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Cartão de crédito Nubank, Inter ou SX: confira o comparativo

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imagem de uma pessoa manuseando máquina de cartão

Opções de cartão de crédito no mercado não faltam e ter dúvidas sobre qual é o melhor para você e as suas necessidades é comum. Por isso, comparar os cartões que estão disponíveis é a melhor forma de escolher o ideal para você.

E são diversos fatores que devem ser analisados neste momento, como por exemplo: anuidade do cartão de crédito, se a sua renda mensal é compatível com a opção escolhida, as taxas de juros, entre outros.

Aqui neste artigo, você vai conferir sobre três cartões de crédito que contam com diversas vantagens para os clientes, são eles: Nubank, Inter e Santander SX.

Veja o comparativo dos cartões de créditos

Está pensando em contratar um desses cartões, mas não sabe qual escolher? O FinanceOne fez um comparativo dos três bancos. Confira!

Conheça o cartão de crédito do Nubank

O Nubank é considerado um dos bancos digitais com mais clientes no momento. O roxinho, que é amado pelos brasileiros, surgiu no mercado justamente oferecendo aos clientes somente o cartão de crédito.

O cartão internacional Nubank Mastercard conta com diversas facilidades e segurança para os usuários. Uma das vantagens é que você pode ter acesso a todos os gastos e um controle por meio do aplicativo do banco.

Outro benefício é que os clientes que antecipam as parcelas do cartão ganham desconto diretamente no aplicativo. Além disso, o cartão de crédito não tem taxas e anuidade.

+ Cartão de crédito virtual: o que é e para que serve?

Ao se tornar cliente do Nubank, você também pode criar uma conta bancária digital. Ela também não cobra tarifas e todo o processo para abertura é simples, fácil e prático, assim como o cartão de crédito.

A vantagem da Nuconta é que todo dinheiro depositado nela rende 100% do CDI, assim que cai na conta.

Para quem tem os dois serviços da instituição financeira, é importante ressaltar que ganha somente um cartão. O Nubank ainda faz uma análise de crédito na hora que você solicita o cartão de crédito.

Saiba sobre o cartão de crédito do Inter

Quer saber mais sobre o cartão de crédito do Banco Inter? Ele é outro que proporciona diversos benefícios aos clientes que desejam contar com uma conta digital e cheia de vantagens.

O Banco Inter conta com uma plataforma recheada de serviços, além de ser completa e gratuita. De acordo com o Inter, ao mesmo tempo, gera valor para a gente quando realiza movimentações bancárias e utiliza os produtos.

cartão de crédito pré-pago
Para escolher o melhor cartão de crédito é preciso comparar as opções existentes

Assim que você receber o seu laranjinha, você já pode habilitar a função crédito e começar a usar, sem taxas e nem anuidade. Agora, se você já é cliente e ainda não tem ela habilitada e possui o cartão, basta acessar sua área de cartões > habilitar a função crédito > ajustar o limite.

Vantagens do cartão de crédito Inter

Veja como funciona o cartão de crédito SX

Dos três cartões citados nesta matéria, o Santander SX é o caçula. O novo cartão de crédito do Santander surge com diversas oportunidades, benefícios e vantagens aos clientes que desejam adquirir os serviços do banco.

O SX substitui o cartão Santander Free. Esta modalidade já não é mais oferecida no site do Santander. O SX é emitido com a bandeira Visa Gold, contando com tecnologia contactless, que permite realizar pagamentos por aproximação.

Essa modalidade conta com anuidade do cartão de R$399 para o titular e R$200 para cada cartão adicional, que podem ser de até cinco pessoas. Entretanto, o Santander oferece uma política de isenção de anuidade transparente – que é fácil de ser alcançada.

Conheça algumas vantagens do SX

  • Cartão Online: faça compras na internet antes do seu cartão físico chegar
  • Santander Pass: seu cartão em forma de pulseira, tag para relógio e adesivo. Aproximou, pagou.
  • App Way: acompanhe seus gastos em tempo real e controle seu limite de onde estiver.
  • Descontos em diversos parceiros Esfera.
  • Vai de Visa: tenha acesso a ofertas especiais em lojas e restaurantes.
  • Saque de dinheiro no crédito: faça saques na função crédito e pague só quando chegar a fatura.
  • Parcelamento de fatura em até 24x: tenha mais flexibilidade para pagar a fatura do seu cartão.

Agora que você já conhece mais sobre o Nubank, o Inter e o SX, qual será que se encaixa mais no seu perfil? 

É sempre muito importante avaliar as vantagens dos bancos e saber aquele que melhor se adapta à sua realidade. Além disso, saiba que não é nenhum problema ter mais de uma conta, mas cuidado para não se endividar com vários cartões.

Esse conteúdo te ajudou? Então compartilhe com alguém que precisa conhecer o comparativo entre os três cartões de crédito.

Veja 6 ideias de trabalhos autônomos que dão dinheiro

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Pessoa digitando no notebook com uma máquina fotográfica e duas fotos ao lado

Muitos brasileiros têm buscado realizar trabalhos autônomos, seja para conseguir uma renda extra ou para driblar a crise. Mas o que acaba acontecendo na maioria dos casos é que esse trabalho se torna a principal renda das pessoas.

E apesar do trabalho autônomo estar sempre sendo assunto em diversos locais, ainda existem dúvidas sobre esse tipo de profissão.

Para quem não sabe, os trabalhos autônomos podem ser realizados tanto por pessoas físicas quanto jurídicas. Além disso, por qualquer profissional, de forma liberal. 

Sendo assim, o profissional presta serviços para uma empresa ou pessoa por um tempo específico. Vale ressaltar que não existe vínculo empregatício entre ambas as partes.

Dessa forma, o trabalhador tem autonomia total para realizar as tarefas profissionais e também financeiras desse tipo de trabalho.

É importante destacar, ainda, que existem muitos trabalhos autônomos lucrativos e que se tornam negócios para esses profissionais. Isso é possível mesmo sem ter muito dinheiro para investir. O mais importante é ter a força de vontade para fazer a empresa dar certo.

Preciso ter dinheiro para começar com os trabalhos autônomos?

Essa é uma dúvida muito comum de quem quer começar a ter trabalhos autônomos lucrativos. O que você precisa ter em mente é que existe uma liberdade financeira para esses profissionais.

Isso acontece por conta da autonomia em fazer o preço de cada trabalho para o qual você é contratado. Além da vantagem de não ser descontado na folha salarial como o INSS. 

+ Dicas de planejamento financeiro para quem é autônomo

E é por esse motivo que não é necessário investir muito para que você comece a trabalhar de forma autônoma. Dependendo da sua profissão, só é preciso ter os materiais necessários para que você possa oferecer o seu serviço.

Mas atenção: é muito importante que você esteja regularizado junto à prefeitura da sua cidade como prestador de serviços. Vale ressaltar ainda que não existe a necessidade de abrir uma empresa para exercer a atividade.

Porém, existem sim alguns gastos básicos que você terá como trabalhador autônomo:

-> Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL);

-> Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins);

-> Imposto de Renda (IR);

-> Imposto sobre Serviços (ISS);

-> Instituto Nacional do Seguro Social (INSS);

-> Programa Integração Social (PIS).

6 trabalhos autônomos lucrativos para você escolher

Quer começar a ter trabalhos autônomos lucrativos mas não sabe o que fazer e por onde começar? O FinanceOne separou uma lista no que você pode trabalhar. Confira!

