que resulta em uma alta volatilidade.

1 – Bitcoin

Bitcoin (BTC) é a mais conhecida das moedas digitais.

2 – Bitcoin Cash

O Bitcoin Cash (BCH) é uma nova versão do Bitcoin original, criada mais recentemente – em agosto de 2017. Ela foi desenvolvida numa tentativa de aperfeiçoar a primeira moeda, que conta com taxas consideradas elevadas e demanda um tempo grande de processamento de cada operação.

3 – Ethereum

O Ethereum foi criado para ser uma super-rede mundial de computadores capaz de executar as mais diversas tarefas de forma autônoma e não-censurável. Ao mesmo tempo, a rede possui sua própria criptomoeda, funcionando também como meio de troca, além de possível forma para se armazenar valores.

4 – Tether

Ao contrário do Bitcoin e outras moedas digitais, o Tether (USDT), lançado em 2014 por uma empresa de mesmo nome, é uma stablecoin, porque tem lastro em uma moeda física. A proposta dessa criptomoeda é de manter uma paridade com o dólar americano.

5 – Ripple

O Ripple (XRP) é um protocolo de pagamento distribuído criado em 2011. Uma característica da sua plataforma é suportar na sua rede outros tokens representando moedas tradicionais e até outros bens. A ideia é que o sistema permita realizar pagamentos seguros e instantâneos.

6 – Litecoin

O Litecoin (LTC) foi criado em 2011 e tem muitas características semelhantes ao Bitcoin. A principal diferença está no processo de mineração, que busca reduzir o tempo necessário para confirmar transações feitas com a moeda.

Quais são as expectativas para o futuro?

A verdade é que os especialistas estão bastante divididos quando o assunto é o futuro das criptomoedas. Enquanto uns consideram tamanha popularidade em fenômeno passageiro, outros afirmam que elas chegaram para ficar e que a tendência é que cada vez mais pessoas se envolvam.

Contudo, grandes players já começam a indicar e aceitar o ativo. Recentemente, em nota, o JPMorgan sugere a alocação de parte da carteira de investimento em bitcoin, como forma de diversificação e proteção do portfólio.

Segundo os especialistas do banco, a recomendação é de apenas 1% do valor total de investimentos, para minimizar riscos de eventuais quedas no preço da criptomoeda.

Outro sinal de que essa tendência veio para ficar é a implementação das moedas virtuais por diversas empresas, como é o caso da Mastercard.

A empresa afirmou que integrará as criptomoedas à sua rede ainda este ano. Atualmente, a companhia já oferece transações usando o bitcoin, mas isso é feito em parceria com fornecedores que convertem o ativo em moeda tradicional.

Este conteúdo te ajudou? Ficou alguma dúvida? Comente aqui e deixe a sua sugestão!

4 mitos e verdades sobre prescrição de dívidas que você precisa saber

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Homem sentado com mão na cabeça olhando para papéis e família sentada no sofá no fundo

É muito comum escutar por aí “não vou pagar essa conta porque depois de cinco anos vai acontecer a prescrição de dívidas”. Mas será que isso é mesmo verdade? A resposta é sim. Mas, isso não significa que o seu nome vai ficar limpo com a empresa.

Isso acontece caso a empresa não entre em contato ou cobre o valor da dívida por meio da justiça. Caso isso aconteça, depois de cinco anos o consumidor não é mais obrigado a pagar a conta.

Um dos motivos que levam os brasileiros a contrair dívidas é não saber como gerenciar as finanças, gastando mais do que podem e recebem. 

Para se ter uma ideia, durante a pandemia da Covid-19, o número de brasileiros inadimplentes aumentou, chegando a 26,3% no mês de julho. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Mas também existem verdades e mitos sobre a prescrição de dívidas. Por isso, é importante estar atento a todas as informações que você recebe.

Conheça 4 mitos e verdades sobre a prescrição de dívida

O advogado e especialista em Direito do Consumidor e sócio-fundador da Holtz Associados, Plauto Holtz, defende a importância de se manter atento às cobranças das dívidas, principalmente se elas acontecerem após o tempo de prescrição.

“A principal dica é verificar se a dívida realmente existe. Além disso, também é importante se certificar se já passou 05 anos do vencimento. Não forneça dados pessoais, bancários e muito menos endereço via telefone. Nunca se sabe quem está do outro lado da linha, se realmente é a Instituição ou se são golpistas”, explica.

Para te ajudar a entender melhor sobre o assunto, o especialista separou quatro mitos e verdades que você precisa saber. Confira abaixo!

MITO: A empresa pode continuar cobrando após a prescrição da dívida

É importante você saber que as dívidas têm prazo de cinco anos a partir do vencimento para que elas sejam cobradas na justiça. Após esse prazo e com a dívida prescrita, as empresas não podem cobrar do cliente novamente.

“Mesmo após a prescrição, muitos consumidores continuam sendo cobrados de dívidas por mais de 10, 15 anos. Isso é algo que não pode acontecer”, defende Plauto.

VERDADE: mesmo com dívida, o consumidor continua tendo direitos a não ser violados

O especialista explica que, mesmo com dívidas, o consumidor continua tendo direitos que não podem ser violados. Estes, não são esquecidos junto com a dívida mesmo após cinco anos ou durante o período.

Por isso, mesmo que ela vá embora ou continue por um tempo, é preciso permanecer de olho para não ser pego desprevenido por nenhuma empresa.

Como trocar dívida cara por uma mais barata e economizar?
Existem diversos mitos e verdades sobre a prescrição de dívida, por isso é importante estar atento

Por exemplo, o especialista diz:

“O fornecedor não pode cobrar o consumidor publicamente, pelas redes sociais, por exemplo. Além disso, ele também não pode ter seu horário de descanso e nem de trabalho violado com cobranças insistente”, explica Plauto Holtz.

MITO: Consumidor não pode entrar com ação judicial se o fornecedor continuar cobrando a dívida após anos dela estar prescrita

Essa é uma das maiores mentiras que o consumidor ouve por aí. Há muita pressão por parte das empresas e burburinhos que sempre colocam o cliente em uma situação delicada, mas há amparos.

Se uma empresa continuar cobrando a dívida mesmo após ela estar prescrita há anos na justiça, o consumidor pode, sim, entrar com ação judicial.

“A continuação das cobranças após anos acontece muitas vezes. Por exemplo, se você está sendo cobrado de uma dívida vencida há mais de 5 anos, o fornecedor fica ligando várias vezes em um único dia para cobrar, enviam cartas de cobranças com ameaças judiciais e penhoras de bens, o consumidor está no direito de entrar com uma ação para cessarem as cobranças. Além de estarem cobrando algo que não existe mais, ações como essas configuram perturbação rotineira”, disse Holtz..

VERDADE: Consumidor pode sofrer golpes por meio de dívidas que já foram prescritas

Infelizmente essa afirmação é verdadeira. E é bem comum acontecer por aí, ainda mais com golpes digitais, que pegam muita gente desprevenida.

É até difícil de acreditar que alguém pode aplicar golpe em cima de dívidas, mas o especialista diz que:

“Isso é uma realidade. Os estelionatários se valem de informações de bancos de dados para aplicarem golpes, cobrando o consumidor de dívidas prescritas, ou muitas vezes, que sequer existem e já foram pagas. Por conta disso, é necessário manter a atenção e nunca passar dados pessoais ou bancários”, conclui o especialista.

E aí, agora que você já sabe desses 4 mitos e verdades, você já passou por alguma situação parecida? Compartilhe nos comentários e envie o conteúdo para alguém que precisa saber do assunto.

Saiba o que fazer em caso de exclusão da atividade no regime MEI

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pessoa escrevendo em uma folha com um celular e notebook no lado

Quem trabalha no regime MEI sabe da importância de ter a atividade correta para poder exercer o seu trabalho. E, nos últimos anos, o Governo Federal tem realizado uma redução das ocupações que são permitidas ao microempreendedor individual.

É por isso que os empreendedores precisam estar muito atentos para não serem pegos de surpresa e evitar futuras dores de cabeça.

Saber o que fazer nesses casos é fundamental para evitar que você seja penalizado de alguma forma pelo governo. Vale ressaltar ainda que depois que é realizada a exclusão da atividade do regime MEI, a norma passa a valer no mês seguinte.

O que é ser MEI?

Para quem não sabe, o microempreendedor individual (MEI) foi criado para que os trabalhadores informais sejam legalizados.

Por esse motivo, foi criada a Lei Complementar de nº 128/2008 que tem como objetivo formalizar as atividades desenvolvidas. Além de diminuir as burocracias existentes para a criação de uma empresa no Brasil.

Passo a passo: como começar a empreender
É preciso estar sempre atento para saber se a sua atividade ainda existe no regime MEI

Assim como os outros regimes, como o CLT, o regime MEI também conta com alguns critérios. O principal deles é o faturamento que deve ser de até R$81 mil por ano.

. Ultrapassou o limite do MEI? Saiba o que fazer!

Vale ressaltar ainda que quem quer se tornar MEI não pode ser sócio, administrador ou titular de outra empresa.

Tive minha atividade excluída no regime MEI. E agora?