1) Manutenção de computadores e smartphones

Os computadores, notebooks e smartphones se tornaram essenciais na vida das pessoas. E o mercado de manutenção dos aparelhos tem muito a crescer nos próximos anos, por isso investir nessa área pode ser uma boa opção.

futuro do trabalho
Opções de trabalhos autônomos não faltam para você escolher

Dependendo do serviço a ser realizado no equipamento, você pode ganhar um bom dinheiro com um único conserto.

E outra ideia é você dar aulas para quem deseja entrar no mercado de manutenção de aparelhos como os que você conserta.

2) Cuidador de Pets

Outro trabalho autônomo para você poder investir é o cuidador de pets. Mas, para isso, é necessário ter além de vontade, mas de jeito para lidar com os animais. Afinal, eles são os maiores beneficiados com isso.

Arrumar um trabalho como cuidador de pets não é difícil. Porém, em muitos casos você vai precisar de indicação e boas referências.

3) Vendedor de doces gourmet

As docerias estão com tudo ultimamente. Mas, engana-se quem pensa que apenas grandes confeitarias podem fazer sucesso. Atualmente, ainda mais com a pandemia na quarentena, as oportunidades de crescimento no ramo da gastronomia têm sido grandes.

Outra boa chance são as redes sociais, que possibilitam um importante networking e divulgação do seu trabalho como confeiteiro autônomo.

4) Professor particular

Estudar em meio à pandemia tem sido um grande desafio. Por isso, muitos estudantes têm optado por escolher professores particulares para os auxiliarem neste desafio de aprender à distância.

Um grande aliado dos autônomos dessa área são as tecnologias. Se você quer se arriscar, invista em ótimos recursos e equipamentos, como computador, celular, fone de ouvido e outros materiais para ter qualidade na transmissão.

5) Fotógrafo

Você tem experiências com fotografias? Se sim, então ser um autônomo nessa área pode trazer uma excelente oportunidade. Os fotógrafos conseguem excelentes freelas e trabalhos em eventos, mesmo sem contrato fixo.

6) Social media

Atualmente, o trabalho com Marketing Digital tem sido bastante almejado pelos novos profissionais que são recém formados e querem uma oportunidade de ingresso no mercado. Por isso, você pode escolher atuar como social media.

Para que você tenha sucesso, é preciso ter um bom conhecimento com redes sociais, saber manusear e ter intimidade com as novas tecnologias. 

Você gostou desse conteúdo? Então continue lendo mais sobre renda extra e oportunidades de trabalho durante a pandemia aqui no FinanceOne.

Entenda CLT e cálculos trabalhistas

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Carteira de trabalho em cima de outras várias

A nova CLT, aprovada há quase três anos no Senado Federal, mudou mais de 200 dispositivos na antiga lei. Por isso, se você é um trabalhador ou empregador brasileiro e tem contrato regido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), deve saber sobre as novas regras da Reforma Trabalhista.

A princípio, uma das principais mudanças apontadas como um avanço, é a prevalência dos acordos negociados sobre o que diz a lei.

Isso vale, por exemplo, para banco de horas, bem como, o plano de cargos e salários, parcelamento de férias, participação nos lucros, entre outros.

teletrabalho-nova-clt
O home office, ou teletrabalho, passa a ser regulamentado com a nova CLT

Entretanto, o que isso muda na vida do trabalhador e do empregador? Acima de tudo, os dois ganham maior autonomia para definir as regras adequadas aos interesses de ambas as partes.

Além disso, um dos objetivos dessa mudança é poder adaptar o contrato à realidade de cada função e de cada setor do mercado de trabalho. Ainda assim, ela permite um diálogo mais estreito entre os sindicatos patronais e dos trabalhadores.

Mas, principalmente, a ideia é reduzir a insegurança jurídica para as empresas, já que os acordos firmados nas negociações terão peso de lei. Do mesmo modo, não poderão ser anulados posteriormente em instâncias judiciais.

O que é a Reforma Trabalhista?

De acordo com o Governo Federal, essa Modernização Trabalhista servirá para acompanhar o desenvolvimento do país.

A justificativa é a mudança do cenário, pois quando a legislação foi criada o país era essencialmente rural, enquanto hoje cerca de 90% da população está nas cidades.

“Frente a essas transformações, a modernização da legislação trabalhista vem para colocar o Brasil no século 21, na era digital do trabalho remoto, dos horários flexíveis, da melhor conciliação entre trabalho e lazer e a favor da aliança entre trabalhadores e empregadores. A modernização trabalhista melhora o ambiente de negócios, permite ampliar o quadro de funcionários com maior eficiência e maior segurança jurídica”.

Informação do site do Governo Federal

Conforme a equipe econômica, são três os objetivos da Reforma. Primeiramente, o de garantir direitos aos trabalhadores, criando novas oportunidades para quem está e quem não está empregado.

O segundo objetivo citado no portal do governo é o de “segurança jurídica e o estímulo ao investimento”.

Por fim, novas formas de contratação e combate à informalidade são definidas como o terceiro motivo.

Nesse caso, são criadas novas formas de contratação, como o trabalho intermitente. Além disso, formatos existentes foram alterados, como a jornada parcial e o teletrabalho (home office).

Por outro lado, é importante destacar que a reforma na CLT é válida para todos os contratos a partir do momento em que entrou em vigor, em 11 de novembro de 2017.

CLT – Consolidação das Leis do Trabalho

A CLT foi instituída pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, sancionada pelo então presidente Getúlio Vargas durante o período do Estado Novo.

Atualmente, ela é a principal norma legislativa brasileira referente ao Direito do Trabalho e ao Direito Processual do Trabalho.

Em outras palavras, a Consolidação das Leis do Trabalho unificou, sobretudo, a legislação trabalhista existente até então no Brasil. Sendo assim, tem como objetivo principalmente a regulamentação das relações individuais e coletivas do trabalho.

Como resultado, a sigla CLT originou o termo “celetista“, usado para denominar o trabalhador com registro em carteira de trabalho. É o oposto de outros tipos de trabalhadores, como o profissional que trabalha como Pessoa Jurídica (PJ), autônomo ou servidor público estatutário.

Cálculo da rescisão de contrato de trabalho CLT

Antes de mais nada, a rescisão de contrato é a anulação ou cancelamento do contrato por algum motivo.

O Termo de Rescisão do Contrato de Trabalho (TRCT) é um documento obrigatório para a empresa, onde constam todos os valores a receber garantidos pela lei, assim como os descontos.

Desse modo, a rescisão de contrato de trabalho engloba os seguintes itens:

  • Saldo de salário;
  • Aviso prévio;
  • 13º salário proporcional;
  • Férias vencidas;
  • Férias proporcionais;
  • Depósito de FGTS;
  • Saque de FGTS;
  • Multa sobre o valor do FGTS;
  • Desconto INSS;
  • Desconto imposto de renda;
  • Seguro desemprego.

Então, nesse cálculo, você precisa considerar:

  • Tabelas INSS;
  • Tabela Imposto de Renda;
  • Período trabalhado;
  • Regras vigentes para os descontos;
  • Regras vigentes para compor as verbas.

Sob o mesmo ponto de vista, uma das maiores mudanças, e que gerou bastante dúvida, é o cálculo da rescisão depois da Reforma Trabalhista. Basicamente, isso mudou com a inclusão de uma nova modalidade de demissão, que veremos a seguir.

Tipos de demissão com a nova CLT

Primordialmente, a nova CLT criou mais uma categoria de demissão, a chamada “demissão consensual”. Até então, haviam três formas de dispensa do trabalhador: sem justa causa, com justa causa (feitas pela empresa), e o pedido de demissão (pelo funcionário).

Nesse sentido, a demissão sem justa causa é quando o fim do contrato acontece por vontade somente do empregador.