Você é um microempreendedor individual e foi surpreendido com a sua atividade desse regime excluída? Fique tranquilo, pois é possível regularizar a sua situação e, para isso, vamos te dar algumas opções.

Uma das primeiras coisas a ser feita é solicitar a alteração da atividade para uma semelhante. Também é preciso fazer as adequações necessárias para que você possa permanecer no regime MEI.

E como fazer isso? Olhando a lista de atividades que são permitidas atualmente,  encontrada no site do Portal do Empreendedor.

Porém, se você não achar nenhuma atividade que se enquadre na sua profissão para se registrar existem outras duas opções para manter a sua empresa funcionando. Confira quais são:

-> Encerrar as atividade do seu MEI; 

-> Alterar a sua empresa para microempresa.

Quem opta pela segunda opção, a tributação e a administração da empresa vão mudar de forma consideravelmente. Por isso, é importante avaliar sua empresa e escolher a melhor forma de tributação para ela.

Além disso, o desenquadramento da atividade do MEI deve ser solicitada por meio de uma comunicação obrigatória ou de ofício, caso a ocupação deixe de ser permitida no MEI.

A comunicação deve ser realizada da seguinte forma:

I – por opção, a qualquer tempo, em aplicativo disponibilizado no Portal do Simples Nacional, produzindo efeitos a partir de 1º de janeiro do ano-calendário subsequente, salvo quando a comunicação for feita no mês de janeiro, quando os efeitos do desenquadramento dar-se-ão nesse mesmo ano-calendário; (Redação dada pela Resolução CGSN nº 76, de 13 de setembro de 2010)

O que é a Microempresa (ME)? 

Esta é a segunda opção para o microempreendedor individual que precisa sair da rota MEI após a exclusão de sua atividade. Para isso, ele poderá alterar a classificação da sua empresa para microempresa.

No entanto, para que isso se concretize e tenha formalidade, é preciso entender o que é, como funciona e quais são as regras. Antes de qualquer mudança envolvendo o Simples Nacional, a Receita ou qualquer órgão federal, é preciso atenção para não cair em penalizações.

Este segundo modelo, está diretamente relacionado à empresa que é fundada e administrada por uma pessoa, ou seja, o proprietário. Ela é bem parecida com o MEI, mas, agora, o empreendedor passa a ter novas obrigações.

O registro do ME pode ser feito com quem tem uma receita bruta de até R$360 mil. O cadastro deve ser realizado junto aos órgãos públicos responsáveis pelo registro de empresas. O objetivo é obter licenças necessárias na prefeitura, Junta Comercial e Secretaria da Fazenda.

Quanto aos impostos que precisarão ser pagos, dependerá do regime tributário escolhido. É preciso verificar se será pelo Simples Nacional, Lucro Real ou Lucro Presumido.

MEI pode receber seguro-desemprego, FGTS e PIS?

Uma dúvida de muita gente é sobre os benefícios do MEI e se eles acabam quando se entra em um regime celetista, ou vice versa. Entre eles, estão o seguro-desemprego, FGTS e PIS.

FGTS: O Fundo de Garantia é um direito de quem trabalha em regime CLT. Portanto, quem é microempreendedor e está com o CNPJ ativo não recebe esse benefício.

Mas, se a pessoa trabalhou como celetista e tem um FGTS para receber, poderá retirá-lo. Mas, esse trabalhador não pode ter sido demitido por justa causa.

Seguro-desemprego: se você é trabalhador com carteira assinada e tem cadastro como MEI ativo, tem grandes chances de não receber o seguro-desemprego. O governo compreende que quem tem um empreendimento tem condições de se manter financeiramente mesmo após ser demitido.

Mas, essa regra pode ser contornada se o CNPJ não gerar nenhum lucro. 

PIS: microempreendedor não tem direito a receber o abono salarial do PIS. 

No entanto, se a pessoa tem carteira assinada e usa o CNPJ como uma atividade secundária, poderá receber se estiver enquadrada nas regras da Caixa Econômica, que são:

  • ter cinco anos ou mais de cadastro no PIS/PASEP;
  • ter recebido remuneração média de, pelo menos, dois salários mínimos durante o ano-base considerado para apurar o benefício;
  • ter seus dados informados pelo empregador (pessoa jurídica) na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do ano-base;
  • ter exercido atividade remunerada para uma pessoa jurídica durante, pelo menos, 30 dias consecutivos no ano-base da apuração.

Este conteúdo te ajudou? Então deixe a sua opinião e compartilhe com outras pessoas que precisam saber mais detalhes sobre MEI.

Renda fixa: confira guia completo para você começar a investir

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Pessoa desenhando um cifrão em um caderno com xícara ao lado

A Renda Fixa é o investimento mais procurado por investidores iniciantes, de acordo com a B3. Boa parte deles buscam segurança na hora de aplicar seu dinheiro.

Como nos investimentos em geral, esta categoria também oferece ativos com perfis de riscos e objetivos variados. E se você está querendo começar a aplicar o seu dinheiro na modalidade, antes é importante entender mais a fundo sobre o tema.

Quer conhecer mais sobre essa opção? Então venha conferir neste artigo os pontos mais importantes sobre a renda fixa e tome decisões mais assertivas com seu dinheiro!

Por isso, neste guia completo vamos explicar com detalhes como funciona essa modalidade, bem como dar dicas de como investir nela.

Mas o que é renda fixa?

Renda fixa é o termo usado para classificar investimentos fixados por algum indexador e a rentabilidade pode ser previsível enquanto o dinheiro está aplicado.

Este tipo de investimento é conhecido por possuir menores riscos associados, quando comparados aos de renda variável.

Eles funcionam como um empréstimo do seu dinheiro para o emissor. Em troca, você recebe uma taxa de rentabilidade fixa, que é definida no momento da compra.

Esta remuneração é conhecida por quem investe, sendo que a renda fixa é baseada em dois tipos de rendimentos:

  • Prefixado: o dinheiro investido rende a uma taxa exata;
  • Pós-fixado: o dinheiro investido rende a uma taxa que é variável, por isso, o investidor apenas conhece o valor inteiro ao final.
  • Híbridos: são aqueles investimentos que mesclam as duas modalidades anteriores. Uma parte da remuneração é fixa e a outra é indexada a um indicador.

Razões para investir na modalidade

A renda fixa é ideal para quem deseja ter uma segurança para sua reserva de emergência. Ao contrário dos investimentos em renda variável, o cálculo de retorno é protegido contra flutuações do mercado e atrelado a indicadores sólidos.

Além disso, a maior parte das aplicações em Renda Fixa é protegida pelo Fundo Garantidor de Créditos. Mesmo que o seu banco venha a falir, o FGC confirma o reembolso de até R$250 mil por CPF.

Outra característica importante é a sua liquidez. Esse termo se refere à facilidade que o investidor tem de transformar a sua aplicação em dinheiro: ou seja, de receber o seu montante investido de volta.

Outro ponto que vale destacar é que dentro da mesma categoria, existem opções de curto, médio ou longo prazo. Também há investimentos pós ou prefixados, isentos de Imposto de Renda ou não.

Além disso, ainda é possível encontrar alternativas privadas ou públicas e com liquidez diária ou não.

7 tipos de investimentos da modalidade

Os investimentos em renda fixa são divididos em diversas opções. Como você já pôde perceber, é possível emprestar dinheiro para o governo, para bancos e até mesmo para grandes empresas.

A seguir, você vai conhecer os principais tipos de investimento desse grupo:

1 – Poupança

Você já investiu na renda fixa e nem sabia, pois a caderneta de poupança é um dos investimentos que compõem essa modalidade.

A remuneração da poupança é calculada no Brasil de duas formas: a poupança velha e a poupança nova. Todos os depósitos feitos a partir de 4 de maio de 2012 seguem as regras da poupança nova.

Poupança antiga:

  • 0,5% ao mês + TR

Poupança nova (Selic como base):

  • igual ou inferior a 8,5% a.a. – poupança paga 70% da Selic + Taxa Referencial (TR);
  • superior a 8,5% a.a. – poupança paga 0,5% ao mês + Taxa Referencial (TR).

2 – Tesouro Direto

Os títulos públicos são emitidos pelo Tesouro Nacional por meio de um programa chamado Tesouro Direto. A principal finalidade da sua criação foi criar um canal acessível para que as pessoas físicas pudessem emprestar recursos para o Governo Federal.

Esse dinheiro é destinado para pagar a dívida interna. Isso mesmo, por meio dos títulos públicos você financiará o governo e em troca receberá o valor que emprestou acrescido de juros.

O Tesouro Direto é o investimento ideal para quem quer dar o primeiro passo no mercado financeiro. Esse investimento é o mais seguro entre as aplicações. Afinal, o tomador de recursos é o mesmo órgão que emite moeda.

Aplicar em títulos públicos é possível através de bancos e corretoras. Mas atente-se! Algumas instituições cobram uma taxa de administração que não é obrigatória. Abaixando assim a sua rentabilidade.

Mas há também a taxa de custódia obrigatória cobrada pela B3, bolsa de valores brasileira. Seu valor é de 0,25% a.a. e sua cobrança ocorre duas vezes ao ano.