Já a justa causa acontece quando o funcionário comete alguma falha grave, por exemplo, negligência, agressão e até embriaguez em serviço.

Logo, também pode acontecer o pedido de demissão, quando o funcionário deseja deixar o emprego, independentemente da vontade da empresa.

Ainda assim, a novidade é a demissão consensual, onde empregador e empregado podem decidir juntos encerrar o contrato de trabalho.

Por analogia, essa nova modalidade é uma espécie de meio-termo, onde o funcionário garante mais direitos do que se pedisse demissão, todavia, menos do que se fosse demitido.

Como fazer os cálculos na nova CLT

Em síntese, em cada um dos tipos de demissão, o empregado recebe verbas rescisórias diferentes. Em seguida, você pode conferir os direitos garantidos em cada uma das demissões:

  • Demissão sem justa causa: Aviso prévio, férias vencidas (acrescidas de 1/3), bem como férias proporcionais, 13º salário proporcional, saldo de salário (valor dos dias trabalhados naquele mês), multa de 40% sobre o FGTS e seguro-desemprego.
  • Demissão com justa causa: Saldo de salário e os períodos de férias vencidas.
  • Pedido de demissão: Saldo de salário, 13º salário proporcional aos meses trabalhados, férias vencidas e/ou proporcionais (acrescidas de 1/3). Não há direito a aviso prévio, indenização de 40% sobre o FGTS, seguro-desemprego nem movimentação do FGTS.
  • Demissão consensual: Metade do valor do aviso prévio, férias e 13º salário proporcional aos meses trabalhados, multa de 20% sobre o FGTS e movimentação de apenas 80% do saldo do fundo. Como resultado, nessa modalidade não há direito a seguro-desemprego.

Saiba o que é incluído nos cálculos trabalhistas

Desde já, é comum as pessoas terem dificuldade em realizar os cálculos trabalhistas, isso porque é um processo bastante complexo e que demanda de atenção e preparo dos profissionais que irão cuidar disso.

Afinal, é por esse motivo que é necessário se planejar para que todo o processo seja realizado da forma correta. Então, separamos os itens trabalhistas essenciais que precisam ser calculados. Conheça abaixo cada um deles.

Saldo de salário

Antes de tudo, o saldo de salário se refere ao valor que a empresa deve ao trabalhador pelos dias trabalhados no mês da rescisão do contrato. Em síntese, para descobrir esse valor é necessário saber quanto o profissional ganha por dia.

Para isso, pegue o salário do profissional e divida por 30 dias para achar o valor da diária. Com isso, você deverá multiplicar a quantidade de dias trabalhados no mês da rescisão pelo que ganha por dia.

Esse será o total do saldo de salário que o trabalhador tem direito de receber. Vale ressaltar que essa obrigatoriedade está prevista no artigo 64:

“Sendo o número de dias inferior a 30 (trinta), adotar-se-á para o cálculo, em lugar desse número, o de dias de trabalho por mês.”

Cálculo de aviso prévio

A princípio, este é o período entre o comunicado da saída do funcionário e seu desligamento, que também deve fazer parte do cálculo trabalhista. Vale ressaltar que, o tempo mínimo do aviso prévio é de 30 dias e no máximo de 90 dias.

Além disso, são acrescidos três dias a cada ano trabalhado. Assim, os 30 dias de aviso equivalem a um mês de salário e nos dias a mais se multiplica pelo valor que o trabalhador ganha por dia.

Pagamento de férias

Todo funcionário que trabalha no regime CLT tem direito a férias remuneradas após 12 meses de trabalho. Essa obrigatoriedade está prevista no artigo 130 da lei da CLT.

De acordo com a Constituição Federal, artigo 7º, XVII, acrescenta-se 1/3 ao valor das férias.

Sendo assim, caso um funcionário tenha um salário de R$3.000, ele receberá esse valor mais ?

No cálculo trabalhista, o trabalhador terá direito a R$3.000 + (1/3 de 3.000) = R$4.000.

Recebimento de férias proporcionais

As férias também devem entrar nos cálculos trabalhistas e a conta é realizada de acordo com os meses trabalhados pelo funcionário. Ou seja, o valor tem como base o período aquisitivo de férias incompleto.

Por isso, vale ressaltar que o mês é considerado quando há mais de 15 dias de trabalho e que o aviso prévio integra o cálculo. Sendo assim, deve ser realizada a seguinte conta:

Por exemplo, um profissional que ganha R$3.000, trabalhou cinco meses e saiu da empresa terá o direito de receber 5/12 do salário mensal. O que corresponde a R$600 de férias proporcional. Ainda deve ser acrescentado nas férias proporcionais 1/3 ao valor a receber.

Conforme a Constituição Federal, o cálculo a ser feito é: 600 divididos por três = R$200. Sendo o total a receber de R$800.

Pagamento do 13º salário

Este é um direito do trabalhador previsto na Lei 4.090/1962. E é um valor que pode ser pago em até duas parcelas pelas empresas.

A primeira deve ser paga entre os meses de fevereiro e novembro, de acordo com o que a instituição achar melhor.

Já a segunda parcela deve ser paga até 20 de dezembro. Além disso, no primeiro pagamento não há nenhum desconto, enquanto na segunda parcela descontam-se INSS, Imposto de Renda e pensão alimentícia, caso exista.

+ O que é dissídio salarial? Como funciona e como calcular

Outras mudanças na nova CLT

Sobretudo, a nova legislação trabalhista ainda envolve outras mudanças além das citadas sobre os casos de demissão e cálculo da rescisão contratual. Ainda assim, entre as alterações com a reforma trabalhista estão as férias, horas de trabalho, contribuição sindical, acordos com sindicato, entre outros.

Por outro lado, uma das mudanças é o fim do imposto sindical obrigatório. Ou seja, só contribuirá para o sindicato o trabalhador que desejar e será descontado se concordar expressamente.

Sobre as férias, os 30 dias continuam valendo, mas não precisam ser corridos. O trabalhador passa a poder fracionar as férias em até três parcelas, contanto que ao menos uma delas seja de, no mínimo, 14 dias.

Semelhantemente, as férias também não mais poderão começar na véspera de feriado ou fim de semana. Muitas mudanças também nas formas de contratação e jornada de trabalho.

Passam a ter previsão legal jornada parcial aprimorada, trabalho intermitente e jornada de 12×36 horas. A jornada também passa a ser flexível na pausa para almoço.

A nova CLT também determina o fim da obrigatoriedade do intervalo de 15 minutos da mulher para fazer hora extra. Não é mais necessário que a trabalhadora tenha uma pausa de 15 minutos antes do início das horas extras.

A jornada 12 x 36, ou seja, 12 horas de trabalho seguidas por 36 horas de descanso, é possível para qualquer trabalhador. Para os trabalhadores com jornada parcial, o “meio período”, passa a ser possível fazer hora extra, tirar 30 dias de férias e transformar 1/3 das férias em dinheiro.

Como fica o trabalho intermitente na nova clt
O trabalho intermitente na nova CLT, como o de garçons e manobristas, passa a ser com carteira assinada e garantia de direitos

Mais mudanças da Reforma Trabalhista

Com relação ao trabalho intermitente, agora a lei permite que todos os empregados tenham a carteira assinada e direitos garantidos. Isso inclui os trabalhadores de atividades inconstantes, que oscilam períodos de atividade com outros de inatividade.

Alguns exemplos são garçom, manobrista, segurança, animador de festas, mestre de cerimônias e ajudante de mudança, entre outras profissões.

Ainda sobre formas de trabalho, vamos falar do home office, que passa a ser regulamentado. Com a modernização, essa modalidade deve constar no contrato individual de trabalho, que especificará as atividades a serem desenvolvidas pelo empregado.

Devem estar previstos no contrato a aquisição, manutenção ou fornecimento dos equipamentos tecnológicos e de infraestrutura para executar o trabalho.

O serviço efetivo é permitido. Ou seja, práticas religiosas, descanso, lazer, alimentação, atividades sociais e de higiene pessoal podem acontecer no interior da empresa.

Outra mudança é relativa ao bônus. Como a remuneração por produtividade e a retribuição por desempenho é incentivada, inclusive por meio de prêmios e bonificações.

Portanto, é importante que você saiba que a Reforma Trabalhista não muda o direito ao salário mínimo e nem as regras do FGTS.

Igualmente, também não houve alteração com relação ao adicional noturno e ao aviso prévio.

Direitos do trabalhador após a nova CLT

Segundo o portal do Governo do Brasil, a nova lei trabalhista proíbe que alguns pontos sejam negociados. Justamente aqueles que são os direitos básicos do trabalhador, garantidos pela Constituição. Com isso, não existe negociação coletiva para:

1. Seguro-desemprego;

2. Multa rescisória;

3. FGTS;

4. Salário mínimo;

5. Décimo terceiro salário;

6. Remuneração do trabalho noturno;

7. Salário-família;

8. Repouso semanal remunerado;

9. Hora extra com remuneração 50% maior à do normal;

10. 30 dias de férias;

11. Um terço a mais do salário para gozo de férias;

12. Licença-maternidade de 120 dias;

13. Licença-paternidade;

14. Proteção do trabalho da Mulher;

15. Aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de trinta dias;

16. Normas de saúde, higiene e segurança do trabalho;

17. Adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas;

18. Aposentadoria;

19. Seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador;

20. Prazo prescricional de cinco anos para créditos trabalhistas, até o limite de dois anos após a extinção do contrato de trabalho;

21. Proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios de admissão do trabalhador com deficiência;

22. Proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito anos e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos;

23. Medidas de proteção legal de crianças e adolescentes;

24. Igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador avulso;

25. Liberdade de associação profissional ou sindical do trabalhador, inclusive o direito de não sofrer, sem sua prévia anuência, qualquer cobrança ou desconto salarial estabelecidos em convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho;

26. Direito de greve.

Gostou do nosso conteúdo? Confira agora o que é e como funciona a indenização trabalhista.

Saiba se comprar imóvel é considerado um investimento

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pessoa assinando contrato de um imóvel

Você provavelmente já escutou falar que se quer investir deve comprar um imóvel. Mas, será que isso é mesmo verdade? Será que comprar um imóvel é considerado um investimento?

Esse tipo de aplicação pode ser um bom negócio e ele pode ser realizado de várias formas.

Porém, assim como em todo investimento, é essencial levar em conta diversos fatores que podem torná-lo ou não atraente.

É importante ressaltar que a situação do setor imobiliário não é das melhores devido a crise que ainda afeta o Brasil.

Um imóvel é considerado um investimento quando ele é rentável no futuro. E, por conta da crise, os preços de vários imóveis caíram, o que pode significar boas casas e/ou apartamentos com valores abaixo do mercado.

Com a baixa procura por parte dos compradores, este é um momento propício para que os investidores façam ofertas bem sucedidas.

Contudo, é importante esperar o momento certo para vendê-los para fazer um bom negócio.

O que torna um imóvel um bom negócio

Quando se pensa no mercado financeiro, os produtos que têm um grande potencial de valorização são conhecidos como bons negócios.

Para isso existem três fatores fundamentais que indicam se um imóvel tem possibilidade de valorizar. Confira:

Processo de urbanização

Os bairros que são menos conhecidos podem indicar boas oportunidades. Isso porque uma região com muitos terrenos disponíveis tende a receber melhorias, como por exemplo, supermercados e lojas de serviços.

Alguns bairros chegam a receber até shoppings. E todo esse processo contribui para uma valorização da região por inteira.

Saturação de regiões vizinhas

Se a região escolhida está cercada por bairros com pouca margem para crescimento, pode ser um bom sinal.

Já que a tendência é de que o comércio cresça de forma rápida no bairro, ajudando a valorizar o imóvel.

alugar ou comprar um imóvel
Comprar um imóvel é um investimento se você não tiver o intuito de morar nele

Histórico da construtora e do arquiteto

Antes de comprar um imóvel para fazê-lo de investimento, é necessário procurar saber as obras anteriores da construtora e do arquiteto envolvidos no projeto atual.

E é esse histórico que gera uma segurança maior de que esses profissionais são de alto nível.

Comprar imóvel é considerado um investimento?

Muitas pessoas ficam na dúvida se comprar um imóvel é considerado um investimento, porém essa é uma confusão que precisa ser evitada.

Se você está pensando em comprar um imóvel para morar e depois torná-lo um investimento, seu raciocínio está errado.

Isso porque mesmo que exista um potencial para que o seu imóvel valorize, a tendência é que você queira comprar outro imóvel ao vender o que já mora, em vez de investir no dinheiro.

Dessa forma, a casa própria deve ser considerada como um custo e não como um investimento.

+ Como financiar um imóvel sem ter carteira assinada

Sendo assim, comprar um imóvel não pode ser considerado um investimento, até porque ao vender a casa ela já não estará tão nova quanto antes.

Além de você ter que fazer pequenas reformas para que o imóvel fique um pouco mais valorizado em relação ao valor que você comprou.

Mas, agora se você quer comprar e revender ou comprar e alugar, sem intenção de morar nele, pode ser um bom negócio.

Porém, para isso é necessário se preparar adequadamente.

O primeiro passo é realizar uma pesquisa, realizando visitas a imobiliárias e buscas por informações sobre o bairro e a cidade em questão.

Esse estudo prévio irá te ajudar na identificação de obras promissoras, além de lhe dar a chance de comprar imóveis ainda na planta.

E ter uma postura passiva diante do imóvel é um erro que muitas pessoas cometem. Isso porque muitos acham que é necessário esperar a casa valorizar para só depois começar a viver de aluguel.

Mas lembre-se: quanto mais tempo o imóvel fica fechado, maior poderá ser o gasto com pequenas reformas que podem surgir.

Quando o imóvel pode ser considerado investimento?

Já entendemos que a casa própria é um bem passivo e não um investimento. Afinal, enquanto se mora nela, ela gera apenas gastos e a sua valorização não é garantia de lucro depois de alguns anos.

Mas isso quer dizer que imóveis sempre são bens passivos? Não!

Quando alguém mantém um imóvel e decide alugá-lo, por exemplo, pode ser considerado um ativo ou até investimento. Afinal, é está rendendo dinheiro para o seu dono.

Se investir em imóveis para alugar vale a pena? Essa é uma conversa longa, pois não são todos os casos em que alugar um imóvel realmente vai ser altamente rentável.

Outra forma de investir em imóveis é com um Fundo de Investimento Imobiliário (FII). São investimentos (renda variável) destinados à aplicação em empreendimentos imobiliários.

Ou seja, a aquisição de determinada parcela de edifícios comerciais e de outros estabelecimentos.

Além de ser uma forma mais fácil e barata de investir no mercado imobiliário, esses fundos movimentam cada vez mais dinheiro.

Existem pouco mais de 500 fundos de operação no Brasil, sendo 40% deles negociados na Bolsa de São Paulo, a B3. E eles possuem liquidez maior que um imóvel.

Sendo assim, se pensa em investir no mercado imobiliário, saiba que o caminho não é a casa própria. Mas sim, estudando esse mercado e aplicando em bons fundos.