3 – CDB

No Certificado de Depósito Bancário (CDB), o investidor também irá emprestar dinheiro sobre o pagamento de juros, mas o tomador do crédito nesse caso são os bancos e as instituições financeiras. Assim como no exemplo anterior, as aplicações em CDB seguem a tabela regressiva do Imposto de Renda.

Existe CDB com liquidez diária, ou seja, que pode ser resgatado no mesmo dia. Uma boa opção para quem busca um investimento com rentabilidade melhor do que na poupança, mas não pode abrir mão do acesso rápido ao dinheiro em uma emergência.

4 – LCI/LCAA

Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) são títulos privados emitidos por instituições financeiras com o objetivo de captar recursos para o financiamento do setor imobiliário e do setor agrícola.

Assim, ao investir nesses ativos, os seus recursos serão destinados ao desenvolvimento dessas indústrias no país através da tomada de crédito.

Tanto a LCI como a LCA são isentas da cobrança de Imposto de Renda para pessoas físicas, já que o objetivo dessas Letras é atrair investidores e reunir recursos para esses setores.

A remuneração pode ser: prefixada, percentual (%) do CDI, CDI + spread ou atrelada ao índice de preços, como o IPCA ou o IGP-M.

5 – Debêntures

Você deve imaginar quantas empresas precisam de dinheiro para se financiar, não é mesmo? As debêntures são um mecanismo para isso. Ao invés de procurarem instituições financeiras para pegar empréstimos, as organizações podem emitir títulos de dívida.

Assim como nas modalidades anteriores, onde você empresta dinheiro para o governo ou bancos, na aplicação em debêntures você irá financiar empresas. Por isso, em geral, apresentam rentabilidades maiores.

Mas é importante lembrar que essas aplicações não são garantidas pelo FGC. E apenas as debêntures incentivadas, normalmente de empresas de setores de infraestrutura, possuem isenção de IR.

6 – Letras de câmbio

Assim como nas debêntures, as letras de câmbio também são ofertadas por empresas, mas, neste caso, empresas do ramo financeiro, as chamadas financeiras.

Os rendimentos nesta modalidade são tributados pela tabela regressiva do Imposto de Renda e os aportes contam com cobertura do FGC em até R$ 250 mil.

A remuneração pode ser: prefixada, percentual (%) do CDI, CDI + spread ou atrelada ao índice de preços, como o IPCA ou o IGP-M.

7 – CRI/CRA

O Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) e o Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) são títulos emitidos por securitizadoras.

O rendimento nessas modalidades tende a ser maior, assim como os riscos. Não há cobertura do FGC e existe a cobrança de IR e IOF de pessoas físicas para os dois títulos.

O aporte inicial para esses papéis costuma ser mais expressivo, mas a boa notícia é que existem fundos de CRI e de CRA no mercado, tornando o valor por cota acessível a um grupo maior de pessoas. Com R$100 é possível se tornar cotista de fundos CRI e CRA.

A remuneração pode ser: prefixada, percentual (%) do CDI, CDI + spread ou atrelada ao índice de preços, como o IPCA ou o IGP-M.

renda fixa
Mesmo com alta na Selic, renda fixa ainda perde para a inflação, mas continua sendo interessantes para o curto prazo e para guardar uma parte da reserva de emergência

Imposto sobre renda fixa

Seus investimentos podem ser marcados por alguns tipos de taxas e conhecê-las é importante para saber qual o nível de risco do investimento:

Selic: a Selic é uma taxa definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom). É usada como taxa de juros em empréstimos, além disso, existem variações e existe uma margem de risco.

CDI: Os CDIs são Certificados de Depósitos Interfinanceiros ou Interbancários, exclusivos para bancos. O valor da taxa do CDI é feito com base nas taxas negociadas. Quando um investimento é baseado no CDI ele é mais seguro, já que essa taxa se mantém durante todo o tempo do investimento.

IPCA: IPCA é o Índice de Preços para o Consumidor Amplo. O IPCA é medido mensalmente pelo IBGE. É o que diz se a inflação subiu ou baixou. Também é variável, então, tem maior risco do que o CDI.

Outro ponto a se considerar sobre a renda fixa: não é um risco. É apenas um fato, a maioria dos investimentos cobram imposto de renda.

Afinal, vale a pena investir?

À primeira vista, a Renda Variável pode parecer mais vantajosa do que a Renda Fixa por fornecer melhores chances de ganhos. Contudo, é preciso cuidado com essa ideia.

No mercado financeiro, o retorno de um ativo costuma ser proporcional ao seu risco. Ou seja, quanto maior o retorno possível, maior o risco.

Com isso, investir em Renda Fixa ou Renda Variável vai depender do seu perfil de investidor.

Você sabe quais são os investimentos com isenção do Imposto de Renda? Confira aqui!

Confira 6 vantagens de trabalhar em um coworking

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Sala de um Coworking moderno

O coworking é uma tendência de local de trabalho em crescimento. E quem é profissional liberal ou freelancer sempre tem a dúvida se é melhor trabalhar em coworking ou em home office.

Essa dúvida é comum porque o profissional precisa de um lugar para fazer as atividades e as duas alternativas oferecem boas vantagens.

É importante pensar em qual dos ambientes faz mais sentido no contexto atual da sua vida profissional. Vale ressaltar que trabalhar em coworking é uma forma de evitar as distrações frequentes que acontecem quando se está em casa.

Por outro lado, pode significar perder a liberdade de trabalhar de pijamas e pode acabar sendo um custo extra. Mas também existem outros pontos a serem considerados na hora de escolher um espaço de coworking.

Muitas pessoas ainda têm dúvidas se devem ou não alugar um espaço para trabalhar em coworking. Para te ajudar, é preciso pensar nas vantagens que esse tipo de lugar irá lhe oferecer. Confira alguns benefícios abaixo!

1) Maior produtividade

Uma das maiores vantagens de se trabalhar em coworking é poder realizar as suas atividades sem se distrair.

Isso porque, quando você trabalha em casa, está mais suscetível a se distrair com a TV, comer e até mesmo ver séries e filmes.

Em um espaço de coworking não tem nenhuma dessas distrações, além de existirem outros profissionais por perto. Com isso, você não vai procrastinar como poderia acontecer em casa.

2) Possibilidade de aumentar as vendas

Uma das vantagens de trabalhar em ambientes compartilhados é o networking. Ao sair de casa, começa a criar possibilidades de conhecer novos clientes. E quando está em casa, é mais difícil conhecer pessoas novas.

Ao trabalhar ao redor de outros profissionais, sejam eles freelancers ou não, e startups, você acaba ganhando a oportunidade de colaborar ou oferecer os seus serviços.

E também ter um escritório físico e uma sala de reuniões a sua disposição é um grande diferencial para lhe ajudar a conquistar cada vez mais clientes. Isso pode ocasionar, até mesmo, o aumento do preço dos seus serviços.

3) Mais networking

Todo profissional que se preze ama fazer um networking e sabe da sua importância para um mercado muito dinâmico. E trabalhar em um coworking possibilita aumentar ainda mais essa rede.

plataformas de afiliados vendas
Trabalhar em um espaço coworking pode trazer diversos benefícios para o profissional

E fazer networking não se baseia apenas em conhecer pessoas, mas mantê-las no seu ciclo de contatos para novos projetos e oportunidades.

Já pensou, por exemplo, você um dia precisar de um redator para a sua empresa, e lembrar que já conheceu um e tem o contato?

4) Flexibilidade

Mais uma vantagem do coworking é a flexibilidade, pois não há nenhum vínculo seu com o local que te prenda ali. Isso mesmo, por mais que você possa contratar pacotes de x dias ou meses, é possível parar de usar e frequentar, ou deixar de ir, sem nenhuma preocupação.

Dessa forma, praticamente você pode ter um escritório a sua disposição para quando precisar, ainda mais em emergências e urgências, como reuniões e encontros corporativos.

5) Mais criatividade

Outro ponto positivo no coworking é que você pode ter insights muito maiores e um aumento no nível da sua criatividade, né?

Afinal, às vezes o home office não se compara com um espaço criativo e cheio de novidades e inovação. Os pequenos detalhes ajudam e muito.

6) Segmentação

Ah, e o coworking atualmente não é uma opção que tem abrangido a qualquer pessoa. Geralmente apenas quem pode arcar com este custo, quando não é gratuito, é que escolhe.

Além disso, o público acaba sendo mais segmentado. O ambiente é silencioso e aconchegante. Por isso, você pode ter excelentes resultados.

Como se instalar em um coworking?

Na maioria das vezes, quem deseja se instalar em qualquer espaço para trabalhar em coworking precisa primeiramente fazer uma pesquisa. Procure quais locais que disponibilizam de um serviço completo, confiável e seguro.

Depois, entre em contato e verifique quais são os planos disponíveis. Confira se são opções mensais, semanais ou diárias. E, a partir disso, faça o seu cadastro.

Fique atento porque geralmente as exigências, disponiiblidades e valores podem varias de acordo com a quantidade de horas que você necessita para trabalhar no local.

Os planos por horas trabalhadas são aqueles que proporcionam uma maior flexibilidade. Os profissionais costumam optar por essa alternativa pois não ficam presos a qualquer eventualidade e podem alternar entre seus horários disponíveis.