Os benefícios fiscais ao investir em um imóvel

Agora que você já sabe quando imóvel é considerado um investimento, está na hora de saber os benefícios que possui. Dependendo da forma como você investe em um imóvel, pode ter vantagens fiscais. Um exemplo são as deduções com:

-> Juros de hipotecas;

-> Despesas operacionais;

-> Seguros;

-> Depreciação.

Além disso, para quem vende um imóvel residencial existe a isenção no Imposto de Renda. Mas isso só acontece se você utilizar todo o dinheiro da venda na compra de um outro imóvel residencial no Brasil em até 180 dias.

Também existe a isenção no Imposto de Renda para caso a venda seja no valor de até R$440 mil, mesmo que não tenha nenhuma compra subsequente. Isso vale desde que o proprietário não tenha vendido outro imóvel nos últimos cinco anos.

Veja dicas para fazer uma boa negociação

Apesar de ser um bom momento para compra de imóveis, é importante estar atento para não cair em ciladas.

Por isso, antes de fechar o contrato de compra é necessário realizar uma pesquisa sobre o imóvel com a construtora ou a imobiliária.

Verifique ainda possíveis problemas com antigos moradores, comprometimento com os bancos, entre outras coisas. 

Em caso de imóveis novos, realize visitas não só no imóvel em questão, como também em outros empreendimentos da construtora.

Analise a qualidade, as questões técnicas, casos de atrasos na entrega e possíveis falhas de engenharia ou arquitetura.

Caso você queira negociar o valor do imóvel, saiba que isso dependerá do tamanho da entrada. Quanto maior for a entrada, mais fácil será a negociação.

Se precisar utilizar um imóvel para complementar o valor da compra, não espere por um desconto muito grande.

Mas, caso tenha o dinheiro em mãos, tente um desconto de pelo menos 20% no valor oferecido pelo imóvel.

Utilize o argumento que existem aplicações com rendimentos com ganhos líquidos de 12% a 13%. 

Com um contrato padrão de locação de 30 meses, o proprietário tem chances de receber mais do que 25% em um produto bancário de renda fixa, por exemplo.

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Auxílio emergencial em processamento: o que significa?

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Uma nota de 100 reais e outra de 50 reais

O auxílio emergencial 2021 começou a ser pago oficialmente no dia 6 de abril. Contudo, ao entrar no aplicativo da Caixa Tem ou no site da Dataprev, muitas pessoas se deparam com a mensagem “auxílio emergencial em processamento” e ficam sem saber se foram aprovadas ou não para o benefício.

De acordo com a Dataprev, empresa que processa os dados para o Governo Federal, o status “em processamento” significa que o requerimento do benefício foi retido pelo Ministério da Cidadania para comparação com dados mais atuais.

Isso quer dizer que o auxílio daquela pessoa está passando por um novo processo de avaliação que cruza informações anteriores com dados mais recentes.

“Serão utilizados os cadastros com informações mais recentes, sobretudo considerando a possibilidade de perda de emprego e renda em meio à pandemia”, esclarece nota do Ministério da Cidadania.

“Auxílio em processamento” pode afetar o pagamento do benefício?

Os trabalhadores que tiverem esse status no sistema ainda podem ser selecionados para receber o auxílio, porém, isso só vai acontecer depois que a Dataprev encerrar o processamento desses novos dados.

Para os beneficiários do Bolsa Família, por exemplo, a expectativa é que a análise seja concluída na segunda-feira, 12 de abril. 

+ É possível sacar o auxílio emergencial antes do dia? Veja 4 formas!

Por que a reavaliação do auxílio está acontecendo?

O auxílio emergencial 2021 teve mudanças em relação à versão de 2020. Foram aplicados, por exemplo, novos requisitos que diminuíram o alcance do benefício, como a impossibilidade de mais de uma pessoa da mesma família receber o auxílio emergencial. Ou seja, menos pessoas podem receber o benefício em 2021 do que em 2020.

Como esses novos critérios, outros dados também estão sendo analisados até o momento para a aprovação do benefício.

Tabela INSS 2021
Novo auxílio emergencial será pago sob novas regras e com novos valores

Quem pode receber o Auxílio Emergencial em 2021?

O benefício será pago para famílias com renda per capita de até meio salário mínimo ou renda mensal total de até três salários mínimos. Trabalhadores formais, ou seja, com carteira assinada, continuam impedidos de solicitar o recurso.

Além disso, pessoas que recebam benefício previdenciário, assistencial ou trabalhista ou de programa de transferência de renda federal, com exceção do Bolsa Família e do PIS/PASEP, não fazem parte do público que receberá as parcelas do auxílio emergencial 2021.

O pagamento será feito por meio de conta poupança social digital, aberta automaticamente pela Caixa em nome do trabalhador elegível.

Para os beneficiários do Bolsa Família, o Governo Federal vai verificar se o trabalhador cumpre as regras para receber o benefício e, também, se o valor do Bolsa Família é menor do que o Auxílio Emergencial. Se for menor, a família receberá o valor a que tem direito do Auxílio.

Primeira parcela do auxílio 2021 foi paga para mais de 2 milhões de beneficiários

No último domingo, 11, a Caixa Econômica Federal (CEF) pagou a primeira parcela do auxílio a 2,45 milhões de beneficiários nascidos em março e que não fazem parte do Bolsa Família. Ou seja, os pagamentos foram feitos para os trabalhadores do CadÚnico e inscritos via app e site.

Segundo o Ministério da Cidadania, foram pagos mais de R$511 milhões. O benefício foi creditado em conta poupança social da Caixa, que poderá ser usada para pagamento de contas e compras por meio do cartão virtual.

Os saques e transferências para quem recebeu o crédito no domingo, no entanto, serão liberados no dia 10 de maio.

Para os trabalhadores que fazem parte do Bolsa Família, o pagamento começa na sexta-feira, 16, para beneficiários com NIS final 1. Os pagamentos da primeira parcela do benefício, para todos os públicos, vão até 30 de abril.

O auxílio emergencial teve início em abril de 2020 e ajudou famílias de baixa renda a se estabelecerem economicamente devido à crise provocada pela pandemia do coronavirus.

Tabela INSS 2021: veja qual é a alíquota mensal

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INSS na tela de um celular

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) usa como base o valor do salário mínimo do referido ano para fazer a tabela de contribuição e a tabela de pagamento dos seus contribuintes. Sendo assim, a tabela INSS 2021 foi reajustada em fevereiro.

Os benefícios pagos pelo INSS com valores acima do salário mínimo deverão ser reajustados em 5,45% em 2021, acompanhando o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado em 2020. Com o reajuste, o teto dos benefícios do INSS sobe de R$6.101,06 para R$6.433,57.

Em miúdos, se o trabalhador ganha mais de um salário mínimo, ele paga 7,5% de alíquota de contribuição sobre R$1,1 mil. O valor excedente é cobrado de acordo com a tabela abaixo:

SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO (R$) ALÍQUOTA PROGRESSIVA PARA FINS DE RECOLHIMENTO
até 1.100,007,5%
1.100,01 até 2.203,489%
2.203,49 até 3.305,2212 %
3.305,23 até 6.433,5714%
*A tabela não se aplica ao contribuinte individual (sócios e autônomos).

Vale destacar que o salário de benefício e o salário de contribuição não poderão ser inferiores a R$1.100 (salário mínimo nacional) nem superiores a R$6.433,57 (teto do INSS).

Como fazer o pagamento do INSS?

Para efetuar o pagamento descrito na Tabela INSS 2021, é necessário seguir um passo a passo simples. Nos tópicos a seguir, explicamos com mais detalhes.