Gostou de saber sobre essas vantagens? Você já utilizou um coworking? Então que tal compartilhar essa matéria para que outras pessoas saibam e conheçam todos esses benefícios?

Confira 12 passos para guardar dinheiro para viajar

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viajar com milhas

Viajar é algo que todo mundo ama, não é mesmo? Ainda que seja algo que muitos amem, poucos são os que conseguem realizá-la. Afinal, existe todo um planejamento financeiro antes. Confira agora 12 dicas para guardar dinheiro para viajar!

Certamente, juntar dinheiro é uma tarefa árdua que exige muitos sacrifícios. Demanda muita disciplina e autocontrole. Principalmente em viagens, já que envolve muitos custos e dentro de um orçamento financeiro, não é uma prioridade.

Por mais que planejar uma viagem seja uma tarefa simples, existem gastos com documentação, hospedagem, passagens, alimentação e aquela reserva para qualquer tipo de imprevisto.

Não importa o quanto você ganha, é possível economizar através de pequenas atitudes sem que te prejudique e cause uma grande diferença em seu orçamento mensal.

Este é o momento ideal para se planejar, sobretudo, em tempos de pandemia. Muitos brasileiros estão barrados de entrar em outros países e há ainda estados brasileiros com restrição de entrada para turistas. Então, já salve esse post e leia nossas dicas!

guardar-dinheiro-para-viajar
Guardar dinheiro para viajar pós-pandemia tem sido uma escolha frequente

1 – Corte despesas desnecessárias

Comer pizza ou almoçar num restaurante chique, às vezes, não faz mal a ninguém. Mas em excesso, pode prejudicar o seu orçamento, já que esses gastos costumam ser os verdadeiros vilões da sua economia.

Nesse sentido, evite comer fora ou pedir delivery e passe a preparar suas próprias refeições. Além de mais saudável, você pode, por exemplo, economizar um bom dinheiro.

2 – Faça um brechó com o que não usa mais

Ainda na onda de desapego, procure por peças, sapatos e outros itens que podem despertar o interesse de outras pessoas.

Plataformas como o Enjoei e grupos em redes sociais exclusivos para venda e troca de itens são de grande valia nesse momento.

3 – Progresso é progresso

Poupar dinheiro pode ser uma tarefa difícil, mas ver os seus frutos de perto é algo que motiva demais.

Monitore sempre que possível a quantidade que você já conseguiu poupar para não desistir no meio do caminho.

4 – Economize com o plano de celular

Hoje em dia, muitos locais já possuem wi-fi aberto para uso livre do público.

Então, optar por não recarregar o celular em alguns meses pode trazer um bom retorno financeiro.

5 – Viaje em períodos de baixa temporada

Viajar na baixa temporada pode ser uma alternativa para quem quer viajar para algum local que costuma ser muito caro ou fora de seu orçamento.

Muitas agências de viagem têm aproveitado o período de pandemia para vender pacotes com o preço baixo para daqui há algum tempo. Então, aproveite esse momento!

6 – Compre as passagens numa promoção que realmente valha a pena

Seguindo a mesma lógica das viagens em baixa temporada, comprar passagens em promoção pode aliviar o seu orçamento. Por isso, fique atento e use sites de monitoramento de preço.

Horários de pouca adesão de público, como a madrugada, costumam render muitas promoções desse tipo.

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A dica chave para comprar passagem barata é pesquisar e monitorar os preços

7- Procure por trabalhos freelancer ou realize horas extras

Já explicamos aqui no FinanceOne algumas dicas para gerar renda extra em home office.

Uma opção para quem não consegue se dedicar a um segundo emprego é cumprir horas extras em seu trabalho. Mas só faça isso se o seu emprego permitir horas extras, ok?

8- Invista seu dinheiro

Em vez de guardar esse dinheiro na poupança, coloque o seu dinheiro num investimento mais rentável.

Assim, ele pode se multiplicar e tornar a tarefa mais fácil.

9- Organize seu orçamento mensal pode te ajudar a guardar dinheiro para viajar

Estipule um valor máximo para o pagamento de contas e tente seguir a risca. Uma opção bem interessante é limitar o valor de cartão deo crédito, aproveitar ao máximo a iluminação natural e evitar outros gastos. Por isso, faça um planejamento financeiro doméstico.

10- Fique atento ao câmbio

Caso opte por um destino internacional, fique atento aos dias de menor cotação.

Se possível, escolha destinos onde a moeda é mais barata para que o seu dinheiro renda mais.

11 – Pontos de cartão de crédito podem te ajudar a guardar o dinheiro das passagens

Muitos cartões de crédito utilizam os pontos para fidelização de clientes. E uma alternativa muito bacana é que você pode converter esses pontos para milhas.

Entre em contato com seu operador de cartão e veja se é possível.

Às vezes, a quantidade de milhas não é suficiente para a viagem inteira, mas elas podem abater o custo total das passagens.

12 – Aproveite para se divertir com custo zero

Por fim, aproveite para se divertir gastando nada. Você pode assistir a algum filme, correr, fazer um pic-nic numa praça ou aproveitar a presença de seus amigos.

Dá para ser feliz gastando muito pouco, então aproveite as chances. E pense sempre, que toda essa economia te renderá a viagem dos sonhos.

Gostou do nosso conteúdo? Confira agora os 6 destinos mais baratos para viajar em 2021.

Copom eleva a taxa Selic de 2% para 2,75% ao ano. Entenda!

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Folha sobre uma mesa com documentos de investimentos

O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou nesta quarta-feira, 17, a decisão de elevar a taxa Selic para 0,75 ponto porcentual. Assim, a taxa passa de 2% para 2,75% ao ano.

Esse aumento era esperado por parte dos especialistas do mercado financeiro, que esperavam um crescimento de 0,5 ponto porcentual. Dessa forma, o valor divulgado foi acima do que estava previsto.

É importante frisar que esse é o primeiro aumento em quase seis anos e, a decisão foi unânime para o crescimento no valor da taxa. Porém, no mercado ainda não era unânime qual valor seria elevado.

Os analistas preveem que a taxa Selic continue aumentando. A previsão é que ela feche 2021 em 4,5% ao ano. E em 2022, a taxa chegue a 5,5% ao ano.

O Copom justificou o aumento afirmando que o cenário atual da economia não pede “grau de estímulo extraordinário”. E acrescentou que as expectativas de inflação superam a meta no “horizonte” da política monetária.

“Na avaliação do comitê, uma estratégia de ajuste mais célere do grau de estímulo tem como benefício reduzir a probabilidade de não cumprimento da meta para a inflação deste ano, assim como manter a ancoragem das expectativas para horizontes mais longos”, afirmou o Copom em nota.

Taxa Selic teve último aumento em julho de 2015

A última vez que a Taxa Selic havia sido elevada pelo Copom foi em 29 de julho de 2015. Na época, a taxa básica passou de 13,75% para 14,25% ao ano. Mas três meses depois, começou o ciclo de corte que estava acontecendo até o momento.

Para se ter uma ideia, foram realizados nove cortes seguidos de quatro manutenções na taxa Selic. E este pode ser o início de um novo ciclo: o de aumento.

Tesouro Selic negativo
Com o novo aumento da Taxa Selic, a previsão é que o ano termine em 4,5% ao ano.

E por que existe a previsão de novos aumentos na taxa básica de juros até o final do ano? São diversos fatores que podem elevar a taxa. Vamos a eles:

-> Economia fraca;

-> Inflação subindo cada vez mais;

-> Alta do dólar diariamente;

-> Aumento dos gastos públicos por causa da pandemia.

Taxa Selic pode impactar o setor imobiliário?

Diversos fatores e setores podem ser impactados com o aumento da Taxa Selic. Um deles, inclusive, é o setor imobiliário – que foi um dos que mais se beneficiou com o anterior patamar baixo, se mantendo aquecido no último ano.

É importante destacar que a Selic foi o principal propulsor para o sucesso do mercado imobiliário em 2020 – mesmo com a crise econômica nos demais setores impactados pela pandemia do novo Coronavírus.

Entretanto, com o mercado em alta na Selic, preocupa a flutuação que vai impactar o setor. Outro ponto é se os financiamentos imobiliários vão encarecer daqui para frente. 

De acordo com Bruno Gama, CEO da CrediHome, mesmo com previsão de alta, o mercado imobiliário não deve ser impactado e os preços de imóveis não irão sofrer grandes reajustes. 

“Apesar de uma previsão de flutuação, a Selic deve ficar no patamar abaixo de 5%, e flutuar entre 2% e 4%. Isso permite que toda a base da cadeia imobiliária nacional continue sendo beneficiada, incluindo o incorporador e construtor que consegue tomar um crédito mais acessível para iniciar uma obra, trazendo  impacto direto no custo geral da construção. O comprador final também se beneficia, porque tem um acesso ao crédito mais barato. Por exemplo, um financiamento imobiliário hoje em 2021 tem basicamente a metade do custo final de um financiamento imobiliário de cinco anos atrás, ou seja, ele paga menos juros. Com isso, o cenário do setor continua positivo”, pontua Gama.

E você, como recebeu essa notícia? Na sua opinião, a Taxa Selic impactará muitos setores com o seu aumento? Deixe sua opinião e compartilhe este artigo para que mais pessoas tenham acesso ao conteúdo!