1 – Fazer a inscrição no PIS

Primeiramente, é necessário fazer a inscrição no Programa de Integração Social (PIS). É importante lembrar de que o autônomo se encaixa no grupo de pessoas que têm recolhimento obrigatório, visto que eles exercem uma atividade remunerada.

2 – Escolher o tipo de contribuição

Agora é o momento de escolher o tipo de contribuição, que, como dissemos, é o “contribuinte individual” — o tipo de contribuição “facultativo” deve ser selecionado apenas para as pessoas que não exercem alguma atividade remunerada, mas mesmo assim desejam fazer o recolhimento.

3 – Realizar o pagamento

Por fim, é o momento de pagar a Guia da Previdência Social (GPS), o que pode ser feito em uma instituição bancária ou casa lotérica. O “carnê do INSS” pode ser preenchido à mão ou pela internet. A data limite para pagamento é até o dia 15 do mês seguinte.

É importante estar sempre atualizado sobre o tema das contribuições do INSS, afinal se trata de um assunto fundamental para garantir que sua aposentadoria seja digna e que você tenha acesso a uma fonte de renda.

Tabela INSS 2021
Tabela INSS 2021 para Contribuinte Individual e Facultativo também foi alterada

Tabela INSS 2021: como fica para quem é MEI?

Os microempreendedores individuais (MEI) também precisam se atentar ao novo valor da tabela INSS 2021. Devido ao reajuste do salário mínimo, o valor da contribuição mensal do MEI para o INSS em 2021 será de R$55 mensais.

Sendo assim, neste ano, o valor do documento ficou assim:

Atividade MEIINSSICMS/ISSValor mensal do DAS
Comércio e Indústria – ICMSR$55R$1R$56
Serviços – ISSR$55R$5R$60
Comércio e Serviços – ICMS e ISSR$55R$6R$61

Contudo, vale lembrar que existem alguns requisitos importantes, veja aqui a lista de quem pode ser um contribuinte do INSS!

  • Autônomos – MEI;
  • Freelancers;
  • Donas de casa;
  • Pessoas sem renda própria.

Para aquelas pessoas que trabalham na internet ou em outra função laboral, poderão recolher o INSS – Instituto Nacional de Seguridade Social.

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Nubank permite parcelar compras específicas no cartão

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Mão segurando um cartão do Nubank
Nubank é um dos cartões de crédito sem anuidade mais famosos

Antes de mais nada, você já pensou se houvesse uma possibilidade de parcelar compras específicas, sem precisar financiar toda a sua fatura? Agora ela existe para os clientes do Nubank.

Essa opção está disponível desde o dia 6 de abril de 2021, alguns clientes do cartão de crédito Nubank numa versão teste.

Ainda assim, quem estiver entre os “sortudos”, pode parcelar compras específicas através do aplicativo. Essa modalidade disponibiliza juros mais baixos que o crédito rotativo e promete aliviar o bolso e facilitar os pagamentos do mês.

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A opção de parcelar compras já está disponível para alguns clientes. Confira se você é um deles.

Como parcelar compras pelo app da Nubank?

Primeiramente, é preciso saber se você está entre os clientes selecionados pelo Nubank para testar essa nova opção.

Em caso de sim, basta seguir os seguintes passos:

  • No app do Nubank, acesse a compra que deseja parcelar – ela deva estar na fatura em aberto;
  • Selecione a opção “Parcelar compra”;
  • Confira os prazos e condições de pagamento;
  • Pronto, agora é só confirmar.

O valor total da compra é automaticamente atualizado assim que o proprietário do cartão finaliza a operação. Vale lembrar que as parcelas não podem ser menores que R$20.

É importante ressaltar que não há a possibilidade de editar ou cancelar o parcelamento após a aprovação da mesma. Mas, a qualquer momento, o cliente pode antecipar o pagamento e receber um desconto.

Essa nova função do Nubank pode ser utilizada para dividir algumas compras em até 12 vezes. A quantia precisa ter sido paga à vista, sobretudo, em transações em que não há a possibilidade de parcelamento no ato da compra.

Qual a novidade em parcelar compras para o cliente Nubank?

Citada por muitos como uma invenção brasileira, os cartões de crédito já permitiam o parcelamento total ou parcial da fatura. No entanto, a nova função do Nubank permitirá que os clientes escolham uma compra específica, no meio da fatura, e façam seu parcelamento. 

Sua principal função é evitar que as pessoas precisem refinanciar toda a fatura por conta de uma única transação que esteja pesando em seu orçamento.

O parcelamento de compra única foi implementado primeiro no México e, aos poucos, será testado com alguns usuários no Brasil.

Essa é uma ferramenta ainda não vista no mercado brasileiro e será mais uma alternativa para os clientes na hora de organizar sua vida financeira. 

Essa é uma função que ainda está em fase de teste com alguns usuários. Mas não impede em nada a opção de parcelamento total da fatura. Este segue disponível para todos os usuários do Nubank.

Inovações no cartão de crédito Nubank

O ato de parcelar compras específicas sem a necessidade de refinanciar a fatura não é a única novidade para quem é cliente.

Recentemente, o Nubank criou uma nova opção chamada “adicionar limite“. De acordo com a instituição, essa será uma maneira de democratizar o acesso a crédito, principalmente para pessoas que, às vezes, não possuem um bom histórico no SPC ou Serasa.

Por enquanto, a operação “adicionar limite” só está disponível para uma parte dos clientes. Mas, em breve, quem tem conta no Nubank poderá ativá-la.

Funcionará da seguinte maneira: Por exemplo, se uma pessoa deseja ter R$200 para usar na função crédito, ela deposita R$200 na conta.

Esse valor é liberado imediatamente para uso no crédito. Ao realizar uma compra de R$150, por exemplo, essa parte do dinheiro fica separada e o limite passa a ser R$50. Ao fim do mês, o cliente paga a fatura do cartão.

Apesar das semelhanças, o Nubank alerta que esse não é um cartão de crédito pré-pago. Já que num cartão pré-pago, você não consegue realizar o parcelamento de compras.

Gostou do nosso conteúdo? Confira agora como aumentar o limite do cartão Nubank.

Investimento em imóveis: saiba como funciona e suas vantagens

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Casa em miniatura com chave ao lado

Muitos brasileiros têm ou desejam ter investimentos em imóveis, porém poucos sabem como de fato funciona esse tipo de aplicação de dinheiro. Não é somente comprar uma casa  e sair alugando ela, tem toda uma estratégia por trás disso.

No Brasil, o mercado imobiliário é uma das formas mais tradicionais de investimento, assim como a poupança. E qual o motivo para isso? Culturalmente pela segurança e também pelo desejo das pessoas em terem uma renda extra.

O investimento em imóveis é uma vantagem para quem deseja diversificar a carteira. O que é fundamental para todo investidor. Lembre-se que você precisa aplicar o seu dinheiro em diversos tipos de investimentos.

Para quem não sabe, o movimento do investimento imobiliário começou há algumas décadas, quando o mercado precisava de boas alternativas de aplicações. Muitos possuíam dinheiro, entretanto não havia a possibilidade de investir em títulos públicos. 

E por conta desse contexto histórico, o Brasil garantiu que os imóveis se tornassem uma boa opção de negócio.

Além disso, existem diversos motivos que fazem do investimento em imóveis uma boa escolha. Entre eles estão as menores taxas quando comparadas com outros investimentos, maior estabilidade e com bons rendimentos.

Investimento em imóveis é lucrativo para brasileiros

Quem está buscando ter um patrimônio lucrativo, o investimento em imóveis é uma opção. De acordo com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), isso se dá devido à contínua valorização através do tempo e, desta forma, construindo um portfólio com investimentos variados.

O funcionamento dos Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs) segue a lógica do fundo de investimentos comum. Ele é a união de capital destinada à aplicação em ativos relacionados ao mercado imobiliário. 

Sendo assim, cabe a você ou à instituição financeira a captura de recursos através da venda de cotas, com a finalidade de utilizar o capital arrecadado para compra de outras aquisições em imóveis, independentemente do seu estado ou finalidade, títulos imobiliários e cotas em outros FIIs. 

E essa pode ser considerada uma boa opção para quem deseja investir em imóveis, sem adquirir um. Ao aplicar em fundos, as funções a serem executadas diminuem e, consequentemente, as taxas administrativas também.

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O investimento em imóveis é uma boa chance de fazer o dinheiro render

Outras vantagens são a liquidez incorporada comparada a outros investimentos, como também as baixas taxas de corretagem, que tornam o investimento mais viável.

Entenda alguns detalhes antes de realizar investimento em imóveis

Muitos processos, como você bem já pôde ver, fazem parte dos investimentos em imóveis. E, por isso, é necessário ficar atento a detalhes importantes.

Dessa forma, antes de você de fato adquirir um imóvel, alguns detalhes não podem ser deixados para trás, tais como: localização, documentação e possíveis futuras despesas.

É importante destacar que, adquirindo uma casa, apartamento ou sala comercial, o comprador estará, sim, construindo um patrimônio. Além disso, um imóvel pode se transformar em uma fonte de renda ou uma receita extra.

Isso, logo, proporcionará maior segurança e comodidade financeira ao comprador.

+ FGTS para reduzir financiamento imobiliário: como solicitar?

Além disso, são várias as possibilidades de investimento no campo imobiliário, destinadas para diferentes perfis de investidores. Isso acaba tornando o mercado ainda mais abrangente.

Por exemplo, Marcelo Gomes, presidente do Grupo Pedra Branca, conta que com base em diversas opções do mercado imobiliário, e com um olhar para o futuro, a Cidade Pedra Branca desenvolveu um novo projeto.

Este, visa empreender reduzindo as emissões líquidas de gases de efeito estufa. E faz com que a cidade cresça de uma forma positiva para o clima, executando então, a Cidade Criativa. 

“Construímos um bairro-cidade onde os moradores podem, além de morar morar, também trabalhar, estudar e se divertir, tudo num só lugar. Queremos que os moradores e os investidores percebam que estão investindo no futuro. Mais do que um estilo em tendência crescente de moradia e empreendedorismo, eles encontram um novo conceito em estilo de vida”, revela Marcelo.

Conheça os melhores fundos imobiliários para 2021

Saiba que o investimento está em alta, e no setor de imóveis principalmente. Além disso, o cenário macroeconômico deve impactá-lo, bem como os fundos imobiliários para 2021

Isso se dará por conta de dois fatores principais, que são os desafios que a pandemia do coronavírus ainda impõe ao Brasil e a taxa Selic.

Por isso, o FinanceOne traz para você os melhores fundos imobiliários para 2021, que devem crescer, em meio ao cenário de juros baixos, com investidores buscando alternativas à renda fixa. 

Confira quais tipos de fundos podem se destacar e suas características.

  • CSHG Renda Urbana (HGRU11);
  • Vinci Logística (VILG11);
  • RBR Properties (RBRP11);
  • HSI Logística (HSLG11);
  • Kinea Índice de Preços (KNIP11); e
  • CSHG Recebíveis Imobiliários (HGCR11).

Gostou do conteúdo? Quer complementar a sua leitura? Então confira se Fundo imobiliário é renda fixa ou variável e depois conte o que achou.

Problemas com internet e TV por assinatura: veja como proceder

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problemas com serviços de internet e TV por assinatura

Contratar um serviço de banda larga e TV a cabo não é fácil, exige muita pesquisa. Depois disso, se você ainda acaba tendo problemas, pode sentir-se meio perdido. Sabe, então, como reclamar problemas com serviços de internet e TV por assinatura?

Primeiro de tudo, você deve saber que o órgão responsável por regulamentar esse tipo de serviço é a Agência Nacional de Telecomunicações, a Anatel. É possível fazer reclamações direto à agência desses serviços que envolvem telefonia, internet e também TV por assinatura.

A Anatel informou que os consumidores de telefonia celular pós-paga são os mais satisfeitos com as operadoras, de acordo com a Pesquisa de Satisfação e Qualidade Percebida. O serviço foi avaliado com a nota 7,49 em termos de satisfação geral, em uma escala de 0 a 10.

Em segundo lugar estão os consumidores de telefonia móvel pré-paga, com uma nota de 7,45. Ambos os serviços tiveram um crescimento contínuo no indicador de satisfação geral, desde o início da série histórica, em 2015. 

Na época, as notas de satisfação geral foram de 6,62 para a telefonia móvel pré-paga e de 6,72 para a telefonia móvel pós-paga. A telefonia fixa, por sua vez, alcançou em 2020 o índice de 7,36. 

E dos cinco serviços pesquisados, a TV por assinatura e a banda larga fixa foram os únicos em que não houve aumento na satisfação geral dos consumidores, em relação a 2019.

+ Saiba como escolher o melhor plano de celular para você

Para se ter uma ideia, a TV por assinatura manteve a nota estável, em 7,17. Enquanto na banda larga fixa, houve uma queda significativa no indicador, que fechou o ano de 2020 com uma nota de 6,51. 

Em comparação com os consumidores dos demais serviços, os usuários da banda larga fixa são os menos satisfeitos com suas prestadoras. 

Essas foram reclamações feitas diretamente à agência reguladora. Você sabe quais reclamações pode fazer? E como proceder nesses casos? Confira as orientações a seguir, da própria Anatel.

Contratando serviços de internet e TV por assinatura

Na hora de contratar um desses serviços é que surge a dúvida: será que é melhor um combo com todos esses serviços ou contratar individualmente? Bem, isso varia de acordo com as necessidades de cada família ou indivíduo.

A Anatel divulgou uma cartilha em que fornece dicas de contratação desses serviços aos consumidores. As primeiras recomendações da agência são: sempre anotar o número de protocolo e solicitar o sumário da contratação, que significa um resumo das principais características do serviço contratado.

Se for necessário, o consumidor poderá solicitar uma cópia da gravação do atendimento. Guardar essas informações é essencial, pois podem ser úteis no futuro, caso você venha precisar.

TV a cabo ou streaming
O consumidor pode reclamar problemas com serviços de internet e TV por assinatura direto na prestadora do serviço e, caso não seja resolvido, pode registrar na Anatel

Entre as perguntas comuns que devem ser feitas (e as respostas anotadas), a Anatel diz:

– Qual o número de protocolo do atendimento?

– Quando a promoção acaba?

– Quais as regras do reajuste?

– Quanto será cobrado por mês?

– Estou aderindo a alguma promoção? Se sim, quanto será por mês após o período acabar?

– Existe alguma multa caso cancele o contrato antes do período de fidelização?

Essas são apenas algumas das orientações que constam na cartilha.

Reclamando serviços de internet e TV por assinatura

As prestadoras de serviços de telefonia, internet e TV por assinatura devem manter um canal aberto com todos os seus clientes. Através desses canais os consumidores devem poder tirar dúvidas, solicitar informações e até mesmo registrar as reclamações.

Passo 1:
A Anatel explica que o consumidor deve registrar sua reclamação na operadora do serviço. Lembrando sempre de solicitar o protocolo desse atendimento. É através desse registro que o consumidor poderá acompanhar o andamento de sua reclamação.

Passo 2:
Sua reclamação à operadora não foi atendida adequadamente ou não foi atendida dentro do prazo estipulado. Agora é partir para uma reclamação na agência reguladora, a Anatel. Para proceder com a queixa à Anatel, os principais canais são:

– Telefone:
Central de Atendimento 1331, em dias úteis, de segunda à sexta, das 8h às 20h.
Para pessoas com deficiência auditiva, o número para ligar é 1332.

– Internet:
Acessando o Fale Conosco no site da Anatel (www.anatel.gov.br)

Passo 3:
Ao registrar sua reclamação na Anatel, o consumidor precisa ter em mãos o número de protocolo registrado na prestadora do serviço; o número do telefone com problema, se for o caso; o nome e o CPF do assinante.

8 Direitos do Consumidor de TV por assinatura que você precisa conhecer

Existem alguns Direitos do Consumidor que todos precisam ter conhecimento para caso necessite da informação. Confira abaixo alguns deles!

1) Os clientes antigos têm direito a qualquer promoção;

2) Você tem desconto no preço, caso a empresa diminuía a quantidade de canais;

3) Conteúdo no Ponto Extra sem custo adicional;

4) Direito de não devolver os equipamentos;

5) Visita técnica em até 48h;

6) Suspender o serviço em um período de viagem;

7) Reembolso por falta de serviço;

8) Fidelidade máxima de 12 meses.

Dicas para consumidores

Aqui no Finance One falamos já algumas vezes sobre direitos dos consumidores e com relação a produtos. É o caso da troca específica de produtos com defeito ou a troca de produtos normais.

O prazo para reclamar é, inclusive, um direito do consumidor. Segundo o artigo 26 do CDC, o direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em 30 dias para serviços e produtos não duráveis.

Para fornecimento de serviços e produtos duráveis, o prazo é de 90 dias. A contagem do prazo decadencial começa com a entrega do produto ou o término da execução dos serviços.

Outros direitos do consumidor que você deve conhecer são quanto ao nome sujo; conta corrente gratuita; regras da aposentadoria; no atraso de voos; para citar alguns temas que já apareceram aqui no site.

Gostou deste conteúdo? Ele te ajudou? Então compartilhe-o com outras pessoas que precisam saber dos seus direitos em relação as operadoras de serviços.

Conheça 5 mitos e verdades sobre investir dinheiro

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telas de computador mostrando gráficos de cotações

Começar a investir dinheiro ou guardar sempre foi um problema para muitas pessoas, ainda mais agora em época de pandemia e de incertezas econômicas. Conseguir conquistar uma renda boa e fixa se tornou ainda mais difícil.

Hoje, principalmente no Brasil, é comum que pessoas tenham medo de investir dinheiro. Para se ter uma ideia, de acordo a pesquisa “o bolso do brasileiro” realizada pelo Instituto Locomotiva para a Xpeed, quase metade dos brasileiros (46%) sentem ansiedade com as finanças e 47% ficam inseguros quando precisam lidar com contatos recebidos de instituições financeiras.

Além disso, existem muitos mitos e verdades sobre como investir dinheiro. Por isso, queremos mostrar algumas frases que acabam sendo propagadas boca a boca, mas que em nada refletem a realidade.

Desmistificar esse assunto pode ajudar a resolver alguns preconceitos sobre como investir dinheiro.

A seguir, confira quais são os principais mitos e verdades esclarecidos pelo especialista Pedro Marques, sócio-fundador da Bullseye – plataforma que ajuda pessoas a entrarem no mercado de investimentos.

Mitos e verdades sobre investir dinheiro

Em primeiro lugar, o especialista alerta que existem muitos oportunistas prometendo coisas absurdas, o que leva diversas pessoas a perderem dinheiro e criarem um pensamento negativo sobre investimentos.

“Essa falta de informação faz com que as pessoas prefiram deixar o dinheiro em conta corrente ou numa poupança. Hoje em dia temos um boom legal de pessoas dispostas a mudar esse cenário”, disse.

Abaixo, confira os principais mitos e verdades sobre o assunto:

1. VERDADE: Oportunistas prometem milagres no mercado financeiro

Essa é a primeira verdade. De acordo com o especialista, um grande problema em questão acerca da educação sobre investimentos e como investir dinheiro é que existem muitas oportunidades prometendo retornos inimagináveis.

“Por uma questão de falta de educação sobre o assunto, muitos acreditam nessas mentiras e acabam perdendo dinheiro, criando o mito em relação à bolsa: cassino. E não só oportunistas, mas muitos gerentes de banco recomendam certos investimentos que nem eles mesmos teriam coragem de investir. Vale o alerta”, ressalta Marques.

2. MITO: É possível investir dinheiro sem entender qual o perfil de investidor

“O primeiro passo é conhecer o perfil do investidor e alinhar as expectativas aos objetivos e riscos que a pessoa está disposta a correr. Depois disso, é preciso buscar aprender sobre quais são os investimentos que mais se adequam ao perfil”, explica.

Além disso, Marques também destacou que é necessário começar a investir uma pequena quantia e ir aumentando conforme sentir segurança. Também é necessário ir aprendendo aos poucos, desde os investimentos mais simples até os mais complexos.

+ Como saber meu perfil de investidor? Descubra!

3. MITO: Todo investimento é seguro

“Se seguro significa nunca perder dinheiro, no curto prazo, quase nenhum investimento é seguro. Mas para entender quais investimentos serão seguros para cada pessoa, é preciso seguir seu perfil de investidor, como falamos acima, e ao investir o capital, ir acompanhando o desempenho do investimento, entendendo se sua performance está alinhada ao esperado e se continua adequado ao perfil”, conta.

investir em outubro
Investir dinheiro é uma importante ação a ser tomada, principalmente em época de pandemia e de incertezas econômicas

4. VERDADE: É impossível prever o mercado financeiro

Essa é outra verdade quando o assunto é investir dinheiro. De acordo com o especialista, “as pessoas nunca vão parar de tentar. Alguns investimentos são mais previsíveis que outros, e mesmo os menos previsíveis sempre estão cercados de teorias”.

Marques também destacou que “é importante seguir as teorias que fazem mais sentido, mas ao mesmo tempo estar atento ao que fazer caso sua teoria esteja errada no curto prazo”.

Como exemplo, ele usou a pandemia do coronavírus. De acordo com ele, ninguém esperava que uma pandemia deixaria o mundo inteiro em lockdown: “o que fez com que muita gente perdesse dinheiro, pois confiavam demais na teoria que 2020 seria um ano de pleno crescimento para investimentos em renda variável”.

+ Renda fixa x renda variável: confira as diferenças

5. MITO: É possível ter altos rendimentos em pouco tempo de investimento

“Esse é um dos principais erros de quem está começando. Além desses, existem outros erros cometidos por iniciantes: resgatar investimentos com prejuízo devido a fatores que não vão influenciar no longo prazo, investir sem pleno conhecimento do que estão fazendo, seguir recomendação de analistas dos bancos sem entender qual o investimento e seu rendimento mensal.

Existe um erro muito comum: comprar na alta e vender na baixa. Por isso, é importante estudar e analisar os ativos. Afinal, cada ativo representa uma empresa, e como dizia Peter Lynch, busque saber o que ela faz e qual a sua situação”, recomenda.

O que você achou do texto? Bom? Lembrou-se de outro mito ou verdade que as pessoas contam quando o assunto é investir dinheiro? Então compartilhe conosco, e com os demais leitores, a sua opinião sobre o assunto!